Caros colegas, 

     Atualmente acompanhamos uma extensa cobertura da mídia sobre a situação de guerra contra o tráfico no Rio de Janeiro, e o Governador do Estado, Sérgio Cabral, solicitou ao Ministério de Defesa o envio de tropas do Exército para o patrulhamento do Complexo do Alemão. Hoje, dia 30\11, o jornal o Globo estampa em sua capa a seguinte matéria: "Exército pode ficar 7 meses no Alemão, até a nova UPP", e na referida matéria, há a frase "A tropa 'gente boa' do Haiti".

De fato,  60% dos militares que se encontram no Alemão foram ao Haiti. Na ABED desse ano foi discutido exatamente essa questão, se as Forças Armadas agiriam nas favelas do RJ utilizando o mesmo modus operandi de Cité Soleil, por exemplo. Na ABED a resposta dos militares foi clara: somos subordinados ao poder constituído, e se solicitados, cumpriremos o nosso dever. Certamente, estão cumprindo. O art. 142 de nossa constituição diz que as Forças Armadas devem prezar pela lei e ordem. e, de fato, o que ocorre no RJ é o caos da ordem pública, mas que implicações decorrem dessa presença de 7 meses no Alemão para as Forças Armadas? 

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Penso que estamos assistindo uma mudança no perfil dos militares e, principalmente na imagem que fazemos deles. Durante um bom tempo após a redemocratização estivemos certos de que os militares estavam "órfãos institucionalmente", e a academia - em sua grande maioria - deu repercussão a essa interpretação. Bem, nasceu um novo filho. Observa-se que as operações de paz vêm sendo incentivadas no seio da caserna e a possibilidade de implantar as técnicas empreendidas no Haiti nos morros cariocas dão um novo vigor aos militares. Se já gozavam de prestígio e de confiança do setor civil, agora, com as ações nos morros penso que eles tendem a ganhar muito mais sentido de ação e prestígio. O problema é são os desdobramentos da ação dos militares. Fazer previsões é algo extremamente difícil porém penso que no futuro previsível os militares empenhar-se-ão cada vez mais em participar de ações deste tipo, fazendo valer - de todo caso - de sua função constitucional como bem lembro a Elaine no comentário inicial.

DIRETRIZ MINISTERIAL Nº 15/2010 - Criação da Força de Pacificação no Complexo da Penha e no Complexo do Alemão

