De ferramenta de motivação durante a Grande Recessão ao panfletarismo heróico na Segunda Guerra Mundial e vilão ideológico na Inquisição Macartista, os Quadrinhos sempre estiveram presentes na História.
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Última atividade: 7 Nov, 2011
Gibi é coisa de criança. E se não é, deveria ser. Não pelo estigma imposto durante eras por intelectuais vaidosos empunhando catedráticos tomos técnicos ou gente limitada cujo maior esforço cognitivo se resume a digerir notícias mastigadas de telejornais e tablóides tendenciosos, mas simplesmente por sua significativa importância artística, social e cultural.
No Brasil o termo adquiriu conotação tão pejorativa, que hoje até os mais apaixonados o renega, fazendo questão de esclarecer que “Gibi” era uma publicação nacional lançada no fim dos anos 30, que virou sinônimo de Revista em Quadrinhos por causa da notoriedade alcançada na época. Acerca deste incoerente demérito nem mesmo a sabedoria de Minerva ousa tentar compreender.
Excelsior! Tratados em tempos remotos com abnegada antipatia por educadores e afins, os Quadrinhos conquistaram desde o final do século passado, espaço e respeito entre as classes eruditas, recebendo o status de nona arte e o devido reconhecimento literário por segmentos de reputação destacada. Paradoxalmente, seja no dia mais claro ou na noite mais densa, é justo entre as camadas menos providas de senso crítico, equivocadamente acusadas de representar o seu público alvo, que se encontram os maiores detratores.
Quase 60 anos depois da Caça às Bruxas Macartista, vil período em que o psiquiatra disfarçado de cientista louco, Fredric Whertan, por meio de sua obra “A Sedução dos Inocentes”, gerou ferrenha perseguição ao gênero, ridiculamente acusado de promover a deformação moral da juventude, os ecos da insensatez ainda ecoam em algumas vozes. De qualquer forma, apesar dos exageros, o Hugo-A-Go-Go da Era Truman enxergava a arte sequencial com a seriedade que lhe é devida. Ironicamente, anos antes as tiras publicadas em jornais serviam para amenizar, por meio de aventuras fantásticas, as agruras da realidade causadas pela recessão econômica e como propaganda ideológica antinazista no auge da Segunda Guerra Mundial. Afinal, quem sabe o mal que se esconde no coração dos homens?
E se no extremo Norte das Américas os comics eram tido como subversivos nos hediondos Anos 50, em contrapartida na parte Sul do continente, nos Anos 70, os escritores chilenos Armand Matellart e Ariel Dorfman, em sua obra "Para Ler O Pato Donald", acusavam Walt Disney de fomentar propaganda imperialista por meio de suas histórias. Os autores viam nas atitudes monetaristas mesquinhas e nas genealogias dos personagens uma clara mensagem subliminar para imposição do capitalismo selvagem e do direito maquiavélico de exploração do chamado Terceiro Mundo nas relações com os Estados Unidos.
Da resistência dos irredutíveis gauleses contra o infeliz Império Romano de Cesar às críticas sociais da pequena Mafalda. Das metáforas existencialistas dos Peanuts ao narcisismo patriótico dos super-heróis de roupas colantes. Do erotismo das Valentinas aos orgasmos espaciais das Barbarellas. Da inocência de Yellow Kid aos distopismos totalitários de Alan Moore. Dos sonhos de Little Nemo aos pesadelos oníricos do Sandman de Neil Gaiman. Do humor colorido dos Sobrinhos do Capitão ao sarcasmo corrosivo de Frank Miller, Do Flower Power underground de Robert Crumb ao cotidiano urbano de Will Eisner. Da rabugice sovina do velho Tio Patinhas à doce infância de Calvin and Hobbes. Dos Maus nazistas de Art Spiegelman à sitiada Palestina de Joe Sacco, os prolíficos Quadrinhos sempre ilustraram momentos significativos da História.
