África - Um Mundo a Ser Descoberto

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Estudos e debates sobre esse grande continente, suas etnias, as diferentes formas de cultura, enfim, tentar "descobrir" um pouco sobre a verdadeira África.

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Última atividade: 23 Jan

África

 

Iniciando sua unificação, os novos países europeus sentem a necessidade de maximizar suas atividades comerciais (principalmente com o oriente). Porém havia um problema, o único caminho conhecido na época para as Índias era o Mediterrâneo, que estava dominado pelos árabes.

A solução seria achar outra forma de chegar no oriente. Nesse cenário, Portugal se unifica antes de qualquer outro país ocidental, começando as grandes navegações pelo Oceano Atlântico. Tão logo, outros países seguem o mesmo caminho, não apenas procurando caminhos para as Índias, mas sonhando com novas terras para explorar e enriquecer. Até que um navio português chega em terras africanas, mais precisamente na região sudoeste, começando, de fato, a colonização da África.

Dizemos África por pura convenção européia, que atribuiu esse termo ao continente, e africano para todos os povos ali instalados. Seria como nomear “Europeu” toda pessoa vivente na Europa (alemães, espanhóis, britânicos, portugueses, gregos, russos, etc.).

Para facilitar a colonização, a África foi dividida em diversos “lotes”, sendo esses lotes distribuídos entre os países mais poderosos da época. Dividiram-se povos, civilizações, etnias,  levando em conta interesses fúteis de alguns povos que estavam cegos pela cobiça de poder. Chega-se à conclusão que o objetivo inicial das grandes navegações – achar um caminho para as índias - foi apenas um pretexto para procurar novas terras.

Não houve resistência significativa dos africanos, afinal, não há como lanças e pedras deterem artefatos bélicos infinitamente mais poderosos, como armas de fogo

Um exemplo atual da discrepância dos atos europeus sobre a África é em Angola, que apesar de ter como idioma a língua portuguesa, detém inúmeros dialetos, inclusive pessoas que nem sequer sabem o idioma oficial. Apenas lembrando que cada dialeto pertence a um certo tipo de povo/etnia.

A descolonização veio após a II Guerra Mundial. As potências européias estavam fracas, o que motivou os levantes pela independência das colônias africanas. Outro motivo foi à nova ordem mundial – tornou-se “errado” manter civilizações sobre domínio colonial.

Nesse pensamento, surge um novo modo de dominar, que antes era explicito (colônias) agora é tácito (domínio econômico/social “mascarado”). A única modificação foi permitir que houvesse governos locais. O restante continua como era no século XV, domínio econômico, imposição política/cultural, exploração de mão de obra barata, entre muitos outros.

Por fim, nos dias atuais, além de ser uma colônia “independente”, a África sofre com tensões entre diferentes etnias, encadeando muitas mortes, extrema miséria, golpes de Estado, divisões territoriais, enfim, fatos que impedem o desenvolvimento. Deixa-se de procurar modos de prosperar, usando todo tempo e recurso em função desses conflitos. Está aí o maior tabu a ser derrubado na caminhada para o desenvolvimento sócio/econômico da África.

 

Thiago Luiz Polanski

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Comentário de Thiago Luiz Polanski em 5 abril 2012 às 13:26

Essa não é a imagem da comunidade, e sim do meu perfil!

Mas, para todos os efeitos, acho que mudarei em breve. Ela tira toda seriedade mesmo..

Abraço!

Comentário de Bruno Leal em 4 abril 2012 às 10:14

Adoro os Simpsons. Mas a imagem da comunidade poderia ser mais séria e representativa, vai...

abraço!

Comentário de Thiago Luiz Polanski em 3 abril 2012 às 16:56

Certamente, meu caro... Nos esquecemos que em meados de 1880 20% dos "brasileiros" eram negros. Temos que abrir a cortina e ver que a cultura africana é maravilhosa! Seus cultos, danças, crenças, são tão valiosos e importantes como a cultura européia, por exemplo.

Eu também fico muito feliz com a aprovação da lei. Resta termos professores competentes para o assunto, visto que estes não tiveram preparo algum em sua vida acadêmica.

Comentário de André Nascimento em 2 abril 2012 às 17:55

Sou graduando em História e pesquiso cultura religiosa africana no Brasil. Sou Umbandista e membro da base de pesquisa história cultura e poder. Fico muito feliz pois graças a aprovação da lei do ensino da história da África um componente curricular nas escolas e universidades, será mais divulgado a cultura e a história desse lugar tão lindo e rico que por vários anos sofreu e sofre ainda uma extrema incompreesão.

Vamos debater!

Axé!

 

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