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Alvaro Pacheco Rodrigues Comentário de Alvaro Pacheco Rodrigues em 22 novembro 2009 às 18:42
OBAMA

Depois de enviar mais 17 mil soldados para o Afeganistão ...
Depois de declarar que não vai castigar os agentes da CIA responsáveis por torturas, nem divulgar mais (e mais terríveis) fotografias dos horrores praticados pela “mãe de todas as democracias ocidentais e economias de mercado”, para “não afetar o moral dos militares e agentes da CIA” ...
Obama agora vai reavivar julgamentos militares de alguns presos na Baía de Guantánamo» (BBC, 15.5.09), que ela havia mandado parar logo após tomar posse, afirmando que «os EUA estão entrando numa nova era de respeito pelos direitos humanos».

Pelo visto, a «mudança em que podemos acreditar», prometida por Obama, durante a campanha presidencial, já se esfumou.
Alvaro Pacheco Rodrigues Comentário de Alvaro Pacheco Rodrigues em 22 novembro 2009 às 18:15
Muros, mortos e mentiras
Jorge Cadima - Professor universitário e analista de política internacional
22.11.09

«O adeus ao comunismo provocou um milhão de mortos».
O título não é duma publicação comunista. É dum jornal do grande capital italiano, o Corriere della Sera (9.11.09), que noticia um estudo de professores de Oxford e Cambridge, publicado na conceituada revista médica britânica The Lancet.

«Baseados nos dados da Unicef, de 1989 a 2002» os autores afirmam que «as políticas de privatização em massa nos países da União Soviética e na Europa de Leste aumentaram a mortalidade em 12,8% […] ou seja, causaram a morte prematura a um milhão de pessoas».

«Morreu-se mais lá onde se adoptaram as “terapias de choque”: na Rússia, entre 1991 e 1994, a esperança de vida diminuiu em 5 anos». Conclusões de estudos anteriores foram ainda mais gravosas. Como escreve o Corriere della Sera, «A agência da ONU para o desenvolvimento, a UNDP, em 1999 contabilizou em 10 milhões as pessoas desaparecidas na telúrica mudança de regime, e a própria UNICEF falou em mais de 3 milhões de vítimas».

Foi para celebrar estes magníficos resultados que o estado-maior do imperialismo se reuniu em Berlim, com pompa, circunstância e transmissões televisivas infindáveis, numa comemoração de regime dos 20 anos da contra-revolução a Leste.

O balanço da restauração do capitalismo é ainda mais grave. Mesmo sem falar no sofrimento dos vivos a Leste – o alastrar de pobreza extrema, dos sem-abrigo, da prostituição, da toxico-dependência ou a emigração em massa para sobreviver – os efeitos das contra-revoluções de 1989-91 fizeram-se sentir em todo o planeta. As «terapias de choque» dum imperialismo triunfante e ávido de reconquistar as posições perdidas ao longo do Século XX tornaram-se uma mortífera realidade global, e tiveram em 2008 o seu corolário inevitável: a maior crise do capitalismo desde os anos 30.

Uma escalada de mortíferas guerras foram ao mesmo tempo desencadeadas pelo imperialismo, liberto do contrapeso dos países socialistas. Muitas centenas de milhares de mortos (mais de 650 mil só no Iraque, segundo outro estudo publicado em 2006 na Lancet) são o fruto «da queda do Muro» no Golfo, na Jugoslávia, no Afeganistão, no Iraque, no Líbano, na Palestina, e agora no Paquistão – para não falar das agressões «menores».

E foram acompanhadas pelo «Gulag» de prisões secretas dos EUA espalhadas por todo o mundo, no qual desaparecem milhares de pessoas raptadas e torturadas por um sistema de repressão acima de qualquer controlo.

