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Fotografia e História

A possibilidade da utilização da fotografia como fonte documental no trabalho da história,onde o ponto de partida é resgatar parte do passado, a memória individual e coletiva.

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Última atividade: 23 Out, 2012

Fórum de discussão

Fotografia enquanto fonte da história

Iniciado por Laura Pereira Nery. Última resposta de Bruno Leal 30 Abr, 2012. 4 Respostas

O que vocês acham da possibili da utilização da fotografia como fonte documental no trabalho da história?Já fizerem algum tipo de trabalho que envolve a fotografia como fonte?Conte um pouco para nós…Continuar

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Iniciado por Nádia Carrasco Pagnossi 14 Jun, 2010. 0 Respostas

Olá, preciso encontrar fotografias de festas dos anos 50 à 80 para um trabalho da faculdade. Podem ser de festas brasileiras ou de outros lugares do mundo, alguém sabe onde posso ter acesso a esse…Continuar

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Comentário de Francisco Celismar Ferreira em 28 agosto 2012 às 12:21

A FOTOGRAFIA COMO FONTE HISTÓRICA: ANÁLISE E METODOLOGIA.

A bandeira soviética a esvoaçar no topo do destruído Parlamento alemão (Reichstag) foi apenas o culminar da longa batalha de duas longas semanas, de 16 de Abril a 2 de Maio, pela capital do III Reich. (YOUNG 1980, p 165).

Fotógrafo: Yevgeny Khaldei, 2 de Maio de 1945.

“O documento não é apenas a fonte, é o problema”(MARC BLOCH 1965, p. 220).

“O historiador precisa situar a fotografia em um determinado tempo e espaço e perceber as suas alterações e do contexto. O oficio do historiador consiste na realização da critica interna e externa do documento e, nesse sentido, alguns métodos de análise permitem-lhe a leitura dos documentos visuais” (CANABARRO 2005, p. 26).
Sendo assim, a análise específica da fotografia do ‘triunfo’ soviético frente aos alemães na Segunda Guerra será elaborada segundo esses conceitos, procurando trazer a imagem para o tempo presente. (ALBUQUERQUE & KLEIN 1987, p 300).
No documento fotográfico escolhido para analise observam-se três planos: o cenário (arquitetura de Berlim destruída), a pose (de triunfo russo) e o objeto (a bandeira soviética). Já situada a cronologia da foto e seu contexto histórico partiremos para abordagem do documento em si, observando que “a imagem não fala por si só, é necessário que as perguntas sejam feitas” (MAUAD 1996, p 10).
Como já foi dito, do documento visual tem a pretensão de ser espontâneo, neutro, análogo do real, no entanto é sempre codificado, conotado. Sendo que o código de conotação é sempre histórico e reforçado pela ideologia, “o objeto talvez não possua uma força, mas por certo, possui um sentido” (Barthes p04). No objeto (bandeira), a conotação é produzida por uma modificação do próprio real, isto é, da mensagem denotada.
Nesse ponto entendemos o caráter ideológico das mensagens visuais, sua falsa neutralidade e sua conotação que comporta bem um plano de expressão e um plano de conteúdo, significantes e significados, “obriga, portando a um verdadeiro deciframento” (Barthes, p.3). Esse deciframento seria hoje prematuro, todavia as “interrogações que hoje se colocam são antes uma prova de saúde que de enfermidade” (MAUAD 1996, p.06).

Assim sendo, podemos concluir que a mesma evolução que a historiografia teve no séc. XX em relação aos documentos escritos ocorreram também quanto aos documentos visuais ou iconográficos. A contribuição dos pioneiros da Escola dos Annales se mostra, ainda hoje, pertinentes na análise do documento e monumento. A fotografia representa uma semelhança com a realidade - jamais uma totalidade - e deve ser abordado pela Hisória como um signo, um icone, como a representação de um momento específico e nunca como prova do passado.

Comentário de Marcos Aurelio Avila Lannes em 27 agosto 2012 às 17:49
A fotografia deve ser como uma fonte a ser interpretada com muito cuidado, porém e uma fonte muito importante que não deve ser negligênciada pelo historiador, haja visto, ser uma fonte aberta a inumeras interpretações.
Comentário de Rúbia Carla Martins Rodrigues em 5 julho 2012 às 16:58

Sendo a fotografia uma fonte inesgotável de possibilidades interpretativas para o historiador e para a História, podemos interpretá-la como um conjunto narrativo de histórias, e não como mero fragmento imagético. José de Souza Martins, em sua obra "Sociologia da fotografia e da imagem" (2008) revela que a fotografia se propõe como memória dos dilaceramentos, das rupturas, dos abismos e distanciamentos, como recordação do impossível, do que não ficou e não retornará. Memória das perdas. Memória desejada e indesejada. Memória do que opõe a sociedade moderna à sociedade tradicional, memória do comunitário que não dura, que não permanece. Memória de uma sociedade de rupturas, e não de coesões e permanências. Memória de uma sociedade de perdas sociais contínuas e constitutivas, de uma sociedade que precisa ser recriada todos os dias, de uma sociedade mais de estranhamentos do que de afetos.

Comentário de Urano Andrade em 1 julho 2012 às 18:07

Convido a todos para uma vita em: Pesquisando a História 

www.uranohistoria.blogspot.com 

Comentário de Francisco Celismar Ferreira em 28 junho 2012 às 12:35

Oi, acho super importante a questão da fotografia como documento visual de acontecimentos do passado e do presente para se explicar a historia. Espero poder ajudar no que estiver ao meu alcance!

Comentário de Fernando Gabeira. em 27 abril 2012 às 20:00

Boa noite.

Gosto muito das histórias dos "Anos de Chumbo" aqui no Brasil e postei aqui no "Café História" fotos sobre essa década(faz algum tempo),podem dar uma conferida.

Comentário de João Roberto Laque em 13 dezembro 2011 às 15:28

Pessoal,

sou autor de um livro sobre os Anos de Chumbo no Brasil a partir da ótica da guerrilha e tenho um lote pra queimar com os amigos do Café História até o Natal.

Faça um tour pelo conteúdo do livro e veja a promoção clicando em

http://www.promocaoparacafehistoria.blogspot.com/
Comentário de fernando augusto do nascimento em 27 setembro 2011 às 11:19
Olá, sou estudante de artes visuais  da ufma e adoro fotografia....
Comentário de Luiz Cláudio Biato Portugal em 23 julho 2010 às 18:57
AVISO: Nopróximo dia 4 de agosto, na sede do IHGB, Lapa, Rio de Janeiro, haverá uma sessão, as 15:00 hs, entrada franca, aberta a todos, comemorativa dos 170 ANOS DA FOTOGRAFIA NO BRASIL - com enfase nas fotos, etc. da família real.
Para quem gosta de fotos e de História vai ser ótimo
Comentário de Luiz Cláudio Biato Portugal em 21 julho 2010 às 20:15
Gostaria de perguntar se alguém aqui já viu ou sabe se existe alguma iconografia que retrate a figura do ex governador do Rio de Janeiro, por duas vezes, séc. XVIII, de ANTONIO ALBUQUERQUE COELHO DE CARVALHO
 

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