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Alexandre Santos

Agudás, escravos brasileiros libertos, que retornaram à África.

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Agudás, escravos brasileiros libertos, que retornaram à África.

Agudás são comunidades de escravos libertos no Brasil (afro-brasileiros) e retornados ao Benim, África.

Local: Anchieta - RJ
Membros: 21
Última atividade: 30. Dez, 2009

Agudás

Agudás são comunidades de escravos libertos no Brasil (afro-brasileiros) e retornados ao Benim, África. Numerosos, esses "brasileiros" estabeleceram-se na região da antiga costa dos Escravos; que abrangia todo o golfo de Benim, indo da atual cidade de Lagos, na Nigéria, até Acra, em Gana; entre os séculos XVIII e XIX. São designados em iorubá, fom ou mina os “parentes de Uidá”, ou seja, os beninenses que possuem sobrenome de origem portuguesa. Segundo Cunha (1985,p.189)1, na Nigéria do século passado todo os católicos eram igualmente chamados de agudás. A palavra vem, provavelmente da corruptela da palavra “ajuda”, nome português da cidade de “Uidá”, nome muito conhecido por causa do forte português de São João Baptista da Ajuda, construído no final do século XVII. (Guran,2000;p.15)2.
Milton Guran em seu livro Agudás : os “brasileiros” do Benin, (2000), resume: "Os “brasileiros” do Benim, Togo e Nigéria, também conhecidos como agudás, nas línguas locais, são descendentes dos antigos escravos do Brasil que retornaram à África durante o século XIX e dos comerciantes baianos lá estabelecidos nos séculos XVIII e XIX. Possuem nomes de família como Souza, Silva, Almeida, entre outros, festejam Nosso Senhor do Bonfim, dançam a burrinha, um folguedo anterior ao bumba-meu-boi, fazem desfiles de Carnaval e se reúnem freqüentemente em torno de uma feijoadá ou de um kousidou. Ainda hoje é comum os agudás mais velhos se cumprimentarem com um sonoro “Bom dia, como passou?” “Bem, ‘brigado’” é a resposta". Hoje em dia, em francês, a língua corrente no Benim atual, os agudás são chamados e chamam a si próprios simplesmente de "brésiliens", entre aspas quando por escrito.
Os agudás representam hoje por volta de 5% da população do Benim, e são reconhecidos sobretudo pelos sobrenomes de origem portuguesa e por alguns indicadores de identidade. Desempenha também um papel importante à família de Souza, descendentes diretos do baiano Francisco Félix de Souza, que foi vice-rei de Uidá, com o título de chachá e nessa qualidade exerceu o monopólio do tráfico negreiro no antigo reino do Daomé, na primeira metade do século XIX.
Pesquisa:

1 – CUNHA, Manuela Carneiro. Negros, estrangeiros – os escravos libertos e sua volta à África. São Paulo: Brasiliense. 1985.p.189.
2 – GURAN, Milton. Os Agudás, os brasileiros do Benim. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,2000. p.15.

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Cris Meinberg Comentário de Cris Meinberg em 3 julho 2009 às 13:45
Como vivem os Agudás ? Existe algum histórico de que seus familiares retornaram ao Brasil ?
Wilson Roberto de Souza Araujo Comentário de Wilson Roberto de Souza Araujo em 20 junho 2009 às 12:47
Na faculdade a observancia do fato de que ex-escravos enriqueceram
com o tráfico negreiro gerou uma intensa polêmica, pois suscita a idéia
de que a escravidão serviu tambem aos interesses econômicos dos africanos, amenizando a responsabilidade dos povos europeus nesta
empreitada. Trabalhar isso em sala de aula exige uma abordagem di-
ferenciada para não acorermos em erros. Alguem teria um planejamento
de aula para trabalharmos este tema ?
 

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ABRAÇO PARTIDO

Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada.

Ariel sempre estranhou o fato de nem sua mãe nem seu irmão falarem sobre seu pai, que nos anos 70 partiu para lutar na Guerra do Yom Kippur, em Israel, e nunca mais retornou. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.

"El Abrazo Partido", filme argentino de 2004 fez bastante sucesso aqui no Brasil. No fundo, sua trama gira em torno de Ariel, que não consegue aceitar o fato do pai tê-lo abandonado para ir lutar na guerra do Yom-Kippur. Essa rejeição à figura paterna também fica explícita no pouco conhecimento que Ariel tem do judaísmo. Face à crise que se abate sobre a economia de seu país, Ariel decide batalhar pelo passaporte polonês (seus avós eram poloneses) e, dessa forma, ter a possibilidade de entrar na Europa e viver com um seguro-desemprego.

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