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Algumas universidades, após muito tempo de resistência, começam a inserir a cadeira de História da África em seus currículos da graduação. A disciplina é necessária e, por isso, muito bem-vinda. No entanto, fica a pergunta: ela deve ser obrigatória ou um movimento natural de cada instituição?

Tags: currículo, universidade, áfrica

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Respostas a este tópico

Considero que deva ser obrigatória em todos os âmbitos de ensino, desde o fundamental, médio e universitário. O ocidente tem uma dívida imensa com a África e estudá-la levará o aluno a entender todo o genocídio de nosso projeto civilizatório etnocêntrico europeu.Além do mergulhos nas incongruências da ordem legislativa imperialista moderna e cristã, será a oportunidade de resgatarmos os valores, crenças práticas e atitudes em sua ampla africanidade tão incorporadas em nosso cotidiano , que precisamos identificar a contribuição social e espiritual de nossos ancestrais.

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acho q deve ser estudado não pra "pagar uma dívida histórica", ou por obrigação de uma lei paternalista... mas sim porque é interessante, como toda História

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Se nós estudarmos a história da África a partir da escravidão e de todos os erros cometidos peloscolonizadores haveremos tambem de tornar conhecido as guerras étnicas ocorridas entre as tribos africanas onde um povo dizimava ou escravizava o outro como tambem o comércio negreiro feito por ex-escravos que tornaram-se ricos como o Xáxa e outros. Oque tem que ser ensinado é o contexto histórico em que os fatos ocorreram e não essa quebra de braço interminavel entre a cultura branca poderosa e África vitimizada,visto que nós somos povos ocidentais e vivemos dentro desta contexto "civilizatório" e a África continua lá vitimizada pelos povos ocidentais.Qual a realidade da África hoje, será que nós professores sabemos oque acontece por lá agora, o drama de Darfur, Congo Belga, Burundi e outros a miséria dos afrodescendentes do Haiti onde os soldados brasileiros estão a serviço do imperialismo americano,Vamos dar uma espanada ou seja uma arejada na história e vamos trazer o discurso para o presente.

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SANGUE NEGRO

Virada do século XIX para o século XX, na fronteira da Califórnia. Daniel Plainview (Daniel Day-Lewis) é um mineiro de minas de prata derrotado, que divide seu tempo com a tarefa de ser pai solteiro. Um dia ele descobre a existência de uma pequena cidade no oeste onde um mar de petróleo está transbordando do solo. Daniel decide partir para o local com seu filho, H.W. (Dillon Freasier). O nome da cidade é Little Boston, sendo que a única diversão do local é a igreja do carismático pastor Eli Sunday (Paul Dano). Daniel e H.W. se arriscam e logo encontram um poço de petróleo, que lhes traz riqueza mas também uma série de conflitos.

Livremente inspirado no romance "Oil!", escrito em 1927 por Upton Sinclair (1878-1968), Sangue Negro (There Will Be Blood, 2007) foi muito bem aceito pela crítica, sendo comparado, inclusive, com o clássico "Cidadão Kane". Dirigido por Paul Thomas Anderson, um dos mais cultuados diretores americanos dos últimos anos. Trata-se de um filme épico, que discute temas como poder, fé, família e o paradoxo de ter tudo e nada, ao mesmo tempo.

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