EM 2017 COMEMORAREMOS OS 500 ANOS DA REFORMA LUTERANA. QUAL SUA OPINIÃO SOBRE A CONTRIBUIÇÃO DA REFORMA NA HISTÓRIA?

Em 19 de outubro foi realizado o Ato de Lançamento dos 500 Anos da Reforma, promovido pela IELB e IECLB, no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre, reuniu cerca de 160 pessoas. A atividade teve como objetivo marcar o início das festividades que se estenderão até 31 de outubro de 2017, data em que se completa o quincentenário da Reforma Luterana. Um dos momentos marcantes foi a apresentação do Video de lançamento das comemorações dos 500 anos da Reforma Luterana.

Tags: alemanha, lutero, reforma

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Respostas a este tópico

Oi amiga Bruna,

Sim isso foi um fato concreto, pois havia isatisfação por parte do povo, nobrez e parte do clero diante de algumas imposições feitas pela Igreja Católica que não estavam claras nas escrituras e não encontrava-se contexto Bíblico para elas, sendo a principal a cobrança de Indulgências.

A Reforma abriu um leque de opções para o surgimento de novas interpretações das escrituras principalmente pelo surgimento da mesma em líguas vernáculas. Infelizmente muitos se aproveitaram desses eventos para realizarem seus intentos pessoas como o amigo Leonardo cita o Rei Henrique VIII.

Henrique VIII não estava contente com o seu casamento com a Rainha Catarina aparentemente pelo fato de ter ficado gravida 7 vezes e ter perdido as crianças, somente uma menina sobreviveu. Henrique VIII preocupado com a sucessão ao trono e a necessidade de um filho homem, e passou a "perseguir" Ana, irmã de Maria Bolena uma de suas amantes. Catarina foi formalmente despojada do seu título de rainha, e Ana foi coroada consequentemente rainha consorte em 1 de junho de 1533.

A Igreja Católica reagiu a estes acontecimentos excomungando o Rei Henrique VIII em julho de 1533.

Em 1534, a Igreja Anglicana se separou em definitivo da Igreja Católica Romana, por iniciativa do Rei  Henrique VIII da família Tudor. Isso tudo porque o Papa Clemente VII, não aceitava o pedido de anulação de seu casamento com Catarina da família de Aragão, para se casar com Ana Bolena e ter descendentes homens, resolveu romper com Roma. A separação aconteceu através do ATO DE SUPREMACIA, confiscando todas as propriedades da Igreja Romana na Inglaterra.

Uma coisa meio confusa é que eles se consideram Católicos na medida em que se define como parte da Igreja Católica de Jesus Cristo, em perfeita  e válida continuidade com a Igreja apostólica. E ao mesmo tempo se definem Reformados medida que foi moldada por alguns dos principios doutrinários da REFORMA PROTESTANTE.

Abraços,

Leandro CHH

Olá amigo Leandro.

Obrigado pela tua resposta à Bruna, eu propositalmente não mencionei o nome de Henrique VIII, para ver qual seria a resposta dela

Há ainda uma questão em aberto no comentário dela sobre os Anabatistas.

Abraços.

Quando citei o Anabatismo, foi para identificar uma das religiões que surgiram ao correr da Reforma Protestante, mas seria interessante abrirmos um debate sobre a religião.
Abraços!

Olá amigos, segue uma contribuição do pessoal do Sola Scriptura!!
Anabatistas

Conhecidos também, de forma genérica, de “Anabatistas”, que significa “batizar outra vez”.
Os 1º “Batistas” após o período apostólico foram conhecidos por 4 nomes: Paulicianos (primeiramente no Oriente Médio e depois Europa Central e Alpes e Europa do Norte) , Montanistas (na Ásia Menor), Donatistas (no norte da África) e Novacianos (na Ásia Menor e Europa). Este “movimento” tem início cerca de 150 d.C. quando Montano e outros começaram a “batizar outra vez” aqueles que vinham das igrejas que criam em pelo menos 2 heresias: a regeneração batismal ou seja, a salvação pelo batismo e a hierarquização intra e inter-igrejas, iniciada por Clemente (95 d.C.), pastor da igreja de Roma, ao escrever carta à igreja de Corinto para tentar resolver um (outro!!!) problema ali existente.
Vários concílios de pastores foram convocados para analisar a situação: em Icônio, Frigia e 2 em Cartago (cerca de 225 d.C.), onde a decisão tomada foi a mesma, concordando com ela Tertuliano e outros pastores do norte da África, exatamente porque as igrejas erradas persistiram no erro. (II Ts 3:14,15; Tt 3:10,11). Oficialmente, este apelido foi dado por Estevão, bispo de Roma, em 253 d.C. que  excomungou todos os bispos da Ásia e norte da África que persistiram em “batizar outra vez”, aplicando-lhes os termos rebatizadores e anabatistas.

