A todos os interessados em arte colonial brasileira, ou seja, todos os objetos ou manifestações artísticas produzidas no período colonial brasileiro.
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Mila, a tese que havia falado é a seguinte: SANTIAGO, C. F. C.. Usos e impactos de impressos na configuração do universo pictórico mineiro (1777-1830). É uma tese de doutoramento da UFMG de 2009.
Ainda não li essa tese, mas foi indicação da minha orientadora.
Joaquim,
Não conheço muito sobre o tema, mas acredito que não há muitas capelas em Minas Gerais com azulejos em seu interior. Me vem a mente a capela de Nossa Senhora do Carmo de Ouro Preto que possui esse tipo de ornamentação, mas os temas não devem girar em torno de Santo Antônio. Sei que azulejos eram caros em Minas colonial, o que leva por exemplo a Ordem Terceira de São Francisco de Assis a contratar o pintor Manuel da Costa Athaíde para pintar falsos azulejos.
Quanto às representações de santo Antônio, há muitas cidades mineiras que possuem o santo com padroeiro. Tiradentes é uma delas, com uma linda matriz, Juiz de Fora outra por exemplo.
Nossa, ha algum tempo não vinha aqui e fiquei muito feliz em saber que esse espaço está sendo usado para troca de experiências relacionadas ao assunto.
Mila, tudo bem? Gostei muito dos seus comentários.
Primeiro vou me apresentar. Meu nome é Hudson Lucas Marques Martins, sou bacharel em história pela UFOP e estou terminando o meu mestrado em História pela UFJF.
Acho muito interessante um diálogo com você sobe o assunto. Sua formação é diferente da minha e sua experiência é muito mais vasta.
Vamos lá, há vários documentos que mostram que os pintores nos séculos XVIII e mesmo no XIX eram também douradores, estofadores e encarnadores (Encarnar/Estofar imagens). João Nepomuceno Correia Castro por exemplo executa todas essas modalidades. Interessante é o fato de vocês restauradores conseguirem identificar o traço do artísta nessas técnicas.
Concordo que o nome de João Nepomuceno era de uma dos mais reconhecidos do seu tempo, principalmente se somadas as quantias recebida pelo mesmo. João Nepomuceno Correia Castro recebeu uma das maiores quantias pagas por obras de pintura no século XVIII. Comparadas aos recebidos por Ataíde na capela dos Franciscanos em Ouro Preto ou Aleijadinho pelos Passo E Profetas juntos em Congonhas. E também concordo com a sua visão frente aos modelos europeus que eram base imagética para as pinturas coloniais. Foi defendida uma tese de doutorado a pouco tempo referente ao tema, não tenho a referência no momentos, mas se te interessar posso correr atrás disso.
Mila, você já trabalhou no santuário do Bom Jesus de Matozinhos em Congonhas?
Obrigado.
Comentário de Mila Arcoverde em 22 abril 2011 às 20:05 Joaquim,
Não há de que! Se precisar de mais alguma informação, pode dirpôr!
Mila Arcoverde
Comentário de Mila Arcoverde em 21 abril 2011 às 21:10 Joaquim,
Convento de Santo Antonio em Igarassu- PE
Convento de santo Antonio em Recife-PE
Os dois possuem azulejaria na nave da igreja e o de Recife no claustro.
Boa sorte!
Comentário de Mila Arcoverde em 20 abril 2011 às 23:22 Hudson!
Sou restauradora do Estado de Pernambuco! Estudei em Ouro preto e Belo Horizonte! Tenho trabalhos realizados em 23 cidades do Brasil e 6 na Europa. Sou especialista em arte e Cultura Barroca. Minha pesquisa é voltada para técnicas de pintura e douramento deste periodo!
Acredito que os artístas pintores tb eram douradores! Qdo restauramos uma obra dourada e policromada temos a oportunidade de observar o traço do artísta nas duas técnicas! Acredito tb que muitos artífices desconhecidos passaram por estas obras como auxiliares e deram grande colaboração a nossa arte!
João Nepomuceno é um grande nome dentro de todo este percursso artístico e histórico, um Mestre! Mesmo sabendo que muitas gravuras eram copiadas para nossas igrejas, acredito que o artísta pode ser copista mas por ser artísta ele jamais deixará de implantar sua criação, com a sutileza que hj percebemos nas obras de arte!
As técnicas de pintura e douramento utilizadas são fantasticas, usando gesso, cola animal, pincéis artesanais, e nosso ouro, construiram verdadeiras jóias em nossa talha, e detalhes de acabamento em algumas pinturas e imagens de exelente bom gosto.
Acredito que a repressão da época influenciou a arte, mas mesmo assim o artísta conseguiu impor sutilmente seu propósito, e deixar até os nossos dias sua mensagem perpetuada.
Fico feliz que vc esteja estudando o mestre João Nepomuceno, e desejo muito sucesso em seu objetivo!
Gostaria de citar o nome de um exelente pesquisador, residente aí em BH, com certeza vc deve conhecer, e ele poderá ajuda-lo na sua pesquisa. Marcos Hill, professor na UFMG e na UFOP, agradeço a ele boa parte do meu conhecimento, é realmente um Grande Mestre.
Atenciosamente
Mila Arcoverde
Restauradora/Conservadora
Comentário de Danyele Nayara em 30 março 2011 às 12:24 Oi Hudson!
é mais uma procura pessoal mesmo, uma curiosidade que eu tenho sobre o tema.Eu sou da cidade de Montes Claros, Minas Gerais, e faço o curso de História na Universidade Estadual da minha cidade e estou no 2° período.No 1° período tive a oprtunidade de ir a Ouro Preto e Congonhas e ver um maravilhoso conjunto barroco das obras de Aleijadinho.Isto só fez aumentar a minha curiosidade.Não tive a oprtunidade de ler muitos livros a respeito ainda,mais os que eu pude ler eu gostei.São eles: Aleijadinho: homem barroco artista brasileiro,de Maria Alzira Brum Lemos que traça um panorama sobre sua personalidade, sua obra, sua deficiência, sua influência maçom enfim, é um bom livro, e também o Aleijadinho de Vila Rica, de Waldemar de Almeida Barbosa que é praticamente uma biografia com detalhes sobre sua vida suas obras, seus estudos, sobre o conjunto Barroco de Congonhas especialmente.
Ambos eu consegui no acervo da biblioteca da minha faculdade, mas se eu não me engano tem eles em Belo Horizonte e também em alguns sites.
Além disso eu li um livro chamado Boca de Chafariz do autor Rui Mourão que é uma obra histórico-fictícia,fazedo uma relação passado-pressente,que se trata dos participantes da Inconfidência Mineira.Traz algumas informaçãoes sobre a vida de Aleijadinho mas é bem distorcido e talvez romantizado.
Obrigada pela indicação!
Oi Danyela.
Você estuda o tema ou é mais um procura pessoal pelo Antônio Francisco Lisboa?
Dentre as novidades sobre o tema indico o livro da Guiomar de Grammont, O Aleijadinho eo Aeroplano - o Paraíso Barroco ea Construção do Herói Colonial, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008. Não sei de qual cidade você é, mais a Guiomar é uma autora famosa na cidade de Ouro Preto que talvez você não conheça. É um livro muito bom, mas descontroi um pouco do mito sobre o Aleijadinho além de fazer uma boa revisão das obras que já foram publicadas sobre o escultor mineiro.
Alerto também que Guiomar de Grammont é professora de filosofia e literatura.
Mantenha contato.
Dos livros que você já leu sobre o Aleijadinho qual você mais gostou?
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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