Bom dia caros leitores .

Este Tópico destina-se aos livros que embora contenham partes inspiradas das Escrituras judaicas ,nao permaneceram imunes ao passar dos tempos e assimilaram partes menos inspiradas (esótericas e outras )por isso eu as catalogo neste grupo .

Servem como estudo e nao como guia .

Cumprimentos

Exibições: 450

Respostas a este tópico

Boa tarde,caros leitores

Da,Revista Morasha ,e o artigo "A Arca da Alianca"

Só para lembrar de que hoje é o dia do Pai .

A mobilidade da Torá

Assim como o Mishkán, a Arca era portátil e, por essa razão, tinha quatro anéis de ouro maciço, dois de cada lado, fixados nas paredes laterais de suas quatro superfícies. Duas varas de madeira de acácia, folheada a ouro, traspassavam esses anéis para permitir que se carregasse a Arca. E, uma vez colocadas, não podiam ser mais removidas. Aliás, todos os objetos do Tabernáculo tinham varas com essa mesma função de transporte dos objetos sagrados, mas esta proibição não existe para outros objetos. Por quê? Porque, respondem nossos Sábios, a Arca devia estar sempre pronta para ser transportada de um local para outro.

Para o Rabi Shimshon R. Hirsh, a característica de mobilidade da Arca Sagrada é símbolo da intrínseca mobilidade da Torá. Nossa Lei não está amarrada a um determinado local, nem vinculada a um determinado momento no tempo, mas acompanha nosso povo por toda sua história e em todos seus exílios. Onde forem os judeus, com eles vai a sua Torá. Isto não se aplica aos demais implementos do Tabernáculo e, conseqüentemente, do Grande Templo de Jerusalém. A Arca ficou com Israel até o final do período do Primeiro Templo, desaparecendo em seguida. Mas, segundo a tradição, ainda se encontra em Jerusalém. O rei Salomão, ao construir o Templo, mandou cavar um túnel secreto e profundo por baixo do Monte do Templo para, em caso de perigo, lá esconder os implementos sagrados. Pouco antes da destruição do Primeiro Templo pelos babilônios, o rei Josias teve uma visão da catástrofe que estava para se abater sobre Israel; e, para garantir a segurança da Arca, tê-la-ia escondido justamente nesse local secreto, sob o Monte do Templo, longe dos olhos inimigos.

Se assim foi - e assim nós judeus o cremos - até hoje, O Aron Hakodesh do Mishkán está ainda oculto em algum ponto, sob o Monte do Templo, em Jerusalém, Capital Eterna do Povo Judeu.

 

Boa tarde,caros leitores

Eu nao concordo que o Talmud seja o pilar do judaísmo ,mas isto é a opiniao de alguns (muitos ),mas nao a minha .

Se um livro ensina a odiar alguém ,nao pode um bom livro, e isso faz o Talmud .

O que é o Talmud?
Foto Ilustrativa
Rabino Adin Steinsaltz, sábio responsável pela tradução do Talmud ao hebraico moderno, ao inglês e ao russo referiu-se à importância dessa obra magistral com as seguintes palavras: “Se a Torá é a pedra fundamental do judaísmo, o Talmud é seu pilar central, que se projeta para o alto baseando-se em seus fundamentos e que sustenta o magnífico conjunto de sua edificação espiritual e intelectual”.
 

Edição 43 - Dezembro de 2003
O Talmud define e dá forma ao judaísmo, alicerçando todas as leis e rituais judaicos. Enquanto o Chumash (o Pentateuco, ou os cinco livros de Moisés) apenas alude aos Mandamentos, o Talmud os explica, discute e esclarece. Não fosse este, não entenderíamos e muito menos cumpriríamos a maioria das leis e tradições da Torá e o judaísmo não existiria. Historicamente, os judeus que, individualmente ou em grupo, negaram sua validade, acabaram por se assimilar ou desaparecer. E, como outras religiões adotaram o texto da Torá Escrita - Torá she-bichtav, mesmo a tendo traduzido de forma errada, adicionando ou removendo partes da mesma e a interpretando de forma proibida pelo judaísmo, é o Talmud o verdadeiro divisor de águas, o texto sagrado que diferencia os judeus das outras nações do mundo.
Nós, judeus, sempre tivemos consciência de que nossa sobrevivência como grupo dependia do estudo deste trabalho. Os inimigos históricos de nosso povo, que devido a interesses teológicos ou nacionais quiseram converter ou destruir o judaísmo, também estavam cientes dessa realidade. No passado, quem se aventurava a declarar guerra à religião judaica, começava por proibir o estudo do Talmud, sob risco de pena de morte. Através do curso da história, em diferentes países e períodos, esta magna obra foi queimada, em praça pública. Muitos de seus trechos foram removidos por aqueles que se sentiam ameaçados por sua genuína interpretação da Torá, pela elucidação clara e inequívoca que dava aos Mandamentos Divinos e por seu repúdio absoluto a qualquer forma de idolatria ou imoralidade.
Mas, o que vem a ser esta obra monumental? Pode-se dizer, com segurança, que a maioria dos judeus de

