Informação

Historia Oral

Para todos aqueles que descobriram a importância desse trabalho de pesquisa e de ferramenta para se fazer história vamos discutir e utilizar esse espaço para trocar ideias e informações acerca do trabalho com a história oral.

Membros: 83
Última atividade: 8 Jan

Fórum de discussão

Ajuda

Iniciado por Larissa Oliveira Cândido. Última resposta de Larissa Oliveira Cândido 25 Jun, 2011. 3 Respostas

uso da historia oral!!!!!!

Iniciado por jose eliton de lima dantas 19 Set, 2009. 0 Respostas

Caixa de Recados

Comentar

Você precisa ser um membro de Historia Oral para adicionar comentários!

Comentário de Ricardo Rodrigues Bardy em 17 março 2011 às 22:56
Parabéns Aloisio, espero que sua pesquisa seja coroada de êxitos, mas devo confessar minha ignorância quanto ao seu tema, bem como sobre a existência da referida base.O que faz pensar que, não importa o quanto saibamos e o quanto estudemos, devemos sempre lembrar que somos míseros aprendizes da história, e que jamais saberemos como se diz popularmente "da missa, um terço", embora muitas vezes nós tenhamos a pretensão de possuirmos a verdade em nossas mãos.
Mudando de assunto, quero solicitar ao Aloisio, que poste o uso que fara com História oral no único tópico deste grupo, como se classifica, qual o tipo de pesquisa que a história oral esta lhe levando, é um viés de história da guerra, de história vista de baixo, etc...só para esquentarmos este grupo.Abraço cordial a todos os colegas historiadores!
Comentário de Rodrigo Wantuir Alves de Araujo em 14 março 2011 às 23:57
Aloisio, parabéns pelo trabalho desde já... Você achou o caminho das pedras, muito bom o seu trabalho. Eu tenho esses livros e realmente eles colaboram perfeitamente para todos que querem trabalhar com a História Oral. Muito bom ter o conhecimento sobre a base área no AMAPÁ. Desde já muito sucesso pra você. Concordo que a transcrição é a pior parte. Muito sucesso, Aloisio.
Comentário de Aloisio Menezes de Cantuaria em 14 março 2011 às 23:47

Oi, pessoal.

Estou chegando com minhas dúvidas e espero contribuir de alguma forma. Achei interessante a preocupação do Jaime Luiz Cadamuro e a argumentação do Ricardo Rodrigues. Entendo que o problema maior é porque nosso contato e aprendizado com a História Oral é, deixando de lado o latim do Cícero e usando o dos soldados, "metendo a mão na massa".

Sou estudante do curso de História da UFPA, turma 2008, e em nossa grade curricular o assunto História Oral é estudado como conteúdo de disciplina. No nosso caso, Metodologia da História I. Em Metodologia (semestre passado) apresentei meu projeto de pesquisa. E aí, percebí que ia, como aconteceu, me envolver com História Oral, como metodologia. E sem saber como. Porque uma coisa é você ler alguns textos; outra, é praticar.

O tema da minha monografia é "A Base Aérea de Amapá na 2a. Guerra Mundial". Embora não seja conhecida, ela fez parte da rede de bases aéreas utilizadas pelos norte-americanos no norte-nordeste do Brasil como apoio para chegarem à África, sendo peça importante na batalha do Atlântico Sul. No Brasil, o primeiro ponto de abastecimento era lá. Após a guerra, ela foi desativada, mas seus vestígios ainda estão lá para contar parte dessa história.

O estudo da Base Aérea de Amapá passa pela sua memória, inclusive para se ter uma idéia da influência do modo de vida americano naquele lugar. A antiga Base Aérea de Amapá fica no Estado do Amapá, município homônimo, distante cerca de 9 Km da sede do município e 302 Km da capital, Macapá.

Quando iniciei o projeto, percebí que ia entrar na História Oral, até porque me orientaram a fazer entrevistas. E aí,  me perguntava: como? Nunca fiz entrevista, como é que eu vou gravar? Será que gravador de celular é bom pra isso? E ficava matutando: a guerra acabou há muito tempo... será que eu vou encontrar alguém ainda vivo?  Meus pais moraram lá, meu pai até trabalhou para o Exército norte-americano (era eletricista), mas eles não estão mais neste plano.

