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Como profissionais ligados a educação estão lidando com o Ensino sobre África e cultura afro-brasileira nas salas de aula? É um tema novo e gera a atenção dos alunos, principalmente a possibilidade que ele proporciona para o questionamento do preconceito racial e o fim da imagem do negro apenas como escravo. O que vocês acham da inclusão destes temas na sala de aula? Pode contribuir para a formação de melhores cidadaõs? Ou é apenas mais trabalho para o professor tentar incluí-los a matéria?

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Respostas a este tópico

Nunca entendi muito bem esta história de dizerem que só agora que começamos a estudar a história da África em sala de aula, por acaso as pessoas não lembram de onde se encontra geograficamente o Egito? ...É na àfrica!! E devemos lembrar que os egipcios formaram uma das civilizações mais adiantadas da antiguidade, falar da escravidão nas aulas de história (o que é + antigo que andar pra frente!!) também trata da história africana. O que estava falando era a valorização efetiva destes temas e a aprofundação na cultura dos africanos ou dos afro-descendentes (tanto de hoje quanto de ontem!).

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A questão como você mesmo disse é a "a valorização efetiva destes temas" e a importancia da cultura afro na formação de nossa cultura, algo que não se trata no ensino, em especial em História, a Africa é muito mais que as pirâmides ou a AIDS. Em relação ao Egito, em alguns livros ele se encontra tão distante da África, que parece estar no continente errado, os egipcios foram tão embranquecidos pela história que esquecemos que é também negro como o resto do continente, não tão negro assim, mas é. E quando se fala em história da África se fala dela toda e não de uma parcela deslocada, o Egito, a parte negra também tem história. Valeu pela resposta e espero q a minha tenha esclarecido alguma coisa pra você!

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Olá!
Concordo com você...o Egito está corretamente inscrito geograficamente na África, o que muda é o tratamento dado a esta localização, ou seja, este fato é desconsiderado não só no livro didático como também pelo próprio professor, que muitas vezes não faz tal conexão de tão acostumado que esta a tratá-lo como sendo um lugar em si mesmo, isolado, ou pertencente ao Mediterrâneo pela influência cultural. Bem, mas o que me levou à escrever estas linhas foi a necessidade de fazer uma observação: ao trabalhar as culturas, suas mudanças e diferenças torna-se imprescindível o cuidado em não hierarquizá-las, porque se deve a este fato a idéia de superioridade e inferioridade, de atraso ou avanço de determinadas culturas em detrimento de outras...
A história da África, por exemplo, esteve e está permeada por estes conceitos, que devem ser repensados e mesmo não utilizados em alguns contexto, na verdade em nenhum!

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Realmente acho que devemos estudar a Àfrica, principalmente por todo nosso envolvimento histórico, racial, com este continente. Tentar entender a nossa história isoladamente é complicado, acho que o ensino não valoriza esse aspecto, mas deveria. Contudo para os professores ensinarem sobre isso nas salas de aula é preciso serem capacitados para a História da Àfrica, não apenas transmitir informações...
Na Universidade em que eu estudo (UEL), há uma optativa sobre história da Àfrica do Norte Antiga( o Magreb), é realmente muito interessante, nos permite debates e reflexões incríveis. No entanto, seria necessário mais do que isso, uma noção realmente geral, principalmente nas partes que envolvem o Brasil.

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De fato as temáticas de história da áfrica vem sido abordada "já algum tempo" na contextualização da história e geografica. No entanto, essas abordagens eram e são em suas maiorias das vezes preconceituosas, racista e eurocentricas, o negro sendo enfatizado de apenas como o escravo, submisso e um ser menosprezavel por uma visão europeia. Com a Lei 10639/03 o ensino da África e a cultura afro-brasileira passa a ser "vista" por um outro ângulo da imagem do negro e a sua representação passando a quebrar uma gama de estereótipo em torno do mesmo, dando tambem oportunidades para pesquisadores brasileiros (muitos já algum bom tempo realizando estudos) serem reconhecidos pelo o enpenho mediante a tematica.
A abordagem em sala de aula é de suma importancia, pois ira contribuir para uma formação de cidadãos mais instruidos e consequentemente uma sociedade menos racista. Mas é válido ressaltar que ao profissional da educação não é uma tarefa fácil, pois os próprios manuais didáticos (mesmo publicados após a Lei 10639/03) ainda estão muitos carentes de informações e a nossa sociedade lamentavelmente é herdeira dos moldes europeus e medieval. A mudança ocorrerá, mas como todo processo historico, será lenta.

