A implementação da lei 10.639/2003

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Comentário de Carlos em 21 setembro 2012 às 17:44

Realmente: Demorou muito mas chegou a hora e a vez dos milhões de Bantos e Sudaneses que serem conhecidos, respeitados e integrados à cultura permanente brasileira. O Branqueamento também deve ser explicado nas salas de aula.

Comentário de Glenda C. em 20 setembro 2012 às 11:34

Que bom encontrar outras pessoas que também se interessam por essa lei! 

Comentário de joselma lucia em 8 setembro 2010 às 12:27
Olá pessoal, fico feliz ao ver que não sou uma andorinha solitária na busca de um reconhecimento digno de nossos negros e negras. Minha pesquisa gira nesse eixo também, gostaria que se por ventura, alguém tiver materiais relacionados, por favor, indicasse.
Comentário de maria olindina andrade de olivei em 23 agosto 2010 às 7:58
Sou professora de História da rede pública municipal e estadual de ensino da cidade de Manaus. Em especial na rede estadual, há uma exigência que neste ano todos os professores trabalhem o conteúdo de História da África e cultura afro-brasileira em todos os niveis de ensino. Eu particularmente trabalho esta temática no interior do conteúdo da matéria. Exemplo: História do Amazonas, irei trabalhar a entrada de escravos africanos na região no século XVIII. Além disso, a escola tem um projeto, denominado de Mama África, e todos os anos é escolhido um tema para ser apresentado no mês de Novembro. Neste caso, toda a escola participa e vai além do conteúdo programático estabelecido. Espero que essas informações sejam úteis para você. Qualquer dúvida , é só perguntar. Abraços, Olindina.
Comentário de Antonio Carlos Bivar em 22 agosto 2010 às 11:21
Estou realizando meu projeto de minha monografia sobre este tema. Gostaria se possível de sua ajuda para realizar este trabalho de conclusão do curso de Pós-Graduação: Metodologia do Ensino de História (CED - UECE). Parabenizo pela sua iniciativa na abordagem deste tema tão importante na nossa história.
Comentário de david alfredo silva em 3 maio 2010 às 11:21
N'outro dia eu estava lembrando de alguns índices quase prejudiciais à aplicação da lei. Não sei bem o número, mas a evangelização no Brasil cresce a passos largos e como a escola é mais uma das representações do espaço público, muitas, mas muitas professoras do ensino fundamental I seguem a fé cristã neo-pentecostal. O nosso processo de colonização e de cristalização cultural foi repleto de signos ruins em relação aos negros e suas culturas originais. Infelizmente, no Brasil, o "grosso" da população acredita que tudo que vem da África é demoníaco e atrasado. Isso porque, acredito eu, existe uma enorme dificuldade de se observar a religião como mais um dos traços culturais de uma civilização. Outra característica nossa é achar que na África, ou melhor, no continente africano, só tenha negros e ainda que são todos miseráveis, vivem em tribos atrasadíssimas, são fiéis de "subreligiões" que pregam a desgraça e o retrocesso espiritual.
O serviço dos jesuítas no continente americano foi fabuloso e, assim, não conseguimos crer que hajam outras representações religiosas além do cristianismo/judaísmo.
Na faculdade, tive duas disciplinas de História da África, ao contrário dos alunos de instituições públicas renomadas, como a UFRJ. Lembro que a primeira coisa que aprendi foi sobre a entrada e expansão dos árabes (islâmicos) no norte africano. Foi suficiente pra desconstruir vários dos mitos que pairavam sobre a minha cabeça. Com isso aprendi que a cultura árabe é muito forte, que a igreja católica e seus aliados temiam o poder desses árabes. Aprendi que existe uma África muito rica e "culta". No estudo de África do período medieval (eurocêntrico, né?) percebi que os negros não eram coitados da escravidão e que essa escravidão respeitava a critérios econômicos (de brancos e negros).
Gostaria de propor uma reavaliação dos currículos escolares, de todas as disciplinas, para que tudo seja desconstruído e reconstruído. As vezes a discussão sobre o ensino do negro no Brasil fica muito restrita à questão histórico-geográfica sem que algumas outras hipóteses sejam levantadas.