 

Boa tarde ,caros leitores.

Mais uma vez ,e só para lembrar de que apesar de eu ter postado este artigo sobre o Talmud nao quer dizer que concorde com ele ,e nao concordo nem um bocado ,basta ver o produto acabado dos leitores de quem le o Talmud diàriamente .

Neste caso nao é preciso pensar muito ,temos que ser lógicos e nao nos dixarmos levar por nomes pomposos ,mas pelos seus atos e assim deve ser com tudo .

Se alguém se veste como um sacerdote e se porta como um criminoso ,se alguém se veste com um foto e gravata (terno)e andar a roubar através de falas mansas e filosofias ,concerteza que nao vamos crer nessa gente ,mas nos bons ,que trabalham com as suas maos para adquirirem o seu sustento e viverem com dignidade .

Cumprimentos

Boa tarde,caros leitores.

Continuacao do artigo anterior da Revista Morasha .

Mas, o que vem a ser esta obra monumental? Pode-se dizer, com segurança, que a maioria dos judeus de nossos dias já ouviu menção ao mesmo, mas apenas uma pequena minoria o estudou. Sua definição formal é a de ser a compilação da Lei Oral, que foi transmitida por D’us a Moisés, no Monte Sinai, tendo sido estudada e dissecada, através dos séculos, pelos sábios que viviam em Israel e na Babilônia, até o início da Idade Média. O Talmud tem dois componentes principais: a Mishná, um livro sobre a lei judaica, escrito em hebraico, e a Guemará, comentário e elucidação do primeiro, escrita no jargão hebraico-aramaico.
Um olhar superficial sobre a Guemará pode induzir alguém a pensar que se trate apenas de explicações e elaborações sobre as leis e ensinamentos da Mishná. Mas, na realidade, trata-se de algo muito mais abrangente um conglomerado de milhares de anos de sabedoria, história, legislação, lendas e filosofia judaica. Sua santidade e autoridade, como veículos para a Revelação Divina, em nada são inferiores à da Torá Escrita. Ademais, mistura - entre outras áreas do conhecimento - as ciências à lógica, aconselhamento prático, lições e relatos extraordinários, palavras de perspicácia e inspiração e, até mesmo, ocasionais toques de humor. O Talmud é uma mescla de arte e ciências: é o livro da legislação judaica - técnico e preciso - mas é também uma enciclopédia e uma obra magistral de sabedoria, jamais igualada na história da humanidade.

Bo Para um iniciante no estudo do Talmud, a Guemará pode parecer que foi escrita com total liberdade de pensamento. Geralmente envereda por apartes tangenciais ao assunto em pauta, daí partindo para a discussão de um mandamento, o relato de uma história ou simplesmente oferecendo pérolas de sabedoria que, de uma maneira ou de outra, têm alguma relação com o assunto tratado. No entanto, a bem da verdade, todo o seu arcabouço é extraordinariamente bem ordenado e lógico. Cada uma de suas palavras foi submetida à meticulosa revisão antes de ser transcrita.
É irônico que esta fonte básica e fundamental da lei judaica sirva muito raramente como autoridade final e definitiva para as discussões sobre o que a Torá nos ordena. Seguimos este Pentateuco de acordo com os ditames do Shulchan Aruch (o Código da Lei Judaica) e dos sábios contemporâneos que interpretam as aplicações de suas leis. Mas o Talmud permanece sendo o alicerce imutável para praticamente todas as leis que emanam da Torá.