Os dirigentes do «mundo livre» que se juntaram, ufanos, em Berlim, são todos responsáveis por este banho de sangue e repressão. Podem mostrar-se de cara simpática e tratarem-se amigavelmente por Hillary, Angela, Nicolas, Bill, Tony ou «porreiro, pá». Mas das suas mãos escorre o sangue e sofrimento de milhões de pessoas em todo o planeta – de Peshawar a Guantanamo (que continua aberta), de Abu Ghraib às Honduras, das «maquiladoras» mexicanas aos campos de refugiados palestinos (que continuam – há 60 anos – à espera do seu Estado).

Pelo «Gulag» democrático-ocidental passou Khalid Shaikh Mohammed, que vai agora a julgamento nos EUA, acusado de ser o responsável primeiro do 11 de Setembro (mas não era o Bin Laden?). Segundo o New York Times (15.11.09) «foi submetido 183 vezes à técnica de quase afogamento chamada 'waterboarding'». O jornal afirma que ele também se diz responsável «por uma série de conspirações» como «tentativas de assassinato do Presidente Bill Clinton, do Papa João Paulo II e as bombas de 1993 no World Trade Center».

Mais um afogamento simulado e confessaria também ser responsável pelo aquecimento global e o sumiço de D.Sebastião em Alcácer-Quibir. Mas atente-se na vida do acusado: paquistanês, criado no Kuwait e diplomado por uma universidade americana, ele viajou, após os estudos, «para o Paquistão e o Afeganistão, a fim de se juntar aos combatentes mujahedines que, nessa altura, recebiam milhões de dólares da CIA para lutar contra as tropas soviéticas» (NYT, 15.11.09).

Afeganistão hoje ocupado e onde «segundo responsáveis da OTAN […] um terço dos polícias afegãos são toxicodependentes» (Sunday Times, 8.11.09).

Admirável mundo novo que a «queda do Muro» pariu!

* ******************************************************************
Eu não duvido que, como mais algumas sessões de "'waterboarding'", Khalid haveria de confessar ter participado do assassinato de Julio César e da tomada da Bastilha.
(alvaro)
Luis Saraiva Comentário de Luis Saraiva em 19 novembro 2009 às 17:35
Eu sou, de certa forma a favor, de uma "sociealização", ou seja da nacionalização de empresas de grande interesse nacional, de um programa social que permite tanto o combate á pobreza como o combate ao parasitismo social. Talvez uma economia mista, seja o mais ideal.
Luis Saraiva Comentário de Luis Saraiva em 19 novembro 2009 às 16:41
Eu não tenho é esperança nenhuma no Obama.
Silvestre Paulo HenriquesAndrade Comentário de Silvestre Paulo HenriquesAndrade em 17 novembro 2009 às 17:54
A iniciativa privada é a melhor a produzir riqueza, mas isso não significa que o Capitalismo, ou o Neo-Liberalismo sejam o melhor regime para viver.
Pois para alem de produzir a riqueza, é necessário destribui-la, controla-la e arbitrar os interesses privados, por isso o Estado é necessário, mas não pode asfixiar a Produção.
Para mim a Social-Democracia é o regime prefeito, e o meu lider mais perfeito foi Olof Palm.
A presente crise foi a mais recente prova do falhanço do Capitalismo.
A Esperança é que o Barack Obama implemente a Social Democracia nos USA.
Arnold Layne Comentário de Arnold Layne em 17 novembro 2009 às 17:37
O que é o problema da riqueza e quem resolveu?
Luis Saraiva Comentário de Luis Saraiva em 17 novembro 2009 às 17:34
O socialismo nunca resolveu o problema da riqueza. Muitos acreditam, que é preciso maios igualdade mais distribuição de riqueza, mas para distribuir riqueza é preciso cria-la. Quando menos criadores de riqueza (chamem-lhes ricos ou capitalistas) mais pobres haverá.
Já a grande estadista britanica , a PM. Lady Margaret Thatcher dizia sobre o Socialismo:

E O MELHOR SISTEMA SOCIAL QUE EXISTE DESDE QUE NAO FALTEM AQUELES QUE SABEM CRIAR RIQUEZA PARA PAGAR OS SEUS CUSTOS
Arnold Layne Comentário de Arnold Layne em 15 novembro 2009 às 7:15
Calma la. Desde quando o debate aqui teve como foco saber se a doutrina marxista-leninista da URSS seja viável ou não? Você continua respondendo (mal) a pontos específicos e fugindo à centralidade da crítica, e continua tentando provar o óbvio. Paraíso na terra? De onde saiu isso? Quando isso virou o assunto em questão aqui?
Luis Saraiva Comentário de Luis Saraiva em 15 novembro 2009 às 7:10
Bem a Jugoslávia conseguiu a sua autonomia, possivelmente ao apoio e fundos recebidos do ocidente, ao facto de Tito ser um bom dirigente político, ou até ao facto de a URSS não ter intervindo militarmente nesse país. Tal como os países capitalistas, os países socialistas não eram nenhuns paraísos na Terra como muitos queriam fazer crer, o que foi comprovado pela história.
Podem existir alguns aspectos positivos desses regimes, que podem ser aplicados hoje em sia, porém a doutrina marxista-lenista, como como foi implantada na URSS não acho que seja viável.
Arnold Layne Comentário de Arnold Layne em 13 novembro 2009 às 18:55
Caro Luís. Parece que não entendeu muito bem meu ponto aqui. Não só acho que não respondeu nenhum ponto da minha crítica como acabou por reforçar o que eu havia dito: "não consegue ir além de chamar a RDA de Satélite do imperialismo soviético."

O curioso parece o interesse em procurar provar o que não existe o menor propósito de ser comprovado. Qual é o sentido de vir até aqui e querer defender a tese (!?!) de que o Comunismo da Europa Central devia relativa obediência ao rigor e controle da União Soviética? Encontrou o ovo de Colombo? A critica foi ao fato de que teus argumentos não vão além disso. Então você encontrou a prova final e decidiu nos revelar a grande verdade de que Polônia, Hungria e cia não tinham autonomia? Qual é a grande revelação? O que está querendo levar com isso? Que tal procurar modelos diferenciados entre Hungria e Tchecoslovaquia, ou mesmo entender porque Tchecos e Eslovacos se separaram em 1993. Que tal tentar entender porque a Iugoslávia conseguia exatamente essa relativa autonomia de que o resto dos seus vizinhos comunistas não desfrutavam. Enfim, qualquer coisa que nos leve a algum debate, a algum ponto a ser, de fato, discutido. Que me resta dizer do seu comentário, além do vocabulário de conceitos ligeiramente equivocados? Nada. Não existe nada no que você esta afirmando a ser discutido....

Sugiro que proponha algum argumento particularmente relevante ou que, ao menos, responda a crítica que foi feita.
 

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Bahia, década de 20. No interior os negros continuavam sendo tratados como escravos, apesar da abolição da escravatura ter ocorrido décadas antes.

Entre eles está Manoel (Aílton Carmo), que quando criança foi apresentado à capoeira pelo Mestre Alípio (Macalé). O tutor tentou ensiná-lo não apenas os golpes da capoeira, mas também as virtudes da concentração e da justiça. A escolha pelo nome Besouro foi devido à identificação que Manuel teve com o inseto, que segundo suas características não deveria voar. Ao crescer Besouro recebe a função de defender seu povo, combatendo a opressão e o preconceito existentes.

O filme Besouro é um épico em que fantasia e registro histórico se misturam no cenário deslumbrante do Recôncavo Baiano dos anos 20.Inspirado em fatos reais, Besouro combina aventura, paixão, misticismo e coragem sobre este um personagem que se tornou no contexto da capoeira. De certa forma, o filme aproxima-se de outros filmes que abordam lutas, como os chineses contemporâneos Herói e O Tigre e o Dragão.

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