MINISTÉRIO DA DEFESA
 Brasília, 04 de dezembro de 2010
 
DIRETRIZ MINISTERIAL Nº 15/2010

O EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA, atendendo à EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS INTERMINISTERIAL nº 00460/MD/GSI, de 02.12.2010, decorrente da solicitação do GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, datada de 01.12.2010, para dar “continuidade ao processo integrado de pacificação do Estado do Rio de Janeiro, entre a União e o Estado ... nos termos dos §§ 2º, 3º e 4º da Lei Complementar nº 97/1999 e dos artigos 2º, 3º e 5º do decreto 3.897/2001”, AUTORIZOU o prosseguimento do “emprego temporário de militares das Forças Armadas ... para a preservação da ordem pública nas comunidades do Complexo da Penha e do Complexo do Alemão”.
Assim, com fundamento no art. 7º, I do Decreto nº 3.897/2001, considerando o solicitado pelo SENHOR GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO e a AUTORIZAÇÃO PRESIDENCIAL,
DETERMINO
1. Ao COMANDANTE DO EXÉRCITO que:
1.1. ORGANIZE uma FORÇA DE PACIFICAÇÃO (FPaz), subordinada ao Comando Militar do Leste, para dar prosseguimento ao contido na DIRETRIZ MINISTERIAL nº 014/2010, com a missão de “preservação da ordem pública nas comunidades do Complexo da Penha e do Complexo do Alemão”, integrada por:
a) recursos operacionais militares necessários (pessoal e material), com funções de patrulhamento, revista e prisão em flagrante; e
b) “meios de segurança pública do Estado”, nos termos manifestados pelo SENHOR GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no Ofício GG 390/2010, de 01.12.2010.
1.2. DESIGNE o Comandante da FPaz, que, de imediato, definirá com as autoridades estaduais, o início das operações;
1.3. REMETA ao ESTADO-MAIOR CONJUNTO DAS FORÇAS ARMADAS:
a) o “Plano de Operações”, para conhecimento e registro;
b) as “Regras de Engajamento”, para análise deste Ministério e subseqüente aprovação do MINISTRO DA DEFESA e do GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO JANEIRO; e
c) o montante descriminado das necessidades financeiras exigidas pela operação.
1.4. PROMOVA, sempre que necessário, os entendimentos e ligações com os COMANDANTES DA MARINHA e da AERONÁUTICA e com as demais autoridades federais, estaduais e municipais, dos diversos poderes.
2. Aos COMANDANTES DA MARINHA e da AERONÁUTICA que:
2.1. PERMANEÇAM em condições de alocar recursos operacionais para integrar a FPaz, quando solicitados; e
2.2. MANTENHAM informado o CHEFE DO ESTADO-MAIOR CONJUNTO DAS FORÇAS ARMADAS das eventuais necessidades de recursos financeiros exigidos pela operação.
3. Ao CHEFE DO ESTADO-MAIOR CONJUNTO DAS FORÇAS ARMADAS (CEMCFA) que:
3.1. REMETA aos COMANDANTES DAS FORÇAS SINGULARES as “Instruções para o Emprego das Forças Armadas no Estado do Rio de Janeiro”;
3.2. CONHEÇA e REGISTRE o “Plano de Operações” da FPaz;
3.3. ANALISE e SUBMETA ao MINISTRO DA DEFESA, ouvida a CONSULTORIA JURÍDICA (CONJUR) deste Ministério, as “Regras de Engajamento” da FPaz;
3.4. PROSSIGA na ligação com as autoridades estaduais e federais, nos termos da DM 014/2010;
3.5. AVALIE, em coordenação com todas as autoridades e Comandos envolvidos, e SUBMETA ao MINISTRO DA DEFESA e ao GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, com periodicidade máxima de trinta (30) dias, as condições de continuidade da operação da FPaz;
3.6. MANTENHA o acompanhamento permanente da operação por intermédio do Centro de Operações Conjuntas (COC);
3.7. REMETA ao MINISTRO DA DEFESA e ao GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, diariamente, relatório circunstanciado do andamento e resultados das ações, e, a qualquer momento, informação complementar, quando a situação exigir;
3.8. CONSOLIDE e ENCAMINHE à SECRETARIA DE ORGANIZAÇÃO INSTITUCIONAL DO MINISTÉRIO DA DEFESA (SEORI), para avaliação e providências, as necessidades financeiras apresentadas pelos COMANDOS DAS FORÇAS.
4. AO SECRETÁRIO DE ORGANIZAÇÃO INSTITUCIONAL que SUBMETA ao MINISTRO DA DEFESA as providências recomendadas para o atendimento das solicitações de recursos financeiros em apoio à operação.
5. AO CONSULTOR JURÍDICO deste Ministério que
5.1. EMITA parecer sobre as “Regras de Engajamento” da FPaz; e
5.2. ORGANIZE serviço de acompanhamento jurídico em apoio às operações.

NELSON A. JOBIM
 
Ministro da Defes

A importância estratégica da retomada dos territórios

 

Fonte: Portal Luis Nassif

 

Por Marcelle Gomes Figueira

 

Uma palavra tem sido corriqueiramente pronunciada, ouvida e reproduzida nas ações da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio e esta palavra é TERRITÓRIO. Em momentos como esses, vividos hoje na cidade do Rio de Janeiro, é natural que os estudiosos e pesquisadores da área de Segurança Pública se manifestem, seja tanto para ajudar a população a entender as ações, assim como para contribuir, de maneira reflexiva, para identificar quais são os pontos nevrálgicos, caminhos e desafios da Segurança Pública.

 

No meio destas tentativas há muitas críticas em blogs e rede sociais, por parte de estudiosos, que afirmam nada adiantar essa ação de ocupação, se não for conjugada com o combate à corrupção das polícias, promoção de ações de inclusão social, reforma das polícias, valorização da atividade policial e outros elementos. Concordo com estas afirmações, de fato não podemos pensar ações de segurança pública somente como ações de polícia, mas esta não me parece ser a questão central que é a base da ocupação do Complexo do Alemão.