A Torá Oral

O Talmud cobre uma ampla variedade de assuntos, seguindo, no entanto, um plano coerente e muito bem estruturado a dizer, a Mishná, pilar central da Lei Oral. Comparada à Guemará, é concisa e objetiva. Compõe-se de uma série de declarações, organizadas por assunto e tópico, que ensinam as leis, a tradição e a história judaica. Apesar de seu conteúdo se originar do Monte Sinai, algumas de suas declarações são atribuídas ao mestre ou à escola de pensamento que as elucidou e difundiu. Os sábios talmúdicos foram mais do que a simples “cadeia de transmissão” que remonta a Moshé Rabeinu. Pois está escrito que cada um deles tinha atingido tão elevado nível espiritual que conseguia até mesmo ressuscitar os mortos. Esses mestres da Torá personificavam a Vontade de D’us e, assim sendo, cada aspecto de sua conduta e cada uma de suas palavras foram marcadas por absoluta precisão e orientação Divina.
É a Mishná que provê a Guemará de sua base organizacional e factual. Cada uma das leis talmúdicas precisa ter uma fonte e esta é encontrada na Mishná. A Guemará pode dissecar e divagar sobre os ditames da Mishná, estabelecer conexões entre seus diferentes assuntos e esclarecer aparentes contradições, mas não pode abertamente discordar da mesma. A Mishná surge como o árbitro final em qualquer litígio talmúdico.
Há outras coletâneas de diretrizes e ensinamentos, que são parte integrante da Torá Oral: Sifra e Sifri, Tosefta e Bareitot, além dos Midrashim, que também foram preservados por escrito, muitos dos quais dentro da própria Guemará. No entanto, a Mishná tem precedência sobre os demais ensinamentos da Torá Oral. Isto significa que sempre que houver uma aparente contradição entre um ditado da Mishná e qualquer outro ensinamento da Lei Oral, caberá à Guemará buscar a verdade na qual se fundamenta o tema, com base na própria Mishná.
É importante mencionar que quando as pessoas

a noite,caros leitores

Continuacao do artigo da Revista Morasha

 

Bo


A ESTRELA DE DAVID
Foto Ilustrativa
Seu reconhecimento como símbolo exclusivamente judaico é um fato relativamente recente já que, na Antigüidade e mesmo durante a Idade Média, várias civilizações além da nossa usavam o hexagrama como símbolo místico ou puramente decorativo.
Edição 35 - Dezembro de 2001
Mas desde o século XIX a Estrela de David tem sido o símbolo mais usado entre os judeus de todas as partes do mundo. Usada por várias comunidades e instituições de todas as tendências, este símbolo pode ser visto em fachadas de sinagogas, assim como em seu interior, sobre o hechal (Arca Sagrada) , em parochet (cortina que cobre a Arca), em lápides e inúmeros outros objetos religiosos.
Durante uma das épocas mais terríveis da história do povo de Israel, quando praticamente toda a Europa estava sob o jugo nazista, estes obrigaram todos os judeus a usar uma estrela amarela nas vestes. Queriam transformar a Estrela de David em um símbolo de vergonha e de morte, mas para os judeus tornou-se um símbolo de sofrimento e heroísmo e da esperança coletiva de todo um povo.
A criação do Estado de Israel fez com que o símbolo marcado pelo sofrimento renascesse junto com a Nação Judaica. O Estado de Israel, o primeiro Lar Na-cional judaico após 2.000 anos de diáspora, ostenta na parte central de sua bandeira uma Estrela de David de cor azul
Para se traçar a origem da Estrela de David na história judaica devem-se levar em consideração dois aspectos. Primeiro, a evolução histórica do nome e do símbolo, que, como veremos mais adiante, ao que tudo indica, em seus primórdios não tinham ligação entre si. Segundo, a interpretação mística do Maguen David.
Evolução histórica
Desde a Idade do Bronze, utilizaram-se estrelas de cinco e seis pontas como decoração ou como elemento mágico, sendo encontradas em ruínas de civilizações tão diferentes e tão distantes como a Índia, a Mesopotâmia ou a Grã-Bretanha. Na Índia, por exemplo, algumas datam de cerca 3.000 anos antes da era comum. Há, ainda, hexagramas em igrejas medievais e bizantinas. No Islã era considerado um símbolo muito importante. A estrela de seis pontas também fazia parte dos emblemas de várias nações e atualmente pode ser vista na bandeira da Irlanda do Norte.
Mas antes de analisar sua evolução histórica, devemos ressaltar alguns aspectos importantes. A tradução literal do termo Maguen David não é Estrela de David, mas sim Escudo de David. O termo “escudo” ou maguen é muito usado nas orações e não se refere à estrela de seis pontas, mas é uma forma poética de referência a D’us, ou seja, à Sua proteção onipotente.
No Talmud, D’us é chamado “Escudo de David” (Pesachim, 117b). Ao afirmar que D’us é o “Escudo de David”, nós o reconhecemos como sendo o único Protetor do rei David e, conseqüentemente, também o nosso. Reconhecemos, assim, que foi unicamente graças à proteção e bênção Divina que o rei David conseguiu suas grandes vitórias militares. A cada Shabat, após a leitura da Haftará, reiteramos este conceito ao dizer “Abençoado sejas Tu, meu D’us, Escudo de David”.
Não está muito claro, porém, como o conceito de D’us como “escudo” acabou entrelaçando-se com a estrela de seis pontas. Há inúmeras suposições, entre as quais uma que afirma que o escudo do rei David era triangular e sobre ele estava gravado o “Grande Nome Divino de 72 Letras” juntamente com as letras hebraicas m, k, b e y (as letras da palavra Macabi).

