Informação

A Memória Afetiva

Compartilhamento de Confidências e Inconfidências do Existir.

Foto: “A Memória, Evocação ou Lembrança”, de René Magritte.

Local: Rio de Janeiro
Membros: 29
Última atividade: 27 Abr

O Resgate da Grande Aventura da Vida

Rememorar es revivir;
renascer espiritualmente, sobre las playas desnudas,
donde extendimos las manos, hacia los primeros laureles;
rememorar...
volver los ojos al Pasado, al Oriente lejano, cada dia más remoto, con una ausencia total de celajes y de estrellas;
nada hay más triste, que un cielo vacío, en el cual, trás el cadáver del Sol, no se halla sino el cadáver de Dios;
a medida que la llama de la Vida, palidece dentro de nosotros, la llama del Recuerdo, se aviva lentamente;
el pasado, nos atrae; el Pasado nos fascina, con sus extrãnos mirajes; el Pasado, nos llama, con su adorable clamor reminiscente;
nuestro pasado;
sus horizontes se hacen maravillosos, en el esplendor coruscante de la lejania;
todo nuestro corazón está en el Pasado;
el Pasado, es el Sol que alumbra la extensión solitária de aquel horizonte de cenizas;
todas las formas de la Emoción, están vivas en el Pasado;
vivas, aunque catalépticas; y sólo esperan la voz de la Evocación, que grite sobre su mortaja de silencio:
Surge et ambula;
y, se alzan y andan, en el Gran Misterio de la Soledad, que es su alma;
recordar es orar;
orar ante aquello que fué, y, que ya no es, sino en el Silencio Sagrado de nuestro corazón;
debilitadas, o muertas, todas nuestras voluptuosidades, sólo la voluptuosidad de recordar vive en nosotros;
ella las contiene todas, porque las despierta todas;
es merced a essa divina caricia de la Evocación, que en la quietud de nuestro presente, vivimos la vida tormentosa de nuestro Pasado
”.


Vargas Vila in “Íbis”.

Fórum de discussão

Que relações existem entre memória coletiva e memória afetiva?

Iniciado por Semíramis libonati. Última resposta de Wladimir Gomide 31 Ago, 2012. 1 Resposta

  Todo povo é portador de uma memória coletiva. Cultura na qual estão inseridos  Sons, músicas, imagens, cheiros e sabores que podem invocar acontecimentos que resultam em profundos sentimentos de…Continuar

Caixa de Recados

Comentar

Você precisa ser um membro de A Memória Afetiva para adicionar comentários!

Comentário de Mônica Prado Torres em 20 setembro 2012 às 20:30
Na semana passada eu solicitei ao Arquivo Nacional os documentos que poderiam ter disparado a perseguição a qual fui submetida e que perdura até hoje, e responderam-me que não havia nenhum documento que constasse o meu nome, e isso é impossível! Qualquer operação tem que ser iniciada por um relatório de solicitação, e eu estive lá de 1991 a 2005, voltei para o Rio e a perseguição continuou, alguém deve ter disparado esse processo, e eu tenho o direito de saber qual o argumento que "eles" inventaram para justificar tanta maldade e ter convencido e/ou comprado tanta gente...

 

Comentário de Mônica Prado Torres em 9 setembro 2012 às 10:49

Há dezessete anos vocês me submeteram às suas técnicas covardes de perseguição e tortura psicológica com o objetivo de que eu ficasse desestabilizada até que eu viesse a cometer o suicídio.  Eu diria que vocês até podem conseguir com que as pessoas acreditem que eu seja: bipolar, tripolar, quadripolar, hipocondríaca, neurótica, esquizofrênica, depressiva, misantropa, e mais essa porrada de “diagnósticos” que vocês vêm espalhando por aí, e criando “situações” para parecerem reais.