 

Esses outros pontos que devem ser contemplados, dentro de uma política de segurança pública, já estão colocados em um série de documentos, artigos, debates e ninguém está contradizendo nada disso. Peço minhas desculpas antecipadas aos estudiosos da categoria sociológica “violência”, mas desconsiderar a variável espacial, neste momento, limita o alcance das análises, e como geógrafa me uno aos policiais e militares desta ação, afinal como já dizia Yves Lacoste “A Geografia – isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra”.

 

O que acontece hoje no Rio, na minha humilde percepção, também apoiada e construída com base na experiência e em estudos, é a retomada de territórios e espaços urbanos que conferiam vantagem tática aos grupos criminosos. Esta ação não é a “solução definitiva” contra os grupos criminosos e nem vejo a Secretaria de Segurança Pública apresentá-la assim. A palavra é “retomada de território”, e por que retomar território é tão importante? Porque muito antes de existir polícias e de se pensar em políticas de Segurança Pública, há 5 séculos já se sabia o valor de conquistar espaços enquanto instrumento de manutenção, conquista e exercício de poder. Sun Tzu disse, no seu badalado “A arte da Guerra” que: “A conformação do terreno é de grande importância nas batalhas. Assim sendo, apreciar a situação do inimigo, calcular as distâncias e o grau de dificuldade do terreno, quanto à forma de se poder controlar a vitória, são virtudes do general de categoria.

 

Quem combate com inteiro conhecimento destes fatores vence, de certeza; quem não o faz é certamente, derrotado” . Para quem ficar desconfortável com a citação de Sun Tzu - pois a China dele, e até hoje de certa forma é um regime autoritário, de ausência de direitos civis - podemos então lembrar do General Prussiano Carl von Clausewitz ,entre outros estrategistas.

 

Os traficantes ocupam os espaços que podem lhes fornecer uma vantagem tática e estratégica para alí permanecerem, e não é gratuita a denominação ilustrativa de “bunker”, “porto seguro”, “fortaleza”, dentre outros adjetivos para denominar esses espaços. Retirar os territórios do tráfico é retirar sua vantagem tática, que é fornecida pela característica do espaço concreto das áreas conhecidas como “favelas”, onde a desordem da sua arquitetura permite isso. Por isso é tão fundamental o apoio das forças armadas por possuírem equipamentos (vantagem de método) que minimizam a vantagem de comandamento do terreno, que é o que está sendo tomado dos traficantes. Quem já assistiu o filme 300, viu a vantagem que a geografia das Termópolis deu aos espartanos que, com um número inferior de tropas, resistem durante dias a um exército infinitamente mais numeroso.

 

Ocupar o complexo do Alemão irá acabar com a venda de drogas naquela região? Não, pois a territorialidade do tráfico de drogas é uma territorialidade flexível, descontínua e funcional. Irá existir onde houver mercado. Ocupar o complexo do Alemão vai acabar com a violência? Sim, se o Estado entender que reintegrar este território é levar à comunidade a cidadania de forma completa com: justiça (defensoria pública, mediação e conciliação de conflitos), segurança (pronto-atendimento das chamadas emergenciais, policia comunitária, delegacias convêncionais e especializadas) saúde, educação, cultura e lazer para aquela comunidade. Polícias são forças territorializadas e poder contar com a presença delas em qualquer lugar da cidade não é, necessariamente, garantia de uma cidade segura e igualitária no acesso aos serviços públicos, mas já é um excelente começo para o Rio retomar o que o carioca mais deseja: o título de Cidade Maravilhosa.

 

Marcelle Figueira é geógrafa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro , mestre pelo Instituto Militar de Engenharia e Coordenadora da Graduação Tecnológica em Segurança Pública da Universidade Católica de Brasília.

Seminário "O Papel dos Observatórios de Segurança Pública na Construção de uma Segurança Cidadã: panorama e perspectivas"
Juliana Vinuto - Barueri(SP) - 24/11/2010
 
Data: 
Seg, 06/12/2010 - 09:00
Nos próximos dias 6 e 7 de dezembro, promoveremos o lançamento do Observatório de Segurança Pública de Canoas (parceria Prefeitura de Canoas, Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Grupo de Violência e Cidadania - UFRGS, com recursos do PRONASCI), durante a realização do seminário: "O Papel dos Observatórios de Segurança Pública na Construção de uma Segurança Cidadã: panorama e perspectivas".

