É um dos episódios mais importante da nossa Historia. Como foi contado pelos vitoriosos ele não possui o destaque que merece. Conselheiro criou uma sociedade onde não havia divisão de classes, tudo era repartido.Esse modo de vida fez o sertanejo romper com a subserviência ao latifúndio, com a república e com os poderes eclesiáticos. Isso foi no mínimo uma revolução socialista. Incomodou muita gente.
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Comentário de Jaime Magalhães Morais em 14 dezembro 2012 às 21:46 Oi Telmo,
Dei um tempo em nosso debate para cuidar um pouco da minhas outras tarefas que sempre tomam a maioria do tempo. Mas, gostaria que você conferisse este comentário conclusivo da tese de doutorado de Marcio Roberto dos Santos, um dos estudiosos da conquista lusitana no Sertão apenas como ilustração dos comentários que você diz estar eu fora de contexto. Veja:
"Apenas dezoito anos separam a primeira publicação da Expansão geográfica do Brasil colonial, de Basílio de Magalhães, da vitória das tropas brasileiras contra os sertanejos de Canudos. A tensão entre a civilização litorânea e os bárbaros setões era ainda uma realidade incontornável quando a historiografia brasileira iniciava a fecunda pesquisa das fontes históricas do processo de ocupação do interior. As explicações cuidadosamente lapidadas por esses historiadores para justificar a dizimação e o despovoamento indígena pelos colonizadores seiscentistas e setecentistas podem ser lidas como uma resposta indireta pelo dilema suscitados pela existência, na época em que esses homens escreviam, de enclaves extraterritoriais indígenas e caboclos na hiterlândia brasileira.
Tudo assim, se ajustava. O território contínuo, cuja fronteira de inspiração turneriana avançava inexoravelmente para o interior, era também o lugar do projeto da vitória do projeto civilizador brasileiro. Se as fronteiras externas tinham sido garantidas contra a Espanha pela habilidade diplomática dos negociadores portugueses, que todavia nada mais fizeram do que valer a situação colocada de fato pelo avanço dos indômitos desbravadores dos sertões, por que se deter nas perturbadoras fronteiras internas criadas pela fricção entre luso-brasileiros tapuias? Parecia melhor investir na consolidação territorial do interior, fazendo-a compacta e rígida, do que revelar as fissuras, irregularidades e sinuosidades do processo ocupador dos sertões."
Comentário de Jaime Magalhães Morais em 15 outubro 2012 às 5:36 Acredito que enquanto historiadores mais que podermos especular, é um dever. Porque nós quando nos engajamos em qualquer empresa devemos ter em mente algo a alcançar. E porque se fala como Conselheiro fosse um pobre e inocente que não tinha horizontes? Não me parece que fosse ele tão desprovido das faculdades e sim que não dispunha de material bélico compatível com o adversário. Porque o humano provou conhecer a estratégia mais adequada. E mesmo com esse limitado armamento precisava de fornecedores e munição. Ou se desenvolve uma guerra só com o abastecimento da fabricação interna? Há tempo para isso durante os combates?
Comentário de Telmo Gaertner Victoria em 14 outubro 2012 às 19:16 Jaime sou obrigado a te dizer que vc está completamente fora de contexto. Vc fala em objetivos de antonio conselheiro? fala em quem o financiava ? o que vc esta querendo dizer com isso. Acho que estamos falando de episódios diferentes
Comentário de Jaime Magalhães Morais em 13 outubro 2012 às 22:54 Talvez Conselheiro realmente não tivesse objetivos definidos. Mas, quem o financiava possivelmente tinha. E seu discurso talvez não demonstrasse certezas, mas denunciava direcionamentos que nos fazem refletir melhor. Quem eram os prejudicados com a proclamação da República? Ou, a quem interessava a queda da Monarquia? E quais os setores beneficiados? São perguntas ainda latentes em dias atuais.
Comentário de Telmo Gaertner Victoria em 2 outubro 2012 às 7:08 Olá Jaime
Antônio Conselheiro ao meu ver não tinha objetivos definidos não era monarquista brigando com a republica e armados por paises estrangeiros como muitos diziam. Ele apenas saiu pregando e conseguiu muitos seguidores que viram nele uma forma de continuar vivendo mais dignamente do que aquela sociedade de epoca oferecia
Comentário de Jaime Magalhães Morais em 29 setembro 2012 às 13:11 Acredito que uma questão importante para debate seria tentarmos responder onde Antonio Conselheiro queria chegar. Porque não foi esse o único local onde levantou igrejas e beneficiou a estrutura do local. Afinal, qual era seu objetivo?
bem sou fã deses revolucionarios que morreram defendendo o Brasil, e queria saber mais um pouco sobre a particapação de antonio Conselheiro nesse movimento.
Comentário de Jaime Magalhães Morais em 5 setembro 2012 às 14:16 Os coronéis se preocupavam com razão, sobre os resultados dessa migração. E tinham em mente uma ação da Igreja que deslizou sua atuação, tentando se imiscuir de uma migração que promoveu, porém não assumiu, temendo uma represália que não aconteceu com a Igreja, contudo ajudava de forma disfarçada. Os coronéis sabiam das intenções da Igreja que manipulava os Conselheiristas, inocentes até certo ponto, mas, decididos nos seus objetivos. Assim são os soldados, quando obedecem as determinações de um superior hierárquico.
Comentário de Telmo Gaertner Victoria em 5 setembro 2012 às 8:10 nunca podemos esquecer que essa guerra começou de uma forma ilegal. Canudos comprou materiais de construção, principalmente madeiras, de Juazeiro pagou adiantado e não recebeu a mercadoria.O Juiz de direito arlindo leoni totalmente revestido de má fé com a intenção de provocar a guerra. veiculou que os conselheristas iriam atacar juazeiro como represária a não entrega das madeiras. TUDO MENTIRA FOI UM PRETEXTO. vejam como canudos estava incomodando a elite coronelesca
Comentário de Jaime Magalhães Morais em 5 setembro 2012 às 6:29 Ou será a mesma? Creio que está mais para ser.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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