A Arquitetura religiosa chegou a Sergipe através dos padres jesuítas, no século XVII, espalhando capelas em toda a zona rural. Tais construções eram erguidas sobre um arcabouço de madeira, com esteios, baldrames e frechais enquadrando as paredes de trama barreada conhecidas como taipa de pau a pique ou taipa de sebe e taipa de sopapo. As paredes eram revestidas com duas camadas: emboço, para o nivelamento; reboco, de areia e cal, para o acabamento. A cobertura era de telhas de barro, moldadas nas pernas dos escravos. A primeira construção dos padres jesuítas em Sergipe foi a casa grande da Fazenda Colégio.
A Arquitetura religiosa ganhou uma maior sofisticação no século XVIII. Em 1743 foi inaugurada a Igreja Nossa Senhora da Conceição da Comandaroba, na zona rural do município de Laranjeiras. As paredes de sopapo foram substituídas por novos materiais: pedra calcária ligada por argamassa de barro em calda, cal e tijolos grossos (LOUREIRO, Kátia Afonso Silva. Arquitetura sergipana do açúcar. Aracaju, Unit, 1999. p. 15).

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Com certeza houve uma evolução técnologico no modo de fazer as construções jesuítas, antes feitas de taipa, depois de tejolinho de adobe e mais tarde com materias mais "sofisticados". Sobre a Igreja de Comadaroba encontrei alguns documentos quem confirmam a sua origem. A igreja de Comandaroba feita de materias de construções mais mais "sofisticados" foi fundada no inicio do século XVIII como a segunda residência dos jesuítas no município de Laranjeiras. Nela os padres residiram. Em 1940 foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Segundo Fhiladelpho(1981) a igreja é uma “verdadeira obra jesuítica . No pórtico , de pedra calcário , lê-se o monograma A.D..M.G, siglas que significa: Ad Majorem Dei Gloriam. 1734. Encimando o arco da Capella – mor, se lê: Toda pulchra, es Maria”. Do primeiro monograma se deduz, que o templo é obra dos jesuítas e o segundo se conclui, que a Virgem da Conceição é a sua padroeira.

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