http://solascriptura-tt.org/EclesiologiaEBatistas/AnabatistasBatist...

http://construindohistoriahoje.blogspot.com/search/label/F%C3%89

Olá amigos do Grupo História da Igreja Evangélica Luterana. Estou incluindo um texto que trata do pedido de perdão por parte dos irmãos luteranos da IECLB (Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil) que faz parte FLM (Federação Luterana Mundial) da qual o Sínodo de Missouri que a IELB (Igreja Evangélica Luterana do Brasil) pertence não faz parte e não sei se compartilhão desse pedido de perdão, mas acredito ser importante para o grupo tal apresentação.Pois a perseguição dos reformadores aos Anabatistas chegou a ser chamada de Inquisição Protestante.

Luteranos (IECLB) dirigem pedido de perdão aos Anabatistas Menonitas.


Por Portal Luteranos -IECLB, publicado em 27/07/2010


Até o dia 27, terça-feira, 400 delegados de 140 igrejas-membros do mundo inteiro participaram em Stuttgart, na Alemanha, da 11ª Assembleia Geral da Federação Luterana Mundial (FLM). Ao todo, mais de mil participantes discutiram, durante uma semana, questões como injustiças e soluções para problemas humanitários globais. O evento teve como ponto alto, no dia 22 de julho, o pedido de perdão dos luteranos aos menonitas, pela perseguição religiosa ocorrida 500 anos atrás.
De acordo com o pastor presidente da IECLB, Walter Altmann, esse foi, sem dúvida, o momento mais impressionante de todo o encontro. “Foram momentos de muita emoção. A adoção da declaração de arrependimento, a solenidade do ato e culto de arrependimento e o pedido de perdão, seguido da proclamação de concessão de perdão de parte dos menonitas. Não fui nem de longe o único a quem vieram as lágrimas. No ponto culminante muitos de nós nos ajoelhamos”, contou Altmann.

O bispo Mark S. Hanson, ainda ocupando a presidência da FLM, descreveu o ato de arrependimento e reconciliação como “algo que constrói a comunhão e a define. Não apenas olharemos para trás; mas vamos também olhar juntos para a promessa de Deus no futuro”.

Através da adoção da declaração intitulada “Ação acerca do Legado da Perseguição dos Luteranos aos Anabatistas”, os/as luteranos/as expressaram arrependimento das perseguições violentas aos Anabatistas e pelas formas através das quais os reformadores luteranos apoiaram tais perseguições com argumentos teológicos. A declaração pede o perdão “de Deus e dos nossos irmãos e irmãs menonitas” pelos erros e pela forma como os luteranos repetidamente esqueceram ou ignoraram esta perseguição e continuaram a descrever os Anabatistas de forma errada e danosa.

A declaração foi baseada no trabalho feito pela Comissão de Estudo Luterana-Anabatista (2005-2009), que produziu o relatório “Curando Memórias: Reconciliando-se em Cristo”, que foi aprovado pelo Conselho da FLM em 2009.

Vários delegados defenderam a adoção da declaração. O arcebispo Nemuel Babba, da Igreja Luterana de Cristo da Nigéria, disse aos delegados que tinha vontade de chorar quando a declaração completa foi lida na assembléia. “’Perdão’ é uma palavra de difícil pronúncia para qualquer um”, ele disse. “Mas o dia de hoje é um marco para dois grupos que se aproximam graças à palavra ‘perdão’”.

Ao introduzir a votação, Hanson conclamou os/as delegados/as da Assembleia e os demais presentes na sala plenária a indicar seu endosso à declaração ajoelhando-se ou colocando-se de pé em silêncio. Num momento emocionante na história da FLM e nas relações entre luteranos e menonitas, o presidente da FLM anunciou que a declaração havia sido endossada unanimemente “num espírito de grande humildade”.

