Por que a maioria das religiões associam sexo a algo que separa o homem do seu campo espiritual?

Cada religião tem uma forma específica de lidar com a sexualidade. Mas boa parte das religiões fundamentalistas e monoteístas associam o sexo a uma falta de controle sobre si mesmo e o celibato seria uma forma de atingir a perfeição espiritual. Onde encontrar raízes históricas e filosóficas para explicar esse comportamento?

Tags: Sexo, história, religião

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No que tenho conhecimento, o celibato foi o modo encontrado pelos sacerdotes de impedir o T'ítulo Hereditário na Igreja, tendo em vista o desejo de não se assemelhar à uma espécie de "monarquia religiosa".
Não tenho absoluta certeza quanto a isso, tería que pesquisar pra comprovar o argumento rsrs...
Exato! O real motivo da imposição do celibato ao clero católico foi justamente uma questão de poder afim de preservar a unidade dos bens da Igreja. Contudo, uma das bases teóricas foi o capítulo 7 da primeira epístola do apóstolo Paulo aos coríntios. Transformaram uma mera orientação num mandamento:
Isso em relação a Igreja de Roma. Mas por exemplo, quando Gandhi começou a revolução pacífica na India ele optou pela castidade apesar de ja ser casado. Os monges tibetanos que não professam a religão cristã também são castos. Na Igreja Católica o sexo entre os casais deve ser praticado apenas visando a fecundação e disseminação da raça humana. O próprio Sócrates afirma que quando atingiu sua maturidade estava livre das paixões humanas e despreza Alcebíades seu eterno apaixonado. Enfim, que tal aprofundarmos mais a questão?
A questão do sexo separar o homem do seu campo espiritual talvez ocorra, na visão das diversas religiões citadas, graças ao fato do gozo, ou seja, do prazer sexual, ser um tipo de "força sem controle", bloqueando o homem de manter-se fiel às características de sua crença.
Mas se isso for correto, mesmo assim não responde a questão. Acredito que o objetivo seja descobrir
as origens desse "anti-sexo", rs, que se enquadrem nas diversas religiões.
Muito bem lembrado! Realmente o celibato tem origens mais antiga do que o catolicismo romano. Diferente dos povos do Médio Oriente, os gregos eram monógamos sendo provável que o celibato fosse praticado entre eles, o que aconteceu também em Roma com as vestais, as sacerdotisas virgens que deviam manter o fogo "sagrado" sempre aceso.

Para poder entender as razões disso, creio que é preciso não somente conhecer informações históricas como também utilizar conhecimentos de Psicologia.

No caso da 1ª Epístola de Paulo aos Coríntios, integrante do Novo Testamento das Bíblias católica e protestante, o apóstolo parece ter como seu principal argumento em favor do celibato a disponibilidade para que a pessoa dedicar-se melhor a Deus estando livre de preocupações seculares:


"Quanto às pessoas virgens, não tenho mandamento do Senhor, mas dou meu parecer como alguém que, pela misericórdia de Deus, é digno de confiança. Por causa dos problemas atuais, penso que é melhor o homem permanecer como está. Você está casado? Não procure separar-se. Está solteiro? Não procure esposa. Mas, se vier a casar-se, não comete pecado; e, se uma virgem se casar, também não comete pecado. Mas aqueles que se casarem enfrentarão muitas dificuldades na vida, e eu gostaria de poupá-los disso. O que quero dizer é que o tempo é curto. De agora em diante, aqueles que têm esposa, vivam como se não tivessem; aqueles que choram, como se não chorassem; os que estão felizes, como se não estivessem; os que compram algo, como se nada possuíssem; os que usam das cosias do mundo, como se não as usassem; porque a forma presente deste mundo está passando. Gostaria de vê-los livres de preocupações. O homem que não é casado preocupa-se com as coisas do Senhor, em como agradar o Senhor. Mas o homem casado preocupa-se com as coisas deste mundo, em como agradar sua mulher, e está dividido. Tanto a mulher não casada como a virgem preocupam-se com as coisas do Senhor, para serem santas no corpo e no espírito. Mas a casada preocupa-se com as coisas deste mundo, em como agradar seu marido. Estou dizendo isso para o próprio bem de vocês; não para lhes impor restrições, mas para que vocês possam viver de maneira correta, em plena consagração ao Senhor." (1 Co 7.25-35; NVI)


Vejo no texto acima citado uma outra preocupação implícita que seria poupar as pessoas da Igreja das aflições da época. Pois, se levarmos em conta as perseguições sofridas pelos cristãos, seria mais fácil enfrentar aquelas situações angustiosas sem ter compromissos com esposas e filhos.