 

Durante esses últimos anos eu conheci muita gente mau caráter que em troca de alguns benefícios aceitaram participar dessa “operação”, inclusive profissionais da área da saúde mental que receberam propina para me desestabilizar ou propagar um falso diagnóstico.  O problema é que exceto os psicopatas ninguém consegue mentir ou omitir fatos com tanta maestria que não deixem rastros materiais ou expressivos.

 

Então digo aos navegantes que apesar do tratamento desumano, com todas as perdas e prejuízos, do isolamento social, da anulação profissional e do cerceamento do meu direito de ir e vir, eu continuo tão ou mais lúcida que todos vocês que foram manipulados e/ou comprados, e submeteram-se a esse processo; porque durante os meus quarenta e sete anos de vida eu nunca aceitei nenhum suborno, ou me submeti a nenhum processo que viesse a prejudicar terceiros.  Nunca participei de “grupos” que pudessem alijar a minha liberdade de pensar e agir, ou que corrompessem meus valores, os quais não saberia dizer se são certos ou errados para essa sociedade, mas são os meus princípios, e que por uma questão ética, moral e humana, eu continuo a seguir...

 

Não ligo quando riem de mim, porque para mim vocês que estão engajados nessa operação são NADA, ou talvez sejam os verdadeiros doentes mentais que necessitam da desgraça alheia para se sentirem alguém... E como atualmente o país vive uma situação de paz, sem guerra física, creio que haja a necessidade de se criar “bodes expiatórios” para que suas existências sejam justificadas...

 

Espero que tudo que os “cooperadores” ganharam durante esses últimos anos para manterem o meu monitoramento/isolamento compense o peso de suas consciências, porque a justiça não está apenas nas mãos dos homens, mas no decorrer da vida...

 

Comentário de Mônica Prado Torres em 2 setembro 2012 às 21:02

Tiraram-me da minha mãe, tiraram minha filha, e porque me deixaram viva?  Qual o propósito disso dito? O que será que se passa por essas mentes tiranas e doentias? Porque me deixam com vida? Só posso crer que seja estratégia de alguém muito cruel que quer me ver perecer... Não há outra explicação para essa loucura...

Comentário de Mônica Prado Torres em 2 setembro 2012 às 20:55

Lembro-me perfeitamente, da alegria pelo nascimento de Verônica...  A cesariana foi complicada, de risco, mas eu saí viva da cirurgia, porém não me deixaram descer para amamentar, só no dia seguinte, e esse seria tarde, porque durante à noite a covardia foi concretizada, e quando acordei minha filha estava morta... A dor? Algo indiscritível... Demorei horas para assimilar... E a saída da maternidade com os braços vazios... E passei um ano me culpando pela ausência da Verônica, por uma infinidade de "se"... Se eu tivesse pedido demissão do meu trabalho; se eu tivesse me separado do meu marido; se eu tivesse voltado para o Rio; se eu tivesse aceitado trabalhar onde "eles" queriam; se eu tivesse feito o que "eles" queriam...  E a infinidade de "se" me torturam durante muito tempo, até eu racionalizar, e perceber que era exatamente isso que "eles" queriam - Desestabilizar-me  emocionalmente, até o  ponto em que eu cometesse o suicídio... Técnicas e recursos para isso, é o que "eles" tinham de sobra... E com "eles" toda uma corja de gente comprável para efetivarem o objetivo final, mas eu não sei como, ainda vivo, e lúcida...

