Guerra da Tríplice Aliança (Guerra do Paraguai))

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Guerra da Tríplice Aliança (Guerra do Paraguai))

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Comentário de alexandre silva volk em 25 dezembro 2010 às 22:23
já existia mina terrestre? Li num livro que sim agora quero saber melhor! E muniçaõ era explosiva ou só sólida?
Comentário de alexandre silva volk em 9 abril 2010 às 20:52
Marco, aonde achou este livro nem que seja usado?
Comentário de Marcos Vinicius Ribeiro de Lima em 8 abril 2010 às 23:42
POR FAVOR LEIAM COM ATENÇAO!

Gostaria de pedir licença para aproveitar este rico espaço para fazer algumas considerações sobre um livro de extrema importância para os estudos e pesquisas sobre a Guerra da Tríplice Aliança.
É de conhecimento de todos os indivíduos que acompanham o mercado editorial ou que ao menos observam criticamente a realidade na qual a distribuição de livros no Brasil se processa, que quando um autor - mesmo possuindo uma obra que tenha um valor inestimável em termos de conteúdo - se lança de forma autônoma a produzir um livro de qualquer área do conhecimento - as chances de que o mesmo possua sucesso em termos de vendas e distribuição são mínimas.
As condições de porcentagem tanto das livrarias quantos das distribuidoras empurram cada vez mais os autores a amargarem a desvantagem de ter produzido com tanta dedicação e carinho uma obra que eles, de fato, acreditam.
A consequência acaba sendo o esquecimento e prejuízo que respectivamente a obra e os autores acabam levando. Todavia, no mundo globalizado em que vivemos existem alternativas para que esses obstáculos sejam atravessados. Logo vem por meio desta mensagem divulgar uma obra que para aqueles que se interessam pelos conflitos que compuseram a Guerra do Paraguai certamente vão ficar chocados pelo seu -até então- desconhecimento. O livro se chama "O Diário pessoal do Almirante Visconde de Inhaúma durante a Guerra da Tríplice Aliança" o próprio título já elucida o caráter da obra.
Sim! O comandante em chefe da Esquadra brasileira de Dezembro de 1866 até janeiro de 1869 escreveu um diário pessoal contando em detalhes dia após dia os principais fatos - muitos deles desconhecidos- sobre o encaminhar da guerra. Por ser de caráter unicamente pessoal esse diário é uma fonte primária de raro valor desmistificando inúmeros aspectos que ao longo da historiografia foram sendo levantados. Inhaúma não só descreveu o teatro da guerra em si mas deu voz a diversos aspectos sociais, culturais e do cotidiano da guerra que hoje em dia merecem maior estudo e ouso dizer que qualquer estudo historiográfico sério sobre o dito conflito e que leve em consideração os aspectos mencionados estará incompleto se este documento não for consultado.
Para terminar gostaria de acrescentar que além deste vasto e rico conteúdo superficialmente mencionado aqui, foi necessário por parte dos pesquisadores que produziram esta obra nada menos do que 3 anos de pesquisas em diversos arquivos do Brasil e do exterior para exatamente responder algumas questões que foram levantadas pelo Visconde de Inhaúma ao longo do seus relatos diários. Ao todo são mais de 700 notas produzidas entre traços biográficos e apontamentos interpretativos. O livro conta ainda com uma iconografia com mais de cem figuras e ilustrações da época. Enfim este livro foi lançado em outubro de 2008 e para nossa tristeza e -tenho certeza- e dos pesquisadores deste tema também, esta obra continua esquecida pelas razões acima descritas.
Os pesquisadores em questão são o professor/historiador e membro do IHGB Guilherme Frota e o também historiador Marcos Lima (no caso eu). Logo se alguém se interessar ou quiser tirar alguma dúvida sobre o livro ou como adquirí-lo meu email é marcospontolima@hotmail.com. Não podemos nos render ao oligopólio das grandes editoras, a internet pode e deve nos servir como alternativa para entrarmos em contato com o conhecimento. E por isso conto com vocês. Peço perdão por me estender tanto, mas é por uma boa causa. Muito Obrigado
Comentário de João Lima em 11 janeiro 2010 às 20:21
Gustavo: a melhor sugestão, que posso lhe dar é ler o livro mencionado no link:

(http://rodadasliterarias.blogspot.com/2007/05/maldita-guerra-franci...)