Atenção: as vagas são limitadas e gratuitas, com direito a certificado! Por isso, os(as) interessados(as) devem-se inscrever através do e-mail: observatoriocanoas@forumseguranca.org.br.

Veja a programação:

Data: 6 e 7 de dezembro de 2010
Locais: A abertura será no Centro Integrado de Segurança Pública de Canoas/RS (Rua Humaitá, 1130 –
Marechal Rondon) e o seminário será realizado no Auditório do CanoasPrev (Av. Inconfidência, 817 – Centro).

Segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

9h – Abertura


 

Moderador: Bernadete Konzen - Diretora de Estudos e Pesquisas do Instituto Canoas XXI
Eduardo Pazinato - Secretário Municipal Adjunto de Segurança Pública e Cidadania, Advogado, Mestre em Direito e Membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Comissão de Segurança Pública da OAB/Canoas e da Comissão de Segurança Pública da OAB/Canoas
Rafael Dal Santo - Sociólogo, Coordenador de Pesquisas do Observatório de Segurança Pública de Canoas

15h30 - Socialização das Pesquisas Realizadas pelo Observatório de Segurança Pública de Canoas/RS e Rede de Parcerias

Moderador: Alex Niche Teixeira - Sociólogo e Professor adjunto do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFRGS
José Vicente Tavares dos Santos - Sociólogo e Professor Titular do Programa de Pós-Graduação e do Departamento de Sociologia (UFRGS) e Coordenador do Grupo de Pesquisa Violência e Cidadania
José Luiz de Amorim Ratton Júnior - Sociólogo e Coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Criminalidade, Violência e Políticas Públicas de Segurança da Universidade Federal de Pernambuco
Emil Sobottka - Sociólogo e Professor Adjunto do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PUCRS) Guajuviras)

Terça-feira, 7 de dezembro de 2010

9h - GT Observatórios de Segurança Pública: experiências de gestão pública municipal de segurança


Moderadora: Cristina Villanova - Coordenadora Geral de Ações de Prevenção (SENASP/MJ)
Participação: Conselho Estadual de Secretários Municipais de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do
Sul
Jésus Trindade de Barreto Junior - Presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Flavio Sapori - Sociólogo, Professor do Curso de Ciências Sociais (PUCMG), Ex-Secretário Adjunto de Defesa Social do Estado de Minas Gerais e Secretário Executivo do Instituto Minas pela Paz
Paulo Augusto Souza Teixeira - Diretor-Presidente do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP)
Everaldo Francisco da Costa - Gerente de Pesquisa Estratégica e Monitoramento da Violência Urbana da Secretaria de Segurança Urbana de Vitória/ES

18h - Encerramento
Onde fica: 
Locais: A abertura será no Centro Integrado de Segurança Pública de Canoas/RS (Rua Humaitá, 1130 – Marechal Rondon) e o seminário será realizado no Auditório do CanoasPrev (Av. Inconfidência, 817 – Centro).
Quando ir: 
Data: 6 e 7 de dezembro de 2010
Quanto custa: 
Gratuito
Contato: 
Observatório de Segurança Pública de Canoas (51) 3428-6406/6407 - ramal 236 Rua Humaitá, nº 1130 - bairro Marechal Rondon Canoas, RS - CEP 92025-340
Moderadora: Magda Fernandes - Socióloga, Assessora Federativa do Ministro de Estado da Justiça
Participação: Conselho Estadual de Secretários Municipais de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do
Sul
Carlos B. Vainer - Coordenador Científico do Observatório Permanente de Conflitos Urbanos na Cidade do Rio de Janeiro (IPPUR/UFRJ)
Eloir Antonio Vial - Professor do Instituto Brasileiro de Saúde, Ensino, Pesquisa e Extensão para o Desenvolvimento Humano (IBSAÚDE) e membro do Observasinos
Ana Regina Falkembach Simão - Professora adjunta da Universidade Luterana do Brasil e pesquisadora do Observatório Franco-Brasileiro de Cidades da Periferia