A etnomatemática é algo que precisa ser mostrado para as crianças pra que elas não fiquem achando que os europeus inventaram todas as noções e proposições matemáticas. O zero é uma noção árabe que não existia na Europa e isso revolucionou o cálculo matemático. Não existe zero nos algarismos romanos. Até os 8 ou 9 anos de idade as crianças prestam muita atenção no comportamento dos adultos e no seu conteúdo intelectual refletindo o que observam. A questão é que elas passam todo esse período de intensa observação ao lado de profissionais que desconhecem ou ignoram esse tipo de informação. Já estou viajando demais, gente. Vamos alimentar a discussão!
Até breve.
Comentário de maria olindina andrade de olivei em 3 maio 2010 às 8:03
Bom dia, eu me chamo Maria Olindina, sou professora da rede pública de ensino da cidade de Manaus e desde de 2003, trabalho com formação de professores sobre essa temática. Gostaria de trocar idéias com vocês sobre as dificuldades que temos para implementar essa lei, principalmente quando ela está atrelada à política e sujeita a politicagem. Também produzimos material sobre o tema e se quiserem podemos socializar com vocês.
Comentário de Simone Lessa em 26 abril 2010 às 12:04
David,
Suas considerações sobre a lei são tão boas que gostaria de saber se posso reproduzir este texto no meu blog, com seus créditos de autoria, claro.
Por favor, fala alguma coisa.
www.estudosamplos.blogspot.com
Comentário de david alfredo silva em 21 fevereiro 2010 às 22:00
Tentando contribuir e refletir sobre a aplicação da Lei 10.639/2003, tenho algumas observações que acho necessárias sobre alguns tópicos. Respeito e CONCORDO com todas as informações e opiniões dos colegas Adair e Maria Salete, mas, já que o assunto é aplicar a lei pra aumentar a difusão da informação e inclusão da cultura em questão no ensino, gostaria de fazer algumas provocações acerca dos números fornecidos. Sou morador de uma grande cidade, Rio de Janeiro, e observo a segunda maior concentração de negros do país e suas adaptações a essa situação. a Bahia, que só perde pra Nigéria em concentração de negros, também é uma grande capital de estado, já tendo sido capital federal e que "forneceu" muitos negros a atual maior cidade do país. A aplicação da Lei tem caráter federal e é nisso que eu penso. Será que nós que defendemos a Lei (com razão) estamos preparados pra pensar a grande concentração de não brancos ou grande concentração de brancos pobres, que não estão nas grandes cidades? As estatísticas levam em consideração as grandes concentrações de negros, mas essas grandes concentrações são urbanas ou seriam rurais? Se não são rurais, quem se concentra nas áreas rurais das regiões Centro-Oeste, Sul e Norte, além de boa parte do nordeste? Por mais que tenhamos uma das 5 maiores metrópolis do mundo, São Paulo, será que estamos olhando pr'aqueles que não se enxergam como brancos e nem como não brancos, muito menos como negros?
Vejo algumas situações e leio determinados materiais em que é muito perceptível a ignorância de alguns ilustrados em relação ao tema. No âmbito escolar, muitos professores são preconceituosos em relação à cor de pele, principalmente professores (as). O livro "Do Silêncio do Lar ao Silêncio Escolar" da professora Eliane Cavalleiro, deixa isso bem explícito.
Seguindo a filosofia de Gilberto Freire, sobre o mito das três raças fundadoras da nossa sociedade, somos um país afro-descendente, independendo da cor da pele. Assim sendo, acredito na eficiência dos números, mas a eficácia passa pelo investimento na formação dos professores e na conscientização dos pais, pois às crianças cabe absorve o que lhes for ensinado, em maior ou menor intensidade. Vamos pensar a inclusão mais abrangente?
Vamos manter o debate, por favor
Comentário de Ricardo Denardes do Amaral em 27 dezembro 2009 às 17:07
Olá,alguem saberia me informar,uma,ou mais universidade(s) que ofereça(m) áreas de pesquiza no mestrado direcionadas ao estudo de questões etnico-raciais,com referência ao negro? grato
 

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