Cafe Historia

A Sua Rede Social de História - Inscreva-se! É rápido e gratuito!

Marcos Vinicius Ribeiro de Lima

Guerra da Tríplice Aliança (Guerra do Paraguai))

Informação

Guerra da Tríplice Aliança (Guerra do Paraguai))

Grupo voltado a discussão desse importantíssimo e polêmico período. Opiniões se divergem, linhas historiográficas e o senso comum também. E isso só aumenta a importância da discussão: cabe a nós!!!

Local: Rio de Janeiro
Membros: 20
Última atividade: 18 Nov

Caixa de Recados

Adicione um comentário

Você precisa ser um membro de Guerra da Tríplice Aliança (Guerra do Paraguai)) para adicionar comentários!

Regina Gonçalves Comentário de Regina Gonçalves em 11 novembro 2009 às 5:17
Marco Antônio.

Uma coisa legal que fizemos no livro foi exatamente que quando Koseritz entrevista o imperador ocorre um debate entre Koseritz, mostrando os relatos da mídia da época, D Pedro II, mostrando os livros , documentos e suas informações com os ministros , Carolina Koseritz , que questiona os problemas sociais e das mulheres da época e Caio Zip, o personagem que veio de nossos tempos e, como é um jovem e não um historiador, faz questões que foram divulgadas sem procedência.

Uma das questões que Caio faz é exatamente está que você levantou. E no livro o debate torna-se esclarecedor.
É inconcebível que o Brasil pudesse estar sob controle da Grã-Bretanha por um motivo bastante óbvio: não tínhamos relações diplomáticas com os britânicos desde 1863, devido à Questão Christie! Além disso, a Grã-Bretanha não precisava insuflar a guerra, pois, de qualquer forma, eles venderiam seus produtos aos países envolvidos. O representante britânico em Buenos Aires, Mr. Edward Thornton, chegou a fazer gestões diplomáticas junto ao governo paraguaio tentando convencê-lo a desistir de iniciar a guerra.
Mais assuntos como as ferrovias, a escravidão no Brasil e outras dúvidas sobre o desenrolar da guerra foram abordadas. Basta ler.
Marco Antônio Chaves Comentário de Marco Antônio Chaves em 10 novembro 2009 às 19:53
Regina, concordo com tuas posições sobre Solano Lopez, mas venhamos e convenhamos, os brasileiros não deixaram nada a dever no quisito crueldade: vejamos Acosta Ñu, vejamos Peribebuy que por desgraça existe em minha cidade adotiva, Pelotas, um batalhão do exército com esse nome. Tens de convir que a guerra foi muito bem tramada por mister Thorton e outros servidores da coroa inglesa e que Brasil, Argentina e Uruguai desempenharam o papel de carrascos, contra o povo paraguaio.abração
Regina Gonçalves Comentário de Regina Gonçalves em 10 novembro 2009 às 16:43
O livro D Pedro II e o Jornalista Koseritz é fruto de uma pesquisa de 3 anos feita por mim e Regis Lima de Almeida Rosa. É uma ficção histórica, onde um jovem viajante do tempo junto ao jornalista Koseritz tem a missão de entrevistar D Pedro II para debater assuntos como desenvolvimento, escravidão, imigração, cultura educação e muito sobre a guerra do Paraguai.
Neste livro, passando por personagens como Machado de Assis, Chiquinha Gonzaga a Rui Barbosa, Francisco Otaviano e outros, retrata-se a monarquia baseada nos relatos do livro de Koseritz "Imagens do Brasil. Também é uma homenagem tanto a D Pedro II como Koseritz que foi meu trisavô e Carolina , a filha deste jornalista alemão que acabou por tornar-se escritora, jornalista e pertenceu a academia de letras do Rio Grande do Sul, minha bisavó.
domingos de abreu miranda Comentário de domingos de abreu miranda em 10 novembro 2009 às 12:49
A primeira vítima de uma guerra sempre é a verdade. Acredito no desenvolvimento do Paraguai às vésperas da guerra. No entanto não dá para afirmar que o Solano Lopez foi a vítima nesta questão. Se ele não tinha intenção de fazer a guerra porque as suas tropas eram quatro vezes maior que as do Brasil? Quanto ao fato dele ter apoio do povo é fácil de entender: quando o general Galtieri ocupou as ilhas Malvinas, em 1982, a sua antipatia perante o povo de repente desapareceu e 200 mil pessoas foram à Plaza de Mayo ovacioná-lo. Adolf Hitler também era muito popular na Alemanha enquanto suas tropas invadiam outros países. Acho arriscado apoiar ditadores. Regina, fale um pouco mais de seu livro sobre Koseritz, tenho interesse por sua trajetória como jornalista.
Domingos Miranda
Joinville - SC
Regina Gonçalves Comentário de Regina Gonçalves em 10 novembro 2009 às 7:20
Existe também o livro de Max Von Versen, oficial prussiano que queria assistir a guerra como observador internacional, mas do lado do Paraguai.