Comentário de Mônica Prado Torres em 1 setembro 2012 às 19:18

Amanhã há 11 anos atrás eu estava dando a luz à Verônica... O nome nasceu da trilogia  "A Dupla Vida de Verônica", meu filme de cabeceira... Demorei 35 anos para o meu corpo aceitar a gravidez, e creio que ele tenha escolhido o pai... Tudo estaria perfeito, se não fosse a perseguição a qual eu estava submetida, pelo Governo Federal.  Apesar de todas as "indiretas" e ameaças, eu nunca achei que poderia perder minha filha, e não dei aos burburinhos...  Apesar de ter ficado durante 48h em trabalho de parto, e de ter entrado na cesariana com hemorragia, mãe e filha sobreviveram... Porém, no dia seguinte,  deram-me a notícia de que Verônica havia falecido no berçario, por insuficiência respiratória... Apesar da desconfiança, eu tentei acreditar na fatalidade, até o dia em que eu descobri que haviam ligado as minhas trompas, sem o meu consentimento... Era apenas mais um golpe da perseguição, a qual me submeteram, com a intensão de isolar-me socialmente... Sinceramente, eu não consigo entender como alguém consegue planejar tamanha crueldade... Eu nunca tive a intenção de denunciar ou entregar alguém, eu só queria ira embora para bem longe daquele antro, mais nada... E o pior é que são essas aberrações que continuam a governar e manipular as informações... Quanta crueldade, maldade, doença...

Comentário de Wladimir Gomide em 7 agosto 2012 às 20:08

Francamente,  cara Mônica, não sei responder a primeira parte da pergunta. 

Quanto à segunda  - embora nunca tenha me debruçado sobre o assunto -  chegou-me ao conhecimento casos de crianças que se emocionavam profundamente sempre que ouviam determinada música; exatamente aquelas que suas mães ouviam durante a gravidez. 

Talvez isso corresponda a uma "memória afetiva" registrada pela audição.

Contudo, insisto, não possuo bagagem para tecer considerações sobre o tema, aliás interessantíssimo. 

Comentário de Ivy Gomide em 1 agosto 2012 às 22:19

Não   meligo  em  outras  vidas. To  ligada  nesta  portanto  uso-a  intensamente. Hoje fui  ao médico  que no papo  virou  pra mim  e  disse: Vc   é  uma  mulher  feliz!!

Ah  é  verdade eu  vivo   intensamente   meus  momentos  de  felicidade  no aqui, agora, daqui a  pouco  e depois...rs

Ainda  saboreio  todas as histórias que  ouvi  durante  anos sobre  a Bulgária  e  o  cheiro  das  rosas  juntamente  com  os  ícones de  Nevsky   e  Rila. Fui até   lá   conhecê-los   pessoalmente. Eles  são a   continuação    da  memória  fotográfica,  entretanto    muito   mais belos  ao  olhar. Hoje  fazem  parte  de  meu ppio  olhar. Incorporei-os  à minha  maneira de  ver,  pto são  meus.  Os palácios, o barulho dos  rios, as águas rolando, o brilho  das águas   a generosidade  e  o amor à terra. Isto  eu   encontrei  pessoalmente  no  bulgaros.  No  inicio  de 2013  retorno  ao  mundo  de histórias,  lendas  e  castelos, passarei  por  lugares que  já estive e pretendo acrescentar  ao  novelo de histórias  novos  fragmentos   que  possivelm/  foram  despercebidos. Conhecerei   outras cidades, nesta medida   minhas memórias  abrigarão  mais  e  mais  instantes  de plenitude. 

Comentário de Mônica Prado Torres em 1 agosto 2012 às 21:35

Ë possível sentir saudade da mãe que gerou, mas que não se conheceu?  Qual o vínculo criado durante os nove meses de gestação?  Poderia-se chamá-la de "memória afetiva"?  Quais os sentidos que gerariam a memória durante a gestação? É apenas curiosidade...

Comentário de Ivy Gomide em 12 abril 2012 às 10:10

Memória  é um  novelo  tão extenso porque  afinal   nossas memórias  criam-se  de pequenos retalhos. Conforme  o  tempo  vai  passando   construímos  nossa colcha  cada   vez  mais carregada  de lembranças  e momentos.

Os  felizes,   guardamos  em potes de porcelana  desenhados à mão.

Falemos  apenas destes  por  terem  sabor  de fruta  catada no pé.