A Conferência Menonita Mundial reagiu ao arrependimento luterano

“Hoje, neste lugar, todos/as nós juntos/as – luteranos/as e anabatistas menonitas – estamos cumprindo o mandamento de Cristo”, disse o Rev. Dr Danisa Ndlovu, Presidente da Conferência Menonita Mundial, num depoimento emocionado à Assembléia. Ele confessou que os menonitas mantinham-se dolorosamente cientes de sua impropriedade.

“Não podemos nos aproximar desta mesa de cabeça altiva. Só podemos chegar aqui curvados e com espírito de grande humildade e tementes a Deus. Não podemos chegar a este ponto e falhar em reconhecer nossa própria natureza pecadora. Não podemos chegar a esse ponto sem reconhecer nossa própria necessidade da graça e perdão de Deus”.

Em um ato simbólico de reconciliação e servidão, Ndlovu presenteou Hanson com uma pia lava-pés feita de madeira, dizendo que ela representava o compromisso dos menonitas com um futuro “no qual a marca diferencial das relações entre luteranos e anabatistas-menonitas será o amor sem fronteiras e o serviço”.

Ndlovu descreveu como, em algumas igrejas anabatistas e menonitas, a prática do lava-pés tem sido mantida. “É em nossa vulnerabilidade de uns em relação aos outros que a presença miraculosa, transformadora e reconciliadora de Deusse torna visível no mundo”.

Ao aceitar o presente, Hanson disse: “Desta e de muitas outras formas, iremos seguir o exemplo menonita, e neste dia extremamente significante em nossas vidas não há de existir um exemplo mais público de reconciliação”.

Relembrando, perdoando e vislumbrando o futuro juntos

Num culto de arrependimento solene e cheio de significado, a XI Assembleia da FLM, em conjunto com os membros da comunidade menonita, reuniu-se para refletir acerca do passado doloroso que causou divisões entre luteranos e menonitas durante centenas de anos. A liturgia do culto incluiu um momento no qual os participantes foram chamados a “lembrar como os cristãos anabatistas conheceram o sofrimento e perseguição, e como alguns de nossos mais brilhantes líderes reformadores defenderam esta perseguição em nome da fé”.

O culto, que seguiu a aprovação unânime da declaração por parte da XI Assembleia, incluiu testemunhos de menonitas sobre a perseguição e seu legado, incluindo o seu impacto em pequenas comunidades e as formas através das quais líderes luteranos – às vezes com as melhores intenções – deram apoio teológico às autoridades civis que perseguiram os anabatistas.

O Rev. Dr Larry Miller, secretario geral da Conferência Menonita Mundial e co-secretário da Comissão Internacional de Estudo Luterana-Menonita, também partilhou seu testeminho. Ele falou da força e das feridas das histórias dos mártires dentro do contexto menonita à medida que seguiram vivendo em comunidades contemporâneas. “Desde o começo do movimento, os anabatistas interpretaram sua perseguição como a confirmação do discipulado cristão fiel”, disse Miller. “Ao longo dos séculos e ao redor do mundo, histórias de sofrimento fiel se tornaram marcante na formação da identidade anabatista-menonita”.

Miller confessou que as comunidades anabatistas-menonitas também “estão precisando de cura e perdão. Nesta ação entre nós também há a promessa de libertação e renovação para os menonitas-anabatistas”.

Seguindo as orações de confissão, conduzidas pelo Rev. Dr Ishmael Noko, secretário geral da FLM, o culto passou a “vislumbrar um futuro juntos” e espalhar as sementes de reconciliação e paz.
 
http://www.luteranos.com.br/articles/14892/1/Luteranos-dirigem-pedi...

http://construindohistoriahoje.blogspot.com/search/label/F%C3%89

Bom dia Leandro .

Nao faz muito tempo em que foi feito o mesmo em relacao aos Santos dos Últimos Dias ,pelos mesmos motivos .

Espero que isto sirva de exemplo e de futuro se procure através da verdade e com um dialogo saudável manter relacoes com os que nao acreditam nas mesmas coisas .

Cumprimentos

Lutero se revoltou contra os abusos da igreja, a começar pela venda de indulgencias e relíquias. Ele cria que a salvação se obtem somente pela fé sem obras. O protestantismo permanece, mas não mais em sua pureza doutrinária.

Carlos Esteves.

Olá Carlos,

Lutero não conseguia compreender a necessidade das indulgências para a Igreja de Cristo, foi um dos principais motivos da Reforma.

