“Os Integralistas presentes no Brasil durante a 2ª Guerra Mundial deram sinais ao inimigo para que afundasse navios da nossa frota mercante”.

É com estas e outras afirmações que os inimigos do Sigma, durante anos, proferem calúnias contra o Integralismo, associando-o a doutrinas alienígenas, tais como o Fascismo e o Nazismo. O objetivo destas táticas nefastas, seguindo ordens do Komintern, datada de 1936, é denunciado no livro “O Integralismo perante a Nação” e reproduzido em formato de folhetim de autoria do Chefe Nacional da Acção Integralista Brasileira Plínio Salgado é criar uma névoa de inverdades, de onde nos tentam imputar uma amizade e reciprocidade com os países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão), que de verídica nada possui, produzindo, em alguns casos, até mesmo provas falsas para corroborar com tais acusações.

 Durante um dos seus primeiros discursos, após o regresso do exílio, pronunciado no dia 27 de outubro de 1946, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Plínio Salgado apressou-se em rechaçar tal afirmação, informando a população brasileira que, o Chefe do Estado Maior da Armada Brasileira, durante a 2ª Guerra Mundial, Comandante Gerson e Macedo Soares, pertenceu aos quadros da Acção Integralista Brasileira - AIB, bem como centenas de oficiais e marinheiros da Marinha de Guerra brasileira. Além desta explanação, informou ainda aos agentes da desinformação que, durante o Estado Novo, promoveram verdadeira caçada contra o Integralismo através de calúnias e prisões ilegais, que vários tripulantes dos navios torpedeados pela Marinha Alemã, tais como os navios, Cabeledo, Araraquara, Aníbal Benévolo, Arará e Baependí, pertenceram aos quadros da AIB e suas famílias, em muitos casos, nunca receberam reparações financeiras, deixando desta forma seus parentes desamparados, sendo auxiliadas, na maioria dos casos, pela Casa do Marinheiro, entidade fundada pelos Integralistas para ajudar as famílias carentes dos combatentes.

Segundo Plínio Salgado, “Oitenta por cento dos oficiais e marinheiros da Marinha de Guerra, tinham feito profissão de fé da nossa doutrina e tinham sido fichados no Integralismo, como atestam os nossos arquivos na parte salva das garras policiais da ditadura: em nossas fileiras, numerosíssimos marujos da nossa Marinha Mercante” (...) “como seria possível aos Integralistas apontar barcos mercantes ao estrangeiro inimigo, quando lá dentro, levavam a Bandeira Nacional companheiros nossos? Muitos escaparam com vida, mas perderam outros”.

Com este trecho retirado do histórico discurso e vinculado em diversos jornais nacionais e internacionais, fica claro que nunca os Integralistas presentes em solo Nacional durante a 2ª Guerra Mundial auxiliaram, de alguma forma, os governos estrangeiros envolvidos no conflito, cedendo informações privilegiadas, pelo contrário, aos Integralistas estavam praticamente entregues a defesa do Atlântico, se sacrificando de forma heróica, muitas vezes com a vida, para assegurar a soberania nacional em águas brasileiras.

Não haveria necessidade de recorrer ao histórico discurso de Plínio Salgado proferido na antiga Capital da Republica para demonstrar que esta associação e no mínimo irresponsável. Antes da fundação da AIB, Plínio Salgado como jornalista do jornal “A Razão”, em 1931, publicou artigo intitulado “Nacionalismo” que atacava publicamente o Nazismo alemão como uma real ameaça a soberania nacional, portanto Plínio Salgado foi o primeiro político brasileiro a atacar publicamente o Nazismo.

O boletim “Bandeira do Sigma” homenageia todos os Integralistas que tombaram na batalha do Atlântico, em especial o Comandante do navio Cabedelo Pedro Veloso, Comandante do navio Baependí João Soares da Silva, Comissário Sandes de Oliveira, Dr. Carlos de Azambuja, Taifeiros Francisco Xavier Dias e Irineu Pereira da Silva todos do navio Araraquara, imediato Manuel Duarte Cardoso do navio Aníbal Benévolo e comissário Durval Batista dos Santos do navio Arará. Autor: Jorge Figueira, e-mail: zedebotafogo@hotmail.com Artigo publicado no boletim Bandeira do Sigma, n.16, ano II, novembro de 2010.

