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Algumas universidades, após muito tempo de resistência, começam a inserir a cadeira de História da África em seus currículos da graduação. A disciplina é necessária e, por isso, muito bem-vinda. No entanto, fica a pergunta: ela deve ser obrigatória ou um movimento natural de cada instituição?

Tags: currículo, universidade, áfrica

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Respostas a este tópico

A Lei n.º 10.639/2003 determina a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana nos currículos escolares. Em 2005, buscando auxiliar na implementação da lei, a Ágere realizou, em parceria com o Ministério da Educação, a 1.ª etapa do curso Formação em História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, direcionado para 5 mil professores de todas as regiões brasileiras. Na minha concepção: se é lei, a mesma deverá ser cumprida.

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Acredito que a maior dificuldade de se por em prática a Lei 10639/2003, é a falta de profissional capacitado para lecionar a disciplina de História da África e do Negro no Brasil.
Uma vez que muitos profissionais da área acreditam que, para desenvolver o ensino dessa disciplina é necessário o tempo todo se vincular a questões culturais e religosas, o que não é verdade.
Primeiramente temos que buscar capacitação para os profissionais e depois passar conhecimento sobre o continente africano ao corpo discente.

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Oi, Renata!


A principio, se formos procurar com olhos bem aguçados, vamos encontrar pouquissimos especialistas no ensino de historia da Africa. Eu mesmo, confesso, não sou um. Se tiver que designar alguma "especialização" pra mim, diria que é em historia iberica, ou Inquisição. Mas o problema de ser apaixonado pela historia num todo é o de que estamos sempre querendo pesquisar e aprender, e eis-me lecionando um curso, pra graduação em historia, de historia da Africa. É uma dificuldade danada, tanto documental (que a gente vai se virando) e bibliografica (essa, ja um pouco mais facil de se lidar).
Por outro lado, creio que o grande barato de estudar a história da Africa é exatamente ir pela contra-mão da visão que se tem, de modo tradicional, desse campo de estudo: trabalhar com questões religiosas e culturais, como se tudo fosse uma preparação pra estudar a escravidão no Brasil. O que me proponho é exatamente analisar as sigularidades da Africa, e historiciza-las; a variedade e vastidão cultural, etnica, linguistica e religiosa é muito maior que na Europa, só pra citar o exemplo mais contundente - e isso se reflete na situação do continente hoje. A gente se rala pra dar o melhor... se voce quiser e tiver interesse, adorarei compartilhar meu plano de curso contigo.

Todo amor que houver nessa vida,


Pedro

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Pedro,
Entendi perfeitamente sua colocação, sou uma estudante sobre o continente africano e sei que a diversidade neste local é enorme.
Nós professores-historiadores, somos guerreiros no sentido de buscar sempre novas informações para nos enriquecer como profissionais.
Mas não dá para fechar os olhos e acreditar que todos são como nós.
Exemplo disso é que no Rio de Janeiro apenas um local tem lato sensuem História da África e do Negro no Brasil, isso dificulta e muito a formação de novos profissionais.
E a solução mais próxima é nos apefeiçoar-mos nos cursos de extensão sobre o assunto.



Grande abraço


Renata Argemiro

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eu ja to ate pensando em desdobrar meu curso de historia da Africa pra historia da Africa I e II....

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onde tem no rio de janeiro curso sobre a historia da africa?

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Candido Mendes....

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simonsen em padre miguel tb tem... fiz lá

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RENATA CONCORDO COM VOCÊ MAS ACHO QUE O MAIS COMPLICADO AINDA É O MATERIAL, POIS JA PAROU PARA VER ALGUMAS BARBÁRIAS QUE SÃO PUBLICADAS POR RENOMADOS ESCRITORES, O QUE É PIOR COM UMA A CEITAÇÃO DO GOVERNO.

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a 'barbárie" é fruto do desconhecimento. Provavelmente alguem escutou o galo cantar e não sabe onde, e fica repetindo o q ouviu... e se esquece de que a Africa é muito complexa e rica, com uma historia plural, também complexa e rica. Aí generaliza...

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Compreendo Maria. Aliás, boa lembrança a sua!

Acho que deva existir a disciplina sim...e como obrigatória!

Mas ainda assim, trag uma questão: vejo muita gente abordando a questão como se esta obrigatoriedade fosse uma espécie de reparção político-social. E isto pode prejudicar o fortalecimento da disciplina. Vocês não acham?

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Bom, acho que as instituições, de maneira geral, caminham para incluir não só História da África nos seus cúrriculos como outras disciplinas como História da Ásia, Oriente Médio, etc... Porém, quando começamos estudar uma disciplina como HIstória da África vemos que a complexidade é tamanha, que a disciplina mereceria um curso de graduação inteira, para poder ser mais aprofundada e abarcar outros períodos que não o colonial (séc. XIX e XX).
Seria hora, talvez, de repensarmos o currículo de História, aproximando do que já é feito la fora (Europa e EUA): ter uma linha geral comum, mas logo no início do curso dar um direcionamento de acordo com o interesse de cada aluno. Essa é uma discussão que merece um tópico, não?

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ABRAÇO PARTIDO

Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada.

Ariel sempre estranhou o fato de nem sua mãe nem seu irmão falarem sobre seu pai, que nos anos 70 partiu para lutar na Guerra do Yom Kippur, em Israel, e nunca mais retornou. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.

"El Abrazo Partido", filme argentino de 2004 fez bastante sucesso aqui no Brasil. No fundo, sua trama gira em torno de Ariel, que não consegue aceitar o fato do pai tê-lo abandonado para ir lutar na guerra do Yom-Kippur. Essa rejeição à figura paterna também fica explícita no pouco conhecimento que Ariel tem do judaísmo. Face à crise que se abate sobre a economia de seu país, Ariel decide batalhar pelo passaporte polonês (seus avós eram poloneses) e, dessa forma, ter a possibilidade de entrar na Europa e viver com um seguro-desemprego.

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