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Permalink Responder até Luciano Gomes em 21 agosto 2011 at 17:26
Eu sou ateu e não aprovo o comportamento dos homossexuais. Eu repito: Não aprovo o comportamento e inconcientemente essa pode ser a postura da maioria dos religiosos. Nada contra o fato irreversivel de que homossexuais existem e merecem o nosso respeito como seres humanos que são, mesmo não tendo nascido com o padrão que conhecemos da natureza, reprodução, sexo entre macho e fêmea. Mas eles existem e pronto. Têm o direito de se manifestarem como tal, mas sem os aparatos de um circo de gala. Eles hoje fazem até concurso de miss, como ocorreu recentemente no Piauí. Pra que essa idéia ridicula, obcessiva de ficar imitando todas as atitudes que regem o comportamento da sociedade dominante (refiro-me a maiorias) que casa com chuva de arroz, beijos em público, etc.
Eles têm que reconhecer o fato de que mesmo sendo protegidos pela Lei contra agressões fisicas e de ordem moral, precisam ser mais reservados. Não podem sair por ai, tentando flertar com pessoas estranhas na rua, pois podem levar uma porrada de um ignorante que jamais vai aceitar o fato de que transar com um outro homem é normal.
Não é normal, para um macho esbarrar sequer num outro homem, quanto mais trocar caricias etc.
Portanto, a pavonice é condenavel, os desfiles alegóricos e as gritarias deveriam ser dispensaveis.
Eu acredito, por conhecer de perto algumas situações, que pra eles já é extremamente dificil encarar os fatos de terem nascido assim, não pela sociedade em si, mas pelos padrões que conhecemos bem escancarados da propria natureza.
Então que fiquem entre quatro paredes e não reclamem, porque assim, quanto mais o fizerem, mais Bolsonaros encontrarão no seu caminho e terão endossos dificeis de ser rebatidos como os argumentos de Miriam Rios.
Eu mesmo, quando mais jovem, já fui assediado e na ignorancia ou imaturidade reagi com violencia.
Permalink Responder até Luciano Gomes em 22 agosto 2011 at 19:47
Luciano, pessoalmente, juro. Não tenho mesmo nada contra a pessoa ser assim. Mas sinceramente não vejo tão normal assim, dois homens se beijando, se amando apaixonadamente, se atracando e fazendo sexo. Desculpe, você e sua comunidade quererem convencer o mundo inteiro de são normais, naturais é meio complicado pra minha cabeça de 66 anos. Esse negócio de citar Alexandre que era homossexual é o mesmo pra mim que você querer dizer que Jesus Cristo era mesmo um filho enviado especial de Deus. Falar e escrever é fácil. E outra coisa eu não estou chamando você e nem qualquer gay de atrazado, retrogado, preconceituoso, etc. essas ofensas raivosas estão vindo de você. Eu não sou porco e nem tolo, eu SOU SIMPLESMENTE O QUE SOU e o direito de me expressar dessa maneira, foi dado por você mesmo que instigou o assunto. Ou você quer que eu entre aqui simplesmente para concordar com você?
Eu jamais digo que homossexuais são párias da sociedade. Párias da sociedade são politicos corruptos, assassinos, estupradores, assaltantes à mão armada, pivetes sanguinários, motoqueiros costureiros irresponsáveis que causam confusão no transito, etc.
O problema maior do homossexual é que ele tem que superar seus proprios problemas existencialistas e não conseguem fazer isto sem incomodar a sociedade. É mais ou menos como um cara que vai pra guerra e depois tem que amputar uma perna, ou duas. Ele tem que superar isso, com esforço proprio e dignidade. Desculpe, mas é o que eu penso.
Os problemas de um homossexual não são problemas da sociedade em si, mas deles proprios.
Que aprendam a conviver com isso, com muita dignidade e sem o comportamento de pavão.
