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História da Morte

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A temática Morte

Diversas foram as formas e representações construídas pelos homens diante da morte.Mesmo sendo um fato singular e concreto,a temática suscita interpretações variadas por aqueles que procuram analisar esse assunto sempre presente em diferentes sociedades ao longo do tempo.(.PETRUSKI,Maura Regina.A cidade dos mortos no mundo dos vivos-os cemitérios.Publicado em 13/03/2007).
A morte passou a ser objeto de pesquisa escolhido por alguns historiadores do grupo dos Annales,a partir da segunda metade do século XX,o que fez com que o tema se consolidasse no seio da história.Dentre os historiadores que se interessaram pelo assunto destacam-se:Phllipe Ariés, Michel Vovelle e o brasileiro João José Reis.

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ROGERIO TORRES MEDEIROS Comentário de ROGERIO TORRES MEDEIROS em 21 dezembro 2009 às 17:09
Oi Pessoal, estou precisando de fontes do periodo de 1849, sobre os enterramentos que eram realizados nas igrejas e passaram para os cemiterios, principalmente fontes medicas, se alguem souber de algo.
muito obrigado
Kathya de Oliveira Cardoso Comentário de Kathya de Oliveira Cardoso em 19 dezembro 2009 às 21:45
No natal, um poema leve e belo sobre a Morte:

Botão de Rosa

Nos recôncavos da vida
jaz a morte.
Germinando
no silêncio.
Floresce
como um girassol no escuro.
De repente vai se abrir.
No meio da vida, a morte
jaz profundamente viva.

Thiago de Mello
Carla Nagel Comentário de Carla Nagel em 9 dezembro 2009 às 0:40
Olá Netto !
Que tal começar nos falando um pouco sobre o seu trabalho ?
NETTO_HISTORIA Comentário de NETTO_HISTORIA em 6 dezembro 2009 às 20:30
Boa noite pessoal!
Estou concluindo o curso pela UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA, tendo como tema de TCC o universo da morte. Gostaria de trocar informações sobre o tema.

Abço!

Netto
MiIton Cavalheiro Mendes Comentário de MiIton Cavalheiro Mendes em 6 dezembro 2009 às 12:40
A leitura dessas ótimas postagens me remete a Ernesto Sábato, que em Antes del fin insinua uma hipóse de suicídio, dizendo Eu também quis fugir do mundo. Vocês me impediram que o fizesse, com suas cartas, com suas palavras pelas ruas, com seu desamparo.

Sábato, a partir daí, propõe:

Proponho-lhes então, com a gravidade das palavras finais da vida, que nos abracemos em um compromisso: saiamos para os espaços abertos, arrisquemo-nos uns pelos outros, esperemos, ao lado de quem estende os braços, que uma nova onda da história nos erga. Talvez isso já esteja acontecendo, de modo silencioso e subterrâneo, como os brotos que pulsam sob a terra do inverno.
Uma coisa pela qual ainda vale a pena sofrer e morrer, uma comunhão entre homens, aquele pacto entre derrotados. Uma só torre, sim, mas refulgente e indestrutível.


Um abraço a todos.
Cíntia Medeiros Comentário de Cíntia Medeiros em 6 dezembro 2009 às 9:14
Saudações cordiais minha cara Nagel...
Eu estou muito feliz em ter encontrado uma rede social sobre a morte...pensei q iria terminar a facul frustada e naum riria me encontrar lá dentro...sabia o q queria mais naum tinha nenhum orientador...enfim chegou minha hr, e meu tema escolhido é a morte. Estou à iniciar no lânguido caminho da morte shaushaushaus para o meu mestrado.
Ozéas de Oliveira Comentário de Ozéas de Oliveira em 27 outubro 2009 às 15:49
Gostaria que os amigos que apreciam História da Morte participassem do fórum História Social - Como o suicídio tem sido encarado historicamente? Obrigado!
Carla Nagel Comentário de Carla Nagel em 5 agosto 2009 às 23:59
Confesso que nos poemas da Florbela, consigo até sentir um cheirinho de cravo...rsrs
Ivani de Araujo Medina Comentário de Ivani de Araujo Medina em 5 agosto 2009 às 21:15
Ótimo tb Carla. Cada poema tem o seu perfume, mas nenhum deles cheira a cravo.
Carla Nagel Comentário de Carla Nagel em 5 agosto 2009 às 20:30
Aí vai mais um poema-morte :

Morte, minha senhora Dona Morte,
Tão bom que deve ser o teu abraço !
Lânguido e doce como um doce laço
E como uma raiz, sereno e forte.

Não há mal que não sare ou não conforte
Tua mão que nos guia passo a passo,
Em ti, dentro de ti, em teu regaço
Não há triste destino nem má sorte


Dona Morte dos dedos de veludo
Fecha-me os olhos que já viram tudo !
Prende-me as asas que voaram tanto !

Vim da Moraima, sou filha do rei,
Má fada me encantou e aqui fiquei
À tua espera...quebra-me o encanto.

( FLORBELA ESPANCA, 1931 )
 

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ABRAÇO PARTIDO

Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada.

Ariel sempre estranhou o fato de nem sua mãe nem seu irmão falarem sobre seu pai, que nos anos 70 partiu para lutar na Guerra do Yom Kippur, em Israel, e nunca mais retornou. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.

"El Abrazo Partido", filme argentino de 2004 fez bastante sucesso aqui no Brasil. No fundo, sua trama gira em torno de Ariel, que não consegue aceitar o fato do pai tê-lo abandonado para ir lutar na guerra do Yom-Kippur. Essa rejeição à figura paterna também fica explícita no pouco conhecimento que Ariel tem do judaísmo. Face à crise que se abate sobre a economia de seu país, Ariel decide batalhar pelo passaporte polonês (seus avós eram poloneses) e, dessa forma, ter a possibilidade de entrar na Europa e viver com um seguro-desemprego.

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