Nutria simpatia pelo Paraguai, por ser um país pequeno lutando contra dois gigantes. Assim, foi para lá em meados de 1867, mas o navio francês que o trazia à América fazia escala no Rio de janeiro e depois a viagem terminava em Buenos Aires. No Rio de janeiro ele foi preso para averiguações porque suspeitávamos de que fosse lutar como mercenário no exército paraguaio. Foi logo solto por intermediação dos franceses e dos alemães e criou certa antipatia pelo Brasil. Chegando ao Paraguai depois de muitas aventuras pelo interior da Argentina, tentou uma entrevista com Solano López, mas este nunca se dignou a recebê-lo e o manteve em liberdade restrita e vigiada no acampamento paraguaio. Depois de alguns meses, sua situação piorou e simplesmente virou prisioneiro. Ficou um ano e meio em poder dos paraguaios e pôde testemunhar toda sorte de crueldade ordenada por Solano Lopez. Em certo sentido sua experiência foi mais rica que a de Thompson, porque ele viu tudo isso acontecendo ao seu lado. Ele descreve a tortura chamada de “cepo uruguaiano”, as carnes retalhadas, os ossos esmagados e os fuzilamentos; tudo acontecendo ao seu lado. É impactante a leitura de certos trechos do livro.

.
Regina Gonçalves Comentário de Regina Gonçalves em 10 novembro 2009 às 7:17
Marco Antonio: Leia o livro A Guerra do Paraguai
George Thompson Um povo devotar sua paixão por um tirano é facilmente visto em vários exemplos na história.

George Thompson, um engenheiro civil inglês que lutou como coronel no exército paraguaio e que escreveu um livro sobre sua experiência.

Alguns estrangeiros que viveram no Paraguai na época da guerra e escreveram sobre suas experiências nesse país, como o britânico Thompson, foram convencidos por Solano Lopez a acreditarem que a guerra contra o Brasil seria preventiva. Esse pensamento refletia um desconhecimento completo do Brasil imperial, e existem provas incontestáveis contra essa linha de pensamento. Até a queda do ditador da Argentina, Rosas, tivemos ótimas relações com o Paraguai. Naquela época ajudamos o Paraguai, pois o Brasil foi o primeiro país a reconhecer sua independência, em 1844, quando ele estabeleceu relações com o mundo exterior, após a morte do Francia, seu primeiro ditador. D Pedro II enviou instrutores militares e ajudou a construir a fortaleza de Humaitá, de forma que o Paraguai pudesse defender-se contra uma tentativa de anexação por parte da Argentina. A política brasileira na região do Prata era muito clara: tornar efetiva a liberdade de navegação na bacia do Prata e manter os países dentro dos territórios que eles já ocupavam há muitas décadas. O fato é que depois da queda do Rosas, que era a grande ameaça ao Paraguai, eles mudaram para uma política pouco amistosa em relação ao Brasil.

. Logo a seguir, coloco a narrativa deThompson que resume bem a situação... Este trecho do livro conta no meu livro "D Pedro II e o jornalista Koseritz":

“O horrível egoísmo mostrado por Lopez nesta ocasião é talvez sem paralelo. Os Aliados estavam dispostos a conceder tais termos ao Paraguai como se fossem ditados a eles por um conquistador, sob a única condição de ele deixar o país, e isso com toda honra. Mas ele preferiu sacrificar o último homem, mulher e criança de um povo bravo, devotado e sofrido, simplesmente para manter-se um pouco mais no poder.”

Este também é relevante:

“Entre os documentos de Lopez encontrados em Ita Yvaté, em Dezembro 1868, há um livro contendo um diário das execuções. (...) Esta lista foi publicada e está em minhas mãos, não pode haver nenhuma dúvida sobre sua autenticidade e justeza. Começa em 19 de junho e termina em 14 de dezembro, depois da qual ainda existiam execuções, mas elas não foram registradas aqui. O nome de cada indivíduo é dado, e não fosse a lista tão longa, ela seria inserida por inteiro. Eu fiz, contudo, o seguinte sumário: Estrangeiros executados – 107, estrangeiros mortos na prisão – 113, paraguaios executados – 176, paraguaios mortos na prisão – 88, executados em 22 de agosto (nacionalidade não expressada) – 85, mortos na estrada entre San Fernando e Piquissiri – 27, número total de vítimas até 14 de dezembro – 596.”
Elisangela Martha Comentário de Elisangela Martha em 16 setembro 2009 às 13:41
O que me vem em mente com relação a este conflito, É o de uma guerra como tantas as outras, onde o poder da diplomacia deixa de ser exercido, predominando assim o poder da força, no caso a força militar. Antes o que me vinha rapidamente a mente, era o caso de ter sido uma guerra de três países, contra um, mas após a leitura do livro a maldita guerra de manolo Doratioto, obtive melhores informações com relação ao conflito, que também é apontado como uma das causas da queda de nossa monarquia. Infelizmente o massacre da população paraguaia foi muito grande. é mesmo uma maldita guerra, como todas.
Marco Antônio Chaves Comentário de Marco Antônio Chaves em 29 março 2009 às 19:48
Falando sobre essa guerra (sobre o que a professora nos contara pela manhã), com meu avô, num distante junho ou julho de 1982, foi que comecei a entender a diferença entre História e História Oficial, pois o relato do livro e da professora eram muito diferentes do relato de meu avô, contando-me o que seu pai, meu bisavô, viveu e viu, lutando nas forças orientais, naquele massacre. Segundo meu avô, se Solano Lopez fosse o tirano que nossa história oficial relata, o povo paraguaio não o defenderia com tanta paixão como verdadeiramente o fez. Em suma, para mim ao acabar com o Paraguai nossos antepassados acabaram com a grande chance histórica de termos uma Latino América independente verdadeiramente. Um abraço
ARMARTINS Comentário de ARMARTINS em 27 março 2009 às 23:45
o nascimento de uma força armada, a utilização de escravos e indios nas frentes de batalha, "história ou ..."
Silvana  Pozzebon Rizzo Comentário de Silvana Pozzebon Rizzo em 16 fevereiro 2009 às 12:51
s vzs me questiono , até que ponto está guerra foi útil ??? Para quem foi mais "útil"(se é que guerras tem alguma utilidade).
 