14h - GT Experiências de Observatórios de Segurança Pública: experiências de gestão pública municipal de segurançaModerador: Eduardo Pazinato - Secretário Municipal Adjunto de Segurança Pública e Cidadania e Coordenador Geral do Observatório de Segurança Pública de Canoas/RS
Rafael Dal Santo, Aline de Oliveira Kerber, Janine Prandini Silveira e Luciana de Mello - Equipe Executiva do
Observatório de Segurança Pública de Canoas
Lígia Madeira - Professora Adjunta do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política (UFRGS)
Andrea de Freitas - Jornalista, Doutora em Novas Tendências e Suportes da Informação Jornalística (Universidad del País Vasco) e Coordenadora do Observatório de Comunicação Cidadã (Agência da Boa Notícia

19h - Territorialidade, Violências e Segurança Cidadã: os desafios das políticas públicas de segurança no Brasil
Moderador: Alberto Kopittke - Advogado e Secretário Municipal de Segurança Pública e Cidadania
José Vicente Tavares dos Santos - Professor Titular do Programa de Pós-Graduação e do Departamento de Sociologia (UFRGS) e Coordenador do Grupo de Pesquisa Violência e Cidadania
Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo - Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais e Ciências
Sociais (PUCRS)
Renato Sérgio de Lima - Secretário-Geral do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

14h - O Papel dos Observatórios: da Produção de Dados à Gestão da Segurança PúblicaSolenidade de Lançamento do Observatório de Segurança Pública de Canoas/RS e Assinatura dos Acordos de
Cooperação Técnica entre a Prefeitura Municipal de Canoas (PMC) e Universidade Federal do Rio Grande do
Sul (UFRGS).
Tarso Genro - Governador Eleito (a confirmar)
Jairo Jorge - Prefeito de Canoas
Ricardo Balestreri - Secretário Nacional de Segurança Pública (a confirmar)
Ronaldo Teixeira - Secretário Executivo do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI) (a confirmar)
Juarez Pinheiro - Assessor Especial para Assuntos Federativos do Ministro de Estado da Justiça
Alberto Kopittke - Secretário Municipal de Segurança Pública e Cidadania
Carlos Alexandre Neto - Reitor da UFRGS
José Vicente Tavares dos Santos - Coordenador do Grupo de Pesquisa Violência e Cidadania-UFRGS
Renato Sérgio de Lima - Secretário-Geral do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

10h - O Papel dos Municípios na Segurança Pública Brasileira

Aproveito a iniciativa da Elaine ao criar esta discussão para divulgar análises que estão sendo feitas em diversos sítios eletrônicos por diversos setores ...

 

Abs,

 

Fernanda

Eu acredito que a iniciativa da Elaine em criar este fórum seja em função dos debates "callientes" que foram gerados no outro fórum sobre enviar ou não mais brasileiros para o Haiti. Falamos sobre muitos temas produtivos ligados direta e indiretamente ao tema. Já que agora temos um local focado para debater a atuação das Forças Armadas na Segurança Pública e eu adoro discutir, vou colocar as últimas informações relacionadas ao tema proposto pela Elaine. Ok?

 

FORÇAS ARMADAS E SEGURANÇA PÚBLICA - NOTA OFICIAL - ABED

A Associação Brasileira de Estudos de Defesa – ABED – entidade que congrega pesquisadores especializados no estudo das Forças Armadas e da política de defesa, manifesta sua preocupação com a recente decisão governamental quanto ao emprego por tempo indeterminado das Forças Armadas no combate ao narcotráfico no Rio de Janeiro. 
A gravidade da situação exige medidas enérgicas. Todavia, consideramos que:
1)      A missão precípua das Forças Armadas é a defesa da nação contra possíveis ameaças externas. A presente situação representa um desvio de sua função principal;
2)      O problema da criminalidade urbana é de natureza policial e social; não se apresenta como uma questão com características militares;
3)      Na medida em que o Brasil ocupa novos e importantes patamares no cenário internacional, suas Forças Armadas devem se voltar para garantir a soberania e os interesses do país, o que demanda alto nível de preparação técnica, equipamento e condições de bem cumprir tais atribuições e, portanto, afastadas de emprego regular e por tempo indeterminado no campo da Segurança Pública;
4)      A atuação de nossas Forças Armadas em Missões de Paz sob os auspícios de Organizações Internacionais, como a ONU, não devem servir de inspiração para atuações no âmbito interno, tendo em vista as significativas diferenças de natureza de atribuições e de emprego da força;
5)      A presente situação tende a fragilizar o quadro democrático pela postura difusa entre Segurança Pública e Defesa, ao colocar no contato cotidiano com a população, tropas militares federais orientadas a combater inimigos que intentem contra interesses vitais do país.
Presidente - Samuel Alves Soares (UNESP - Franca)

