Caros leitores .

Espero que contribuam com pensamentos ,partes filosóficas ,versos poéticos .Etc.

"Tu és melhor do que aquilo que tu pensas ,mas nao tao do que podias ser "

Sejam bem vindos

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Novo post em Revista Virtual Herança Judaica

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by herancajudaica

Entre a multidão de israelenses e adolescentes americanos nas noites de sábado no calçadão da Rua Bem Yehuda em Jerusalém, um grupo de coreanos cantando hinos chama a atenção.

Um dos sinais mais públicos desta pequena, mas crescente comunidade de sul-coreanos em Israel, muitos dos quais vêm à Terra Santa porque são cristãos evangélicos. Não muito longe da Ben Yehuda, há um restaurante coreano na Rua Shamai e cinco pequenas igrejas coreanas.

"Israel reflete a verdade do Tanach", Yung Doo, um homem coreano com 30 e poucos anos que se mudou para Israel há dois anos com sua família para fazer uma pós-graduação em estudos bíblicos, explica, usando a palavra hebraica para Bíblia. "Esta é a terra de Davi e Saul".

Embora ainda não haja estimativas oficiais, o embaixador da Coréia do Sul em Israel, Ilsoo Kim, estima que existam cerca de 800 coreanos compondo cerca de 300 famílias vivendo em Israel. Este número, segundo ele, vem crescendo nos últimos anos. Eles residem principalmente em torno do Morro Francês e no bairro Pisgat Ze'ev em Jerusalém."Muitos já vivem aqui há muito tempo", disse Kim. "Isso reflete os seus sentimentos".

A maioria dos coreanos em Israel tem visto de estudante com vários anos de duração. Muitos estudam a Bíblia em universidades israelenses ou na Universidade da Terra Santa, uma escola de pós-graduação cristã, frequentada por asiáticos. Cerca de 30 por cento dos coreanos são cristãos. Alguns decidem permanecer em Israel. Kim Kyung Ok, 67 anos, é uma coreano-americana que veio de Nova Jersey há três anos com o marido, um pastor, que havia acabado de se aposentar da sua igreja."Não há lugar no mundo como Jerusalém", disse Kyung, que gosta que lhe chamem de Hannah, como a mãe de Samuel na Bíblia, e que pontilha suas conversas com citações da Bíblia.

"Aquele que abençoa os filhos de Abraão será abençoado e quem amaldiçoa Israel, será amaldiçoado", disse ela, citando uma passagem da Bíblia, frequentemente citada por cristãos evangélicos. "O presidente do Irã amaldiçoou Israel. Eu quero ver o que vai acontecer com ele".

herancajudaica | 7 de junho de 2012 at 21:07 | Tags: corea, coreanos, Israel | Categorias: Israel | URL: http://wp.me/s1mrk6-1049
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by herancajudaica

Entre a multidão de israelenses e adolescentes americanos nas noites de sábado no calçadão da Rua Bem Yehuda em Jerusalém, um grupo de coreanos cantando hinos chama a atenção.

Um dos sinais mais públicos desta pequena, mas crescente comunidade de sul-coreanos em Israel, muitos dos quais vêm à Terra Santa porque são cristãos evangélicos. Não muito longe da Ben Yehuda, há um restaurante coreano na Rua Shamai e cinco pequenas igrejas coreanas.

"Israel reflete a verdade do Tanach", Yung Doo, um homem coreano com 30 e poucos anos que se mudou para Israel há dois anos com sua família para fazer uma pós-graduação em estudos bíblicos, explica, usando a palavra hebraica para Bíblia. "Esta é a terra de Davi e Saul".

Embora ainda não haja estimativas oficiais, o embaixador da Coréia do Sul em Israel, Ilsoo Kim, estima que existam cerca de 800 coreanos compondo cerca de 300 famílias vivendo em Israel. Este número, segundo ele, vem crescendo nos últimos anos. Eles residem principalmente em torno do Morro Francês e no bairro Pisgat Ze'ev em Jerusalém."Muitos já vivem aqui há muito tempo", disse Kim. "Isso reflete os seus sentimentos".

A maioria dos coreanos em Israel tem visto de estudante com vários anos de duração. Muitos estudam a Bíblia em universidades israelenses ou na Universidade da Terra Santa, uma escola de pós-graduação cristã, frequentada por asiáticos. Cerca de 30 por cento dos coreanos são cristãos. Alguns decidem permanecer em Israel. Kim Kyung Ok, 67 anos, é uma coreano-americana que veio de Nova Jersey há três anos com o marido, um pastor, que havia acabado de se aposentar da sua igreja."Não há lugar no mundo como Jerusalém", disse Kyung, que gosta que lhe chamem de Hannah, como a mãe de Samuel na Bíblia, e que pontilha suas conversas com citações da Bíblia.

