Trocar informações sobre a História da Música Popular Brasileira e seu papel para se entender a História do Brasil.
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Comentário de Rúbia Carla Martins Rodrigues em 30 novembro 2012 às 16:20 Concordo contigo Paulo. Atualmente estamos vivenciando musicalmente a "Era do lixo musical" e o que é pior somos forçados sem querer mesmo a conviver com essa "Ditadura de ruídos musicais".
Ola pessoal. Deixe-me fazer um alerta e um comentário sobre um livro chamado "Cale-se: a MPB e a Ditadura Militar" escrito, se é que pode se dizer isto - por Manu Pinheiro. Pois bem, estava preparando um curso sobre o período militar e censura, focando também a questão musical. Pesquisando uma bibliografia, deparei-me com esta "jóia". Fiz a encomenda ansioso, paguei R$38,00 e esperei. Chegou a "obra" e me deparei com 86 páginas de um trabalho primário, mal escrito e com tanto descaso que um trabalho de um colegial mediano ficaria tremendamente mais bem escrito. O "livro" e recheado de censo comum, não apresenta nada que valha a pena e recheado com letras de músicas muito mal analisadas, quando não de forma superficial. Fiquem alertas, o cenário cultural está entrando na era "aí se eu te pego".....o vulgar e superficial está invadindo. Alertem a todos.
Comentário de Carlos em 18 outubro 2012 às 18:18 Alguém aqui curte Claudinho e Buchecha ou Falcão ( do Ceará)?
Comentário de Rúbia Carla Martins Rodrigues em 18 outubro 2012 às 14:51 Pois é, Paulo, sou uma estudiosa dessas grandes façanhas das questões feministas. Acho que por isso gosto de responder sempre evidenciando as causas femininas. Atualmente estou em processo de flerte com meu projeto de doutorado. Parabéns em propor esta temática, que é muito rica em sua diversidade. É uma pena outros pesquisadores não estarem participando, mas acredito que podemos fazer a diferença.
então Rúbia, do Lundu saiu todos os ritmos tradicionais brasileiros. Meu interesse está no processo de desenvolvimento do samba no Brasil. Meu objetivo é tentar desmitificar o samba como algo eminentemente carioca, sem desmerece-lo é claro. Já a genuína musica brasileira é por excelência marcada pela sensualidade e malemolência. Então, o Lundu com a sua força liberou o corpo. Aliás na dança a liberação total se canalizou no sensualíssimo maxixe.
Por acaso você trabalha com questões feministas?
Comentário de Rúbia Carla Martins Rodrigues em 17 outubro 2012 às 21:20 Paulo,
O Lundu que foi muito bem definido por Tinhorão, ainda contribui com toda a sensualidade feminina, uma vez que, a dança exalta as ancas femininas, a cada movimento do requebrado da mulher. Esses movimentos tiveram origem através da cultura negra trazidas para a colônia brasileira.
Pois bem, Rúbia, muito coerente a sua contribuição, aliás, não sei se você conhece o LUNDU, que segundo Tinhorão é a verdadeira MPB. O lundu possui várias formas de estilos e manifestações. Uma delas é o lundu cantado. nesta versão há diversos poemas onde, não se consegue detectar o autor, porém as letras falam em amores e aventuras sexuais entre as senhorinhas e seus escravos. São maravilhosos. Eu ainda não consegui encontrar um trabalho sistemático sobre este assunto. É um campo muito vasto para ser explorado.
Comentário de Rúbia Carla Martins Rodrigues em 16 outubro 2012 às 17:30 Paulo,
através da música, no caso da MPB (Música Popular Brasileira), ela nos explica vários fatores e mudanças históricas, seja de comportamento ou mentalidade. Sabe-se que na música popular brasileira, refletindo o predomínio de compositores homens, consolidou-se uma tradição de quase total supremacia do eu poético masculino. Através da MPB podemos entender o processo de mudança de mentalidade feminina. Em muitas canções, a mulher, destinatária do apelo ou da queixa amorosa, raramente fala. De forma genérica é a musa. Musa que inspira a exaltação ou o lamento amoroso. Mas até ela, entre as demais mulheres presentes nas canções, ganha em complexidade psicológica e nitidez no retrato social.
Temos inúmeros exemplos, mas apriori ficarei com a contribuição do poeta Chico Buarque. Em músicas como "Atrás da porta" ou "Ana de Amsterdam", assinala, uma diferença, uma ruptura com a tradição, restaurando assim, a voz da mulher. A figura feminina é inscrita, dentro de uma ordem opressora e a canção, lhe é solidária, inclusive nas transgressões. A prostituta, a esposa infiel, a mãe desnaturada, a homossexual, ressurgem totalmente livres dos estigmas que lhes impõe a norma dominante.
Através das canções de Chico Buarque é devidamente perceptível a capacidade de se representar a figura feminina que fala de si mesma, com grande despojamento, assumindo o eu-feminino. Chico conseguiu com maestria melhor expressar as insatisfações da mulher, exaltar-lhe os poderes, compreender-lhe as transgressões e denunciar as injustiças de que foram e são vítima.
Termino minha contribuição dizendo que: "Querem saber mais sobre as mulheres? Perguntem os poetas".
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
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