Dois textos me ajudaram nessa preparação: "Fontes Orais - Histórias dentro da História", de Verena Alberti, no livro FOntes História, Editora Contexto. Indicação da professora de Metodologia I. O outro, descobri por mim mesmo, garimpando: "História Oral: Como fazer, como pensar", de José Carlos Sebe Meihy e Fabíola Holanda, tambpem da editora Contexto.

O resto foi a prática. Em janeiro fui à Macapá e de lá à antiga base; hoje é um museu a céu aberto, mas totalmente abandonado, exceto o antigo aeroporto que ainda funciona. Registrei várias imagens e conseguí três entrevistas. Uma delas, com uma antiga moradora do lugar, com 82 anos. As outras, com pessoas que conviveram com os moradores do lugar: um deles, filho de um militar da aeronáutica, e o outro, filho de um pescador que, de vez em quando, "se espantava com o zepelim em cima dele no oceano".
O problema é que não foi nada ensaiado, com orientam os manuais. Foi no sufoco. O filho do militar entrevistei na correria, sem fazer o cabeçalho da entrevista; o rapaz mora na cidade de Amapá, e encontrei-o na Base num golpe de sorte, por debaixo de chuva, e já voltando para Macapá. A antiga moradora não mora mais na Base (mora em Macapá) e encontrei-a numa segunda visita à Base; também nem me ocorreu fazer cabeçalho da gravação. E só a encontrei porque o vigia do Museu da Base comentou que ela estava lá (isso era um domingo), e me confirmou o "tempo da fartura, da vaca gorda" dos americanos, como minha mãe comentava lembrando "os tempos da Base". O terceiro entrevistado já foi mais tranquilo, inclusive até assinou a carta de cessão de direitos, da qual não lembrei com os outros dois.

E depois, outra parte trabalhosa: fazer a transcrição, que demanda tempo e paciência porque as entevistas foram feitas em ambientes abertos, com muito barulho. Concordo com os dois: com a autenticidade da entrevista, e a retirada dos cacoetes (inclusive as nossas) para facilitar o leitor do nosso trabalho.

E ainda tem mais uma entrevista: com uma tia que mora em Niterói, que era mocinha na Base Aérea na época da guerra. estou pensando em enviar umas perguntas, tipo questionário, ou tentar instalar um gravador de voz no meu aparelho telefônico.

Aguardo  sugestões. 

