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Escola de Frankfurt

Espaço aberto para o debate acerca da Escola de Frankfurt: a Teoria Crítica da Sociedade, bem como dos seus membros históricos e seguidores atuais.

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Escola de Frankfurt


Escola de Frankfurt é a designação histórico-institucional para Teoria Crítica, nome de resto resumitivo para Teoria Crítica Social. O que mais tarde faria escola começou de facto como uma escola, fundada em 1923 na Universidade de Frankfurt, mas independente desta: o Istitut für Sozialforschung. A maioria dos fundadores era constituída por filhos assimilados de famílias judias da classe média alemã. Concebido por Felix Weil, Horkheimer e Pollock, a Escola de Frankfurt corporizaria uma das configurações paradigmáticas do chamado Marxismo Ocidental.

Entre os nomes mais conhecidos da Escola contam-se Horkheimer, Adorno, Marcuse, Fromm, Lowenthal para a primeira geração; Habermas, Wellmer e Apel, para a segunda. Não tendo pertencido de facto à Escola, não devem esquecer-se Benjamin e Kracauer. Durante a guerra, a Escola emigraria para os Estados Unidos, repartindo-se por Nova Iorque e por Los Angeles. O retorno à Alemanha só se produziria por 1950. Pecora (1997) identifica cinco motivos que dariam especial consistência à Teoria Crítica desenvolvida pela primeira geração: 1) Reinterpretação do marxismo a partir da rejeição das suas concretizações dogmáticas: totalização simples da história, relações de espelhismo mecânico entre infra-estrutura e super-estrutura, centralidade da luta de classes e posicionamento providencial do proletariado como sujeito da história. 2) Rejeição do "intelectual flutuante" de Manheim e de concepções afins, sobretudo no campo da sociologia. A teoria deve ser "crítica", historicizada e comprometida, por isso que a neutralidade científica não seria senão adaptabilidade prática às condições sociais existentes tidas por inaceitáveis. 3) Investigação das condições socio-psíquicas de enraizamento e subsistência do autoritarismo e da hegemonia social. 4) Crítica radical do Iluminismo enquanto triunfo da razão instrumental. 5) Postulação da estética como lugar privilegiado de exercício da Teoria Crítica.

A Teoria Crítica é crítica porque, interessada em rejeitar a civilização moderna que subsistiria pela implantação de uma "vida diminuída", não aceita o cientismo marxista, como em geral acha inaceitável qualquer um. Rejeita, pois, o ideal cientista aplicado ao domínio humano; e definir-se-ia, em contrapartida, por uma prática teórica ecléctica, interessada em discernir nas chamadas ciências humanas (psicologia, sociologia, história, etc.) o potencial crítico. Assim, seria também crítica porque não dogmática — seria, enfim, dialéctica. A dialéctica em causa é a hegeliana, ressalvada. Merquior fala mesmo de um hegelianismo de esquerda redivivo.

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Adorno e a Indústria Cultural

Iniciado por Diogo Nunes. Última resposta de Djalma Pinto Pessoa Neto 16 Jun, 2011. 8 Respostas

Marcuse e o Brasil

Iniciado por Diogo Nunes. Última resposta de Carla Nagel 11 Ago, 2009. 1 Resposta

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Comentário de Lúcio Emílio do Espírito Santo em 29 outubro 2013 às 14:58

Frankfurt foi a formulação fora da universidade de um marxismo universitário. Antes, o marxismo não era aceito nas universidades alemãs. Depois, tornou-se o marxismo universitário. Ele nega a revolução socialista e não se interessa pelas experiências socialistas do século XX. As teses de Benjamin são justamente esse momento da negação e são marcadas pelo pessimismo com o pacto de não agressão entre Hitler e Stálin, o que o faz, de certa forma, igualar leninismo (Stálin nada mais é do que um leninista) e fascismo.

