Pensar em novas técnologias para o ensino (não só de) história é uma tarefa defícil, mas imprescindível ao profissional da educação. É com a tecnologia que o professor consegue se aproximar da realidade do aluno. O aluno de hoje já nasceu no meio da tecnologia, e isso não quer dizer apenas que ele sabe como navegar, como apertar os botões, abrir páginas, e procurar conteúdos. Ser um nativo digital quer dizer que existe uma relação específica com a visão. O nativo digital não quer ler. Quer ver. É através de símbolos, complementados por pequenos textos, que se faz a navegação pelo universo virtual. Por isso, é essencial que o ensino acompanhe esta tendência, se modernize, se aproprie destas ferramentes utilizadas pelas novas gerações. Isto não quer dizer que os livros devem ser abandonados. Mas devem ser complementados com o material digitial.

 

Trabalho já há um ano em uma editora voltada para a produção de material didático digital. Os primeiros resultados estão chegando agora. Nossa proposta é realizar infográficos, animações, histórias em quadrinho animadas, etc, que transimtam o conteúdo de história, conectado com a realidade do aluno. Criei um blog recentemente para abordar justamente esta questão, e nele pretendo inserir trabalhos próprios de infografia voltada para o ensino de história. A menira como concebo o material é por linhas temáticas. O primeiro infográfico no qual estou trabalhando é sobre relações de gênero na Grécia antiga. Ou melhos, a Grécia antiga a partir das relações de gênero. Deste modo, tentarei entrar no cotidiano, nas mentalidades, e nos eventos consagrados de Grécia antiga a partir das relações de gênero.

 

Procuro parceiros para me ajudar. Se alguem tiver interesse, me escreva!

 

Meu blog: www.conexaohistoria.wordpress.com

 

Abraços!

Tags: ciberespaco, educação, ensino, historia, tecnologia

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Respostas a este tópico

Olá André ,

bacana demais sua experiência. Vou visitar o blog.

No momento trabalho ocupo a cadeira de Historiografia e Sociedade da Informação na UFOP , e oriento uma pesquisa PROBIC /UFOP/CNPq sobre os Sites de Ensino de História do Brasil.

Existem grandes dificuldades. A primeira delas é que nossa formação em História menospreza o Ensino da História. A maioria dos alunos acaba na docência de forma improvisada, tentado adequar a formação bacharelesca ao ensino. Bem, não acho ruim a formação mais rigorosa. Ela substancialmente tem levado a uma boa formação dos nossos profissionais, porém, o Ensino fica a desejar. E ele é o objeto central das licenciaturas.

Bem, quero muito conhecer sobre sua produção. Assim que eu conhecer melhor continuamos.

Abraços, Janete.

André!

 Achei ótimo a tua ideia de trabalhar  história com animações, histórias em quadrinho animadas. Acessei o seu blog. Boa sorte com o seu trabalho. Realmente a gurizada hoje quer ver e não ler. Essa ferramenta maravilhosa que é a tecnologia digital poderá nos ajudar muito. Também prefito trabalhar com temas. Procuro trabalhar historia através de projetos de acordo com os interesses dos alunos. Vou acompanhar o seu blog. Estou muito interessada em seu trabalho.

abraços!

Pois é!!!
Quando eu falo no uso de novas tecnologias da comunicação em sala de aula não quero excluir a importância do professor! Ele é quem faz o intermedio entre os alunos e o material apresentado. No caso específico destas tecnologias na sala de aula existe o primeiro problema que é o despreparo do professor para utilizá-las e para se relacionar com esta "geração @", ou "nativos digitais". Mas também concordo com você que, no caso do ensino de história, existe um problema muito grave quanto a formação de professores. O primeiro passo para a educação no Brasil é o melhor treinamento dos professores e condições de trabalho mais adequadas. Sou formado pela USP e, aqui, existe uma distancia muito grande entre o bacharelado e a licenciatura. O importante mesmo está no bacharel, e a licenciatura é quase que pagar os pecados... Além do mais, eu, pelo menos, não fui preparado em momento algum para pensar a educação para as novas gerações. Esta nova geração, que frequenta as escolas de hoje, tem muito mais acesso a informação que as gerações anteriores. O que o professor fala em sala de aula pode muito bem ser visto em um wikipedia. Portanto, o professor não pode mais ter a postura de detentor do saber a ser transmitido aos alunos. Esta geração está acosumada a criar: postar vídeos no youtube, escrever blogs, interagir com pessoas em redes sociais. O professor deve, portanto, estimular a criação de material pelos alunos. Eles devem ser estimulados a criar, e não simplesmente a absorver. Acho que as mídias digitais podem ajudar e muito nesse sentido!!!!!!!

Sobre a minha produção, estou desenvolvendo um projeto com alguns amigos. É interdisciplinar e digital. Estamos ainda nos adaptando, criando uma metodologia para trabalharmos e sistematizando algumas coisas. É um processo um tanto quanto demorado, de tentativa e erro, mas que aos poucos está saindo. Tenho também encaminhado um pequeno material meu, que tentarei finalizar e então lhe envio! rs...

Abraços!!!!

Abraços!

É gente,

trabalhar com mídias tem que ser algo que aprofunde e transforme a nossa prática pedagógica . Assim , não basta transferir os conteúdos tradicionais.

Vejam o caso dos sites que servem de pesquisa para nossas crianças e jovens.

A maioria deles trazem um conteúdo tradicional e formal. Sem interatividade, discussão e possibilidade de aprendizagem colaborativa.

Enfim , temos o desafio de nos apropriarmos das mídias numa estratégia de aprender a produzí-las criticamente.

Essa semana faço uma oficina de produção de vídeos com dispositivos móveis.

Já fiz uma de Webrádio. Enfim, vamos aprendendo, estudando e buscando caminhos.

abraços, Janete.

PS: Mas Elizabeth, levando o aluno a compreender que o livro também é uma mídia. E devemos compreender e usar todas. E por fim, perceber que a leitura e a escrita também mudaram. E nossos jovens também tem lido e produzido bastante. Por que não potencializamos isso para conhecerem melhor a História?

 

Olá André, você está de parabéns! Visitei seu blog e adorei seu trabalho.

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Somos tão jovens

Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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