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Alexandre Santos

Chiquinha Gonzaga, a maestrina do Brasil.

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Chiquinha Gonzaga, a maestrina do Brasil.

Francisca Edwiges Neves Gonzaga. Compositora e pianista fluminense (1847-1935). Primeira compositora importante da música popular, autora de 2 mil composições e mulher de intensa projeção pública no século XIX.

Local: Anchieta - RJ
Membros: 9
Última atividade: 8. Jul, 2009

Chiquinha Gonzaga
Compositora e pianista fluminense (1847-1935). Primeira compositora importante da música popular, autora de 2 mil composições e mulher de intensa projeção pública no século XIX.

Era filha natural de Rosa Maria de Lima, Francisca Neves Gonzaga nasceu em 17 de
outubro de 1847. Para sua mãe, mulher pobre e mestiça, o nascimento de Francisca
foi uma situação muito difícil, sobretudo porque não sabia se seu amado iria
assumir a paternidade da menina. José Basileu, militar de carreira promissora,
oriundo de família abastada, sofreu forte pressão de seus pais, que eram contra a
sua união com Rosa. Mesmo frente a todas as discordâncias, assumiu a criança e a
registrou como sua filha. Francisca Edwiges Neves Gonzaga nasce na cidade do Rio de
Janeiro. Era afilhada do Duque de Caxias. Como todas as sinhazinhas do
séculoXIX, Chiquinha Gonzaga foi educada para se tornar uma digna filha de
militar, uma sinhazinha na corte de Pedro II. Seu pai, muito severo com sua
educação, preparara para ela um futuro promissor: um bom casamento que
pudesse elevá-la à categoria de "dama". Desde cedo Francisca foi educada para isso,
aprendendo a ler e a escrever, fazer contas e, principalmente, tocar piano. A
música tornou-se sua grande paixão. Francisca crescia ao som de polcas, maxixes,
valsas e modinhas e participava das festas domésticas com grande satisfação. Aos
11 anos compõe a música natalina Canção dos Pastores. A sociedade patriarcal
brasileira delegava poderes extremos ao homem; às mulheres, era oferecida apenas
a reclusão do lar, a vida doméstica junto à criadagem escrava. Poucas mulheres
ousavam desafiar seus pais e maridos; quando isso ocorria, logo eram reclusas em
casas de correção e conventos.
No entanto Francisca é forçada pelos pais a se casar, aos 16 anos, com Jacinto
Ribeiro do Amaral, um oficial da Marinha mercante jovem e garboso de 24 anos.
Juntos têm três filhos: João Gualberto, Maria do Patrocínio e Hilário. Por volta de
1877 abandona o marido, com quem não tinha afinidade, e cuida apenas do filho
mais velho, João. Maria é criada pelos avós e Hilário, por uma tia. Em 1877 estréia
como compositora com a polca Atraente. Tem uma filha, Alice Maria, da união com
o engenheiro João Batista de Carvalho, de quem se separa ao flagrá-lo com outra.
Mesmo assim, continua apaixonada por ele, que se encarrega de educar a menina.
Em 1877 profissionaliza-se como pianeira, termo da época utilizado para designar o
pianista profissional, e atua com o flautista Joaquim Antonio da Silva Calado,
numa dupla precursora daquilo que depois é chamado de choro ou chorinho. Em
1885 estréia como maestrina, a primeira do Brasil, com a opereta A Corte na Roça,
e dirige a banda da Polícia Militar. Participa ativamente das campanhas
abolicionista e republicana. É autora da primeira marcha carnavalesca do país, Ô
Abre Alas (1899). Em 1911, estréia seu maior sucesso no teatro: a
Opereta Forrobodó, que chegou a1500 apresentações seguidas após a estréia; até
hoje o maior desempenho de uma peça deste gênero no Brasil. Em1934, aos87
anos, escreveu sua última composição, a partitura da peça "Maria". Foi criadora da
célebre partitura da opereta "A Jurity", de Viriato Correia. Viaja pela Europa entre
1902 e 1910, tornando-se especialmente conhecida em Portugal,onde,escreve
músicas para diversos autores. Chiquinha participou ainda, ativamente, da
campanha abolicionista e da campanha republicana, e foi fundadora da
Sociedade Brasileira de Autores Teatrais. Ao todo, compôs músicas para 77 peças
teatrais, tendo sido autora de cerca de duas mil composições. em gêneros variados:
valsas, polcas, tangos, lundus, maxixes, fados, quadrilhas, mazurcas, choros e
serenatas. Passa seus últimos anos na companhia de um homem 36 anos mais
jovem, Chiquinha conheceu João Batista Fernandes Lage, por quem se apaixonou.
Na época, tinha 52 anos e João Batista 16, o que fez com que ela o adotasse como
filho para viver esse grande amor. Suas filhas, Maria do Patrocínio e Alice
Maria,entraram na justiça para provar que João não era filho legítimo, mas não
levaram a causa adiante. Chiquinha morreu ao lado de João Batista, em 1935,
quando começava Carnaval, estava com 87 anos de idade. A marcha Ô Abre Alas
tornou-se o seu maior sucesso e é tocada até hoje em todos os bailes carnavalescos.

