Compartilhamento de Confidências e Inconfidências do Existir.
Foto: “A Memória, Evocação ou Lembrança”, de René Magritte.
Local: Rio de Janeiro
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Última atividade: 2 Jun
“Rememorar es revivir;
renascer espiritualmente, sobre las playas desnudas,
donde extendimos las manos, hacia los primeros laureles;
rememorar...
volver los ojos al Pasado, al Oriente lejano, cada dia más remoto, con una ausencia total de celajes y de estrellas;
nada hay más triste, que un cielo vacío, en el cual, trás el cadáver del Sol, no se halla sino el cadáver de Dios;
a medida que la llama de la Vida, palidece dentro de nosotros, la llama del Recuerdo, se aviva lentamente;
el pasado, nos atrae; el Pasado nos fascina, con sus extrãnos mirajes; el Pasado, nos llama, con su adorable clamor reminiscente;
nuestro pasado;
sus horizontes se hacen maravillosos, en el esplendor coruscante de la lejania;
todo nuestro corazón está en el Pasado;
el Pasado, es el Sol que alumbra la extensión solitária de aquel horizonte de cenizas;
todas las formas de la Emoción, están vivas en el Pasado;
vivas, aunque catalépticas; y sólo esperan la voz de la Evocación, que grite sobre su mortaja de silencio:
Surge et ambula;
y, se alzan y andan, en el Gran Misterio de la Soledad, que es su alma;
recordar es orar;
orar ante aquello que fué, y, que ya no es, sino en el Silencio Sagrado de nuestro corazón;
debilitadas, o muertas, todas nuestras voluptuosidades, sólo la voluptuosidad de recordar vive en nosotros;
ella las contiene todas, porque las despierta todas;
es merced a essa divina caricia de la Evocación, que en la quietud de nuestro presente, vivimos la vida tormentosa de nuestro Pasado”.
Vargas Vila in “Íbis”.
Iniciado por Semíramis libonati. Última resposta de Wladimir Gomide 31 Ago, 2012. 1 Resposta 1 Curtiu isto
Todo povo é portador de uma memória coletiva. Cultura na qual estão inseridos Sons, músicas, imagens, cheiros e sabores que podem invocar acontecimentos que resultam em profundos sentimentos de…Continuar
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Comentário de Rúbia Carla Martins Rodrigues em 11 abril 2012 às 22:50 A saudade complementa Júnior (2006, p. 118), “coloca-nos diante do vazio da própria temporalidade, da necessidade urgente de preenchimento deste vazio com nossas vivências, com nossas experiências, nossos sentimentos e sentidos em relação às coisas e às pessoas”.
Destas temporalidades, o tempo mais difícil é o do esquecimento. Tempo que finge não ter existido, soterrando as lembranças. Assim, tentamos encontrar no tempo as coisas e seres temporais o que só está pra além ou que existiu aquém dele. (ALBUQUERQUE, 2006, p. 122).
Comentário de Rúbia Carla Martins Rodrigues em 11 abril 2012 às 22:50 O tempo a posteriori cria espaços que nossa imaginação ou pensamento é capaz de reconstruir a categoria denominada lembrança. A lembrança nos vem porque os outros nos fazem lembrar, e a memória do indivíduo está ligada à memória do grupo e esta, à memória da sociedade.
Halbwachs (1990, p. 125) vê o ato de lembrar mediante reordenações da história vivida, “lembrar é uma obra, um trabalho, uma ação”, como este autor nos fala. Lembrar não é reviver, é refazer, reconstruir, repensar com idéias de hoje as experiências do passado. Assim, a saudade, como todo sentimento humano, é expressão de uma sensibilidade social historicamente construída, manifestação de uma subjetividade culturalmente produzida, que existe à medida que explicita em atitudes, em práticas (...). (ALBUQUERQUE, 2006, p. 123).
Portanto, nunca é demais dizer que lembrar é uma atitude individual tanto quanto social, sendo assim, ao lembrar, o indivíduo se localiza num espaço e num tempo.
Comentário de Rúbia Carla Martins Rodrigues em 11 abril 2012 às 22:49 Já a história para o autor, teria a mesma capacidade que a saudade de tornar presente o que é passado, de reviver o mesmo sentimento e a mesma emoção que foram sentidos em outros momentos. Saudade e história nos transportariam para o passado (...). Saudade e história são corridas em busca da origem, são o encontro com a nossa própria promessa, com o fio perdido de nós mesmos, são o reconhecimento do nosso rosto feliz que havia ficado esquecido. (ALBUQUERQUE, 2006, p. 124).
