Introdução
Considerando o que representou a Sorocabana no desenvolvimento sócio-economico do estado de São Paulo e a importância do transporte ferroviario em uma sociedade que começa a se preocupar com a sustentabilidade do planeta, entender o processo que levou ao colapso nossas ferrovias, principalmente a Sorocabana, é tão importante quanto colocar em cena o debate sobre as novas tecnologias sobre trilhos.
Objetivos
O objetivo da pesquisa foi investigar a contribuição da Estrada de Ferro Sorocabana no desenvolvimento econômico e social do oeste paulista, região conhecida como Alta Sorocabana, mostrando sua importância como estrada desbravadora e propiciando o surgimento e desenvolvimento de cidades ao longo de seus trilhos e como a rodovia influenciou no fim da Estrada de Ferro Sorocabana.
Metodologia
A pesquisa baseou-se em análises de relatórios econômicos da Sorocabana, em análises das leis e decretos que regularam o seu funcionamento, em noticias veiculadas por jornais regionais e por boletins do Sindicato dos Trabalhadores da Sorocabana. A bibliografia utilizada foi baseada em livros e artigos relacionados diretamente com a Sorocabana, com o tema ferrovias e conceitos teóricos sobre território.
Resultados
A pesquisa permitiu inferir que o surgimento da rodovia serviu como um elemento catalisador do processo de desmantelamento da Sorocabana. Seus problemas foram resultados de falhas administrativas, da falta de manutenção do leito e da manutenção de um traçado inadequado. Estes problemas somados à forte pressão da folha de pagamento nas finanças da empresa, em um período em que as nomeações para diversos cargos passaram a ser por indicação política e não por competência, deixaram a Sorocabana em situação de insolvência. O transporte de cargas e passageiros tornando-se mais eficiente pela estrada de rodagem obrigou o governo subsidiar as tarifas da Sorocabana para manter seus preços competitivos tornando suas contas onerosas para o estado e agravando a deterioração da estrada ainda mais.
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Olá Eduardo, tudo bem?
Acabo de entrar no grupo e estou muito feliz que tenham pessoas que se interessam por estudos sobre ferrovia!!
Bom, sou mestrando na FCL/UNESP-Assis e meu estudo também é sobre a Sorocabana, porém acredito que um recorte temporal e abordagem um pouco diferente da sua, mas é muito bom saber que tenho companheiros de jornada!
Gostaria muito de "trocar figurinhas" com você sobre o tema...além disso, temos um grupo que está desenvolvendo pesquisa sobre as ferrovias paulistas e acho que como estudioso do tema deve saber que são raros grupos de discussão sobre...além disso realizamos conferências e mesas nacionais e internacionais e que têm sidos muito produtivas e enriquecedoras!!!
Permalink Responder até Eduardo Landucci Pinto em 10 janeiro 2012 at 22:20
Caro Lucas,
Fico muito feliz em saber que não sou um solitário no estudo da Sorocabana, e claro que podemos trocar figurinhas sim, pois pretendo levar este tema para o meu mestrado. Gostaria de poder fazer parte do grupo, não sei bem como fazer isto morando em São Paulo sendo o grupo de Assis. Mas podemos pensar nisto.
Se possível, quando tiver algum evento, pode me convidar que procurarei participar.
Se quiser e quando quiser, pode me enviar e-mail. edu.lan@terra.com.br ou eduardolan@bol.com.br
Um forte abraço,
Eduardo
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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