Abertura dos Arquivos da Ditadura

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Abertura dos Arquivos da Ditadura

Nós como estudantes de História e amantes, devemos discutir sobre algo tão importante em nosso país, que ainda reflete na conjuntura social, política e cultural nos dias de hoje.

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Última atividade: 11 Abr

Abertura dos Arquivos da Ditadura

Durante 21 anos nosso país passou por uma ditadura militar (1964-1985) na qual perdeu a cor e a vida dos brasileiros, o direito de fala e de expressão foi anulado e a luta pela liberdade, justiça e democracia teve como resposta repressão, violência e todos os tipos de tortura.
As feridas deste período são visíveis até hoje, e seus reflexos em todas as áreas da sociedade também. São poucos os documentos e registros que nos permitem saber realmente o que aconteceu na época e a verdade que ainda permanece obscura. A abertura dos arquivos, permitiria que toda a história fosse revelada, reconstruída e esclarecida. Familiares sofrem por calúnias e falta de informações de seus parentes militantes da época .
O governo tenta esquecer o que passou com leis e processos meramente significativos que não nos permite uma aproximação com a realidade. A situação em relação aos arquivos atualmente é praticamente a mesma e um grande exemplo é que a classificação dos arquivos da ditadura, que permanece igual a da época indo os arquivos de reservados a ultra-secretos.
O projeto Memórias Reveladas iniciativa do governo Lula é um programa que visa dar acesso a documentos sobre a repressão da época ditatorial no país, porém, deve-se ressaltar que somente documentos que eram da ABIN (Agência brasileira de informações) foram repassados a esse acervo, pois os documentos referentes as Forças Armadas ainda continuam secretos. Nossos estimados militares consideram que “o interesse nacional está acima do conhecimento da verdade” segundo o General Oswaldo Pereira Gomes, quando participou em 2003 representando as Forças Armadas na Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos do Ministério da Justiça.
Nossos bravos defensores da pátria argumentam e se amparam na LSN (lei de segurança nacional) citando sempre o decreto n. 79.099, de 06/11/77 redigido por Ernesto Geisel, segundo o qual as autoridades, civis ou militares, não podem tornar públicos documentos sigilosos sobre a repressão. Quem violar tal decreto pode ser enquadrado no artigo n. 21 da LSN que pune com reclusão de 2 a 10 anos quem “revelar segredo obtido em razão do cargo, emprego ou função pública, relativamente a planos, ações ou operações militares ou policiais contra rebeldes, insurretos ou revolucionários”, ignorando solenemente a Constituição de 1988.
No fim do ano de 2009 foi lançado o novo programa nacional de direitos humanos o PNDH-3, que contém entre outros projetos a criação da comissão da verdade que serve para investigar os crimes cometidos por torturadores durante a repressão política e o acesso a documentos considerados sigilosos. Também se referia a lei de anistia, que pedia a revisão de tal para crimes cometidos por agentes do estado, o que gerou polêmica, causada e inflamada pela mídia. Os militares no inicio de 2010 conseguiram tirar do programa o termo “repressão política”, causando ambigüidade na lei assim como na anistia. Vários setores da sociedade como OAB, associações de mortos e desaparecidos políticos estão movendo abaixo assinados e discussões sobre o tema, que cabe também a toda a sociedade refletir para se ter acesso a verdade e justiça definitiva que é assegurada pela constituição de 88.
Nós, como estudantes de história, mais do que nunca devemos levantar a nossa bandeira, e juntos discutir sobre o assunto, pois sem acesso aos documentos não poderemos investigar o que aconteceu durante a ditadura, sem a revisão da lei de anistia, nossa democracia se mostra frágil, por isso nos conscientizar sobre a importância do acesso de todos à memória e a verdade.


CAHIS UEL

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será que os militares estavam tentando proteger o Brasil dos Brasileiros?

Iniciado por José Roque Soares. Última resposta de Alcebíades de Lima Oliveira 23 Ago, 2011. 1 Resposta

Infelizmente,ao Estado, o termo DEMOCRACIA,tem alcançe limitado.

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Comentário de João Marcus Assis em 10 janeiro 2012 às 9:50

Olá. Sou das áreas de Arquivologia e das Ciências Sociais. Tenho me interessado pela Metodologia da História Oral desde o mestrado (Memória Social). Participo do Laboratório de História Oral, Documentação e Informação (LAHODOC/UNIRIO), onde desenvolvemos pesquisas sobre o período da Ditadura Civil-militar. Me interesso pela atuação de agentes religiosos nesse período, em especial pelos processos de controle/repressão e pelos mecanismos de fuga de controle via atuação religiosa em meios populares. Espero trocar informações com pesquisadores da área.

Abaixo segue link do site do Grupo de Pesquisa Cultura Documental, Religião e Movimentos Sociais, o qual eu coordeno. Abraços

https://sites.google.com/site/cdocarremos/home

Comentário de João Roberto Laque em 13 dezembro 2011 às 15:26

Pessoal,

sou autor de um livro sobre os Anos de Chumbo no Brasil a partir da ótica da guerrilha e tenho um lote pra queimar com os amigos do Café História até o Natal.