a noite,caros leitores

Da,Revista Morasha

 

Boa noite,caros leitores

O Estado de Israel desde que se tornou independente tem visto a sua populacao a crescer diáriamentee está agora em

7.881.000 . destes 1.623.000 sao Árabes que sao 20,6% da populacao ,327.000 (4,1%)que pertencem a outros grupos de residentes ,mais de 14 cidades teem mais de 100.000 habitantes

Fonte ,Israel Hoje ,edicao de Junho  2012

Cumprimentos

Boa tarde,caros leitores

Eu estive em maio de 2011 em Israel e no monte Morià ,muro das lamentacoes e testefico de que se pode sentir o Espírito Santo nesta parte das ruínas do antigo templo de Salomao .

Cumprimentos

Boa tarde,caros leitores.

Da,Revista Morasha.

 

Por que o Kotel é sagrado?
Foto Ilustrativa
Por que será que o Muro das Lamentações atrai gente de todas as origens e religiões? São seis as razões para tal. Vejamos, a seguir:
 

Edição 41 - Julho de 2003
As forças de Roma, sob o comando do General Vespasiano, já haviam sitiado Jerusalém. Ele, que estava prestes a se tornar o próximo imperador romano, consignou a destruição dos quatro baluartes do Templo a quatro de seus generais. O Muro Ocidental, Kotel, foi designado a Pangar. No entanto, D’us decretara que este Muro jamais deveria ser destruído pois a Shechiná, o Espírito Divino estará sempre presente.
Quando Tito , filho de Vespasiano e comandante dos exércitos romanos na Judéia entrou em Jerusalém os generais seguiram as ordens recebidas e demoliram a parte que lhes tocara, todavia Pangar não o fez. Vespasiano já imperador chamou-o à sua presença e lhe perguntou: “Por que não destruíste aquilo de que te encarreguei?” Ao que ele respondeu “Por tua vida, agi em honra de teu império, pois se tivesse demolido aquele muro, ninguém, nos anos vindouros, teria idéia da grandiosidade do que destruíste. Mas quando as pessoas virem o Muro Ocidental, hão de exclamar: ´Contemplai o poder de Vespasiano, basta ver pelo que ele não destruiu!” (Midrash Raba, Lamentações 1:31).
Local do Templo Sagrado
O Muro Ocidental é o único vestígio remanescente do Templo Sagrado de Jerusalém, destruído por Tito no ano 68 de nossa era. O Templo, centro do mundo espiritual, era o principal conduto do fluxo da Santidade Divina a este mundo terreno. Quando o Templo existia, havia respeito a D’us, à Sua Torá e entre os homens. Não havia questionamento sobre a existência de D’us. Não havia ateus. Todos reconheciam a existência de um D’us Único e compreendiam a genialidade de suas leis. O mundo transbordava de respeito e amor a D’us.
O Monte do Templo também é chamado de Monte Moriá. Foi nesse lugar que Abrahão entregou em sacrifício seu filho Isaac e onde Jacó sonhou com a escada que o levaria aos céus. Os sábios explicam que o nome “Moriá” é, na verdade, um jogo de palavras: “Moriá é o local de onde brota a sabedoria (horá) , de onde provém o temor a D´us (yirá) e de onde surge a luz (óra) “.