São sentimentos que passam a significar, quer dizer, atribuir significado as coisas para que sejam portadoras de idéias, valores e normas sociais, desta forma, saudade e história ficam vinculadas pela memória, sendo compreendidas com representações.
Sendo assim, a história passa a ser a reconstrução sempre problemática e incompleta do que não existe mais (representação dos fatos); a representação do passado.
Comentário de Rúbia Carla Martins Rodrigues em 11 abril 2012 às 22:49 Saudade e história são segundo Albuquerque (2006, p. 124),
a luta incessante contra o esquecimento, contra o tempo que ameaça de ruína um ser individual ou nacional que precisa ser reencontrado em suas manifestações mais autênticas, originais e primevas. Saudade e história falam das sombras do tempo que se apoderam das coisas e dos homens e as fazem inexistir, deslocam o foco de luz do presente para buscar, entre as brumas do passado, a silhueta, apagada pelo tempo, de um ser nacional que se desviou de seu caminho, que se perdeu nas trevas dos tempos.
Contudo, saudade e história resistem às regras e imposições históricas; ambas são lugares da liberdade, lugares onde não temos medo de arriscar. Daí a importância da memória e da lembrança, pois, ambas tem como objetivo reproduzir o passado, transformar o presente e construir o futuro, numa temporalidade cíclica que proporciona uma duração social.
Comentário de Thiers Rimbaud em 11 abril 2012 às 22:07 Estive em Veneza durante 12 hs (infelizmente)da proxima vez quero ficar 3 dias! Curti muito a cidade principalmente pq já havia assistido o filme "Morte em Venezia", tenho paixão por Visconti, seu jeito detalhista de ser e por suas paisagens. Morte em Veneza, possui tudo isto. Minha paixão é tanta que passei minhas 12 hs indo acada lugar, revendo cada cenário.
Este youtube de Visconti criando o filme estána minhamemória inteira/ vivo!
Comentário de Lucinéia Breda de Siqueira em 11 abril 2012 às 16:48 Somos seres de pura existência afetiva o SENTIR e todo o seu contexto com plenos poderes... muitas vezes de maneira difusa, indiscreta ou relapsa mas fomos feitos de afeto e emoção e como Freud já dizia não vivemos nem viveremos sem afetividade e precisamos, necessitamos do Sentir e amplos aspectos!
Comentário de Ivy Gomide em 10 abril 2012 às 21:18 Tentei insistentemente colocar um pps do TEATRO MUNICIPAL e não consegui. Encontrei este youtube q não chega nem aos pés do pps mas que dá para se ter uma idéia.
http://www.youtube.com/watch?v=JcaUjJDD8mU&feature=related
Pena que não aparece o teatro por fora. Depois coloco umas fotos!
É um belissímo prédio, tão bonito quanto o de Viena.
Bruno inaugura o espaço de Comentários com citação de Wally. Mostra a cara que revela o jornalista e o Historiador.
E mais: conclama os membros existentes e os que estão por vir a fazer de nosso cantinho uma Ilha de Edição especial.
Alguém se habilita?
Comentário de Semíramis libonati em 10 abril 2012 às 19:02 " Memória é vida.Seus portadores sempre são grupos de pessoas vivas, e por isso a memória está em permanente evolução" Pierre Nora.
Comentário de Bruno Leal em 9 abril 2012 às 9:49 "O passado é uma ilha de edição....o passado é uma ilha de edição..."
Wally Salomão.
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A Memória que me contam - 2013
Entrou em cartaz o novo filme da diretora brasileira, Lúcia Murat, o drama "A Memória que me contam".
A ex-guerrilhera Ana (Simone Spoladore), ícone do movimento de esquerda, é o último elo entre um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Com a iminente morte da amiga, eles se reencontram na sala de espera de um hospital. Entre eles está Irene (Irene Ravache), uma diretora de cinema que sente-se perdida diante da iminente morte da amiga e que precisa ainda lidar com a inesperada prisão de Paolo (Franco Nero), seu marido, acusado de ter matado duas pessoas em um atentado terrorista ocorrido décadas atrás na Itália.
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