Vou lhe citar um exemplo que um homossexual que era fodão e morreu com muita dignidade: Eu era fã dele - Clodovil Hernandes. Ele concordaria comigo em muita coisa e com certeza aprovaria a atitude daquele policial canadense que afirmou que mulheres vulgares e que se vestem como vagabundas são as maiores vitimas em potencial do estupro, pois praticamente se oferecem.
A verdade meu amigo, costuma doer e quem não teme diz e escreve como eu numa boa.
Permalink Responder até Luciano Gomes em 24 agosto 2011 at 18:48
Permalink Responder até Marcos Arruda Raposo em 3 setembro 2011 at 12:20
Luciano,
Não vou participar de sua discussão com o Luiz Bento, prefiro retornar ao tema proposto no início: a questão da perseguição de minorias por partidários dessa ou daquela fé. Acho que a saída para esse e para outros problemas do gênero está na laicidade. É preciso dar mais ênfase ao que determinam todas as constituições que o Brasil teve desde a República - a completa separação entre Igreja e Estado. Não se pode compreender que 110 anos depois de votada nossa primeira constituição republicana ainda não se tenha dado cumprimento a esse preceito, que é salutar tanto para o Estado quando para as diversas denominações religiosas. Só a absoluta laicidade assegura que não haverá preferência por essa ou por aquela religião, que não se ostentarão símbolos religiosos nas salas de audiência do Judiciário, que não se perseguirão minorias, independentemente de sua natureza, seja política, sexual, étnica ou qualquer outra, com base em preceitos religiosos. Estamos assistindo no mundo a uma recrudescência do fundamentalismo que é de extremo perigo para a civilização.
Permalink Responder até Luciano Gomes em 10 setembro 2011 at 19:57
Concordo com vc em gênero , número e grau!
Marcos, permita-me insistir. Um Estado laico ou não nesse caso faz muito pouca diferença. É lógico que hoje, é muito fácil descarregar todo esse problema enfocando a "interferencia" do Estado. Ora, pense comigo pelo menos um pouco. O Estado de certa forma sempre reflete pensamentos de um povo. E o Luciano para ser elegante ou politicamente correto, quer o impossivel: Separar idéias que ele considera retrogadas, da pessoa individual que as professa. A religião, caros amigos, sempre foi um pretexto do ser humano, para brincar de esconde esconde com as suas proprias idéias. Portanto, homossexuais, não são párias da sociedade, mas serão vistos eternamente pela humanidade, como são vistos hoje, ou há 1000 anos, apenas com a diferença de tratamento e direitos adquiridos que antes lhes eram negados por preconceitos e até mesmo por ignorância.
Permalink Responder até Marcos Arruda Raposo em 15 setembro 2011 at 14:09
Caros Luciano e Luiz Bento,
Penso que o Estado reflete os pensamentos do grupo que o domina, não da sociedade. Mas nós três estamos de acordo no essencial, ninguém é a favor do preconceito contra os homossexuais. O nosso dissenso diz respeito ao modo pelo qual eles se expressam: por que tantos gays insistem em épater le bourgeois? A opinião generalizada é de que isso é uma forma de afirmar-se face à rejeição social, coisa que se torna ultrapassada, anacrônica, com o desaparecimento da rejeição. Afinal, Alexandre era bissexual mas comportava-se socialmente e era aceito como uma pessoa qualquer, pois em seu tempo a rejeição não existia.
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Era uma vez na Anatólia
A novela pode ter acabado, mas a Turquia continua em cena no Brasil. Acaba de chegar aos cinemas do país o filme "Era uma vez na Anatília", co-produção Bósnia-Turquia.
Nas planícies da Anatólia, na Turquia, um grupo composto de um policial, um médico legista e um advogado conduz dois prisioneiros em busca do local onde enterraram sua vítima. Já é tarde da noite e, em meio à escuridão, eles não conseguem mais encontrar o local exato onde foi colocado o cadáver. Entre as divagações e os deslocamentos, o advogado e o médico começam a se conhecer melhor, percebendo que eles têm pontos de vista muito diferentes sobre a vida.
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