"Aquele que abençoa os filhos de Abraão será abençoado e quem amaldiçoa Israel, será amaldiçoado", disse ela, citando uma passagem da Bíblia, frequentemente citada por cristãos evangélicos. "O presidente do Irã amaldiçoou Israel. Eu quero ver o que vai acontecer com ele".

herancajudaica | 7 de junho de 2012 at 21:07 | Tags: corea, coreanos, Israel | Categorias: Israel | URL: http://wp.me/s1mrk6-1049
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Bom dia,caros leitores

Só para lembrar de que copiei direto do meu Email os dois comentários abaixo e veio tudo junto ,aproveitar só o que interessar .

A Terra é um paraíso ,mas há pessoas que pensao que lá por terem dinheiro podem comprar tudo e passar por cima dos direitos dos outros ,e tornam este paraíso num inferno para alguns .

Ninguém tem duas maos direitas ,mas uma direita e uma esquerda,isto quer dizer; direitos iguais para todos .

Esperemos que a Humanidade repense , que nascemos todos iguais e vamos morrer todos iguais (da mesma forma )

Cumprimentos

R

No início de 1554, chega a Istambul D. José, seu braço direito, que também retorna abertamente ao judaísmo. É circuncidado e abandona o nome de Juan Micas, adotando o de José Nasi. No ano seguinte, ele desposa Reyna. Um dos maiores sonhos de Doña Gracia se realizava - casara a filha segundo as Leis de Moisés.

Seus negócios prosperaram na Turquia e Gracia se torna líder da comunidade empresarial local.Além disso, devido ao profundo conhecimento dos assuntos ligados à Europa pelas informações que recebia de seus agentes, torna-se influente na corte turca. Em pouco tempo, D. José torna-se amigo e conselheiro do sultão, assumindo papel cada vez mais importante nos assuntos internos turcos e na vida dos judeus.

Fontes judaicas da época se referem a Doña Gracia, nesse período, como ha-Guiveret. Do momento em que apeou de sua carruagem, ocupa entre os judeus do Império Otomano, chamados de levantinos, o status de rainha, de líder absoluto, posição jamais ocupada por uma mulher - muito menos, uma conversa. Sua benevolência e amor pelo judaísmo pareciam não ter limites, sempre acudindo aqueles em perigo ou necessidade. Em seu suntuoso palácio alimentava diariamente cerca de 80 judeus carentes, além de sustentar, em Istambul, um lar para os pobres e doentes. Significativas eram as somas que doava para pagar o resgate de judeus capturados pelos piratas, um dos grandes perigos enfrentados por todos os que cruzavam os mares. Fundou escolas em todo o Império Otomano, estimulou a educação judaica e subsidiou a publicação de livros. Tornou-se patrona da vida religiosa de Istambul, além de fundar sinagogas e ieshivot nas cidades mais importantes do Império. De todas as sinagogas que fundou, só a de Ismir, chamada "La Sinyora", funciona até hoje de forma ininterrupta, apesar de sua estrutura ter sido reconstruída.

Em 1554 cumpre o pedido que Francisco lhe fizera em seu leito de morte - ser enterrado em Jerusalém. Traz da Europa os restos mortais do marido e dos pais, enterrando-os no Monte das Oliveiras. Dois anos mais tarde, é abalada pela notícia da morte de Brianda, em Ferrara. Não querendo ver a sobrinha, Gracia, La Chica, casada com um cristão, ela manda D. Samuel, irmão mais velho de D. José, de volta para Ferrara para com ela se casar. Historiadores acreditam que a famosa medalha com o retrato de Gracia, La Chica, tenha sido cunhada por ocasião do casamento. Só no final de 1559 o casal se muda para Istambul.

Tragédia em Ancona

Apesar de viver longe, ha-Guiveret jamais esqueceu os conversos que ainda estavam na Europa. Em 1556, enfrenta Paulo IV - um dos papas mais anti-semitas da história - em Ancona, importante porto italiano.

Quando, em 1555, o cardeal Caraffa, responsável por transformar a moderada Inquisição italiana em um instrumento de terror, é elevado ao Papado, judeus e conversos da Europa sabiam que grande sofrimento os aguardava. Caraffa odiava os judeus e via todo converso como um apóstata. Um de seus primeiros atos foi a criação do gueto compulsório.

Em 1556, ignorando todos os privilégios outorgados pelos papas anteriores, a Inquisição prende 90 prósperos mercadores conversos, em Ancona, acusando-os de serem judaizantes e apóstatas. Se não houvesse "arrependimento", a pena para tal acusação era a fogueira. Antes que algo pudesse ser feito, os presos foram cruelmente torturados. Segundo um observador da época, os motivos financeiros atrás desta manobra eram fortes, pois esta permitiria que o papa e Carlos Caraffa, seu sobrinho, colocassem as mãos nas riquezas dos conversos. Como resultado das prisões, o caos financeiro se apodera de Ancona. Além dos problemas econômicos criados pelo confisco dos bens dos presos, outros conversos, com medo da Inquisição, fogem da cidade, indo para Pesaro. Nenhum apelo feito por cidadãos de Ancona ao papa, para libertar os conversos, foi aceito. Determinada a enfrentar o Papa Caraffa, D. Gracia pede pessoalmente ao sultão Suleiman para intervir. Atendendo o pedido, o sultão intercede junto ao Papa que, surpreendentemente, recusa o pedido de clemência. Nesse ínterim, 65 prisioneiros conseguem fugir, mas nenhum esforço consegue salvar os 25 restantes. Em junho de 1557, 24 conversos são queimados e um se suicida.

