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Permalink Responder até Bruno Leal em 1 julho 2011 at 10:12
Permalink Responder até Carlos Mizael dos Santos Silva em 27 julho 2011 at 19:25
Uma bola DE PAPEL AMASSAda antes da aula por um professor pdoe ser uma ótiam diNâmica tbm! O professro pergunta quem amassou o papel e através disso ele elabora toda a tática do tipo: Mas vcs estavam aqui quando eu amassei o papel?
Com essa dinâmica pode ser trabalhada a questão do passado. Um historiador presencia realmente o apssado ou não!?
OBS: Os alunos se apssam por papel de historiadores! ^^
Permalink Responder até Marcelo Caldeira de Oliveira em 31 julho 2011 at 18:54
A proposta abaixo eu apresentei no curso "Mídias na Educação".
Proposta Aula TV e Vídeo
Autoria: Marcelo Caldeira de Oliveira
Turmas: 9° Ano do Ensino Fundamental (pode ser utilizada com turmas do Ensino Médio)
Vídeo proposto: “O Triunfo da Vontade”.
Ficha técnica: Documentário
Diretor: Leni Rienfenstahl
Ano: 1934
Duração: 114 minutos
Justificativa:
“A análise da obra de Leni Riefenstahl continua dividida entre duas óticas: a da admiração e a da repugnância. Se por um lado se encontra em Leni um gênio obstinado e incomum, é impossível separar o seu trabalho de um dos maiores horrores da história da humanidade e legitimar a defesa da autora que, até hoje, nunca mostrou sinais de arrependimento. Na sua gigantesca autobiografia, Riefenstahl defendeu-se dos ataques e alegou que era apenas uma artista a serviço de sua arte. A atitude é perversa. Mesmo que a ingenuidade exista, o que é incansavelmente discutido por críticos de cinema e por admiradores da arte em geral, é no mínimo uma ingenuidade perigosa. "O Triunfo da Vontade" (1935), mais do que um filme de propaganda, glorifica e mistifica o regime nazista e pode ser facilmente considerado infame por isso.”
Texto encontrado em : Arte e Política em "O Triunfo da Vontade", de Leni Riefenstahl,
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAjpsAG/arte-politica-triunfo-vontade-leni-riefenstahl
O fato de se tratar de um assunto extremamente polêmico, e até mesmo perigoso se não for bem tratado, torna-o mais desafiador e interessante ainda. O desafio é explicar como um fenômeno de massa como o nazismo pode levar uma nação inteira ao totalitarismo e à loucura da guerra e do Holocausto. E, é importante também ressaltar como os meios de comunicação de massa, e mais especificamente, o cinema, foram utilizados para propaganda persuasiva da ideologia nazista.
Diferente de outras tentativas de propagandas feitas anteriormente pelo partido nacional socialista alemão, que retratavam de forma grotesca os judeus, comparando-os com ratos (cenas que chocaram não só os judeus como também os próprios alemães), “O Triunfo da Vontade” foi marcante pelo fato de representar de forma poética o regime nazista. Leni Riefenstahl conseguiu fazer com que o nazismo se tornasse belo e humano aos olhos dos alemães.
Metodologia:
O vídeo foi por mim utilizado com turmas do 9° ano do ensino fundamental. Esse vídeo requer que o aluno tenha um conhecimento prévio do assunto, e por isso foi precedido de aula expositiva, leitura e debate (Texto “Vivendo para o nazismo” do livro didático “História, Cotidiano e Mentalidade”. DREGUER, Ricardo e TOLEDO, Eliete).
Diversas possibilidades se abrem para a utilização do vídeo em sala de aula, desde que seja “editado”, ou seja, o professor precisa assisti-lo anteriormente e escolher quais trechos deve trabalhar. As vezes também é preciso voltar cenas ou adiantá-las. As cenas iniciais do filme devem e precisam ser exploradas: a chegada triunfal de Hitler que não é revelado a princípio; primeiro as nuvens e depois as cenas são (supostamente) feitas de dentro de seu avião, sugerem que Hitler é um deus vindo dos céus. A partir daí, procurei demonstrar como a lente da câmara foi utilizada com intencionalidade para passar emoções, sensações e sentimentos, pela simples escolha de um ângulo pelo qual a câmera está apontada, assim como a música de fundo que cresce até o êxtase com a chegada do füher, por exemplo.
Pude explorar os planos utilizados pelas câmaras: Hitler é sempre visto de baixo para cima, bem como valores e ideologia presente nos discursos e nas canções. Noções como higiene, disciplina, culto à violência (acampamento da juventude hitlerista), culto ao líder, perfeccionismo metódico, militarização do cotidiano e etc.
Após assistirmos o filme foi pedido aos alunos que, em círculo, se manifestassem a respeito das impressões que tiveram com a apresentação do material, qual imagem tiveram, o que a expressão totalitarismo significava para eles depois da exibição do filme, cenas que mais se impressionaram, conceitos que foram aprendidos e etc.
