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Ciência ou discurso literário? 2 respostas 

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James Emanuel de Albuquerque Comentário de James Emanuel de Albuquerque em 27 março 2009 às 6:51
Friedrich Nietzsche
Em
Crepúsculo dos Ídolos.


“Reduzir uma coisa desconhecida à outra conhecida alivia, tranqüiliza e satisfaz o espírito, proporcionando, além disso, um sentimento de poder.

O desconhecido comporta o perigo, a inquietude, o cuidado – o primeiro instinto leva a suprimir essa situação penosa.

Primeiro princípio: uma explicação qualquer é preferível à falta de explicação.

Como, na realidade, se trata apenas de se livrar de representações angustiosas, não se olha de tão perto para encontrar os meios de chegar a isso: a primeira representação, pela qual o desconhecido se declara conhecido, faz tão bem que “é considerada por verdadeira”.
Prova do prazer (“da força”) como critério da verdade.

O instinto de causa depende, pois, do sentimento do medo que o produz.

O “porquê”, desde que possível, não exige a indicação de uma causa por amor a ela, mas sim uma espécie de causa – uma causa que tranqüilize, liberte e alivie.

A primeira conseqüência dessa necessidade é que se fixa como causa algo já conhecido, vivido, alguma coisa que está inscrita na memória.

O novo, o imprevisto, o estranho está excluído das causas possíveis.

Não se busca, portanto, somente descobrir uma explicação da causa, mas sim se escolhe e se prefere uma espécie particular de explicações, aquela que dissipa mais rapidamente e com mais freqüência a impressão do estranho, do novo, do imprevisto – as explicações mais usuais.

-O que é que se segue disso?

Uma avaliação das causas domina sempre mais, se concentra em sistema e acaba por predominar a ponto de excluir simplesmente outras causas e outras explicações.

- O banqueiro pensa imediatamente no “negócio”, o cristão no “pecado”, a moça no seu amado”.






NIETZSCHE, F. Crepúsculo dos Ídolos – ou como filosofar a marteladas. Tradução de Carlos Antônio Braga. São Paulo: Escala, s/data.

Para visitar o blog REFLEXÕES clique AQUI!
Kell Dacosta Comentário de Kell Dacosta em 27 janeiro 2009 às 8:43
Resolvi chegar por aqui, por não considerar e limitar a história ao patamar de ciência... O estudo da história como ciência é para aqueles de constroem tudo em torno de atingir metas... E será isto saudável a nossas mentalidades? E nossa criatividade como fica, se depositamos todas as nossas energias em tornar tudo perfeito e aplicado... Bom pessoas, vamos deixar esta função para a matemática ou a física, não é mesmo?
 

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Cinehistória

ADEUS, MENINOS

França, inverno de 1944. Julien Quentin (Gaspard Manesse) é um garoto de 12 anos que freqüenta o colégio Sr. Jean-de-la-Croix, que enfrenta grandes dificuldades devido a 2ª Guerra Mundial.

Lá ele se torna o melhor amigo de Jean Bonnett (Raphael Fejto), um introvertido colega de classe que Julien posteriormente descobre ser judeu. A tragédia chega à escola quando a Gestapo invade o local, prendendo Jean, outros dois alunos e ainda o padre responsável pelo colégio.

O filme explora um situação limite sob a ótica da universo a criança, como fizeram outros ótimos filmes, como os recentes "A Culpa é do Fidel" e "Machuca". Com uma direção segura de Louis Malle, o fracês "Adeus, Meninos" (Au Revoir les Enfants, 1987) é um filme antes de tudo humanista, que mostra o drama de uma populção civil que sofreu os males de uma guerra mundial implacável, sobretudo, dentro do contexto das amizades e da família.

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