Membros (20)

Marcos Vinicius Ribeiro de Lima Luana Vitor Bruno Leal Flávio Gomes Amacilene Brito da Rocha Silvana  Pozzebon Rizzo King Gilgamesh WILTON LINS Isabel Zastani ARMARTINS Marco Antônio Chaves domingos de abreu miranda carlos monteiro claudia letizia murano Adriano Gomes de Sousa Rodolfo Pauzer Migliorini Márcio Velasco Regina Gonçalves Paulo Souza
 
 

Cinehistória

Cidadão Boilesen

O documentário revela as ligações de Henning Albert Boilesen (1916-1971), presidente do famoso grupo Ultra, da Ultragaz, com a ditadura militar, ajudando no financiamento da repressão violenta e também a sua participação na criação da temível Oban – Operação Bandeirante, espécie de pedra fundamental do Doi-Codi. (RC)

Cidadão Boilesen foi premiado no Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade, esteve no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo. Sempre aplaudido pelo público e pela crítica, levanta o véu sobre a Operação Bandeirantes.

A Oban, como era chamada, foi um centro de informações, investigações e de torturas montado pelo Exército brasileiro no fim dos anos 1960 para combater organizações de esquerda que confrontavam o regime ditatorial que vigorava desde 1964 no País. O filme deixa claro que era financiada por empresários e banqueiros. O caso de Henning Boilesen, o cidadão Boilesen, é exemplar. Dinamarquês naturalizado brasileiro, ele virou empresário no País. Anticomunista ferrenho, ligou-se a grupos militares e paramilitares. Outros empresários e banqueiros - nomeados no filme - também fizeram isso, mas Boilesen se destacava por uma particularidade fartamente debatida no filme. Sádico, ele tinha um prazer especial em seguir as sessões de tortura, chegando a fornecer carros da empresa Ultragaz, do grupo Ulbra, que presidia, para operações de repressão. Em 1971, foi vítima de uma emboscada e morto por guerrilheiros.

Foram mais de 15 anos de pesquisa, que agora se concluem na estreia. Litewski elaborou uma lista de 200 possíveis entrevistados. Um terço lhe bateu o telefone na cara, tão logo ele anunciava sua intenção. Outro terço admitia dar depoimento, sem que fosse gravado ou filmado, certamente temendo represálias. O terço final, finalmente, deu a cara e a voz às denúncias formuladas no filme. Elas de alguma forma corrigem a história oficial. Mostram que a famigerada ditadura foi, na verdade, uma aliança civil-militar, incentivada e sustentada por setores de peso na sociedade, e não apenas empresários da Fiesp ou banqueiros da Febraban. Nem a imprensa é poupada. Litewski, que se autodefine como ‘rato de pesquisa’, só cita empresários e organizações que tenham sido mencionados por no mínimo três fontes diferentes.

Membros

  • Zé Povinho
  • Mario Filipe Santos
  • Karla Magalhães
  • Tricia
  • Thiago Pignataro Oshiro
  • rosebaby
  • Igor Rafael
  • Karem Elidiany Vieira Machado
  • carlos blemar silveira
  • Alisson Ferreira Garcia
  • ANTONIO CLEBER DOS SANTOS SILVA
  • Ale
  • emanuel miquéias ferreira alves
  • Alberto Iszlaji Junior
  • Maria Thereza Amaral

Eventos

Badge

Carregando...
 

© 2009   Criado por Bruno Leal no Ning.   Crie Sua Rede Social

Badges  |  Relatar um incidente  |  Privacidade  |  Termos de serviço

Entrar no bate-papo