Este grupo pretende responder a questões sobre a Teoria da História no âmbito da Filosofia. É necessário duas visões fundamentais: a do filósofo que conhece história e do historiador que conhece Filosofia. Trata-se de analisar não o conteúdo estudado pela História mas o pensamento daqueles que escrevem a história. Existe uma linha invisível que conduz os homens indubitavelmente à algum fim pré-determinado? A história é cíclica, contínua ou em forma de espiral? É possível conduzir a história sabendo para onde ela vai?
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Última atividade: 7 Maio
Iniciado por Professor Americanista! 28 Fev. 0 Respostas 0 Curtiram isto
Será verdade que os comportamentos coletivos influem mais no curso da história do que as práticas individuais?Continuar
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Considerando os diversos comentários que vi aqui adicionados, gostaria de dizer que penso que seria importante abordar o tema (filosofia da história) na sua própria ideia, isto é, sobre quais as concepções mais gerais ou visões de mundo que estão na base das narrativas históricas através dos tempos.
Assim, a história antiga é fortemente influenciada pelos mitos e pelos feitos fantásticos dos heróis e deuses. A medieval, em seguida, a partir de Santo Agostinho, formula a concepção da história universal providencialista, orientada por um plano divino, no qual caberia ao homem preparar-se para a vida eterna, redimir-se do pecado e recuperar o paraíso perdido, por hipótese, a única verdadeira – uma visão finalista de redenção sobrenatural, depois da morte. Na Idade Moderna, que resulta da ascensão da burguesia, o divino deixa de ser essencial, uma vez que sua intervenção direta e imediata sobre a vida e a história conflita com a liberdade individual recém-conquistada. Nesse período surgem as concepções do homem livre criador da história e, em oposição a esta, do homem como mero produto da história – uma história naturalizada. Em seguida, no século XIX, contra essas duas concepções, e contra todas as anteriores, em oposição a toda metafísica, religiosa ou laica, voluntarista ou mecanicista, surge a concepção científica do materialismo dialético e histórico (marxismo), segundo a qual o homem faz a história ao mesmo tempo em que é feito pela própria história, isto é, faz a história em condições dadas e objetivamente herdadas, ou ainda, a partir de condições históricas concretas de seu próprio tempo. Na concepção marxista o processo é dialético e histórico, pelo que a história não se repete, porque feita de tempo. A práxis se exerce na atividade social no sentido da demanda de cada época. Obviamente, não existe um corte absoluto em cada época, uma vez que, da mesma forma em que as novas tarefas históricas se impõem exigindo a prática social e política inovadora dos homens, as forças da conservação, ou mesmo reacionárias, repõem, reformuladas ou não, as antigas ideias como se novas fossem.
Por fim, penso que esse é o debate, que pode ser muito rico, e no qual se inserem as concepções atualmente em voga geradas pelos diversos setores da sociedade, sejam eles classes sociais ou grandes grupos de interesse.
Comentário de Silvaniza Maria Vieira Ferrer em 26 dezembro 2012 às 10:31 Brancaleone
Muitos já fizeram isso. Os epicuristas, os estóicos...A questão é: de onde vem os valores universais? quem os inspirou? Eles são mutáveis de acordo com uma época ou são atemporais?
Comentário de Brancaleone em 22 dezembro 2012 às 20:47 Pois eu concebo um mundo perfeito, natural e decente sem a necessidade de meter divindade alguma no meio.
Comentário de Professor Americanista! em 22 dezembro 2012 às 6:55 Para acreditar em uma historia processo ou no liberalismo faz-se necessário crer em um ser imaginário organizador do mundo!
Comentário de Brancaleone em 21 dezembro 2012 às 23:19 Silvaniza...
Impossível não usar o termo "história" sem associação a "religião". A filosofia até que tenta transformar os humanos em alguma coisa pouco melhor que quatis, gambás ou chimpanzés enquanto as religiões insistem em nos fazer parecer quatis, gambás ou chimpanzés com alma ou coisa que o valha.
De fato considere que a filosofia (pelo menos a filosofia decente) nega o divino, nos protege deosdeuses. Ateus iniciantes e ingênuos tendem a considerar a filosofia a substituta da fé mas é uma fase passageira. Evoluem como ateus e tornam-se niilistas.
Comentário de Silvaniza Maria Vieira Ferrer em 17 dezembro 2012 às 14:00 Acho que esse comentário não tem nenhuma ligação com o tema desse fórum.
Comentário de Brancaleone em 16 dezembro 2012 às 17:28 Do Reinaldo Azevedo...
Que Deus é este?
"Em Auschwitz, no Gulag ou em Darfur, vê-se, sem dúvida,
a dimensão trágica da liberdade: a escolha do Mal. E isso
quer dizer, sim, a renúncia a Deus. Mas também se
assiste à dramática renúncia ao homem"
Boa parte das nações e dos homens celebra, nesta semana, o nascimento do Cristo, e uma vez mais nos perguntamos, e o faremos eternidade afora: qual é o lugar de Deus num mundo de iniqüidades? Até quando há de permitir tamanha luta entre o Bem e o Mal? Até Ele fechou os olhos diante das vítimas do nazismo em Auschwitz, dos soviéticos que pereceram no Gulag, da fome dizimando milhões depois da revolução chinesa? E hoje, "Senhor Deus dos Desgraçados" (como O chamou o poeta Castro Alves)? Darfur, a África Subsaariana, o Oriente Médio... Então não vê o triunfo do horror, da morte e da fúria? Por que um Deus inerme, se é mesmo Deus, diante das "espectrais procissões de braços estendidos", como escreveu Carlos Drummond de Andrade? Que Deus é este, olímpico também diante dos indivíduos? Olhemos a tristeza dos becos escuros e sujos do mundo, onde um homem acaba de fechar os olhos pela última vez, levando estampada na retina a imagem de seu sonho – pequenino e, ainda assim, frustrado...
Até quando haveremos de honrá-Lo com nossa dor, com nossas chagas, com nosso sofrimento? Até quando pessoas miseráveis, anônimas, rejeitadas até pela morte, murcharão aos poucos na sua insignificância, fazendo o inventário de suas pequenas solidões, colecionando tudo o que não têm – e o que é pior: nem se revoltam? Se Ele realmente nos criou, por que nos fez essa coisa tão lastimável como espécie e como espécimes? Se ao menos tirasse de nosso coração os anseios, os desejos, para que aprendêssemos a ser pedra, a ser árvore, a ser bicho entre bichos... Mas nem isso. Somos uns macacos pelados, plenos de fúrias e delicadezas (e estas nos doem mais do que aquelas), a vagar com a cruz nos ombros e a memória em carne viva. Se a nossa alma é mesmo imortal, por que lamentamos tanto a morte, como observou o latino Lucrécio (séc. I a.C.)? Se há um Deus, por que Ele não nos dá tudo aquilo que um mundo sem Deus nos sonega?
Comentário de Brancaleone em 25 novembro 2012 às 17:19 Buenas pois...
De adianto já me adesculpo aos integrantes deste grupo pois sou chegado ao pragmatismo e a simplificação especialmente nas questões filosóficas!! Como ateu praticante e niilista diletante adquiri o hábito do cinismo travestido de humor de duvidoso gosto e vai daí que muita gente se arrepia.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
© 2013 Criado por Bruno Leal.
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