Devido ao fato de muitas famílias ricas acharem serem capazes de comprar sua salvação, pagando por missas, comprando indulgências etc. Martinho Lutero sofreu uma mudança interior muito forte, principalmente, após sua ida a Roma.

Ao observar os pobres e sua condição diante da Igreja de Cristo e a Salvação por meritos, seja por trabalhos de boas ações ou doação de riquezas. Lutero sofreu muito....

Em sua visita a Roma encontrou muitas atividades que para ele eram inadmissíveis haver na Sagrada Roma.

Diante desse pequeno resumo, vemos que Lutero desenvolveu uma revolta interior contra a salvação por obras e observou que nenhum mérito humano é capaz de redimir uma alma se quer, mas que a morte de Cristo Jesus na cruz não redimiu somente o pecado original, mas cobre todos os pecados, que qualquer pessoa comete e humildemente pede perdão não desejando nunca mais praticar tal obra.

Muito obrigado pela contribuição Carlos,

Leandro CHH

Leandro, é claro que nenhum ser humano pode ganhar afé por mérito próprio, mas temos que fazer a nossa parte como cristãos nos esforçando em entrar pela porta estreita, por renunciar ao pecado e batalhando sempre contra as tentações.

É claro que sem Jesus nada podemos fazer, mas ficar á espera que Ele faça oque podemos fazer não é cristão.

Jesus nunca disse que ia transformar uma pessoa só pela fé.

Oque ele disse á adultera?

Vai e não voltes a pecar. Portanto a nossa fé tem que ser coerente com a nossa conduta.

Sim verdadeiramente é isso. Após o batismo, mesmo que infantil a pessoa recebe a graça de Deus e então após isso se voltar a pecar pode retornar a Cristo Jesus por meio do arrependimento sincero. O arrependimento sincero consiste como o amigo disse: não voltes a pecar! Realmente a coerencia é tudo amigo. Como diz nossa amiga é irmã Diac. Arlete Adriana Prochnow, sempre que falamos em arrependimento, devemos olhar para a Bíblia e buscar a compreensão do que o arrependimento tem a ver com a nossa vida e com as nossas atitudes na maneira como nos relacionamos. Arrependimento exige mudança, compromisso e transformação no modo de pensar e principalmente de agir.
   Gosto da história do filho pródigo como exemplo de arrependimento, pois a relação entre o pai e o filho acontece sem cobranças ou rejeição. Esta relação se dá com acolhimento e o aceitar deste pai. O filho tem a liberdade para sair de casa e, de repente, se dá conta que tudo aquilo que ele sonhava e esperava do mundo não era realmente essencial e importante para a felicidade, levando a uma experiência forte e difícil. O quanto deve ter sido difícil a volta para casa, admitir o erro e voltar atrás.
   Como a nossa volta muitas vezes é difícil! Temos dificuldade em admitir as nossas falhas, voltar atrás e pedir perdão. Também temos dificuldade em perdoar as pessoas. Não conseguimos ser como o pai da história bíblica, aceitar e receber de braços abertos. Buscamos dar ênfase ao erro do outro, mostrar onde e como errou. Insistimos em fazer tudo ao contrário do que nos ensina Jesus. Deixemos o amor e os ensinamentos de Jesus guiarem, moverem as nossas palavras e ações.

Saudações cordiais,

Leandro CHH

Se não tivesse havido A Reforma, a Igreja Católica continuaria com os seus abusos, enchendo os bolsos com dinheiro dos ignorantes, como era a venda das indulgências, e pior: a mente das pessoas continuaria obtusa, alheia a Verdade que liberta que é a Bíblia:

E conhecereis a Verdade e a verdade vos libertará: ( Jo.8:31).

Graças á Lutero, entre outros a Bíblia saiu da escuridão e a Luz brilhou para a humanidade.

Olá ,Isabel e Leandro

Eu nao me importava que tivesses razao ,mas infelizmente para o mundo religioso nao é assim como dizes.

A Igreja Católica presta um servico ao mundo imensamente maior e melhor do que as várias denominacoes evangélicas que existem pelo mundo ;no entanto a reforma de Lutero foi importante,mas está cheia de erros ,seja doutrinários seja do exemplo dos seus adeptos.

Apesar de todos os defeitos que a ICAR tem é muito melhor do que a Luterana .

Um abraco

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Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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