Desta vez, porém, em uma atitude sem precedentes, os judeus estavam prontos para revidar e decidem boicotar o porto de Ancona. Um dos mais atuantes e determinados líderes do movimento é justamente Gracia. Segundo Andrée A. Brooks, apesar de não ser a idealizadora do boicote - como vários historiadores chegaram a acreditar - documentos mostram que ela foi um de seus grandes vetores. Não poupou esforços para convencer outros judeus da necessidade de aderir e respeitar o boicote, alertando-os sobre as conseqüências de um possível fracasso. Infelizmente, o boicote não foi bem-sucedido, já que os os judeus não apresentaram uma frente unida.

evista Morasha .

R

Vivência em Tiberíades

No final de sua vida, Doña Gracia tenta realizar um sonho acalentado há mais de uma década - criar um "Estado Judaico", um local seguro que servisse de refúgio para todos os judeus. Como a Terra Santa era então parte do Império Otomano, a idéia se tornara plausível. A Señora escolhe Tiberíades para seu projeto, apesar do local estar, como relatara em 1547 um viajante judeu, "deserto e em ruínas". Em 1560, Gracia apresenta ao sultão Suleiman um pedido formal para o arrendamento do local. Foi imediatamente atendida.

Durante séculos os historiadores acreditavam que a alma do projeto havia sido D. José, mas documentos recém descobertos revelam que ela o encabeçara. Concordando em pagar pelo arrendamento mil ducados de ouro ao ano, é nomeada "cobradora de impostos" - posto político que implicava em uma infinidade de direitos legais. Apesar da oposição das autoridades turcas locais, Suleiman via o projeto com bons olhos. Assim, sob a responsabilidade e a autoridade de Doña Gracia, Tiberíades tinha o potencial de se tornar uma província judaica semi-autônoma, onde os judeus poderiam estabelecer-se e viver em segurança.

Sob seu auspícios a cidade voltou a florescer. Ela reabriu e sustentou uma antiga sinagoga perto do lago e uma ieshivá. E, segundo o relato de visitantes, "o deserto dera lugar a um verdadeiro Jardim do Éden".Não se sabe se ela chegou a viver em Tiberíades. Alguns historiadores acreditam que não, pois na época já estava muito doente. Com sua morte, a cidade entrou em um rápido processo de decadência. Provavelmente, devido à violência, os judeus mais proeminentes foram deixando a cidade, que foi reconstruída somente em 1740, por um núcleo judaico.

Não há muitas informações sobre a morte de Doña Gracia ou sobre o local onde foi enterrada. Há somente elogios fúnebres por rabinos e poetas por ocasião de seu falecimento.

Doña Gracia era, de fato, uma mulher rara, com idéias anos-luz à frente de seu tempo. Seu senso de responsabilidade ia além de sua própria salvação. Segundo Uísque, "arriscando sua própria vida para salvar a de seus irmãos", ela "era a mão estendida que resgata os cansados e alimenta os famintos; a fonte de coragem e de estímulo para os pobres e enfraquecidos".

Bibliografia

Brooks, Andrée, The Woman who Defied Kings: The Life and Times of Doña Gracia Nasi

evista Morasha.

R




MULHERES NA HISTÓRIA:

Judite, salvadora de um povo

Foto Ilustrativa

Edição 51 - dezembro de 2005

As mulheres judias têm seu merecido lugar no palco da bravura e do heroísmo judaicos, entre elas está Yehudit. A história da fé e coragem desta mulher de valor tem passado de geração em geração. Em Chanucá relembramos as proezas dessa filha do povo de Israel cujos pensamentos e atos só tinham um objetivo: seu povo e seu D'us.

Não se sabe, ao certo, quando a história que estamos prestes a contar de fato aconteceu, pois os atos de Judite foram registrados em um livro muito antigo, que leva seu nome em hebraico, Yehudit. Infelizmente, o texto original se perdeu e só chegou até nossos dias uma tradução grega do mesmo, não muito precisa. A história foi contada e recontada em inúmeras versões. De acordo com a que segue, Judite era filha de Yochanan, o Sumo Sacerdote, e viveu na época da revolta dos macabeus, quando a Terra de Israel estava sob ocupação greco-síria.

Judite vivia na cidade de Betúlia, na Judéia. Foi esposa de Menassé, morto em conseqüência do excesso de exposição ao sol escaldante durante a colheita. Judite colocou roupas de viúva, que usou durante longos três anos e quatro meses. Vivia em sua casa, cercada de servos, pois o marido lhe deixara grande riqueza. Abençoada por beleza e graça extraordinárias, era respeitada por sua inteligência e bondade, bem como devoção e modéstia.