Faça um tour pelo conteúdo do livro e veja a promoção clicando em

http://www.promocaoparacafehistoria.blogspot.com/
Comentário de Luciano Rodrigues em 17 setembro 2011 às 18:56

Também sou novo no grupo... minha pesquisa não tem muito haver com essa temática... mas o assunto nos interessa..pq além de historiadores, somos brasileiros...

Ah! minha pesquisa é sobre os Soldados da Borracha, sobretudo os SEMTA, se alguem tiver alguma dica, ajuda, comentário...enfim... agradeço!

Comentário de moyses lima fontes em 23 agosto 2011 às 12:50

infelizmente o que importa em nosso pais não é as verdades e sim as mentiras sinceras!!legal esse grupo, ja fiz algumas pesquisa sobre marighella e suas ações contra a ditadura!vlw!!

Comentário de Alcebíades de Lima Oliveira em 19 agosto 2011 às 14:48

Nem mesmo os anos de governo do PT, houve força política ás Verdades da ditadura, se conformaram com as indenizações e compensações às vitimas e pressões indisciplinadas dos milicos. Não existe um verdadeiro projeto de julgamento aos torturadores e executores, como ocorreu em outros países.

A manobra ditatorial da Anistia deu resultados, falsearam a história e atraiu à simpatia geral, os opositores já não tinham os mesmos propósitos e as mesmas concepções políticas e estão e gostar do poder.

O manto da impunidade continuará a cobrir os torturados.

Comentário de Rúbia Carla Martins Rodrigues em 19 agosto 2011 às 14:12

Prezados historiadores,

tenho vergonha de viver em uma sociedade suja como a sociedade brasileira, fazer parte desse passado cheio de máculas. Vejamos a contradição:  "Quem violar tal decreto pode ser enquadrado no artigo n. 21 da LSN que pune com reclusão de 2 a 10 anos quem “revelar segredo obtido em razão do cargo, emprego ou função pública, relativamente a planos, ações ou operações militares ou policiais contra rebeldes, insurretos ou revolucionários”, ignorando solenemente a Constituição de 1988". Pois bem, e com os torturadores nada aconteceu ou irá acontecer. O governo imundo tenta nos fazer engolir guela abaixo todas essas atrocidades que eles cometeram como se tudo fosse algo natural, normal. Como se fosse assim, meus caros tudo foi a favor da ordem pública. 

Já que esses podres desses políticos foram e são covardes para assumirem suas máculas, devemos então, enquanto historiadores, relatar os fatos doa a quem doer e dar vozes aqueles que foram emudecidos por uma pátria que na verdade nunca foi amada pelos militares.

 

Comentário de FLAVIO RICARDO DA SILVA em 16 abril 2011 às 14:22

Sou novo no grupo e creio que aprenderei muito com todos. Meu trabalho de monografia falei sobre: "A Repressão Militar Brasileira aos Frades Dominicanos de SP - 1969 a 1974. Foquei no antagonismo das alas progressista e conservadora da Igreja Católica no Brasil e as mortes de Carlos Marighella e Frei Tito. Não podemos esquecer o que os militares fizeram. 

Comentário de Kassia Beatriz Bobadilla em 16 abril 2011 às 10:11

Olá a todos,

Sou a mais nova integrante do grupo

 

No momento realizo meu TCC e meu tema escolhido foi a VALA DE PERUS...

Como sabemos, as ossadas encontradas em 78 e que cairam no conheciemnto de todos em 90 ainda não foram totalmnete identificadas. Trabalho em cima da atuação dos Movimentos Sociais e da Cãmara de Vereadores sobre a questão...

Consegui um material riquissimo, que são 6000 páginas ESCANEADAS, da CPI DA VALA DE PERUS, as quais o ver. Italo Cardosos e seus assessores conseguiram para mim.

A dificuldade vem ocorrendo no contato com a Amelinha, da Comissão dos Des. Políticos e com a Rose Nogueira do Tortura Nunca Mais... Gostaria de pedir alguma contribuição dos membros do grupo a respeito da questão...

Abs a todos

Comentário de Marcelo Nunes Rocha em 1 fevereiro 2011 às 16:09
Esse sigilo é uma vergonha, todos os países europeus envolvidos com o fascismo na primeira metade do século XX promoveram abertura e investigação de arquivos da época, levando muitos dos responsáveis à justiça. Nessa nossa "democracia relativa" , talvez no próximo século isso aconteça, quando os bisnetos dos responsáveis estiverem mortos e não exista ninguém mais para ser julgado. Não basta saber a verdade, alguém tem pagar por isso.
Comentário de Sebastião Luiz Alves em 29 janeiro 2011 às 13:12

Houve erros graves de ambos os lados, seja do Regime Militar ou Guerrilha revolucionária. Os fatos devem ser apurados com competência e imparcialidade, formando uma equipe de historiadores, assim não transformar em conflito político partidário. Sei que aconteceram muitas atrocidades dos Militares e guerrilha, os qual muitos estão mortos, outros sobrevivem na vida particular e política, mas o povo e a história brasileira clamam pela verdade. Quanto a possiveis condenações, o poder judiciário que tome as providências cabíveis.  

 

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