É possível que o catolicismo romano tenha recebido influência também das ideias romanas sobre o celibato, o qual chegou a ser combatido por Augusto. Sabe-se que muitos romanos pensavam que Roma se manteria enquanto fosse capaz de suscitar homens e mulheres virgens. Porém, consideravam que Roma iria perecer quando não tivesse mais força de gerar virgens. Talvez isto se explique porque um soldado ainda virgem poderia enfrentar melhor as dores de uma batalhas, permanecendo anos em combate e morrendo pela pátria, se necessário fosse. E, no caso da virgindade, considerando que as mulheres não iam pra guerra, creio que se tratava da garantia da unidade da estirpe das famílias romanas. Claro que a virgindade de uma vestal era radicalmente diferente da castidade de uma futura matrona.

Outrossim, talvez os romanos temessem que um tempo prolongado de vida celibatária dos jovens pudesse trazer consequências negativas quanto ao crescimento da população, o que talvez explique a importância de se ter valorizado a instituição matrimonial. As vestais, por exemplo, deveriam ser celibatárias até a idade madura dos 30 anos, quando então poderiam escolher entre ser virgens para sempre ou se casarem.

Além disso, é bem provável que também, no meio dos celibatários (entre os soldados ou entre as sacerdotizas), fosse comum o homossexualismo, o que, de alguma maneira poderia dificultar a geração de filhos, indispensáveis para se manter o futuro de uma nação fortemente militarizada. Daí talvez se explique o fato de Augusto ter combatido o celibato assim como se opôs à de cadência dos costumes ao tentar controlar a moral pública mediante a aprovação da lei suntuária e do casamento.
A questão para as religiões ocidentais e controle sobre a sexualidade reside que o judaísmo, cristianismo e islaminismo. Foram criadas em sociedade patriarcal e a visão de sexo com algo que afasta de Deus pois o amor e o orgasmo constitui uma sensação de quase morte de prazer devido a descarga de libido diante do desejo satisfeito. Algo que aproxima os humanos da criação, e portanto de deus. Neste sentido ao vermos a criação do masculino segundo o antigo testamento para os cristãos e talmud para os judeus. O homem foi feito do barro. Sozinho deus criou uma companhia de sua costela - Eva. O paraíso tudo ia bem, desde que o homem não comesse o fruto do conhecimento do bem e do mau. Contudo, Eva tentada pelo diabo em forma de cobra come o fruto e oferece para Adão. Sendo ambos expulsos do paraíso. Tendo uma visão psicanálitica. A cobra é o pênis que rouba a inocência e expõe os homens e mulheres ao impulso sexual. Sendo necessário punir os homens com o trabalho e as mulheres terão filhos. Dessa forma, ao longo de 10000a.C., com a invenção da agricultura - os homens passam a ter propriedades e por extensão as mulheres transformam-se em objetos de troca e cuidados para garantir a certeza de aquelas crianças são daquele homem. O casamento e outros rituais de passagem nas diversas sociedades elaboram intrincados meios para ter proibições e prêmios para ter as mulheres mais cobiçadas. Os desejos sexuais estão entre os impulsos mais fortes da natureza, pois estão ligados a manutenção da espécie através da reprodução. Vendo sob o ponto de vista neodarwinista, temos uma série processos culturais para selecionar os mais aptos homens para escolher as mulheres mais saudáveis. Quadris largos e estarem um pouco acima do peso eram indicativos de fertilidade como a vênus de Willdorf, de 5000a.C. Assim o sagrado para as religiões ocidentais possuem uma grande quantidade de interditos para a relação extra-conjugal, tais como história de moças mortas que saiam com homens casados. Ou mulheres que enlouqueceram por causa do amor em romances do séc.XIX. Quanto mais repressão ao desejo mais próximo de Deus e longe das coisas do corpo. As expressões religiosas do mundo do ocidente, fazem uma separação corpo e mente. Para assim exercer um controle maior sobre os impulsos do individuo. Temos que lembrar que o cristianismo surge e expande-se no declínio do império romano do ocidente. E aos poucos que a liberdade sexual romana e substituida pela moral cristã, que fazem reis bárbaros converterem-se a religião dos judeus crucificados como diziam os romanos no início. A vida mais livre foi trocada pelo casamento e família. Desse modo criaram um modelo comum de costumes em toda a Europa. É lógico, que houve resistências. As bruxas queimadas nas fogueiras eram sacerdotisas do mundo de religiões politeístas com diversas e mais variadas formas de lidar com a sexualidade. Além do que o celibato, foi a princípio uma necessidade estratégica, ou seja, para evitar a perseguição romana e melhorar a velocidade de fuga. Deveriam os pregadores da fé cristã serem solteiros. Pois mulher grávida reduz a capacidade de deslocamento de alguém em fuga. Após a institucionalização do cristianismo temos a Igreja Católica Apostólica Romana que para evitar perder bens criou o celibato aos clérigos. Os orientais há também proibições, contudo a gama de religiões permitem possuirem maior variadade de regras com relação ao sexo. Na verdade quanto maior a quantidade de - nãos - que o individuo recebe ao longo de sua história ficar maior passando em escala geométrica sua perversão, promiscuidadde e sadismo. Pois devido a falta de diálogo e a visão dogmática temos os mais variados crimes sexuais de pedofilia até maniacos em série ao longo das histórias das religiões ocidentais. As descrições das torturas medievais em processos de inquisição durante a Idade Média, revelam uma riqueza de detalhes e a descrição dos corpos nus sendo submetidos a violência com forte apelo erótico. Quanto mais reprime o desejo vem de outras formas transferidos, sublimados, projetados nas artes das igrejas católicas e os textos de seus santos. Atualmente, temos a espiritualidade sendo vista, em Nosso Lar - o filme. Não há desejo sexual. Para evitar as vontades as pessoas bebem água, desse modo não se aproximam do prazer da comida. Não existe o sabor das coisas. Homens e mulheres tratam-se como jovens assexuados ouvindo música clássica. É assim o paraíso cristão, desprovido de sexo, para dessem modo, poder estar livre para serem superiores. Claro que deve haver muita dor no umbral - pois desse modo o paraíso ganha o sentido da recompensa por algo que não se deseja voltar a sentir. A espiritualidade é sempre um caminho que esbarra nas vontades que o corpo clama e as razões da religião e do sagrado impedem.
Eu compreendo a questão sobre a queda do homem descrita no capítulo 3 de Gênesis dissociada do prazer sexual. Associo mais à ciência, à auto-suficiência do homem em relação a Deus. Mas a formação católica que muitos de nós recebemos dentro da cultura brasileira cria enormes distorções nas mentes de modo que somos levados a pensar que Adão e Eva vivessem uma espécie de amor platônico no meio das árvores. Só que se fizermos o estudo da Torá do ponto de vista judaico, ou mesmo protestante, não será difícil observar que o sexo era permitido ao homem antes da queda:

Deus os abençoou, e lhes disse: "Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre os animais que se movem pela terra". (Gênesis 1.28; NVI)
Olá, Silvana.

É o catolicismo romano que valoriza excessivamente o celibato ao contrário do judaísmo e do protestantismo. E isto não surgiu na época de Jesus ou de Constantino, mas sim séculos depois já na Idade Média.

Para os judeus sempre prevaleceu o ideal matrimonial em que a geração de filhos é vista como uma benção divina, o que também era comum nas religiões da Antiguidade. E, quanto aos muçulmanos, parece que têm pensamento idêntico, admitindo-se até hoje a poligamia masculina (entre os judeus até o ano 1000 da era comum, na Idade Média, ainda se aceitava a poligamia e sempre existiu uma pluralidade de opiniões apesar da Torá recomendar que um homem não tomasse outra mulher para ser rival de sua esposa). Uma exceção no judaísmo talvez possam ter sido os monges essênios contemporâneos de Jesus que viviam em comunidades isoladas dentro de um padrão de vida ascética. Porém, o que prevaleceu dentro do judaísmo foi os farisaísmo que deu origem ao rabinato.

Sobre o protestantismo, sabe-se que Lutero pôs fim à obrigatoriedade do celibato para os pastores da Igreja. Igualmente, todas as demais igrejas protestantes que surgiram não impuseram o celibato. Praticamente todas as denominações do protestantismo, com exceção de grupos hereges, são monógamas. E, no meio protestante, a fidelidade matrimonial entre os cônjuges é entendida como uma espécie de castidade, mesmo havendo relacionamento sexual frequente entre o casal.
Parece-me por tudo que foi colocado por vocês que o sexo é permitido, consentido e até incentivado desde que dentro da fidelidade e para a procriação. Mas o amor Eros, que ultrapassa essas duas condições, parece ser um desvio de conduta e afasta o homem do crescimento espiritual.Daí as recomendações nos livros bíblicos de provérbios para o cuidado com a mulher sedutora que lembra Eva seduzindo Adão para comer da árvore do conhecimento.
Numa concepção da psicologia o amor possui sete manifestações que podem ser assim divididas: Homens amam de modo ludus - amor brincadeira - fluido e por vezes irresponsável desprovido de compromisso ou vínculo mais sério. Outra forma de manifestação amorosa e a mania - modo passional e enlouquecedor em que a uma obsessão geralmente ocorre de forma mais intensa nos homens na forma de ciúmes excessivo. Nas mulheres se demonstra pela tentativa de controle do homem. Já o feminino possui a "storáge', afeto que elabora uma forma de criar apreço, carinho demonstrado pelo detalhe e recepção de vontade de expressar um modo de atuar sujeito - sujeito de igual para o outro cheio de sentidos de solidariedade. Outra é cheia de pragma - que significa praticidade - condição básica de atuação objetiva - está relacionada ao sacrificio pelos outros geralmente filhos ou alguém que o feminino possui carinho. No campo do masculino Eros - entendido como movimento, força de pulsão sexual, desejo pela vida. Para a atuação da entidade feminina temos o psiquê - o amor ao conhecimento - tudo gira em torno das questões que a curiosidade, atenção e perspicácia e capaz de inserir no campo do humano-feminino. Outra forma de amar é o ágape - manifestação espiritual buscando a plenitude. O voo alto para entender o tudo pelos todos; visando amar a totalidade do ser pelo que é não por aparência, mas pela essência que transcende e purifica a consciência (alma).