Durante esse período, a cidade de Betúlia estava sitiada pelo exército de Holofernes, poderoso general grego, comandante dos exércitos de Antíoco Epifanes. Este monarca tentara eliminar o judaísmo, ordenando, entre outras medidas, a construção de ídolos e estátuas em todas as cidades e aldeias da Terra de Israel, inclusive no Altar Sagrado do Grande Templo de Jerusalém. Na época, os gregos eram a superpotência militar do mundo e seu exército, altamente treinado, era considerado imbatível. Holofernes, por sua vez, era notório pela crueldade com que reprimia as rebeliões. Quando capturava uma cidade rebelde, não demonstrava qualquer clemência por seus habitantes. E estava determinado a esmagar a rebelião em Betúlia, cujos habitantes recusaram-se, assim como tantos outros judeus, a se curvar diante de ídolos.

Os homens de Betúlia lutaram bravamente para repelir as forças inimigas. E, ao perceber que não poderia vencê-los pela força, Holofernes decide derrotá-los pela fome e sede. Manda destruir todos os poços e fontes das redondezas e corta-lhes o acesso aos alimentos para obrigá-los a se render. Costumava dizer: "Os judeus não são guerreiros, não tomarão a ofensiva. Se cortarmos o fornecimento de água, serão obrigados à rendição".

De fato, em menos de 20 dias, secos os reservatórios, estavam prestes a isso. Desesperados, famintos e sedentos, os habitantes da cidade se reuniram na praça, pedindo a seus líderes que se rendessem antes de morrerem suas mulheres e filhos.

Uzzia, da tribo de Shimon, comandante das forças de defesa, e os anciãos da cidade tentaram, em vão, acalmar a população. Acabaram pedindo aos habitantes, já em desespero, mais um tempo: "Dêem-nos mais cinco dias. Vamos esperar pela ajuda do Todo-Poderoso e, D'us nos livre, se nenhuma salvação vier até o final desse prazo, nos renderemos. Só mais cinco dias...". Muito relutante, o povo concordou e deixou a praça.

Apenas uma mulher lá permaneceu e, com voz clara e firme, dirigiu-se a Uzzia e aos anciãos: "Sua sugestão não é sábia. Quem são vocês para testar o Todo-Poderoso, impondo prazos de cinco dias ao Senhor, nosso D'us, para nos socorrer? Se realmente têm fé, não podem deixar de confiar Nele. Além do mais, o que esperam, caso nos rendamos? Não sabem que a rendição a Holofernes é pior do que a morte?"

As palavras de Yehudit, nobre filha de Yochanan, o Cohen Gadol, calaram fundo em Uzzia e nos anciãos, que responderam: "Tendes razão, mas o que podemos fazer? Somente uma chuva torrencial que enchesse nossas cisternas e nossos poços secos poderia nos salvar, mas já vai longe a estação das chuvas. A sede e a fome castigam a todos. Judite respondeu: "Devemos continuar pedindo a ajuda de D'us e nunca dela desistir. Mas ao mesmo tempo é preciso agir. Tenho um plano e peço-lhes permissão para deixar a cidade com minha serva. Irei ao encontro de Holofernes.

Uzzia e os anciãos, tentam dissuadi-la. Mas ela, determinada, respondeu. "Já vimos em nossa história D'us enviar Sua salvação pelas mãos de uma mulher. Foi através de Yael, mulher de Heber, que D'us nos entregou o cruel Sissera". Ao perceberam que a jovem viúva não desistiria, Uzzia e os anciãos concordaram com seu plano. Ela cobriu a cabeça com cinzas e implorou a D'us que guiasse seus caminhos e que fortalecesse seu coração, fazendo-a desconhecer o medo, e disse: "Atende a minha prece, ó D'us, pois apenas em Ti confio".

Em seguida, levantou-se, desfez-se dos trajes de viúva e colocou sua melhor roupa. E saiu, seguida por sua fiel serva, que levava uma cesta com pão, queijo, figos e várias garrafas do melhor vinho.

evista Morasha.

 

Boa tarde,caros leitores.

Este comentário é da Revista Morasha. E sobre Judite ,que tem livro na Bíblia e que é considerado apócrifo por nao ser referir a Deus uma única vez .

Para mim pessoalmente ;o livro de Judite é inspirado ,mas nao aceite no canon judeu por nao mencionar o nome de Deus .

Cumprimentos

Da ,Revista Morasha

As duas caminharam até o acampamento inimigo. Avistando-as, um dos guardas vai a seu encontro, interrogando: "De onde vêm e quem as envia?"

"Sou filha de hebreus e fujo pela certeza de que nossa cidade em breve tombará. Venho avistar-me com o valente Holofernes, com uma importante mensagem. Vim para lhe revelar como conquistar, de vez, toda a região. Leve-nos imediatamente à sua presença", disse.

Diante do general, Judite lhe conta que a vida na cidade sitiada se tornara insuportável e que subornara os guardas para deixarem-na escapar. Ouvira falar da coragem de Holofernes e decidiu conhecê-lo. Por fim, contou ao general que a situação em Betúlia era desesperadora, praticamente sem comida nem água. Acrescentou, porém, que a fé dos hebreus em D'us permanecia forte e, enquanto esta prevalecesse, não se renderiam.

