Os estudos biográficos sobre profissionais do ensino podem ajudam a compreender a política educacional e a carreira docente. No caso da Prvíncia de Sergipe, com a implantação do Atheneu Sergipense foi criado também um grupo de elite entre os docentes da cidade de Aracaju. A partir de 1877 a remuneração dos professores do estabelecimento de ensino foi estabelecida em um conto e quinhentos mil réis . É inegável, no processo de organização do Atheneu, a influência exercida pelo bacharel e professor Manoel Luiz de Azevedo e Araújo. Esse tratamento dispensado aos lentes do Atheneu, contudo, não impediu que as relações do governo com os trabalhadores no ensino, fossem ou não docentes, continuassem razoavelmente conflituosas. As demandas entre os funcionários públicos das instituições escolares e os governantes da Província terminavam invariavelmente administradas pelos magistrados ou pelo parlamento. Funcionários eram exonerados pelos governantes sem que recebessem o que lhes era devido. Em 1879, Pedro Batista Junqueira, ajudante do arquivo do Atheneu viu aprovada na Assembléia Provincial uma Resolução mandando que o presidente da Província lhe pagasse os créditos aos quais tinha direito desde o dia da sua exoneração como porteiro daquele estabelecimento de ensino . Idêntica, no ano seguinte, fora a situação do professor Ignácio de Souza Valladão, que também somente veio a receber o pagamento pelos seus serviços como secretário das Escolas Normais referentes ao período de primeiro de junho de 1878 a primeiro de abril de 1879, por determinação de ato parlamentar .

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