A 170 km da costa dos EUA, Cuba a meio século está vivenciando uma experiência socialista vitoriosa em muitos aspectos. Espaço para debate sobre Cuba
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Olá Ernane.
O artigo de Frei Beto, analizando-se como um trabalho "intelectual", contrapondo sistemas de governos é realmente magnífico, mas, ao se verificar a realidade, ele torna-se inócuo, pois, a sua abrangência não leva em conta um dado fundamental "da espécie humana", sua liberdade de "ir e vir", sua eterna busca pela felicidade, sua vontade férrea de progresso, em suma, seu auto-controle, sua realização pessoal.
Eu convivi por 10 dias numa Cuba muito complexa. Conheci escolas de interior, em que os jovens, me mostravam por entre suas inúmeras dificuldades, com muito orgulho seu material escolar, que eram livros feitos em copiadoras Gestettner, sim, daquelas antigas. Seus cadernos onde escrevem a lápis para poder apagar e voltar a usar as folhas. Seu laboratório muito simples. Seus alojamentos, com camas metálicas e colchões tão finos quanto nossos edredons(sim, eram escolas em que os jovens ficavam a semana toda "internados"), mas os vi sadios, sorridentes, orgulhosos. As meninas com seus sonhos de um mundo melhor, ficavam falizes em ganhar um baton (algo que não tem direito)....
Já em Havana, vi crianças à porta do hotel, não a mendigar dinheiro, mas a pedir "caramelo"....
Vi jovens, adultos e idosos a vender rum, charutos escondidos da polícia, andei de "taxi" clandestino, dirigidos por homens que buscavam alguma renda para poder comprar algo além dos seus "ticketes" racionados de alimentação.
Vi no todo um país lindo, um povo educado, mas sofrido.
Para nós intelectuais, que vivemos num país onde ainda não se pode dizer que a democracia chegou com todo o vigor, mas que temos possibilidades de decidir o que queremos, onde queremos morar, onde queremos estudar, para onde queremos ir, é fácil usar deste laboratório chamado Cuba e dizer que é um modelo diferenciado e que de alguma maneira está dando mais certo do que a China, da antiga URSS.....
O problema é quando temos de viver as agruras desta vida e não somente divagar em letras sobre a mesma.
Um abraço.
Comentário de Ernane Everton soares da silva em 8 agosto 2011 às 18:46
Comentário de alexandre silva volk em 25 dezembro 2010 às 20:35
Comentário de alexandre silva volk em 22 outubro 2010 às 18:36
Comentário de alexandre silva volk em 3 outubro 2010 às 19:54
Comentário de alexandre silva volk em 3 outubro 2010 às 15:22
Comentário de Alcebíades de Lima Oliveira em 2 outubro 2010 às 11:37
Comentário de alexandre silva volk em 22 setembro 2010 às 20:08 Bem-vindo (a) ao
Cafe Historia
Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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