"Mas", revelou Judite, "o povo está faminto e quando acabar todo o alimento casher, o desespero os vencerá e passarão a consumir tanto a carne de animais não casher, como a de animais destinados ao sacrifícios. Então, a Ira Divina se voltará contra o povo e a cidade cairá...".

"Como posso saber quando isso ocorrerá para, então, capturar a cidade?", perguntou o general. A resposta veio rápida: "Não se preocupe. Antes de deixar Betúlia fiz um trato com os guardas de seus portões. Prometi ir todas as noites até os muros para trocar informações. Eu lhes contarei o que acontece aqui e eles o que se passa na cidade. Peço-lhe, também, permissão para sair todos os dias de madrugada, para orar no vale".

Holofernes, completamente maravilhado pela beleza e palavras da jovem que, de forma tão inesperada, entrara em sua vida e lhe oferecia a "chave" para conquistar a cidade, prometeu: "Se de fato, me ajudares a capturar a cidade, farei de ti minha esposa".

A seguir, dá ordens para que Judite e sua serva tenham livre acesso a todo o acampamento, alertando que qualquer um que atentasse contra elas seria imediatamente executado. Uma tenda confortável foi-lhes preparada, próxima a do general. Holofornes convidou Judite para entrar em seus aposentos e mandou servirem-lhe alimentos e refrescos, mas ela se recusou a comer, explicando que só se alimentaria das provisões que trouxera.

As duas mulheres eram vistas vagando pelo acampamento dia e noite, mas os soldados não ousavam aproximar-se. Passou-se um dia e, ao escurecer, Judite foi até os portões da cidade e avisou um dos guardas: "Vá a Uzzia e diga que tudo transcorre conforme o plano. E, com a ajuda de D'us, venceremos o inimigo. Diga-lhe também que mantenha firme sua fé em D'us, jamais perdendo a esperança". Isto posto, voltou ao acampamento inimigo. Na noite seguinte, foi novamente até os portões de Betúlia e repetiu suas palavras. Toda noite, ao voltar, a jovem viúva orava, implorando a D'us para guiar seus passos e lograr a salvação de seu povo.

Enquanto esperava o sinal da jovem para atacar a cidade, Holofernes passava o tempo a beber e, quando não estava completamente embriagado, mandava buscá-la. Judite só entrava na tenda do general acompanhada pela aia. Passados três dias, dando mostras de impaciêrncia, ele lhe perguntou: "Graciosa, Judite, que informações me trazes? Meus homens já me cobram, mal conseguem esperar a hora de capturar a cidade e se divertir....".

"Trago excelentes notícias", respondeu a jovem. "Não há mais comida na cidade. Mais um dia, no máximo dois, e a fome os entregará em suas mãos". O general retrucou: "Esta notícia pede uma celebração. Esta noite festejaremos nós dois; serás minha convidada de honra". Judite aceitou prontamente.

 

 

D

Ao anoitecer, se vestiu e adornou com seus melhores pertences e se dirigiu à tenda de Holofernes. Ao vê-la, o coração do general se encheu de desejo. Sua beleza o encantara e, feliz, começou a beber. Pede a ela, então, que ao menos uma vez prove sua festiva refeição. Judite aceita, mas diz que o fará somente se também ele provar de sua comida e de seu vinho. "Meu queijo de cabra é famoso em toda Betúlia. Estou certa de que gostará, general".

E lhe oferece um generoso pedaço de queijo. Como previra, Holofernes gosta do queijo e também do vinho forte. Mas o queijo, propositalmente muito salgado, o fez ter muita sede, que procura saciar com enorme quantidade de vinho. A festa avançava noite adentro e os empregados se retiraram, deixando Holofernes a sós com sua conquista. Assim que Judite se viu diante dele, bêbado e largado em seu leito, quase afogado em vinho, ela correu a avisar a serva para ficar de prontidão, à entrada da tenda.

De pé sobre a cama de Holofernes, ela rogou a D'us: "Responde-me, ó Senhor, como respondeste a Yael, quando lhe entregaste o cruel Sissera. Enche-me de força para que possa trazer a Tua libertação a meu povo, que este homem jurou destruir. Faz, ó D'us, com que as nações saibam que o Senhor não nos abandonou. A seguir, tomou a espada do general e deu dois golpes fatais em seu pescoço, decepando-lhe a cabeça. Isto feito, procurou se acalmar; envolveu a cabeça do general em trapos e a escondeu sob seu manto. Saiu da tenda e chamou a serva: "Vem, rápido, mas com cautela para não despertar suspeitas". Esconderam a cabeça na cesta de provisões e juntas saíram, como vinham fazendo há dias. Chegando aos portões da cidade, Judite disse a um dos guardas: "Leve-me imediatamente a Uzzia".

