Local: Rio de Janeiro
Membros: 23
Última atividade: 1 Abr
O antológico Cheikh Anta Diop nasceu em Diourbel, no Senegal, a 29 de dezembro de 1923 e faleceu a 7 de fevereiro de 1986 em seu país de origem. Foi um dos mais proeminentes historiadores africanos do período de luta anti-colonial.
Aos 23 anos, em Paris, aprofundou seus estudos de Física. Mais tarde, doutorou-se em Letras e publicou "A Unidade Cultural da África Preta" e "A Unidade Pré-Colonial da África Preta", em 1960.
Exerceu o cargo de Secretário-Geral do Rassemblement Démocratique African (RDA) de 1950 a 1953, e participou da criação dos dois primeiros Congressos do Mundo de Escritores Pretos e de Artistas Presos, em Paris, em 1956 e em 1959.
As pesquisas de Cheikh Anta Diop sobre a existência de impérios negros primordiais - destruídos e/ou desaparecidos que sobrevivem no inconsciente coletivo - fundamentam-se nas descobertas arqueológicas das grutas de Tassíli Náger, no Egito. Lembro-me da emoção que experimentei durante as aulas brilhantes de História da Arte, de Frederico Morais, que apresentou-me a Anta Diop, no início dos anos 70.
Diop foi Químico, Físico, Antropólogo, Egiptólogo, Lingüista, Historiador, Sociólogo e Filósofo.
Defendeu tese de Doutorado na Sorbonne intitulada “Nations Nègres et Culture” em que contesta e derruba a argumentação de Hegel, que afirmava: “a História da África começou apenas depois da chegada dos europeus”.
Wladimir Gomide
Bibliografia Sumária:
The African Origin of Civilization: Myth or Reality
Civilization or Barbarism: An Authentic Anthropology
Precolonial Black Africa
Black Africa: The Economic and Cultural Basis for a Federated State
The Cultural Unity of Black Africa: The Domains of Patriarchy and of Matriarchy in Classical Antiquity
Towards the African Renaissance: Essays in African Culture and Development, 1946-1960
The Peopling of Ancient Egypt & the Deciphering of the Meroitic Script.
Cheikh Anta Diop - Vida & Obra
http://www.cheikhantadiop.net/
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Comentário de Bruno Leal em 23 março 2012 às 10:09 Oi Wladimir! Só uma coisa: vi que você publicou vídeos e textos no espaço do fóruns. Dessa forma, o grupo não funciona. Os fóruns são espaços para perguntas. Se você quiser usar textos e vídeos, clique em "+ adicionar páginas", aqui mesmo dentro do grupos. Abraço!
Comentário de Ivy Gomide em 19 março 2012 às 21:56 ...
Cheikh Anta Diop é considerado um dos maiores intelectuais negros do século XX. Ele nasceu no Senegal em 1923 e faleceu em 86 no mesmo país. Sua importância se deve a mudança de paradigmas que introduziu em termos de metodologias de pesquisa e também por sua obra ter ido além da academia, influenciando a maneira como pessoas de ascendência africana pensavam sobre si próprias.
Diop foi criado numa atmosfera religiosa, pois era descendente de Cheikh Amadou Bamba (fundador do movimento islâmico Mouride). Em 1946 foi à Paris com a intenção de estudar Engenharia Aeronáutica, mas logo passou a ter interesse pela Física, disciplina onde obteve seu doutorado dez anos depois.
Nesse contexto, os movimentos pela independência africana assim como a necessidade de reavaliação e reconstrução do passado do continente, impulsionaram Diop a estudar mais sobre história, antropologia, sociologia, linguística e egiptologia. Sua contribuição mais duradoura foi no campo da egiptologia, onde está a pedra fundamental do seu trabalho. Parte disto li na Web, mas coloco aqui para reforçar e movimentar o grupo criado na medida em que por aqui eleé quase desconhecido.
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Era uma vez na Anatólia
A novela pode ter acabado, mas a Turquia continua em cena no Brasil. Acaba de chegar aos cinemas do país o filme "Era uma vez na Anatília", co-produção Bósnia-Turquia.
Nas planícies da Anatólia, na Turquia, um grupo composto de um policial, um médico legista e um advogado conduz dois prisioneiros em busca do local onde enterraram sua vítima. Já é tarde da noite e, em meio à escuridão, eles não conseguem mais encontrar o local exato onde foi colocado o cadáver. Entre as divagações e os deslocamentos, o advogado e o médico começam a se conhecer melhor, percebendo que eles têm pontos de vista muito diferentes sobre a vida.
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