Na Republica Velha (1889 - 1930) os trabalhadores das fazendas dos
"coroneis" não eram mais os antigos escravos que a lei da Abolição
libertou, mas sim camponeses, eles eram livres perante a lei, mas
na pratica sofriam diversos abusos, como o voto de cabresto, então
pergunto:
Quem eram esses camponeses "livres" das fazendas dos "coroneis" ?
1º os imigrantes europeus que vieram substituir os escravos ?
2º os ex escravos ?
3º gente daqui do Brasil mesmo ?
Quem eram eles ?
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Permalink Responder até Benair Scarletelli Storck em 21 janeiro 2011 at 4:18
Meu caro amigo,Sergio Roberto,os camponeses "livres"do periodo de l889 até o inicio da decada de 30 era composto por ex escravos,e por uma populaçao desvalida pela sorte e pela falta de cultura e assolada pela miseria,os ditos lavradores brasileiros,sendo posteriormente substituidos por imigrantes oriundos de todos os quadrantes da Europa e tambem da Asia,e dessa miscelania vamos formando nossa sociedade e nosso conceito de naçao.
Um abraço
Permalink Responder até André R S Ribeiro em 10 abril 2011 at 23:31
Sergio,
Ex-escravos, emigrantes, locais, todos foram a massa de explorados pelo latifúndio e os seus "Coronéis", dentro da ótica cruel da mais-valia, com a exploração do trabalho de forma quase feudal. De livres creio que tinham muito pouco.
Permalink Responder até Francemberg Teixeira Reis em 14 dezembro 2011 at 19:11
A questão está um pouco contraditória e confusa uma vez que o enunciado afirma que os trabalhadores das fazendas não eram mais os antigos escravos libertados pelo 13 de maio, porém, camponeses. Daí surge a pergunta: ex-escravos não eram camponeses nesse contexto político do Brasil? Para onde foram os ex-escravos?
Os trabalhadores "livres" no Brasil das últimas décadas do século XIX e primeiras décadas do século XX foram todos os três grupos acima elencados pelo Sérgio; composto de imigrantes europeus, ex-escravos e o restante da população brasileira. Com o fim da escravidão precisou-se reordenar a questão da mão de obra, esta já vinha se modificando desde meados do século XIX, com a proibição do tráfico continental de escravos (1850) e ganhou mais expressão a partir da década de 1870. Sugiro que leiam Das Cores do Silêncio... da historiadora Hebe Mattos e, mais precisamente Memórias do Cativeiro, da mesma autora juntamente com Ana Rios. Este trabalhos oferecem uma visão sobre a transição da mão de obra escrava para a mão de obra livre, abordando as relações de assalariamento, colonato e mobilidade espacial do colono na busca de melhores condições de trabalho. Há também um artigo do Robert Slenes na coleção Historia da Vida privada no Brasil (volume sobre Brasil Império), onde Slenes discute nos últimos tópicos do artigo as mudanças decorridas do fim da escravidão, a consequencia da imigração e a adoção do sistema de colonato no Sudeste brasileiro.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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