Cafe Historia

A Sua Rede Social de História - Inscreva-se! É rápido e gratuito!

Informação

Escola de Frankfurt

Espaço aberto para o debate acerca da Escola de Frankfurt: a Teoria Crítica da Sociedade, bem como dos seus membros históricos e seguidores atuais.

Membros: 24
Última atividade: 4 Jan

Escola de Frankfurt


Escola de Frankfurt é a designação histórico-institucional para Teoria Crítica, nome de resto resumitivo para Teoria Crítica Social. O que mais tarde faria escola começou de facto como uma escola, fundada em 1923 na Universidade de Frankfurt, mas independente desta: o Istitut für Sozialforschung. A maioria dos fundadores era constituída por filhos assimilados de famílias judias da classe média alemã. Concebido por Felix Weil, Horkheimer e Pollock, a Escola de Frankfurt corporizaria uma das configurações paradigmáticas do chamado Marxismo Ocidental.

Entre os nomes mais conhecidos da Escola contam-se Horkheimer, Adorno, Marcuse, Fromm, Lowenthal para a primeira geração; Habermas, Wellmer e Apel, para a segunda. Não tendo pertencido de facto à Escola, não devem esquecer-se Benjamin e Kracauer. Durante a guerra, a Escola emigraria para os Estados Unidos, repartindo-se por Nova Iorque e por Los Angeles. O retorno à Alemanha só se produziria por 1950. Pecora (1997) identifica cinco motivos que dariam especial consistência à Teoria Crítica desenvolvida pela primeira geração: 1) Reinterpretação do marxismo a partir da rejeição das suas concretizações dogmáticas: totalização simples da história, relações de espelhismo mecânico entre infra-estrutura e super-estrutura, centralidade da luta de classes e posicionamento providencial do proletariado como sujeito da história. 2) Rejeição do "intelectual flutuante" de Manheim e de concepções afins, sobretudo no campo da sociologia. A teoria deve ser "crítica", historicizada e comprometida, por isso que a neutralidade científica não seria senão adaptabilidade prática às condições sociais existentes tidas por inaceitáveis. 3) Investigação das condições socio-psíquicas de enraizamento e subsistência do autoritarismo e da hegemonia social. 4) Crítica radical do Iluminismo enquanto triunfo da razão instrumental. 5) Postulação da estética como lugar privilegiado de exercício da Teoria Crítica.

A Teoria Crítica é crítica porque, interessada em rejeitar a civilização moderna que subsistiria pela implantação de uma "vida diminuída", não aceita o cientismo marxista, como em geral acha inaceitável qualquer um. Rejeita, pois, o ideal cientista aplicado ao domínio humano; e definir-se-ia, em contrapartida, por uma prática teórica ecléctica, interessada em discernir nas chamadas ciências humanas (psicologia, sociologia, história, etc.) o potencial crítico. Assim, seria também crítica porque não dogmática — seria, enfim, dialéctica. A dialéctica em causa é a hegeliana, ressalvada. Merquior fala mesmo de um hegelianismo de esquerda redivivo.

Continue a leitura AQUI.

Fórum de discussão

Diogo Nunes

Adorno e a Indústria Cultural 5 respostas 

Iniciado por Diogo Nunes. Última resposta de Rafael de Lima Fonseca 14. Dez, 2009.

Diogo Nunes

Marcuse e o Brasil 1 resposta 

Iniciado por Diogo Nunes. Última resposta de Carla Nagel 11. Ago, 2009.

Diogo Nunes

Crítica de Horkheimer ao Racionalismo Cartesiano

Iniciado por Diogo Nunes 11. Ago, 2009.

Caixa de Recados

Adicione um comentário

Você precisa ser um membro de Escola de Frankfurt para adicionar comentários!

Carla Nagel Comentário de Carla Nagel em 11 agosto 2009 às 18:56
Parabéns pelas discussões Diogo !!!
 

Membros (24)

Diogo Nunes Carla Nagel Bruno Leal Dharlla Gonçalves Rafael de Lima Fonseca Anna Corina Flávia Zoli Flávio Gomes Denise  Dantas Kassia Beatriz Bobadilla Paulo Henrique de Souza Vitor Tamar Junior Carlos Rafaelhistoriador Márcio Henrique Silva Carvalhal Wilton Machado Domenica Cristina Mendes Roberto Nunnes Ariza JOSE ANTONIO DA SILVA Wladimir Gomide Paulo Lucemberg Marcos Pedroso Luís Fernando de Almeida
 
 

Cinehistória

ABRAÇO PARTIDO

Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada.

Ariel sempre estranhou o fato de nem sua mãe nem seu irmão falarem sobre seu pai, que nos anos 70 partiu para lutar na Guerra do Yom Kippur, em Israel, e nunca mais retornou. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.

"El Abrazo Partido", filme argentino de 2004 fez bastante sucesso aqui no Brasil. No fundo, sua trama gira em torno de Ariel, que não consegue aceitar o fato do pai tê-lo abandonado para ir lutar na guerra do Yom-Kippur. Essa rejeição à figura paterna também fica explícita no pouco conhecimento que Ariel tem do judaísmo. Face à crise que se abate sobre a economia de seu país, Ariel decide batalhar pelo passaporte polonês (seus avós eram poloneses) e, dessa forma, ter a possibilidade de entrar na Europa e viver com um seguro-desemprego.

Membros

  • Bruno Leal
  • Marcos Davi Duarte da Cunha
  • Jorge Carvalho do Nascimento
  • Rodrigo Martins
  • Marcos Aurélio da Rocha
  • Rosane Scandolara Zeferino
  • gustavo leffa lumertz
  • Julio eIsaCosta
  • Denise Oliveira
  • Tathiana Cristina
  • Viviane Almeida
  • Dayane Chagas
  • Jorge Luiz A Carreiro
  • Bruno Scartozzoni
  • Orides Eleutério Maurer Junior

Eventos

Badge

Carregando...
 

© 2010   Criado por Bruno Leal no Ning.   Crie uma Rede do Ning!

Badges  |  Relatar um incidente  |  Privacidade  |  Termos de serviço

Entrar no bate-papo