O Templo Sagrado serviu igualmente ao mundo não judaico. Quando o rei Salomão construiu o Templo, pediu especificamente a D’us que aceitasse as preces dos não judeus que lá fossem orar (Reis I, 8: 41 - 43). O profeta dos judeus, Isaías, refere-se ao Templo como uma “Casa para todos os povos” (Isaías, 56:7). O Templo era o centro universal da espiritualidade, o ponto de convergência de onde a Consciência Divina era filtrada para a terra.
Na Antigüidade, durante a semana de Sucot, 70 touros eram ofertados no Templo. Tal número, explica o Talmud, correspondia a cada uma das 70 nações do mundo. De fato, o Talmud diz que se os romanos (aqueles que destruíram o Templo) tivessem compreendido a abrangência dos benefícios que auferiam com a existência do mesmo, jamais o teriam destruído!
Lembrança permanente da Presença Divina
Nossos sábios profetizaram que após a destruição do Templo, a Presença Divina jamais abandonaria o Muro Ocidental. Por essa razão, este jamais será destruído, pois está banhado de eterna santidade. O Talmud (Meguilá 3:3) diz: “Assolarei os vossos santuários” (Levítico 26:31), o que significa que os santuários manterão sua pureza e santidade mesmo quando forem devastados.
No Midrash Raba, Rabi Eliezer diz: A Presença Divina jamais abandonou o Templo, conforme está escrito, “Porque escolhi e santifiquei esta casa, para que nela esteja o Meu Nome, perpetuamente; nela estarão fixos os Meus olhos e o Meu coração, todos os dias” (Crônicas 2, 7:16). Mesmo se o Templo for destruído, sua santidade perdurará... mesmo quando estiver destruído, D’us não o abandonará. Rabi Acha dizia: A Presença Divina e Seu Espírito, a Shechiná, nunca deixarão o Muro Ocidental, conforme está escrito, “Eis que Ele está atrás de nossos muros, a nos espreitar... (Cântico dos Cânticos, 2:9) (Midrash Raba, “Exodo, 2:2).
O Muro é, portanto, um símbolo do povo judeu. Assim como houve várias tentativas de destruí-lo e, apesar de tudo, o Muro continua eterno, de igual maneira o povo judeu superou seus inimigos e permanece eterno!
Na Torá, D’us nos assegura que o povo judeu jamais será aniquilado. Ao estabelecer o Pacto Divino, D’us diz a Abrahão: “E estabelecerei a Minha aliança entre Mim e ti, e entre a tua descendência depois de ti, no decurso das suas gerações, para ser um pacto eterno; para que Eu seja o teu D’s, e da tua descendência depois de ti” (Gênese, 17:7).
Conforme escreveu Mark Twain: “Outros povos surgiram e mantiveram bem alta a chama de sua liderança, durante certo tempo, mas sua luz se consumiu e hoje estão na obscuridade ou simplesmente desapareceram. Os judeus conheceram todos esses povos e os sobrepujaram. Tudo é mortal, exceto os judeus; todas as outras forças passam, mas os judeus permanecem. Qual o segredo de tal imortalidade?”

