Sou professora de história, termino a faculdade este ano mas já estou dando aulas...só que como "eventual". É um drama pq o aluno já não tem interesse qdo é o professor de todo dia, imagina com eventual?
Será que alguém tem algumas idéias p/ que eu possa prender a atenção deles?
Valeu gente!

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Respostas a este tópico

Olá Cris,

Sua fala é muito pertinente. Essa é a realidade de muitos professores hoje.

Eu tenho uma dica que pode ajudar: que tal reunir os alunos em grupos e fazer com que eles produzam artigos sobre os assuntos que estão no currículo de história? Se você dá aula para o Ensino Médio, pode funcionar muito bem. Se for Ensino Fundamental, você pode propor a produção de verbetes, podendo a turma produzir o próprio "dicionário de história". O que acha? Tenho certeza que pode dar muito certo, atraíndo a atenção dos alunos e fazendo com que eles se sintam mais participanrtes da aula.

abs!
Valeu vou tentar tb!
Pensei nisto, vamos ver é uma boa idéia! Obrigada.
Desculpa, mas vou remar contra a maré...
Não acho que exista um método pra que vc chame a atenção deles. Aliás, chamar a atenção é mais importante do que a pedagogia da aula em si? Porque somos professores, antes de sermos artistas (sim, acho que somos artistas).
Creio que atenção você terá com uma boa aula. E isso pode ser tanto uma tradicional (apesar de achar o tradicionalismo horroroso) quanto a mais progressista delas (já cheguei a jogar o lixo da sala na mesa pra falar de arqueologia). E uma boa aula vem com boas idéias, uma dose de talento (me perdoe quem não tem) paciência, prática e acima de tudo, PLANEJAMENTO!

Talvez você precise se preocupar menos com a atenção deles. Com um bom grito você consegue, mas e aí? E depois?
Concentre-se em uma boa aula, com uma boa idéia e um grande objetivo (sem isso, não existe aula). Atenção é consequência...
Daniel, concordo em parte.

Acho que a pedagogia progressista está acabando com a vida do professor. Isto porque os professores acham que devem se adaptar aos alunos, quando, na verdade, os alunos devem se adaptar ao estilo do professor.

Veja que o meu argumento não exime o professor de dar uma boa aula. Nada disso. Adotar uma boa didática e fazer o aluno aprender é dever do professor. O problema é mais embaixo: o modelo de educação atual não funciona mais!!! E a culpa não é só do professor...

Cris, procure aprender sempre mais. Busque novos recursos. Participe de fórums de discussão e aplique as melhores idéias em sala, mas lembre-se: os alunos têm que respeitar ao professor, mesmo quando o recurso de aula é quadro e giz. O resto é conversa...

Minha opinião.

Um abraço,
Prof_Michel
http://webdigitaleducator.blogspot.com
http://twitter.com/profmichel
Cris, esse está sendo o meu primeiro ano em sala de aula, tenho encontrado tb certas dificuldades, mas tenho lutado com idéias tais como: trabalho em grupo, assistindo cursos e palestras, ouvindo os mais experientes. Acho q o importante é isso q vc está fazendo, procurando mudar, inovar, ser diferente. UM abraço e boa sorte!
Bom, eu tbm Faço Faculdade e percebo esse desinteresse dos alunos, mas acho que a utilização de fontes diferentes para explicar a História pode ajudar os alunos a ficarem mais atentos, a música, os filmes e outras coisas ajudam muito.
Abraços
té+
Ola Cris,

Ser eventual é realmente dificil. quando vc entra em substituição à outra matéria, dependendo da turma, se for matematica, por exemplo e se for no ensino médio, alguns alunos resistem mesmo, e fica complicado mesmo contextualizar outra máteria. Minha dica é: Relaxe, e planeje sua aula antes, conte com o "imprevisto" de estar numa sala em que os alunos nao contavam com sua presença. Surpreenda-os com novidades e temas atuais. Apos isso, com a atenção deles, conseguira dar sua aula tranquilamente. Volto a falar do planejamento, o aluno nao é bobo, ele percebe se voce esta enrolando, portanto quando entrar em aula, tenha algo a oferecer a ele.

abs e boa sorte...
Oi,
Esta questão está no centro de minhas preocupações (e aposto meu parco salário como é o dilema da grande maioria).
Tenhos umas teses (encontrei ressonância das mesmas em Cabrini, nos PCNs, no ENEM, etc.) que venho pondo em prática com alunos da periferia e me ressinto de uma troca de experiências concretas.
Infelizmente, o espaço deste comentário não permite o aprofundamento, mas aqui vão alguns norteadores:
1. TRABALHO COM CONCEITOS ("instrumentais de análise...que de fato serão a herança intelectual que a escola deixará para os educandos")
2. “REPERTÓRIO DOS ALUNOS”/ Atenção às questões do cotidiano (dar vida e sentido ao estudo de história “tomando como ponto de partida e referencial a própria experiência de vida dos alunos e a reflexão sobre ela”)
3. DIÁLOGO constante ENTRE PRESENTE E PASSADO

Como fazer isso sem fazer um rebaixamento do programa e de forma criativa, não mecânica, é o grande desafio.

No meu blog (http://cafehistoria.ning.com/profile/wanderleycavalcante) escrevi três pequenos artigos sobre o tema.
Estarei lançando em breve umas propostas práticas na linha do que lá descrevo: um BANCO DE IDÉIAS ("LINKANDO O ENSINO DE HISTÓRIA À VIDA REAL") onde desejo discutir idéia concretas de abordagem em sala de aula tendo aquele ponto de partida citado acima (item 2).

Um abraço,
Wanderley

Legal, Wanderley! Ótima contribuição!

Olá!
Eu tenho investido em audiovisual. Dá um trabalho monstruoso, mas assim como as preparações de aula, planejamentos e roteiros, montar slides, dvds e imagens ampliadas em papel A3 são recursos que já ficarão prontos para uma próxima oportunidade de aula do mesmo conteúdo.

Também sou professor há pouco tempo, e tenho visto que a percepção visual da moçada de hoje é tremenda, e deixá-la de lado apenas enchendo a lousa com giz, não os estimulará.

Concordo com o Daniel, uma boa aula é tudo, segurança no que se diz e, porque não?, uma boa dose de irreverência artísitica também.
Abraços!
Eduardo Duparah

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Sinopse: Durante o inverno de 1984, um barco pesqueiro naufraga no Atlântico Norte, nas proximidades da Islândia. Os tripulantes tentam sobreviver, mas as águas geladas impedem que essa tarefa seja facilmente concluída, restando apenas Gulli (Ólafur Darri Ólafsson), um homem bom, de fé, querido por todos, e com uma vontade de viver inacreditável. Após nadar por cerca de seis horas e enfrentar vários percalços, ele consegue contato com a civilização. Após a incrível experiência vivida, Gulli terá ainda que viver com a dor da perda dos amigos e, pior, a incredulidade de todos, que não entendem ele ter sobrevivido a uma situação tão extrema e insistem em fazer testes para saber como isso pode ter acontecido. Baseado em fatos reais.

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Guerra do Paraguai: Prédios paraguaios após a Guerra do Paraguai s.l., [186-]. Arquivo Polidoro da Fonseca Quintanilha Jordão. Fonte: Arquivo Nacional

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