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Como sabemos, a Lei 10.639 abriu o caminho para se pensar em "resgatar" e discutir a "História da África" em nosso país, preenchendo assim uma lacuna "latente" em nossos curriculos escolares: a falta de um "olhar" muitas vezes "oculto"- intencionalmente- sobre a contribuição do continente africano para a formação da nossa História. Apesar desse verdadeiro "boom" dos estudos sobre a África, e particularmente sua inestimável contribuição para o Brasil, é preciso ter cuidado com o "recorte" e consecutivo "resgate" da África na sala de aula. Pois, pensar em África não é pensar em um país, mas sim em um continente, que contém em si um "mosaico" de povos, com valores diversos, costumes, crenças...
E que por isso, não podem ser "categorizados" como homogênios, nem tampouco, como simplesmente "tribos".
Ao professor o desafio está em antes conhecer a África, não por uma perspectiva ocidental(o que muitas vezes é uma "armadilha" quase que inevitável) mas africana. Em outras palavras, é preciso deixar que África "diga" quem ela é pela "entoação" de sua própria "voz", porque independente de nós- "sedentos" por uma cultura dita "original" e "absoluta"- os africanos sempre pensaram, interpretaram e "moldaram" o mundo, segundo sua própria "ótica" de VIVER e SENTIR esse mundo.E é isso que devemos ter o cuidado de não esquecer ao lidarmos com o Ensino de História e cultura afro-brasileira.É um desafio realmente (pois há muitos preconceitos e pré-conceitos) mas ao mesmo
tempo é instigante, experiência que nos faz crescer não só como profissionais,mas também como pessoas que esperam que a igualdade e o respeito pelas diferenças sejam sempre objetivados, sem os limites impostos pela "voracidade" de valores tidos como únicos, e absolutamente...verdadeiros.

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Ao ler o seu texto levantei e comecei a bater palmas, pq é isso mesmo. Ao se pensar em àfrica não se pensa em um continente com pessoas semelhantes fisicamente, mas com culturas diferentes,e que é dado ao professor uma bomba, pois ele deve quebrar preconceitos e construir uma nova imagem da África e que o que é visto hoje é resultado de um longo processo histórico.
Ao apresentar em sala de aula a cultura afro-brasileira e africana é reconhecido a participação do negro na formação e construção de nosso país, é finalmente louvado a diferença, principalmente que esta não foi uma ação tranquila e amena para nenhuma das partes envolvidas!!! Agradeço pela participação, adorei o seu comentário!

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Não estão sendo tratados, estes temas em sala de aula, são muito polêmicos e muito pouco tem sido feito pra inserir a matéria "história da África" nas escolas, tive oportunidade de participar de um forum sobre o tema mês passado, na unisantana com inumeras lideranças "afros", bem como com professores universitários de vários estados do Brasil e após dois dias de discussão e muita falação, sai de lá com a sensação que o governo criou a lei que obriga a inclusão da matéria, todavia a lei é de 2003 e até agora nada e o que as pessoas buscam basicamente é uma forma de lidar com o "problema"
africano e afro-brasileiro. Como se as lideranças quisessem uma cartilha, que diga vá até esse ponto, não passe daqui, pude presenciar perplexo uma professora da rede municipal, questionar se entre os assuntos afro-brasileiros, deveria ser abordado a "macumba".
Ora se a dita professora, não sabe nem qual o nome das religiões de matriz africana, como esperar que ela aborde a riquissima mitologia africana para elucidar aos seus alunos como pensava o negro africano e em que acreditava, para derrubar paradigmas tais quais que eles eram barbaros preguiçosos e bardeneiros.
VAle muito a pena acrecentar africa nas nossas aulas, nossos alunos, só tem a ganhar em conhecimento e em derrubar preconceitos, agora será trabalhoso, a será e muito, mas não é para isso que nos tornamos professores, para vencer desafios e levar o conhecimento aos nossos pupilos?
Posso ver pelos nível das respostas que me antecederam, que temos futuro, como professores de história da África e da cultura afro-brasileira, um grande abraço a todos!

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Concordo plenamente com você. Os professores não estao preparados para abordar este tema em sala, mas nós somos a prova viva de que isto é possível e necessário, principalmente em um país como o nosso que tanto negou a existencia do racismo e discriminação racial, sempre visto como o "paraíso dos nogros".

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Pode contribuir para a formação de cidadãos autônomos e conscientes de sua identidade nacional e a real história do Brasil.

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O Egito fica na África, mas nem todos os professores se lembram de falar essa importante informação. E tem outra coisa, o continente africano não se resume ao Egito. O berço da humanidade é a África. Os primeiros povos são africanos. Por isso, acredito que deve-se estudar, discutir, compreender o continente africano sim, mas não apenas como lugar de Aids, fome e florestas repleta de animais selvagens. Deixar de lado o velho e ultrapassado preconceito, ainda existente na sociedade brasileira.

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Cinehistória

ABRAÇO PARTIDO

Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada.

Ariel sempre estranhou o fato de nem sua mãe nem seu irmão falarem sobre seu pai, que nos anos 70 partiu para lutar na Guerra do Yom Kippur, em Israel, e nunca mais retornou. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.

"El Abrazo Partido", filme argentino de 2004 fez bastante sucesso aqui no Brasil. No fundo, sua trama gira em torno de Ariel, que não consegue aceitar o fato do pai tê-lo abandonado para ir lutar na guerra do Yom-Kippur. Essa rejeição à figura paterna também fica explícita no pouco conhecimento que Ariel tem do judaísmo. Face à crise que se abate sobre a economia de seu país, Ariel decide batalhar pelo passaporte polonês (seus avós eram poloneses) e, dessa forma, ter a possibilidade de entrar na Europa e viver com um seguro-desemprego.

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  • José Leandro
  • Beatriz de Aguiar Hanssen
  • Dayse Araújo da Silva
  • Maria do Socorro Mafra de Andrad
  • Jose Flavio de Araújo
  • Lisete Silveira
  • Bruno Leal
  • Ademar Queiroz Ferreira
  • Marcos Davi Duarte da Cunha
  • Guida Linhares
  • Jorge Carvalho do Nascimento
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