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Hannah Arendt.

As origens do totalitarismo.

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Última atividade: 30 Dez, 2013

Biografia

Nascida numa rica e antiga família judia de Linden, Hanôver, fez os seus estudos universitários de teologia e filosofia em Königsberg (a cidade natal de Kant, hoje Kaliningrado). Arendt estudou filosofia com Martin Heidegger na Universidade de Marburgo, relacionando-se passional e intelectualmente com ele. Posteriormente Arendt foi estudar em Heidelberg, tendo escrito na respectiva universidade uma tese de doutoramento sobre a experiência do amor na obra de Santo Agostinho, sob a orientação do filósofo existencialista Karl Jaspers. A tese foi publicada em 1929. Em 1933 (ano da tomada do poder de Hitler) Arendt foi proibida de escrever uma segunda dissertação que lhe daria o acesso ao ensino nas universidades alemãs por causa da sua condição de judia. O seu crescente envolvimento com o sionismo levá-la-ia a colidir com o anti-semitismo do Terceiro Reich o que a conduziria, seguramente, à prisão. Conseguiu escapar da Alemanha para Paris, onde trabalhou com crianças judias expatriadas e onde conheceu e tornou-se amiga do crítico literário e místico marxista Walter Benjamin. Foi presa (uma segunda vez) em França conjuntamente com o marido, o operário e "marxista crítico" Heinrich Blutcher, e acabaria em 1941 por partir para os Estados Unidos, com a ajuda do jornalista americano Varian Fry.
Trabalhou nos Estados Unidos em diversas editoras e organizações judaicas, tendo escrito para o "Weekly Aufbau". Em 1963 é contratada como professora da Universidade de Chicago onde ensina até 1967, ano em que se muda para a New School for Social Research, instituição onde se manterá até à sua morte em 1975.



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O PENSAMENTO DE HANNAH ARENDT NA SOCIEDADE NEOLIBERAL

Iniciado por LOURIMAR T. MOREIRA BRANDÃO 5 Nov, 2009. 0 Respostas

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Comentário de sabrina machado campos em 26 dezembro 2011 às 8:47

Paulo, li que ela escreveu um artigo sobre educaçao, tb to procurando,mas nao acho... se encontrar te aviso, e se vc achar me avise, tb...

Vc a está utilziando para analisar a educaçao ? Podemos compartilhar materiais, pois ela faz parte do meu quadro teorico do mestrado...

Att,

sabrina

Comentário de Paulo Henrique Rodrigues em 14 abril 2011 às 14:52

Alguém tem um texto da Arendt sobre educação?

Obrigado,

Paulo Henrique

Comentário de LOURIMAR T. MOREIRA BRANDÃO em 10 agosto 2010 às 14:04
Gosto deste refletir da Hannah( carinhosamente e íntima por seus pensares que nos chamam a ação contra o incorformismo, imediatismo da época em que vivemos) “O Racismo pode destruir não só o mundo ocidental mas toda a civilização humana. Quando os russos se tornaram eslavos, quando os franceses assumiram o papel de comandantes da mão-de-obra negra, quando os ingleses viraram ‘homens brancos’ do mesmo modo como, durante certo período, todos os alemães viraram arianos, então essas mudanças significaram o fim do homem ocidental. Pois não importa o que digam os cientistas, a raça é, do ponto de vista, não o começo da humanidade mas o seu fim, não a origem dos povos mas seu declínio, não o nascimento natural do homem mas a sua morte antinatural”
Comentário de Cristina Rosas em 10 agosto 2010 às 12:37
Tive contato com o pensamento desta admirável mulher e...me apaixonei.
Comentário de yeda fajardo em 30 dezembro 2009 às 16:40
O objeto que está em mim e que está no outro é esse estranho dispositivo que arrasta o desejo humano para uma deriva sem fim. Yêda Fajardo
Comentário de Francisca de Freitas dos Santos em 17 agosto 2009 às 8:20
Seria muito bom que o pensamento de Hannah Arendt fosse uma voz ativa nos dias de hoje. O conformismo está presente de todas as formas possíveis e imagináveis e essa voz se levantaria contra ele, assim como Hannah se levantou ao falar sobre a banalidade do mal sobre o procedimento nazista nos campos de concentração. É isso. Atualmente tudo está banalizado. As falcatruas e corrupções políticas, os crimes hediondos, o repeito pela familia, religião, etc. Acho muito importante que todos aqueles que admiram Hannah possam também falar à sua maneira. Talvez ninguém os ouvirá mas quem sabe as mesmas ressoem, ressoem, ressoem ...
 

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