Bo

Local de peregrinação e lágrimas
Enquanto existia o Templo, os judeus faziam peregrinação a Jerusalém três vezes por ano. Durante o seu longo exílio de 1.900 anos, os judeus viajavam a Jerusalém, assumindo riscos e muitas despesas, apenas para ter o privilégio e a honra de orar no Muro. Lá, abriam o coração em preces a D’us, implorando pela redenção de seu povo. Banhavam o muro com suas lágrimas e as pedras amaciavam com seus beijos...
O Talmud (Brachot 32) nos ensina que quando o Templo foi destruído, fecharam-se todos os Portões do Céu – exceto um, o Portão das Lágrimas. O Muro Ocidental, desta forma, tornou-se conhecido como o “Muro das Lamentações”, por causa das lágrimas que os judeus lá haviam derramado, século após século.
De 1948 a 1967, durante a ocupação árabe da Cidade Velha, foi vedada aos judeus a visitação a esse local sagrado. Imaginem a alegria que, hoje, sente qualquer judeu por poder visitar e rezar no “seu” Muro!
Foco das orações
Três vezes ao dia, durante milhares de anos, as preces dos judeus do mundo todo foram direcionadas ao Muro Ocidental. Como o expressou Rabi Yehudá Halevy, de forma tão pungente: “Estou no Ocidente, mas meu coração está no Oriente, em Jerusalém!”.
Nossa tradição mística nos ensina que todas as orações, de todas as partes do mundo, ascendem primeiro ao Muro e, de lá, sobem aos céus. Diz o Talmud: “Se alguém estiver rezando fora da Terra de Israel, deverá direcionar seu coração a Israel. Se estiver rezando em Israel, deverá direcionar seu coração a Jerusalém. Os que estão em Jerusalém devem orar em direção ao Muro. Conforme diz a Bíblia, “...E se orarem a Ti, voltados para a terra que Tu deste a seus pais, para a cidade que escolheste e para o Templo que edifiquei em Teu nome...” (Reis I, 8:48).
Construído com amor e devoção
Quando o Templo estava sendo construído, o trabalho foi dividido entre os vários setores da população. A construção do Muro Ocidental coube aos pobres e eles trabalharam com grande afinco, já que não podiam contratar trabalhadores para, em seu lugar, erigir o Templo.
Quando os inimigos destruíram o Templo, os Anjos desceram das alturas e, abrindo suas asas sobre o Muro, proclamaram: “Este Muro, obra do suor dos pobres, nunca será destruído” (“Lendas da Terra de Israel”).
Lugar do heroísmo judaico
Quando o Primeiro e o Segundo Templo foram destruídos e durante a Revolta de Bar Kochba, os heróis de Israel lutaram como leões para defender cada pedra do Templo. Desde então, têm servido como exemplo de bravura para os judeus.
Assim como eles, em 1967, nossos soldados lutaram, com sagrada devoção, para libertar o Muro Ocidental e o Monte do Templo.n

(Fonte: Rabino Shraga Simmons, artigo publicado na The Western Wall, publicação do Ministério da Defesa de Israel).

a tarde,caros leitores.

Continuacao do artigo da Revista Morasha

 

Bom dia,Caros leitores.

Da,Revista Morasha .