Comentário de Lúcio Emílio do Espírito Santo em 29 outubro 2013 às 14:41
Comentário de Lúcio Emílio do Espírito Santo em 29 outubro 2013 às 14:40
Comentário de Luiz Fernando Almeida em 28 janeiro 2012 às 20:28

Estou lendo uma matéria publicada na revista Mente Cérebro e Filosofia sobre a Escola de Frankfurt, estou curtindo de montão e pretendo me aprofundar mais nessas construções históricas.

Comentário de Diogo Nunes em 19 janeiro 2012 às 21:58

Nessa harmonização de conteúdos das diversas abordagens – das Letras, da Psicologia, da Filosofia, da Antropologia e das Artes –, a subjetividade aparece como ponto fundamental na exegese das formas de interpretar o mundo. Aqui  compreendemos que a separação dessas disciplinas em diferentes campos do saber é uma construção meramente acadêmica e, quando esses saberes são reunidos, conseguimos visualizar uma imagem muito mais abrangente da realidade.
Este livro trata da subjetividade, mas também trata de livros, de como os livros descrevem – ou interpretam – o que percebemos e sentimos. Nessa perspectiva, o conjunto também propõe uma excelência na forma: a organizadora fez questão de que as notas acompanhassem a linha do olhar, propiciando uma leitura mais prazerosa do texto. Um cuidado singelo, mas que transmite a determinação de trazer uma nova forma ao conteúdo dos textos, compartilhando com o leitor o prazer que tivemos de fazer este livro.

"Nesta obra reúnem-se 17 estudos que transitam entre História, Letra e Literatura, Antropologia e Sociologia, Psicologia e Psicanálise, Filosofia e Comunicação, traçando uma complexa e delicada trama que consolidará argumentos e temas de muito interesse para o leitor da atualidade. [...]

Como frisou Sérgio Buarque de Holanda, em um belíssimo texto intitulado Apologia da História, 'é que para o verdadeiro historiador há de importar primeiramente o esforço para a boa inteligência da hora presente, se quiser entender o passado. E, por outro lado, qualquer valorização sentimental do passado, valorização que só poderá ser fragmentada e caprichosa - nos levaria a vê-lo com as cores de nossa nostalgia'. 
Os textos presentes nesta coletânea rica em diversidade e conhecimentos representam certamente, parodiando Sérgio Buarque, o esforço para a boa inteligência da hora presente".

Tania Bessone

EWALD, Ariane P. [org.] Subjetividade e Literatura: harmonias e con...

Comentário de Renata M. Cordeiro em 8 dezembro 2011 às 7:57

Oi, Junior. Leia o livro Aviso de Incêncio do Michel Lowy.

Comentário de Junior Sousa em 8 dezembro 2011 às 7:46

ola pessoal, preciso muito da ajuda de vcs, estou com dificuldade em compreender as Teses sobre História do Walter Benjamin, será que alguém pode me ajudar? abraço!!

Comentário de James Emanuel de Albuquerque em 18 janeiro 2010 às 6:22
Max Horkheimer
Em
Teoria tradicional e teoria crítica.




“A hostilidade que reina hoje em dia na opinião pública a qualquer teoria se orienta na verdade contra a atividade modificadora ligada ao pensamento crítico.

Se o pensamento não se limita a registrar e classificar as categorias da forma mais neutra possível, isto é, não se restringe às categorias indispensáveis à práxis da vida nas formas dadas, surge imediatamente uma resistência.

Para a grande maioria dos dominados prevalece o medo inconsciente de que o pensamento teórico faça aparecer como equivocada e supérflua a acomodação deles à realidade, o que foi conseguido com tanto esforço.

Da parte dos aproveitadores se levanta a suspeita geral contra qualquer tipo de autonomia intelectual”.









CIVITA, Victor (Editor). Walter Benjamin, Max Horkheimer, Theodor W. Adorno, Jürgen Habermas, Textos Escolhidos. Traduções de José Lino Grünnewald... [et al.]. 2ª. Ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983. (Os Pensadores)
Comentário de Carla Nagel em 11 agosto 2009 às 18:56
Parabéns pelas discussões Diogo !!!
 

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