Comentário de Ricardo Rodrigues Bardy em 4 novembro 2010 às 23:35
Olá a todos, os colegas desta fascinante vertente metodológica e/ou forma nova de escrever a história, todavia dirigir-me-ei em especial a jaime Luiz Cadamuro.
Caro Jaime quanto a autorização e transcrição concordo com você, porém neste quesito( transcrição ) creio ser mais justo,tanto com o pesquisado, quanto com futuros pesquisadores, que porventura venham a acessar nosso trabalho, que tenhamos duas transcrições junto do trabalho a primeira no corpo do trabalho em si adequada ou usando sua expressão "limpo" e outra no final do trabalho como apêndice intitulado "fonte"(para seguir de certa forma a orientação de Marc Bloch, se não me falha a memória no livro "O Oficio do Historiador ou A Escrita da História", em que ele recomenda essa disponibilização da fonte) com a transcrição literal de todos as palavras da maneira que nosso entrevistado falou, com cada expressão "regionalizada" com uma nota de rodapé com seu significado.Sei que essa metodologia é deverás trabalhosa entretanto, como tratamos normalmente de história do tempo presente, com o agravante de nossos temas terem a perenidade da vida dos entrevistados(pois se eles morrerem antes da pesquisa, não serão ouvidos e assim essa parte da história se perderá), se não arquivarmos essa "transcrição literal", não permitiremos aos futuros historiadores pesquisar sobre o mesmo tema ou ainda sobre o mesmo grupo de individuos porem buscando outra temática, sem que eles o façam em cima de nossa perspectiva desses grupos, considerando que a história não é nossa nós apenas pesquisamos, creio ser fundamental essa disponibilização para não nos tornarmos os donos da verdade historica sobre determinado grupo.
Muito obrigado a todos que lerem estas palavras e espero ter contribuido para o enriquecimento desta discussão.
Comentário de DanielaPereira da Silva em 20 outubro 2010 às 8:06
Oi gente
estou com projeto de pesquisa para seleção de mestrado
e pesquiso sobre os papéis da mulher na contemporaneidade
utilizando entrevistas na minha cidade
por favor gostaria de ajuda com relação à bibliografia e dicas
agradeço desde já
Comentário de jaime luiz cadamuro em 6 abril 2010 às 8:15
Tenho um cuidado especial nos relatos orais, pois para documentação, autorização e trasncrição da história oral exigie-se modos específicos para validade dos temas.
A história oral é riquíssima, mas sua autenticidade exige metodos, concordam comigo?
A transcrição da fala sem edição, isto é sem retirada dos "cacoetes de fala" tornam um texto de difícil leitura, já o texto "limpo" está remodelado para que seja compreendido.
tenho certeza que por aqui tem pessoas que podem replicar esta colocação para que o conhecimento e a técnica da história oral seja aprimorada, estou no aguardo.
"repreende um tolo e ele te odiará, repreende um sábio e este te amará".
obrigado.
Comentário de jaime luiz cadamuro em 6 abril 2010 às 8:08
bom dia a todos, estou chegando ao grupo. abraços.
Comentário de Rodrigo Wantuir Alves de Araujo em 14 março 2010 às 21:53
Suzana... vc tem que participar do nosso evento da uma olhada no site www.cchla.ufrn.br/isi Alem do que claro que vc pode utilizar a história oral!!! Seu trabalho está ótimo, gostaria de trocar ideias com vc, pois posso até utiliza-lo aqui e fazer um trabalho conjunto com voce!
Comentário de SUZANA FIRMINO DA SILVA em 14 março 2010 às 18:44
OI, que bom, poder participar adoro a história oral, se bem que queria saber se posso utilizar-la em minha pesquisa dos livros didáticos do ensino fundamental I, a imagem do afro-descedente. Os alunos e professores serão ouvidos.
Comentário de Rodrigo Wantuir Alves de Araujo em 14 março 2010 às 17:40
Recentemente fiz um trabalho simples e de grande utilidade na minha escola: a construção da história da escola pela história oral. Entrevistei pais, alunos, ex-diretores, direção, coordenação e comunidade em geral. O trabalho rendeu frutos e com ele ganhei uma publicação na revista Fazendo História - UFRN. Nesse caso de extrema importância a valorização de membros da comunidade escolar e construindo a nossa história...
 

Membros (83)

 
 
 

Links Patrocinados

EVENTO EM DESTAQUE

café história acadêmico

Educação: Publicada semestralmente pelo departamento de educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul. “Educação” destina-se à publicação de trabalhos inéditos e originais na área de Educação, resultantes de pesquisas e práticas educativas refletidas teoricamente. A Revista é organizada em sessões de Dossiê, Demanda Contínua e Resenha. A revista tem o Português (Brasil) como idioma principal e o Espanhol como idioma secundário. Todo o conteúdo da revista (disponibilizado em PDF) é gratuito. Para conhecer esse periódico, clique aqui

bibliografia comentada

Parceiros


Política de Privacidade

Para ler nossa "Política de Privacidade", clique aqui.

Atenção!

O Café História respeita a opinião de todos nos mais diversos espaços da rede. Reserva-se, no entanto, o direito de suspender textos de teor ofensivo, agressivo ou que sustente preconceitos de qualquer ordem, que promovam a violência ou que estejam em desacordo com o bom senso e as leis brasileiras. Da mesma forma, o Café História poderá suspender membros que publiquem este tipo de conteúdo. Se identificar algum conteúdo ofensivo ou comportamentos inadequados, por favor notifique-nos: cafehistoria@gmail.com

Fale Conosco

Encontrou alguma mensagem racista, preconceituosa ou ofensiva no Café História? Entre em contato conosco. Teremos o prazer em ajuda-lo(a):

Nosso email: cafehistoria@gmail.com

© 2015   Criado por Bruno Leal.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

body, .xg_reset .xg_module_body { line-height: 1.3; }