Diante de Uzzia e dos anciãos, Judite mostra o que trazia na cesta. "Eis a cabeça de Holofernes, comandante de nossos inimigos. D'us o aniquilou pelas mãos de uma mulher. Não há tempo a perder. Prepare imediatamente seus homens. Ao amanhecer, ataquem o acampamento inimigo, que não está preparado. Quando eles forem alertar seu comandante, encontrarão seu corpo, mutilado. Temendo por sua vida, fugirão, apavorados".

Foi exatamente o que ocorreu. Ao nascer da aurora, os judeus foram ao encontro do inimigo. Os gregos, notando sua aproximação, foram procurar Holofernes. O criado entra na tenda, assusta-se e corre a chamar os generais para ver a cena. Procuram, em vão, por Judite, cuja tenda estava vazia. Apavorados, bradaram: "Nosso líder Holofornes está morto; uma judia humilhou toda a nação de Antíoco". A notícia se alastrou rapidamente. Os soldados, tomados de pânico, corriam em todas as direções, a gritar. Desnorteados, não houve quem assumisse o comando. Os judeus se aproveitaram da confusão, arrasando o inimigo. Uzzia enviou uma mensagem aos judeus das cidades vizinhas, para que perseguissem os fugitivos.E disse, então, a Judite: "Tua fé e esperança jamais deixarão o coração dos judeus, que sempre lembrarão tua coragem. D'us faça com que sejas para sempre louvada, pois rejeitaste a queda do nosso povo e, com determinação e coragem, perseguiste teu objetivo perante D'us".

O nome de Judite tornou-se famoso em todo Israel. Ela não voltou a se casar, morrendo aos 105 anos. Todo o povo chorou sua morte; e seus feitos heróicos têm levado fé e coragem aos corações dos judeus, através dos séculos.

Nossos sábios enfatizam que, como parte da vitória militar dos judeus sobre seus inimigos, deve-se a Yehudit, as mulheres têm a mesma a obrigação que os homens de acender a chanuquiá, sendo costume não realizarem nenhum trabalho enquanto as chamas das velas estiverem acesas. Para lembrar a história da heroína que, guiada por D'us, salvou a vida de nosso povo armada de grande coragem - e de um bom pedaço de queijo, existe o costume de comer laticínios em Chanucá.

Bibliografia:

Mindel, Nissan, "Judith", extraído do livro The Complete Story of Chanukah, Ed. Kehot.

"The Story Of Chanukah", The weekly Midrash, vol.1, Tzénah Urénah-The Classic Anthology of Torah Lore and Midrash Comentary, compilado por Rabbi Yaacov ben Yitzchak Ashkenazi, Mesorah Publications Ltd.

a,Revista  Morasha

 

Boa tarde,caros leitores.

Num dos meus comentários disse :Que o livro de Judite foi considerado apócrifo por nao ter a palavra Deus em parte nenhuma ,mas agora ao ler novamente vejo que ela  ora a Deus.

Esta explicacao li algures e vejo que nao está correta ,as minhas desculpas pelo erro .

Na Bíblia do Rei Tiago nao tem o livro de Judite ,mas na alema(STUTTGARTENSIA) de traducao conjunta da igreja católica e da evangélica ,esta última fez a traducao dos Salmos e do Novo Testamento (Habrit Hahadasha)

Cumprimentos

 

Boa tarde,caros leitores

Apoio inteiramente o tribunal de Colónia(Köln) pela decisao de proibir a circuncisao de criancas por motivos religiosos .

As leis da Terra sao para cumprir e quem nao pode cumprir as leis da Terra ,tambem nao pode cumprir as leis de Deus .

As leis da Terra devem proteger ;os que acreditam e os que nao acreditam em Deus ,mas deve ser procurar sempre imparcial nas decisoes e se nao agisse desta forma ,estaria a ser imparcial .

Deve-se procurar o mais possìvel separar o governo da religiao ,para que a palavra ,"Estado laico" se aproxime o mais possível da verdade.

Cumprimentos

B


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TRIBUNAL ALEMÃO CRIMINALIZA A CIRCUNCISÃO

by herancajudaica

Um tribunal alemão proibiu a circuncisão por motivos religiosos de crianças pequenas que não tenham consciência do ato a que são submetidas. A medida já suscitou protestos de grupos judaicos e muçulmanos. A decisão do tribunal de Colônia foi tomada durante o julgamento de um médico que foi processado por circuncidar um menino muçulmano de quatro anos, que teve de receber tratamento dois dias depois do procedimento, por causa de uma hemorragia.

O clínico foi absolvido, por não existir qualquer proibição quando o ato foi praticado. Mas o tribunal determinou no decorrer do processo a ilegalidade da circuncisão involuntária por motivos religiosos por poder infligir danos físicos.

A decisão, que só se aplica à região de Colônia, não estabelece restrições relativamente à idade e permite, por isso, que sejam submetidos a este ritual os rapazes que o solicitarem de forma consciente.

O Conselho Central de Judeus da Alemanha descreveu esta decisão como uma “intrusão sem precedentes” contra a liberdade religiosa.

“A circuncisão de rapazes pequenos é um componente sólido da religião judaica e tem sido praticada em todo mundo há milênios”, salientou o presidente do conselho, Dieter Graumann, em comunicado.

