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Manuel Rolph Cabeceiras

Os Annales e a Nouvelle Histoire

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Os Annales e a Nouvelle Histoire

Dos "Annales d'Histoire Économique et Sociale",1929, passando por "Annales d'Histoire Sociale",1939, e "Annales. Économies, Sociétés, Civilisations", 1946, até "Annales. Histoire, Sciences Sociales", 1994 aos nossos dias, e a Nouvelle Histoire.

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Alvaro Pacheco Rodrigues Comentário de Alvaro Pacheco Rodrigues em 28 novembro 2009 às 17:43
O que costuma ser chamado de Escola dos Annales, não é, exatamente, uma escola; melhor seria falar em movimento. Um movimento que ultrapassa as fronteiras do que foi publicado na revista "Annales d’histoire économique et sociale”.

O movimento passou por diversas reformulações, desde os tempos de Marc Bloch e Lucian Febvre. Nos anos 60, por exemplo, ele sofreu forte influência dos trabalhos de Fernand Braudel, até chegar na fase atual, chamada de Nova História, quando se destacam as obras de LeGoff e Duby.

Grosso modo, o movimento pretende ser renovador, reivindicando uma história experimental científica (até para torná-la mais "respeitável" nos ambientes acadêmicos), e orientando-se para uma "interdisciplinaridade" com as demais Ciências Sociais, sobremodo no aspecto metodológico.

É sempre bom considerar que grande parte desse impulso "renovador" da História, não nasceu entre os historiadores, mas entre sociólogos, quase todos de formação durkheimiana. Aliás, no início do Século XX, o debate entre historiadores e sociólogos tornou-se intenso e, não raro, conduziu a uma disputa ferrenha, com os sociólogos sustentando a necessidade de uma união metodológica para todas as Ciências Sociais (inclusive a História), a partir de um modelo padronizado que, obviamente, haveria de ser o adotado pela Sociologia.

Nesse contexto, tornou-se emblemático o argumento de Simiand de que qualquer ciência social, para merecer o título de "ciência", teria de aplicar uma metodologia "reconhecidamente científica", ou seja, partir de uma "hipótese", para desenvolver uma "pesquisa". É mais ou menos isso que o pessoal dos "Annales" pretendia, ao falar em "história-problema".

Contrapondo-se ao marxismo, os Annales entendem que a economia (ou seja, o sistema produtivo) não é o fator dominante na organização e funcionamento da sociedade, porém longe de propor outro fator em seu lugar, sustenta que a tarefa do "cientista social" é explicar o social "complexificando-o" e não simplificando-o.

A concretização dessa proposta confere à História (ou melhor, a todas as Ciências Sociais) uma prolixidade que a torna inteligivel apenas por quem domina seus "códigos", a exemplo do que ocorre em outros ramos do conhecimento científico, literalmente restrito aos "iniciados" do setor.
Jéssica Oliveira Comentário de Jéssica Oliveira em 14 setembro 2009 às 19:36
Vamos dinamizar a discussão sobre esse paradigma historiográfico!
Eu pesquiso Fernand Braudel e influências do marxismo em sua obra, concomitantente estendo isso aos Annales.
Queria levantar justamente esta problemática, o marxismo foi totalmente rejeitado pelos annalistes ou muitas de suas categorias e conceitos foram assimilados ao movimento?
Angélica Rejane Comentário de Angélica Rejane em 4 setembro 2009 às 15:58


Convido a todos para participarem do XX Ciclo de Estudos Históricos da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). O tema do evento está relacionado com os oitenta anos de publicação revista Annales d´histoire economique e sociale, publicado em 1929, sob a direção de Marc Bloch e Lucien Febvre.
Interessados olhar o site http://www.uesc.br/eventos/estudoshistoricos/index.php?item=conteudo_apresentacao.php
Edmundo Costa Comentário de Edmundo Costa em 30 agosto 2009 às 15:48
Começei minha faculdade de História agora e só li sobre os Annales em um livro de Peter Burke. Alguem pode me passar alguma outra Bibliografia?
Asmodeus Comentário de Asmodeus em 4 junho 2009 às 13:19
A História passou a ser desacelerada com os Annales, Bloch e Febvre, com influência das ciências sociais, deram a amplitude inicial a uma História Nova, contrapondo a Tradicional, problematizando-a, combatendo a História puramente politica, englobando a geografia, a economia e o mundo das mentalidades coletivas.^_^
Asmodeus Comentário de Asmodeus em 11 maio 2009 às 14:45
O Universo "de" Bloch e Febvre está vazio por aqui...
:(...
 

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BESOURO

Bahia, década de 20. No interior os negros continuavam sendo tratados como escravos, apesar da abolição da escravatura ter ocorrido décadas antes.

Entre eles está Manoel (Aílton Carmo), que quando criança foi apresentado à capoeira pelo Mestre Alípio (Macalé). O tutor tentou ensiná-lo não apenas os golpes da capoeira, mas também as virtudes da concentração e da justiça. A escolha pelo nome Besouro foi devido à identificação que Manuel teve com o inseto, que segundo suas características não deveria voar. Ao crescer Besouro recebe a função de defender seu povo, combatendo a opressão e o preconceito existentes.

O filme Besouro é um épico em que fantasia e registro histórico se misturam no cenário deslumbrante do Recôncavo Baiano dos anos 20.Inspirado em fatos reais, Besouro combina aventura, paixão, misticismo e coragem sobre este um personagem que se tornou no contexto da capoeira. De certa forma, o filme aproxima-se de outros filmes que abordam lutas, como os chineses contemporâneos Herói e O Tigre e o Dragão.

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