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Respostas a este tópico

O movimento integralista era uma reprodução brasileira do nazi-fascismo, o que não significa que todos os seus integrantes abrigavam idéias destes nefastos partidos. No Brasil o espirito imitativo esteve e continua até hoje presente. Naquela época muitos oficiais da MB eram associados ao movimento; Logicamente com a vinda do conflito para o Brasil integraram a luta naval contra o nazismo alemão e combateram o inimigo nacional. Acredito ainda que o integralismo não deixou raizes aqui, felizmente.

Um integralista do passado foi o General Mourão Filho, que em 1964, desencadeou o pronunciamento militar que derrubou João Goulart, na depois chamada Revolução de 1964.

 

Bom dia João, tudo bom?
Sobre suas considerações gostaria de fazer algumas ressalvas.

 

O Integralismo e um movimento social político originário do Brasil, dentro do movimento havia varias formas de pensamentos, porem nenhuma que se enquadrasse nas idéias nefastas promovidas pelo Nazismo alemão. Os movimentos políticos dos anos 30 são frutos de sua época, certamente tem similaridades estéticas, porem no caso do Integralismo com os demais suas semelhanças terminam neste quesito.
Acho interessante que a historiografia nacional não aborde o tema sobre os Integralistas que combateram e tombaram na luta contra o Totalitarismo Europeu.
Mourão Filho foi Integralista, tendo inclusive escrito o livro nos anos 30 intitulado "Do Integralismo ao Liberalismo", porem outros também foram como Vinicius de Moraes, porem mais uma vez esta informação e camuflada por muitos pesquisadores.

Abraços e duvidas entre em contato.

Olá Jorge gostei de sua atenciosa resposta. Não sou expert em integralismo, é claro, mas algo li sobre ele. Por isto relembro,  que as práticas militaristas, desfiles, uniformes e simbolos, eram na mesma linha dos nazi-fascistas, com adaptações ao gosto brasileiro. Existindo um livro, que narra que Plinio durante seu exílio em Lisboa, após o fracassado movimento de 38, ter mantido contatos e recebido pagamentos diretamente das SS, famigerada organização germano-nazista.

Quanto aos ex-integralistas da MB terem atuado na II Guerra em defesa do Brasil, eu acredito, pois permanecendo na marinha teriam que participar do conflito naval anti-submarino, podendo ali perecerem. Aliás, nele perderam-se especialmente os navios Vital de Oliveira e  Bahia, que integravam a MB.

Sobre Vinicius vi algo de passagem, mas pouco me recordo agora.

Mas, se quiser prosseguiremos neste salutar e amistoso debate. Um abraço!

 João, eu que agradeço a oportunidade de debater com o senhor sobre este curioso pedaço da história do Brasil.

Como disse anteriormente o Integralismo e uma doutrina política originaria do Brasil, porem não estava avesso a influencias de outros movimentos políticos contemporâneos, um exemplo disso e os uniformes e desfiles promovidos pelo seu principal combatente o Comunismo.

Não conheço o exemplar que narra a respeito de um contato com Plínio Salgado com aliados do eixo em Lisboa, você por acaso se recorda do nome deste livro?
O interessante a respeito dos integralistas integrantes na Marinha Brasileira, que eram em sua maioria filiados a extinta Acção Integralista Brasileira, e o total silencio desta situação, como também da criação da Casa do Marinheiro feita pelos próprios Integralistas.

Em uma biografia recente sobre Vinicius a um relato sobre sua passagem nas fileiras Integralistas, tendo inclusive publicado algumas musicas e poemas na revista ilustrada Anaue! (1935-1937)

 

Abraços e bom natal

Jorge Figueira

Olá, Jorge, agradeço sua amabilidade!

Sobre a influência fascista no movimento inegralistra sugiro a leitura do trabalho, que achará em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-01882001000100005&scr...

O livro que citei eu o tenho, mas terei que achá-lo, e ai lhe darei todos os dados dele.

E aproveito para relembrar algumas imagens daqueles tempos idos neste video:

http://www.youtube.com/watch?v=uv8rZBh5BGE

Como o Brasil era simples e ingênuo naqueles anos trinta!!!

E algo importante, como foram duramente tratados os pejorativamente chamados "galinhas verdes" nos subterrâneos e calabouços da Ditadura Vargas-Góes Monteiro, pelo algoz Filinto Muller. Terrível!