Eu li, gostei muito e aprendi bastante.

felicidades!
Comentário de Regina Gonçalves em 11 novembro 2009 às 5:17
Marco Antônio.

Uma coisa legal que fizemos no livro foi exatamente que quando Koseritz entrevista o imperador ocorre um debate entre Koseritz, mostrando os relatos da mídia da época, D Pedro II, mostrando os livros , documentos e suas informações com os ministros , Carolina Koseritz , que questiona os problemas sociais e das mulheres da época e Caio Zip, o personagem que veio de nossos tempos e, como é um jovem e não um historiador, faz questões que foram divulgadas sem procedência.

Uma das questões que Caio faz é exatamente está que você levantou. E no livro o debate torna-se esclarecedor.
É inconcebível que o Brasil pudesse estar sob controle da Grã-Bretanha por um motivo bastante óbvio: não tínhamos relações diplomáticas com os britânicos desde 1863, devido à Questão Christie! Além disso, a Grã-Bretanha não precisava insuflar a guerra, pois, de qualquer forma, eles venderiam seus produtos aos países envolvidos. O representante britânico em Buenos Aires, Mr. Edward Thornton, chegou a fazer gestões diplomáticas junto ao governo paraguaio tentando convencê-lo a desistir de iniciar a guerra.
Mais assuntos como as ferrovias, a escravidão no Brasil e outras dúvidas sobre o desenrolar da guerra foram abordadas. Basta ler.
Comentário de Marco Antônio Chaves em 10 novembro 2009 às 19:53
Regina, concordo com tuas posições sobre Solano Lopez, mas venhamos e convenhamos, os brasileiros não deixaram nada a dever no quisito crueldade: vejamos Acosta Ñu, vejamos Peribebuy que por desgraça existe em minha cidade adotiva, Pelotas, um batalhão do exército com esse nome. Tens de convir que a guerra foi muito bem tramada por mister Thorton e outros servidores da coroa inglesa e que Brasil, Argentina e Uruguai desempenharam o papel de carrascos, contra o povo paraguaio.abração
Comentário de Regina Gonçalves em 10 novembro 2009 às 16:43
O livro D Pedro II e o Jornalista Koseritz é fruto de uma pesquisa de 3 anos feita por mim e Regis Lima de Almeida Rosa. É uma ficção histórica, onde um jovem viajante do tempo junto ao jornalista Koseritz tem a missão de entrevistar D Pedro II para debater assuntos como desenvolvimento, escravidão, imigração, cultura educação e muito sobre a guerra do Paraguai.
Neste livro, passando por personagens como Machado de Assis, Chiquinha Gonzaga a Rui Barbosa, Francisco Otaviano e outros, retrata-se a monarquia baseada nos relatos do livro de Koseritz "Imagens do Brasil. Também é uma homenagem tanto a D Pedro II como Koseritz que foi meu trisavô e Carolina , a filha deste jornalista alemão que acabou por tornar-se escritora, jornalista e pertenceu a academia de letras do Rio Grande do Sul, minha bisavó.
Comentário de domingos de abreu miranda em 10 novembro 2009 às 12:49
A primeira vítima de uma guerra sempre é a verdade. Acredito no desenvolvimento do Paraguai às vésperas da guerra. No entanto não dá para afirmar que o Solano Lopez foi a vítima nesta questão. Se ele não tinha intenção de fazer a guerra porque as suas tropas eram quatro vezes maior que as do Brasil? Quanto ao fato dele ter apoio do povo é fácil de entender: quando o general Galtieri ocupou as ilhas Malvinas, em 1982, a sua antipatia perante o povo de repente desapareceu e 200 mil pessoas foram à Plaza de Mayo ovacioná-lo. Adolf Hitler também era muito popular na Alemanha enquanto suas tropas invadiam outros países. Acho arriscado apoiar ditadores. Regina, fale um pouco mais de seu livro sobre Koseritz, tenho interesse por sua trajetória como jornalista.
Domingos Miranda
Joinville - SC
Comentário de Regina Gonçalves em 10 novembro 2009 às 7:20
Existe também o livro de Max Von Versen, oficial prussiano que queria assistir a guerra como observador internacional, mas do lado do Paraguai.