O Conselho Central de Muçulmanos na Alemanha também condenou a decisão judicial, qualificando-a como uma «interferência inadmissível» nos direitos dos pais. “A liberdade religiosa é altamente valorizada na nossa constituição”, foi frisado numa nota.

A decisão do tribunal contesta, contudo, estes argumentos, salientando que “o direito fundamental da criança à sua integridade corporal ultrapassa os direitos fundamentais dos pais”.

Na Alemanha vivem quatro milhões de muçulmanos e 200 mil judeus. Segundo a tradição judaica, os rapazes devem ser circuncidados aos oito dias de vida. Entre os islâmicos a idade varia de acordo com circunstâncias familiares e geográficas.

A circuncisão é um ritual que encontra as suas raízes na Bíblia e é descrito como um sinal da aliança entre Deus e Abraão, considerado patriarca das três grandes religiões monoteístas - judaísmo, cristianismo e islamismo.

enviado por e-mail: RUA JUDAICA 29-06-2012 * JUDAISMO * SIONISMO * HUMANISMO *‏

oa tarde,caros leitores.

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1314

by herancajudaica

Descoberta arqueológica no Pelourinho pode ajudar a mapear a origem do judaísmo no Brasil. Pesquisas feitas a partir dos indícios de uma mikvé do século XVII indicam que ritos judaicos eram feitos clandestinamente em Salvador, bem em frente à Igreja de São Francisco.

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Que relação pode existir entre o início do judaísmo no Brasil, a Inquisição e a história da Bahia Colonial? Isto é o que está tentando desvendar um grupo interdisciplinar que, intrigado por uma descoberta arqueológica inédita, lançou-se numa pesquisa que pode dar um novo rumo à origem do judaísmo em terras baianas. Possivelmente datada do século XVII e revelada na reforma de um hotel localizado no Centro Histórico de Salvador, a construção similar a uma mikvé – local para imersão ritual em água corrente, utilizada pelo judaísmo – abre novos horizontes para o cotidiano religioso judaico no Brasil, principalmente quando se verifica que o equipamento em questão não possui qualquer registro conhecido e encontra-se a poucos metros de uma das igrejas católicas mais importantes da Bahia.

A descoberta pode ajudar a determinar, por exemplo, o vestígio material mais antigo ligado ao judaísmo na Bahia. Hoje, a sinagoga Kahal Zur Israel, localizada em Recife e datada do século XVII, é considerada o vestígio material judaico mais antigo do país. A possível mikvé de Salvador possuiria uma natureza diferente, já que teria sido erguida em meio às adversidades e perseguições impostas pela Inquisição portuguesa – diferentemente da sinagoga de Recife, que foi criada num período de tolerância religiosa garantida pela presença holandesa na capitania de Pernambuco. O fato do equipamento baiano nunca ter sido mencionado na documentação inquisitorial conhecida (única fonte que pode fornecer informações sobre a presença dos descendentes dos judeus conversos na América portuguesa), sugere um caráter sigiloso e restrito, reforçando uma característica de “sinagoga de resistência”.

Para Berta G. Wainstein, idealizadora do projeto que pesquisa a origem da construção encontrada no Pelourinho, a comprovação da existência de uma mikvé na Bahia colonial lançaria novas cores à presença judaica na formação da cultura nordestina, já que demonstraria um “ato de heroísmo” numa época muito difícil para práticas religiosas não católicas. “Além disso, a comprovação da mikvé será um tributo a Salvador”, afirma Wainstein, que pretende avançar muito mais nessa investigação.

TOMBADO

O solar em que se encontra a mikvé está situado no largo de São Francisco, antiga Praça Anchieta, nº 16 e 18, e abriga hoje o Hotel Villa Bahia. O imóvel é tombado individualmente pelo governo federal através do SPHAN (atual IPHAN) e integra o Centro Histórico de Salvador, inscrito como Patrimônio mundial, cultural e natural pela Unesco. Vizinha à Ordem e igreja de São Francisco, cujas edificações originais datam de 1587, está numa região que já funcionou como área urbana ocupada pela elite colonial açucareira, profissionais liberais, funcionários da Coroa e ricos mercadores, indistintamente cristãos velhos ou cristãos novos. Conhecer os primeiros donos do solar é um dos objetivos da pesquisa que pode ajudar a comprovar toda a história.

Até agora, o trabalho de busca de dados vem sendo feito por iniciativa de um grupo coordenado por Berta G. Wainstein e que conta com o apoio de Dr. Maurício Szporer, Presidente da Sociedade Israelita da Bahia, Bruno P. Guinard, Diretor do Hotel Villa Bahia, o Rabino Ariel Oliszewski e a historiadora Profa. Dra. Suzana Severs. Além de mergulhar nos registros históricos disponíveis, a equipe convidou o rabino argentino Abraham Skorka, máxima autoridade rabínica do Movimento Conservador na América Latina, para avaliar se aquele equipamento, até então classificado como “banho português”, obedecia plenamente aos pré-requisitos indispensáveis a uma mikvé.