Links externos:
Vídeo
http://www.youtube.com/watch?v=j1HBl87IBe0
Artigo: Arte e Política em "O Triunfo da Vontade", de Leni Riefenstahl
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAjpsAG/arte-politica-triunfo-vontade-leni-riefenstahl
Permalink Responder até Bruno Leal em 25 março 2012 at 12:00
Excelente! Parabéns!
Obrigado por compartilhar, Marcelo.
Permalink Responder até Bruno Leal em 27 outubro 2011 at 10:32
Permalink Responder até Ludmila Pena Fuzzi em 20 dezembro 2011 at 19:30
Sim, eu criei o projeto:"História Forense: compreendendo a construção do fato histórico", http://www.profludfuzzi.blogspot.com/2011/12/projeto-historia-foren...
O projeto visa a levar o aluno a compreender como a história é escrita e construída, e transportada para os livros didáticos!!!!!!
Permalink Responder até Marcelo Caldeira de Oliveira em 12 fevereiro 2012 at 6:25
Só agora estou te respondendo, mas desde o dia que você postou eu fui lá em seu blog para conferir, também pensei em criar uma atividade relacionada ao trabalho do arqueólogo, pensei em simular um sítio arquelógico e solicitar aos alunos que se dividissem em grupos para procurar os artefatos enterrados e catalogá-los. Você tem alguma sugestão de leitura que poderia enriquecer esse trabalho?
Permalink Responder até Aline Nunes Rafero Gonçalves em 9 janeiro 2012 at 10:39
Olá, sou professora "plugada" do ensino fundamental e médio.
Atualmente trabalho com as turmas do fundamental II 6º ao 9º ano, adolescentes detestam ficar sentados ouvindo o professor, inseri nas aulas as redes sociais que eles costumam frequentar, deu certo, consegui falar a linguagem deles, e eles por sua vez, me surpreenderam, passaram a pesquisar assuntos ligados ao conteúdo das disciplinas de história e filosofia ( as quais leciono) e trazem para sala de aula, até cartazes eles montam para apresentar nos mini seminários, resultado: aulas divertidíssimas, alunos interessados em aprender mais, rendimento nota 10.
Permalink Responder até Marcelo Caldeira de Oliveira em 6 fevereiro 2012 at 13:15
Você conhece uma Webquet? As Webquests são atividades didáticas para os mais variados níveis de conhecimento, onde os alunos são convidados a pesquisarem algumas questões relacionadas a um determinado tema proposto pelo professor. Pois é, pesquisando na internet encontrei uma enorme quantidade de projetos desse tipo e achei que seria legal compartilhar com vocês.
Para saber mais sobre o assunto, leia o artigo O que é WebQuest?
Para conhecer dezenas de projetos disponíveis na rede, pesquise em: Phpwebquest
Permalink Responder até Justus Rambaldi em 12 fevereiro 2012 at 1:19
Tenho usado filmes do George A. Romero em minhas aulas para apresentar a crítica ao consumismo americano e ao american way. O mais recente foi as duas versões do The Crazies, mostrando como militares possuem mentes simplistas e genocidas para procurar a via mais fácil de solucionar um problema criado por eles mesmos.
em Apocalipse Zumbi, mostramos como o poder de governos são frágeis diante de fenômenos sociais, o povo é como um Touro que desconhece sua real força, o Voto. Como sociedades podem ruir em prazo de semanas a um estágio de idade das trevas, devido a arrogância de governos de crer que possuem o controle sobre a situação.
The Dawn of the Dead, uma crítica social a sociedade de consumo, chegamos a conclusão que não eram os Zumbis a maior ameaça a existência dos seres humanos, mas os próprios seres humanos que desprovidos dos limites impostos de uma moralidade ou ética humana, tornam bestas selvagens assassinas mais letais, do que os Mortos Andarilhos em busca de carne fresca humana.
Essa onda de Zombie movies e o sucesso da série The Walking Dead é uma grande oportunidade para fazer com que os alunos reflitam sobre a moralidade e o relativismo moral, a justificativa dos fins pelos meios, a atitude egoísta e narcisista de pseudo líderes, e das almas sofridas que ainda tentam ser humanos, onde todos já perderam a humanidade, onde um Walker(como chamam o zumbi) talvez seja uma criatura pura e inocente se comparado com os protagonistas humanos da série, e a lição principal de todas Que a Morte não faz distinção, e que é nela onde todos somos iguais.
Permalink Responder até Marcelo Caldeira de Oliveira em 12 fevereiro 2012 at 6:20
Obrigado pelas dicas, vou conferir.
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A Memória que me contam - 2013
Entrou em cartaz o novo filme da diretora brasileira, Lúcia Murat, o drama "A Memória que me contam".
A ex-guerrilhera Ana (Simone Spoladore), ícone do movimento de esquerda, é o último elo entre um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Com a iminente morte da amiga, eles se reencontram na sala de espera de um hospital. Entre eles está Irene (Irene Ravache), uma diretora de cinema que sente-se perdida diante da iminente morte da amiga e que precisa ainda lidar com a inesperada prisão de Paolo (Franco Nero), seu marido, acusado de ter matado duas pessoas em um atentado terrorista ocorrido décadas atrás na Itália.
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