Em 1984 foi lançada a biografia “Chiquinha Gonzaga, uma história de vida”, pela
escritora Edinha Diniz (Ed. Rosa dos Tempos, Rio de Janeiro), que revelou arquivo
pessoal, inédito, cuidado durante décadas por Joãozinho Gonzaga. Em 1997, por
ocasião dos 150 anos do seu nascimento, foram lançados o livro “Sofri e chorei…
tive muito amor”, de Dalva Lazarone (Editora Nova Fronteira) e os CDs
“Chiquinha com jazz”, do pianista e arranjador Antonio Adolfo, que inclui oito
músicas inéditas, e “Chiquinha Gonzaga”, 150 anos”(Eldorado), da pianista Rosária
Gatti.


Ò Abre Alas
————Dm———A7——–Dm———————-A7———-Dm
Ó Abre-Alas / Que eu quero passar / Ó Abre-Alas/ Que eu quero passar
————-A7—————-Dm————-A7————–Dm——A7
Eu sou da Lira não posso negar / Eu sou da Lira não posso negar
————-Dm——-A7—–Dm——————-A7———–Dm
Ò Abre-Alas que eu quero passar / Ó Abre-Alas que eu quero passar
—————A7————–Dm————-A7—————-Dm
Rosa de Ouro é quem vai ganhar / Rosa de Ouro é quem vai ganhar


Bibliografia:
*Almanaque Abril. QUEM É QUEM NA HISTÓRIA DO BRASIL. São Paulo, Abril Multimídia, 2000.
* Chiquinha Gonzaga, uma história de vida, Edinha Diniz, Rosa dos Tempos, 1984.

*História das Mulheres no Brasil, organização de Mary Del Priore ,Editora da Unesp, 1997.
*Dicionário Mulheres do Brasil, organização de Schuma Schumaher e Érico Vital Brazil ,Jorge Zahar, 2000.
* Sofri e chorei… tive muito amor, Dalva Lazarone, Nova Fronteira, 1997.

Sites:
www.meusestudos.com/biografias/chiquinha-gonzaga.html
pt.wikipedia.org/wiki/Chiquinha_Gonzaga


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ABRAÇO PARTIDO

Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada.

Ariel sempre estranhou o fato de nem sua mãe nem seu irmão falarem sobre seu pai, que nos anos 70 partiu para lutar na Guerra do Yom Kippur, em Israel, e nunca mais retornou. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.

"El Abrazo Partido", filme argentino de 2004 fez bastante sucesso aqui no Brasil. No fundo, sua trama gira em torno de Ariel, que não consegue aceitar o fato do pai tê-lo abandonado para ir lutar na guerra do Yom-Kippur. Essa rejeição à figura paterna também fica explícita no pouco conhecimento que Ariel tem do judaísmo. Face à crise que se abate sobre a economia de seu país, Ariel decide batalhar pelo passaporte polonês (seus avós eram poloneses) e, dessa forma, ter a possibilidade de entrar na Europa e viver com um seguro-desemprego.

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