Fachada da Sinagoga Pierre Marnotte, França, 1869
“E me farão um Santuário, para que Eu possa habitar no meio deles”. (Êxodo 25:8).
Edição 37 - Junho de 2002
Como sugerem alguns autores, a sinagoga carrega uma dimensão imaginária e simbólica que difere de acordo com os olhares, sejam eles de fascínio, de ódio – que, infelizmente, vemos renascer em várias partes – ou de simples curiosidade frente a um universo desconhecido. Diante desse patrimônio conservado às vezes por milagre, diante desses memoriais, testemunhas insubstituíveis de espiritualidade e da cultura judaica de uma época e de todas as épocas, ecoam em nossa mente os dizeres do profeta Balaam, “Ma Tovu Ohalecha...”, entoados sempre que se inicia um serviço religioso na sinagoga: “Como são belas “ as tuas tendas, ó Jacob, teus lares, ó Israel” (Números 24:5).
Segundo a tradição, as sinagogas existem desde o tempo do patriarca Jacob. Mas, como instituição, surgiram após a destruição do Primeiro Templo, durante o cativeiro da Babilônia, aproximadamente no século 6 a.E.C. Foi numa terra estranha, em meio a adversidades, que a sinagoga tomou forma e evoluiu a partir de uma necessidade prática. Do Templo de Jerusalém restavam ruínas e o povo de Israel, exilado na Babilônia, precisava dar continuidade à sua vida religiosa. Desaparecera o Santuário, onde ofereciam sacrifícios, e não lhes era permitido construir outro, em nenhum outro lugar. Só lhe restava a oração... “Assim, Te ofertamos a oferenda de nossos próprios lábios, ao invés de novilhos”.
Os conquistadores haviam espalhado os exilados em comunidades por todo o Império Babilônico, portanto, estes se reuniam no Shabat e nos dias festivos para, em conjunto, orar e discutir seus problemas comunitários. Assim, estabeleceram um modelo de organização para todas as comunidades judaicas que viviam na diáspora, afastadas de sua terra, que deu origem à sinagoga, o Beit Haknesset, expressão que em hebraico significa literalmente “casa de assembléia”. A palavra “sinagoga” vem do termo grego para “assembléia” ou “congregação” – synagoge.
Mesmo com a volta dos judeus para Jerusalém e a reconstrução do Segundo Templo, as sinagogas continuaram a existir e a ser construídas. Segundo o Talmud, havia 394 sinagogas em funcionamento, em Jerusalém, durante a época do Segundo Templo. Com a sua destruição, em 70 a.E.C., a instituição sinagoga se tornou primordial para a sobrevivência do judaísmo. Representava o ponto de convergência da vida judaica, o local onde os judeus se reuniam para, através do culto, exercer a sua relação direta com D’s. Onde quer que os judeus se estabelecessem, construíam um local de orações onde liam e estudavam a Torá e organizavam os assuntos coletivos; um lugar onde tratavam das coisas humanas e de sua relação com o Divino. A sinagoga era o lugar de encontro de cada comunidade; a “casa de reunião”, o Beit Haknesset .
A sinagoga passou a refletir, também, as mudanças provocadas pela queda do Segundo Templo no seio do judaísmo, pois uma série de obrigações e mandamentos não mais podiam ser cumpridos. O culto na antiga Israel era baseado em sacrifícios e num ritual concebido para o Templo de Jerusalém, que tinha a dupla função de centro religioso único e de símbolo da soberania nacional. Além do mais, na época do Templo, somente os Cohanim – sacerdotes – e os levitas podiam exercer funções religiosas, ao passo que na sinagoga, qualquer judeu, parte de um “povo de sacerdotes”, pode exercer as funções religiosas, aproximando-se, sem intermediários, de D’us . Apesar do judaísmo não exigir um local especial para a oração individual nem para as orações diárias, certas rezas exigem a presença de um minian, o quorum de 10 homens. Por isso, qualquer comunidade que pudesse reunir um minian para as orações tinha que ter uma sinagoga. Onde quer que os judeus vivessem e independentemente do nível econômico da comunidade, eles dedicavam um local para suas orações coletivas, especialmente construído ou simplesmente adaptando um cômodo para esse fim. O rolo da Torá bastava para santificar o local e torná-lo um Beit Hatefilá, uma “Casa de Orações”.

Bom dia ,Caros leitores.

Deus nao habita nas sinagogas.

Quando Deus se referia a "Uma casa onde eu possa habitar " referia-se a um Templo

Moisés construiu um Tabernáculo onde Deus se podia manifestar .

Hoje em dia Deus pode-se manifestar nos templos construidos para o efeito .

Cumprimentos

RSS

LINKS PATROCINADOS

Conteúdo da Semana

O historiador Fábio Koifman (UFRRJ) conta ao Café História como transformou mais de sete mil documentos em uma pesquisa histórica bem sucedida e conversa sobre outros assuntos, como a sua relação com os arquivos no Brasil

Links Patrocinados

Cine História

Somos tão jovens

Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

Enquete História

Você acredita que João Goulart foi assassinado por agentes da ditadura militar?

Sim
Não
Talvez


Resultado Parcial
Comentar esta Enquete
Recomendar esta Enquete

Em nossa enquete anterior, perguntamos: de 0 a 5, que nota você daria para a edição da ANPU regional (2012)? 638 pessoas votaram na enquete. O resultado foi o seguinte: 0 (27,90%), 5 (22,24%), 3 (16,14%), 4 (15,05%), 2 (7,99%) e 1 (7,68%).

Parceiros


NOSSOS OUTROS PROJETOS

Política de Privacidade

Para ler nossa "Política de Privacidade", clique aqui.

© 2013   Criado por Bruno Leal.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

body, .xg_reset .xg_module_body { line-height: 1.3; }