COMPROVAÇÃO

As suas conclusões positivas reforçaram o prosseguimento da pesquisa histórica voltada a identificar o proprietário construtor do casarão e sua origem étnica, pois somente um cristão-novo, um marrano, com amplo conhecimento e erudição nas leis religiosas, poderia edificar uma mikvé durante um dos piores momentos persecutórios para a histórica judaica, que foi a Inquisição moderna ibérica. Outro incentivo à pesquisa veio em agosto do ano passado, quando a Profa. Anita Novinsky, doutora em História pela Universidade de São Paulo e maior especialista brasileira em cristãos-novos (autora do livro Cristãos Novos da Bahia) esteve em Salvador para participar do Simpósio Internacional de Estudos Inquisitoriais.

Ao visitar o Hotel Villa Bahia, atestou junto aos pesquisadores que o equipamento tinha todos os indícios de ser uma mikvé. Esses dois depoimentos, aliados ao fato dos azulejos da construção serem comprovadamente seiscentistas, levaram o grupo a prosseguir o seu trabalho. Como até agora tudo foi desenvolvido com recursos próprios, pretende-se conseguir apoio para a continuidade da pesquisa, que incluiria a contratação de arqueólogos e historiadores, além da publicação de um material editorial ou produção de vídeos sobre a construção. Outro passo será decidir o que fazer com a mikvé, que neste momento encontra-se reservado e conservado, mas distante da visitação pública.

IDENTIFICAÇÃO DA POSSÍVEL MIKVÉ ACONTECEU POR ACASO

Ao se mudar para o Brasil, em 1985, o francês Bruno Guinard não imaginava poder contribuir para o esclarecimento de dados sobre a história do país. Nem mesmo em 2006, quando coordenou a reforma do casarão para abrigar o Hotel Villa Bahia, no Pelourinho, pensou que estaria diante de um equipamento importante, tido como uma mikvé. Intrigado com a singularidade do achado, obteve de um especialista em arquitetura colonial a informação de que aquilo seria “provavelmente” uma banheira utilizada para “banhos portugueses”, uma referência que não foi comprovada em nenhum registro, assim que iniciou sua pesquisa individual. Na dúvida sobre a importância da construção, promoveu uma cuidadosa conservação do espaço, até achar dados que contextualizasse aquela “banheira” aos visitantes do hotel.

Foi somente em 2008, ao receber um grupo de hóspedes judeus em Salvador, que o gerente do Villa Bahia ouviria falar em mikvé. Um visitante, judeu ortodoxo, ficou curioso pela existência do equipamento e foi questioná-lo sobre a utilização do mesmo, já que possuía muitos dos pré-requisitos necessários para ser qualificado como uma mikvé: dimensão para quantidade necessária de água, inexistência de encanamento e até uma “caixa d´água” construída em cima, provavelmente para armazenar água da chuva. Na mesma época, Berta G. Wainstein fazia uma visita ao Hotel quando viu pela primeira vez o que pensou se tratar de uma mikvé.

Com o interesse compartilhado pelos dois, Wainstein formou a equipe que integra hoje o grupo de pesquisa. Iniciou-se, então, um mergulho em documentos do Ipac, da Fundação Gregório de Matos e de arquivos públicos, além de entrevistas com conhecedores da história sobre a área em questão. Esse trabalho inicial conseguiu chegar, por exemplo, ao nome de um dos supostos proprietários do solar onde funciona o Villa Bahia, Francisco de Oliveira Porto, através de um litígio sobre a ampliação da igreja de São Francisco no ano de 1700. Mas o desejo do grupo é avançar na investigação, procurando registros ainda mais antigos.

RESISTÊNCIA

“Recentemente, nos Estados Unidos, descobriram uma mikvé do século XIX e imediatamente houve interesse de várias universidades para pesquisar sobre o assunto”, comenta Guinard, que divide hoje seu tempo entre a gerência do hotel e o papel de pesquisador. Para a historiadora Suzana Severs, a comprovação da mikvé na Bahia pode dar um caráter de resistência à história do judaísmo no país, já que, na época, qualquer sinal exterior de religiosidade que não a católica oficial colocaria em risco seu observante e todos seus entes mais próximos. Ela lembra que entre os cristãos-novos, existem registros rituais como as guardas do Shabat, do Yom Kipur e do Rosh Hashaná, além da Pessach e Chanuca. “Mas a purificação pela mikvé quase não foi mencionada nos documentos inquisitoriais até então pesquisados”, explica.

Mikvé é o nome dado ao equipamento que serve à imersão ritual em água utilizada no judaísmo. Geralmente é usado na purificação da mulher após a menstruação e no nascimento de um filho, mas é também requerido aos que se convertem ao judaísmo. A imersão na mikvé é praticada ainda pelos homens antes do Yom Kippur e, em algumas comunidades, assume-se como um ritual semanal antes do Shabbat. A mikvé é usada também na casherização de utensílios, isto é, na purificação de utensílios que servirão no preparo dos alimentos.

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