O amor ágape seria o amor incondicional descrito por Paulo em 1º Coríntios 13. O amor tudo perdoa, não é ciumento, invejoso, orgulhoso, não suspeita mal, tudo espera, tudo sofre, tudo suporta. Esse seria um amor ideal.
Olá, Silvaniza,

Entendo que o amor eros faz parte da relação do casal. Inclusive, no Shir Hashirim (o Cântico dos Cânticos da nossa Bíblia), contém versos eróticos que podemos considerar até como "picantes", de mostrando que o sexo entre oc asal não pode destinar-se apenas à procriação de filhos, mas para a diversão.

Quando Adão comeu da árvore do conhecimento do bem e do mal, não há no texto da Torá nenhuma referência de que a mulher o seduziu com a sua sensualidade para que o homem se rebelasse contra Deus. Aliás, a responsabilidade de Adão foi bem maior do que a de Eva, pois esta foi enganada pela serpente, enquanto que o seu marido não. Porém, se você analisar a própria Torá, contrará uma passagem em que Abimeleque, rei dos filisteus, viu através de uma janela Isaque acariciando Rebeca, sua mulher (Gênesis 26.8). Acontece que o verbo hebraico correspondente à palavra "acariciava", escolhida pelos tradutores da Bíblia para o português, significa brincar e vem da mesma raiz do nome de Isaque (Riso), dando a entender que Isaque e Rebeca estavam fazendo uma brincadeira de conteúdo sexual... coisa que gera perplexidade para o moralismo equivocado dos primeiros tradutores da Bíblia para o português, como João Ferreira de Almeida e o Padre Figueiredo, sendo ainda um tabu para o público de leitores dos livros sagrados das Escrituras.

No entanto, o impulso sexual, bem como as demais emoções, se comandarem o nosso modo de viver, certamente nos matará espiritualmente afastando-nos da caridade. Perdendo-se nas fantasias, o homem deixa de se importar com o próximo e pode acabar cultivando o egoísmo, limitando suas ações à bsuca do prazer pelo prazer. Por isso é que o sexo deve ser praticado dentro de uma relação amorosa em que, entre o marido e a mulher, deve haver também o ágape.

Para finalizar, medite nesta história que adaptei do livro do Pe. Marcelo Rossi para compartilhar ao público evangélico:

Um certo rapaz tinha muitas dúvidas se de fato gostava de sua namorada. Um dia, ele foi procurar o pastor de sua igreja e pediu um aconselhamento. Depois de escutá-lo, o pastor fitou-o nos olhos e respondeu: “Só tenho uma coisa pra te dizer. Ame esta menina”. Não contente com a resposta, o moço replicou: “Irmão, ainda não tenho certeza se gosto dela de verdade”. O pastor novamente lhe disse: “Ame-a”. Então um silêncio entre ambos interrompeu aquela conversa até que o pastor prosseguiu: “Filho, você está enganado acerca do amor. Amar não é um sentimento ou uma emoção. Trata-se de uma decisão. Você resolve se dedicar a uma pessoa e isto se torna uma ação, um exercício onde haja paciência e continuidade em que você cultiva o relacionamento com sua mulher. Mas é claro que para isto você deve estar desde então preparado para as batalhas que vão acontecer em qualquer relacionamento. No entanto, tenha perseverança e vá em frente, aceitando-a, dando-lhe valor, respeito, afeto, ternura, admiração e compreensão. Ou seja, simplesmente você deve amá-la, pois sem amor nada faz sentido”.

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Somos tão jovens

Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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