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Permalink Responder até Glenda Moreira em 23 maio 2008 at 19:27
Permalink Responder até Luiz Lima em 29 maio 2008 at 12:10
Permalink Responder até Luiz Mário Moraes em 4 agosto 2012 at 3:54
Salvo o início da experiência socialista soviética, nos tempos de Lenin, com certeza a união soviética não é um bom exemplo de socialismo para o mundo, pois, antes de tudo, seu governo foi ineficiente no aspecto humano. A Russia, que antes da revolução de 1917 era um país devastado, cresceu, mas com o preço da vida do seu próprio povo. Milhões morreram de fome para que Stalin pudesse expandir a economia do país com a venda de cereais para o exterior, tirando da boca da população para vender para outros países, aniquilando o conceito de ditadura do proletariado e implantando uma burocracia paranóica.
Esse tipo de atitude fere totalmente o objetivo do socialismo, provando que naquele regime não houve igualdade de oportunidades e meios para todos os indivíduos (que igualdade de oportunidades seria essa onde milhões morrem de fome para satisfazer os caprixos do governante?), o que houve foi um capitalismo de estado dirigido por um governo ditador que usava a ideologia socialista para justificar suas barbáries.
Na fase pós-stalin houveram avanços e uma política mais branda, principalmente durante o governo de Nikita Khrushchov, mas o que foi possível notar era que o interesse daquele governo era, acima de tudo, se afirmar como potência mundial, mesmo que o custo dessa afirmação fosse a qualidade de vida do povo (batendo de frente, mais uma vez, com os ideais socialistas), bancando guerras (as vezes sacrificando outras áreas, como educação, cultura, etc para cobrir os enormes custos), tendo como ápice a guerra no Afeganistão que, somada a outros fatores, levou à uma crise econômica que tornou o regime insustentável.
Muitos podem dizer que os fins justificam os meios, mas, na minha humilde opinião, os meios utilizados pela URSS foram extremamente ineficientes e antagônicos à ideologia socialista.
Permalink Responder até Tiago B. Rosso em 5 julho 2008 at 9:21
Permalink Responder até CA Barão em 5 julho 2008 at 16:38
Permalink Responder até Juliana garcia em 24 março 2013 at 15:38
Concordo que a experiência mais relevante de fato foi na URSS, mas daí considerar Cuba ainda hoje socialista é uma questão muito controversa. Se Cuba hoje não padece dos males maiores do capitalismo, isso é ainda reflexo (ganhos) de uma revoluçao que se perde cada vez mais na lembrança. Como pensar em socialismo diante da repressão que sofre a mídia, os intelectuais, ou até algo mais simples como restrição no uso da internet? De um dirigente de estado socialista multimilionário e que está no poder desde a revoluçao(mais de 50 anos)? Cadê a oposição cubana? Serão todos golpistas do socialismo e merecem de fato estarem calados? Acredito que onde há o mínimo de influência socialista os ganhos são enormes, mas daí rotular governos como o venezuelano ou cubano como socialistas é exagero.
Permalink Responder até Wilson Gomes de Almeida em 27 junho 2012 at 9:35
Bia
Vou tentar responder sua pergunta, 'pensando alto'...
O cooperativismo moderno concebido por Robert Owen (Inglaterra, 1771) e experimentado na França, com todos os seus insucessos por uma pleiade de pensadores designados socialistas utópicos, embora revestido de uma proposta solidária, não levou em contra as contradições fundadas na propriedade dos meios de produção e das relações de produção que delas emeregem e da consequente apropriação do fruto do trabalho por poucos. Mesmo experiências consideradas avançadas para a época comos os pioneiros de Rochdalle não foram muito longe. Tem um texto muito interessante que seguramente você conhece escrito por Lênin, no qual ele avalia que o cooperativismo não tem a propriedade de mudar a sociedade uma vez que ele reflete e se reveste das caracteristas do regime de produção aonde ele está inserido.
As experiências do chamado 'socialismo real' (URSS e paises da Europa Central) estão aí aguardando para serem submetidas a uma rigorosa análise explicativa sobre os fatores do seu insucesso.
Outras experiências, sobretudo as asiáticas, v.g. China, Vietnam, Mongólia transmutaram-se em sistemas híbridos cujo alcance ainda está por ser desvendado à luz da teoria.
Mesmo o exemplo mais próximo e de certo modo bem-sucedido que o caso cubano, precisa ser visto à luz da 'distribuição' e não do modo de produção...
Se sua pergunta se atenta para a uma avaliação meramente política, sem as imbricações das relações de produção, então podemos dizer que enquanto duraram, todas foram experiências bem-sucedidas, porque cumpriram pelo menos enquanto vigoraram, o principio 'a cada um segundo a sua necessidade', porque a diferença entre as maiores e menores rendas percebidas não eram assim tão gritantes, além do que os serviços públicos de educação, saúde e outros cumpriam a função de paramentrizar o bem-estar social geral.
Permalink Responder até Juliana garcia em 24 março 2013 at 15:42
" o cooperativismo não tem a propriedade de mudar a sociedade uma vez que ele reflete e se reveste das caracteristicas do regime de produção aonde ele está inserido." Concordo demais. Tá aí a experiência do socialismo utópico.
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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