Lembro-me  como se fosse  hoje a   primeira vez  que  fui a Serra nevada, não tinha   neve porque  afinal   de contas, esta  serra  fica no Rio  de Janeiro, ainda creio  que fui no verão,   nesta  época  meu   filho  tinha  somente  4 meses  e   estranhou tanto que  passou  um dia chorando, resolvemos trazê-lo  de volta e  voltamos à Serra.

Nesta   dia  o calor   na   serra  que não era nevada  era forte   porque o  sol  estava a  pino.

O  cheiro   do   mato, a paisagem  bucólica,  o barulhinho  da água   correndo  atrás do rio   que  ia mundo  afora, as cachoeiras   límpidas  e aquela  intensa sensação  de liberdade  nos   proporcionou  uma vivência  única ( todos os   bons momentos  são sempre únicos).

Mergulhamos,  comemos  bolinhos   do alemão e a noite depois  que  o sol se foi e a temperatura baixou 10º, pudemos  acender a lareira, conversar e dormir  com  a música trazida  pela água,  acordamos  com  o  som  dos passarinhos cantando.

Estivemos  na Serra  por   muitos anos, o pequerrucho  de 4 meses cresceu e  hoje  nos  seus 30 anos  também  sente  saudades. A Serra nevada  é um pedaço de nossas vidas, é uma   paisagem  viva e nós a guardamos no baú de nossa memória.

Comentário de Rúbia Carla Martins Rodrigues em 11 abril 2012 às 22:51

A saudade no tempo da memória

No dicionário a palavra saudade significa, “sentimento nostálgico e suave ligado à memória de alguém ou algo ausente”. Segundo Júnior (2006, p. 117), “a saudade é constatação de ausência e morte, bem como esperança de presença e ressurreição. Experimento de tristeza e alegria, aflição e apaziguamento, fala de nossa condição de seres mortais, de seres finitos, de seres para o tempo (...). Por sermos seres de memória, por lembrarmos, mantemos com o tempo uma relação particular”. Neste sentido a memória é vida, sempre carregada por grupos vivos e neste contexto, ela está em permanente evolução, aberta à dialética da lembrança e do esquecimento.

Segundo Pierre Nora (1981, p. 56), “a memória se enraíza no contexto, no espaço, no gesto, na imagem, no objeto, sendo assim, ela é um absoluto”. E ao resgatarmos de nossa memória seja ela individual ou coletiva determinados fatos, nos vem a saudade. Fatos estes que são narrativas do passado que presentificam uma ausência, reconfigurando uma temporalidade escoada. São representações que dão a ver um acontecido que, a rigor, não é mais verificável ou sujeito à repetição. Mas o tempo passado, esse tempo que foi vivido e que temos saudade, não é irrecuperável.

 
 
 

LINKS PATROCINADOS

Conteúdo da Semana

O historiador Fábio Koifman (UFRRJ) conta ao Café História como transformou mais de sete mil documentos em uma pesquisa histórica bem sucedida e conversa sobre outros assuntos, como a sua relação com os arquivos no Brasil

Links Patrocinados

Cine História

Somos tão jovens

Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.

Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

Enquete História

Você acredita que João Goulart foi assassinado por agentes da ditadura militar?

Sim
Não
Talvez


Resultado Parcial
Comentar esta Enquete
Recomendar esta Enquete

Em nossa enquete anterior, perguntamos: de 0 a 5, que nota você daria para a edição da ANPU regional (2012)? 638 pessoas votaram na enquete. O resultado foi o seguinte: 0 (27,90%), 5 (22,24%), 3 (16,14%), 4 (15,05%), 2 (7,99%) e 1 (7,68%).

Parceiros


NOSSOS OUTROS PROJETOS

Política de Privacidade

Para ler nossa "Política de Privacidade", clique aqui.

© 2013   Criado por Bruno Leal.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

body, .xg_reset .xg_module_body { line-height: 1.3; }