Secretário Executivo - José Miguel Arias Neto (UEL)

Diretor Acadêmico - Eduardo Munhoz Svartman (UPF)

Diretor de Relações Institucionais - João Roberto Martins Filho (UFSCar)

Diretor-Financeiro - William de Sousa Moreira (UFF)

 

Fonte: Ministério da Defesa

 

Íntegra do acordo para o emprego da Força de Pacificação na cidade do Rio de Janeiro

Brasília, 23/12/2010 - Segue abaixo o link com a íntegra do acordo relativo ao emprego da Força de Pacificação (FPaz) no Complexo Penha-Alemão, assinado nesta quinta-feira (23/12), no Rio de Janeiro, pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pelo governador do RJ, Sérgio Cabral:

ÍNTEGRA DO ACORDO.

Texto: José Romildo
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa
(61) 3312-4070

____________________________

Íntegra das regras de engajamento para a FPaz no Rio de Janeiro

Brasília, 23/12/2010 – Segue abaixo a íntegra do documento contendo as regras de engajamento para a operação da Força de Pacificação (FPaz) no RJ, conforme acordo assinado nesta quinta-feira (23/12), no Rio de Janeiro, pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. As regras serão aplicadas no Complexo Penha-Alemão.

Íntegra das regras de engajamento.

Texto: José Romildo
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa
(61) 3312-4070

_______________________________

Acordo entre Jobim e Cabral dá início às atividades da Força de Pacificação (FPaz)

 

Rio de Janeiro, 23/12/2010 - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, assinaram na manhã desta quinta-feira (23/12) acordo que autoriza o início dos trabalhos da Força de Pacificação (FPaz), no complexo Penha-Alemão. O acordo também define as regras de engajamento para a operação da FPaz.

 

“Agora este espaço deixa de ser local do poder paralelo”, afirmou Cabral ao se referir aos trabalhos a serem realizados pela FPaz, constituída pelo Exército e pelas polícias Civil e Militar. A Força atuará para garantir a lei e a ordem na área abrangida pelo complexo. A assinatura ocorreu no posto de comando da FPaz, no Complexo do Alemão.

 

Segundo o governador, a polícia do Rio de Janeiro não tinha idéia da quantidade nem da dimensão das atividades dos criminosas do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro. “Apreendemos 400 motocicletas”, lembrou Cabral referindo-se ao saldo decorrente da ocupação das favelas. E prosseguiu: “Quantas vidas foram perdidas?”, numa alusão ao fato de que a maioria das motos em poder dos bandidos foram tomadas de seus proprietários em assaltos realizados no Rio de Janeiro.

 

Jobim atribuiu o sucesso da operação nos morros do Rio de Janeiro à atuação conjunta das autoridades federais, estaduais e municipais do Rio de Janeiro. O ministro da Defesa disse que o resultado da operação comprova que está superada a idéia – ainda existente em alguns segmentos da intelectualidade brasileira – de que haveria incompatibilidade entre o respeito aos direitos humanos e as ações de segurança pública.

 

“Vamos demonstrar que não há incompatibilidade entre os direitos humanos e a segurança pública”, afirmou Jobim.

 

Ao avaliar o sucesso da atual operação, Jobim explicou que as ações de hoje incorporam conhecimento adquirido em experiências anteriores. Entre as experiências anteriores, uma das mais relevantes foi a de 1993, quando o Exército ajudou as operações de segurança pública no Rio de Janeiro.

 

“Agora há um arcabouço jurídico para mostrar o que cada um pode fazer “, disse Jobim, referindo-se, em primeiro lugar, ao acordo que delimita os espaços geográficos de atuação e as ações cabíveis de cada instituição componente da Força de Pacificação. E em segundo lugar às regras de engajamento que definem claramente todas as ações que podem ser executadas pelos militares na operação.

 

Leia na íntegra o acordo que autoriza o início dos trabalhos da Força de Pacificação (FPaz)

 

Leia na íntegra as regras de engajamento

 

Texto: José Ramos

Assessoria de Comunicação Social

Ministério da Defesa

(61) 3312-4070

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