Nutria simpatia pelo Paraguai, por ser um país pequeno lutando contra dois gigantes. Assim, foi para lá em meados de 1867, mas o navio francês que o trazia à América fazia escala no Rio de janeiro e depois a viagem terminava em Buenos Aires. No Rio de janeiro ele foi preso para averiguações porque suspeitávamos de que fosse lutar como mercenário no exército paraguaio. Foi logo solto por intermediação dos franceses e dos alemães e criou certa antipatia pelo Brasil. Chegando ao Paraguai depois de muitas aventuras pelo interior da Argentina, tentou uma entrevista com Solano López, mas este nunca se dignou a recebê-lo e o manteve em liberdade restrita e vigiada no acampamento paraguaio. Depois de alguns meses, sua situação piorou e simplesmente virou prisioneiro. Ficou um ano e meio em poder dos paraguaios e pôde testemunhar toda sorte de crueldade ordenada por Solano Lopez. Em certo sentido sua experiência foi mais rica que a de Thompson, porque ele viu tudo isso acontecendo ao seu lado. Ele descreve a tortura chamada de “cepo uruguaiano”, as carnes retalhadas, os ossos esmagados e os fuzilamentos; tudo acontecendo ao seu lado. É impactante a leitura de certos trechos do livro.

.
Comentário de Regina Gonçalves em 10 novembro 2009 às 7:17
Marco Antonio: Leia o livro A Guerra do Paraguai
George Thompson Um povo devotar sua paixão por um tirano é facilmente visto em vários exemplos na história.

George Thompson, um engenheiro civil inglês que lutou como coronel no exército paraguaio e que escreveu um livro sobre sua experiência.

Alguns estrangeiros que viveram no Paraguai na época da guerra e escreveram sobre suas experiências nesse país, como o britânico Thompson, foram convencidos por Solano Lopez a acreditarem que a guerra contra o Brasil seria preventiva. Esse pensamento refletia um desconhecimento completo do Brasil imperial, e existem provas incontestáveis contra essa linha de pensamento. Até a queda do ditador da Argentina, Rosas, tivemos ótimas relações com o Paraguai. Naquela época ajudamos o Paraguai, pois o Brasil foi o primeiro país a reconhecer sua independência, em 1844, quando ele estabeleceu relações com o mundo exterior, após a morte do Francia, seu primeiro ditador. D Pedro II enviou instrutores militares e ajudou a construir a fortaleza de Humaitá, de forma que o Paraguai pudesse defender-se contra uma tentativa de anexação por parte da Argentina. A política brasileira na região do Prata era muito clara: tornar efetiva a liberdade de navegação na bacia do Prata e manter os países dentro dos territórios que eles já ocupavam há muitas décadas. O fato é que depois da queda do Rosas, que era a grande ameaça ao Paraguai, eles mudaram para uma política pouco amistosa em relação ao Brasil.

. Logo a seguir, coloco a narrativa deThompson que resume bem a situação... Este trecho do livro conta no meu livro "D Pedro II e o jornalista Koseritz":

“O horrível egoísmo mostrado por Lopez nesta ocasião é talvez sem paralelo. Os Aliados estavam dispostos a conceder tais termos ao Paraguai como se fossem ditados a eles por um conquistador, sob a única condição de ele deixar o país, e isso com toda honra. Mas ele preferiu sacrificar o último homem, mulher e criança de um povo bravo, devotado e sofrido, simplesmente para manter-se um pouco mais no poder.”

Este também é relevante:

“Entre os documentos de Lopez encontrados em Ita Yvaté, em Dezembro 1868, há um livro contendo um diário das execuções. (...) Esta lista foi publicada e está em minhas mãos, não pode haver nenhuma dúvida sobre sua autenticidade e justeza. Começa em 19 de junho e termina em 14 de dezembro, depois da qual ainda existiam execuções, mas elas não foram registradas aqui. O nome de cada indivíduo é dado, e não fosse a lista tão longa, ela seria inserida por inteiro. Eu fiz, contudo, o seguinte sumário: Estrangeiros executados – 107, estrangeiros mortos na prisão – 113, paraguaios executados – 176, paraguaios mortos na prisão – 88, executados em 22 de agosto (nacionalidade não expressada) – 85, mortos na estrada entre San Fernando e Piquissiri – 27, número total de vítimas até 14 de dezembro – 596.”
 

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