Contra a opinião de especialistas , deputados evangélicos acham que podem.
Um projeto de decreto legislativo de deputados da bancada evangélica quer sustar dois artigos instituídos em 1999 pelo Conselho Federal de Psicologia que proíbem os psicólogos de emitir opiniões públicas ou tratar a homossexualidade como um transtorno. Segundo o projeto do deputado João Campos (PSDB-GO), líder da Frente Parlamentar Evangélica, o conselho “extrapolou seu poder regulamentar” ao “restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional”. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
O conselho de psicologia questiona se o projeto pode interferir na sua autonomia. Para o presidente do órgão, Humberto Verona, estão lá normas éticas para combater “uma intolerância histórica”.
Deve-se curar a “síndrome de patinho feio”, e não “a homossexualidade em si”, diz Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Para ele, é o preconceito que leva um gay a procurar tratamento. “(Ninguém diz) ‘cansei de ser hétero, vim aqui me transformar’”, afirma Verona.
O pastor e deputado Roberto de Lucena (PV-SP), relator do projeto de Campos, crê que os pais têm o direito de mandar seus filhos para redirecionamento sexual. No entanto, reconhece que o tema deve ser discutido em audiência pública, prevista para as próximas semanas em Brasília.
Fonte Jornal do Brasil , 27/02/2012
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Permalink Responder até Marcos Arruda Raposo em 3 março 2012 at 22:53
E difícil às pessoas intolerantes aceitar o diferente. Mas quem precisa de tratamento não é o diferente, é o intolerante. Acabou-se a época em que o a religião andava de mãos dadas com o estado para impor convicções e comportamentos íntimos, mesmo a quem não partilhava de suas crenças. Acabou-se a época em que alguém podia ser queimado na fogueira por sua convicção ou falta de convicção religiosa; que podia ser torturado até a morte em virtude de sua orientação sexual; ou por exercer a medicina alternativa, caso das "bruxas". Não permitamos que isso retorne!
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