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Comentário de Roberta Forster em 7 novembro 2011 às 8:18
Comentário de Roger Lopes em 19 outubro 2011 às 17:36 "Quem deseja, mas não age, gera pestilência... A abelha atarefada não tem tempo para tristezas... De manhã, pensa; ao meio-dia, age; no entardecer, come; de noite, dorme... Da água estagnada espera veneno... Nunca se sabe o que é suficiente até que se saiba o que é mais que suficiente"
Apesar da linguagem simples, o "Era dos Extremos" é um livro denso. Tenho certa familiaridade com os assuntos e períodos abordados, mas ainda assim, precisei fazer umas regressões espirituais em determinados momentos, para poder acompanhar algumas ligações conjunturais. Tem razão, é uma obra para ter à disposição na estante e ser lida em doses homeopáticas diversas vezes.
Por Júpiter! Na época que embarquei naquela fragata furada do Nautillus, comprando a coleção dos gauleses loucos, que quase fez o céu cair sobre nossas cabeças, o do Hobsbawn estava em promoção. Fiz o maldito salameminguê e o sorvete colorido escolhido veio derretido. Caso algum dia a fortuna volte a sorrir a meu favor, corrigirei esse big mistake.
Outro do Hobsbawn que me interessa é o "História Social do Jazz", que provavelmente deve relacionar a questão musical com o período do Crash da Bolsa de Valores de NY, a ascensão dos WASPs, o ressurgimento da Ku Klux Klan, a implantação da Lei Seca e o fortalecimento das Máfias nos Estados Unidos. Um monte de assunto sem importância que me enfastia a alma.
A propósito, a legítima proprietária tomou ciência de que a posse do objeto não se encontra mais sob meus auspiciosos cuidados? Tenho uma reputação, lavada com sabão em pó para tirar pequenas manchas, pela qual zelar, hehe
Comentário de Roberta Forster em 17 outubro 2011 às 12:26
Comentário de Roger Lopes em 9 outubro 2011 às 22:48
Comentário de Roberta Forster em 9 outubro 2011 às 17:22
Comentário de Roger Lopes em 9 outubro 2011 às 14:58 Sempre entendi o que queria dizer com "perda de tempo" e "desperdício de talento" e até concordo em partes com seu ponto de vista. É fato que com a mesma facilidade com que me empolgo com algo, também me entedio rapidamente. Talvez seja esse momento de tédio que você classifica como "inércia", hehehe. Apesar de não ter publicado muita coisa sobre o tema, nunca abandonei a idéia e nem parei de pesquisar. Tenho o nome da obra, o prefácio e algumas anotações, mas o que posso desenvolver somente com a memória, vai até um limite, depois é necessário o exercício de ratinho de biblioteca, e é neste ponto que a coisa emperra. Não tenho mais a disposição de outrora pra correr atrás de tomos empoeirados para as referências bibliográficas. Quanto à USP, nunca a tive como a pupila de meus olhos. Sou ambicioso, penso em uma compilação encadernada de muitas páginas e capa dura com o selo de uma grande editora, noites de autógrafos e coisa e tal. Mas tudo a seu tempo, não dá para ser imediatista com um projeto deste porte.
Não consegui identificar a assinatura do desenhista, mas de fato os Peanuts versão Watchmen ficaram show de bola. Se for comprar o "Watchmen", procure a Edição Definitiva da Panini (apesar da tradução ruim), que é graficamente semelhante àquela do Sandman. Watchmen, assim como tudo que o Moore escreve, tem muita referência histórica, política, filosófica, artística e o escambau. Cada vez que releio, encontro detalhes que não havia percebido. Quanto ao V de Vingança, que posso falar? Ficou um tempão com ele em mãos e nem se deu ao luxo de folhear. Agora que vem um professorzinho de história qualquer dizendo que é bom, resolveu que precisa ler. Tá vendo, não dá crédito ás minhas sugestões, agora emprestei pra outra pessoa e não posso te ajudar, hehe. Verdade, dias curtos, vida curta e cada vez mais livros, filmes, gibis e toda espécie de cultura inútil se acumulando na prateleira. Por Tutatis, são loucos esses Nerds!
Comentário de Roberta Forster em 9 outubro 2011 às 11:15
Comentário de Roger Lopes em 7 outubro 2011 às 17:07
Comentário de Roberta Forster em 7 outubro 2011 às 13:58 Bem-vindo (a) ao
Cafe Historia
Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
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