 

Feliz Natal! 

Bom dia João,


O estudo elaborado pelo “pesquisador” Bertonha e no mínimo tendencioso, este inclusive afirma há vários anos a presença de uma nota promissória que teria ligações entre a Itália Fascista e a Acção Integralista Brasileira o qual sua imagem nunca foi mostrada. Até hoje a principal ligação que se faz entre o Integralismo e o Fascismo e 1 Nota Promissória. Sinceramente acho péssimo este estudo.


Creio que se houvesse uma colaboração entre este e outros movimentos os indícios iriam surgir com maior facilidade, porem e apenas a minha constatação.

 

Os poucos vídeos disponíveis sobre esta época são muito interessante, mostram uma linguagem perdida nos dias atuais.

 

E interessante como a figura de Filinto Muller em alguns locais do Brasil e venerada, enquanto q em outros e completamente renegada ao ostracismo.

 

Abraços

Deixando de lado por ora os laços espúrios entre o nazi-fascismo e o integralismo é bom se destacar o mau gosto dos simbolos e cerimonias do movimento tupiniquim. Desfiles militarizados de pessoas uniformizadas, cerimonias solenes, etc.,  palavras de ordem, e tudo de mau gosto. Nada a ver com o Brasil que gostamos.

Filinto Muller começou sua vida de rebelde atirando de canhão no Palácio dos Campos Elíseos, em SP (1924) e a concluiu nas ferragens de um avião de carreira acidentado. Só o lembrei por causa de parte dos excessos que cometeu. Melhor esquece-lo!

 

Abraço! 

Filinto Muller e uma figura triste da historia brasileira, sem duvida enaltecer esta pessoa e um erro, porem e importante não esquecê-la para que outras nunca mais surjam.

Concordo com o amigo, as cerimônias e símbolos são de péssimo gosto, toda esta estética importada da Europa e péssima, porem faz parte do período histórico que deve ser lembrado e estudado.

Agora coisas interessantes surgiram e são pouco estudadas, um exemplo e a união entre Integralistas e Comunistas presos pelo Estado Novo, diversos Integralistas como Belmiro Valverde prestaram auxilio medico nos presídios, sendo eles Comunistas e Integralistas não havendo distinção. Porque sera que este e outros temas nao sao estudados?

Abraços

Jorge Figueira

Cara, talvez pela dificuldade em se encontrar fontes...

Mesmo que exista algo em periódicos da época, ou citações em produções atuais, eu pelo menos acho bem complicado fomentar um trabalho sem um bom material para dar embasamento a ele.

Belmiro Valverde assistiu clinicamente a Juarez Távora um dos TENENTES, então na ilegalidade e no ostracismo. Por isto acho natural, que no cárcere comum assistisse aos comunistas também presos; a necessidade comum faz a união!

Realmente, Muller é um que não pode se repetir!

 

Abraço!

Ola Luis,

O problema principal a respeito de estudos referentes ao Integralismo e que os pesquisadores de graduação e pós-graduação buscam não fontes originarias sobre o tema como livros, jornais e revistas, e sim teses de mestrado e doutorado cheia de preconceitos e analises equivocadas.
Dessa forma os estudos sobre Integralismo acabam se tornando uma verdadeira ciranda de velhos chavões, e muito difícil encontrar uma tese interessante.

Eu diria que o Integralismo não deixou apenas influencia na sociedade brasileira da época, ate os dias atuais pode-se constatar diversas influencias do Integralismo, principalmente na cidade do Rio de Janeiro.

Abraços
Jorge Figueira

Prezado Saraiva: O tratado, inicialmente denominado Eixo Roma-Berlim, traduz a declaração de amizade firmada entre a Itália e a Alemanha, em prol da defesa dos interesses comuns e contra a Liga das Nações.
A assinatura do tratado, realizada no dia 25 do mês de Outubro de 1936, por Mussolini, em representação de Itália, e Adolf Hitler, pela Alemanha, afirmava a coincidência de posturas perante a política internacional e a mútua amizade. Logicamente oriunda das ideologias então vigorantes nos dois países.

E aproveito para lhe deixar uma pergunta: Aonde o integralismo brasileiro foi buscar as suas raizes? Com sua resposta certamente irei aprender mais.

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Somos tão jovens

Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

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