A Comissão da Verdade e o Estudo da História

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A Comissão da Verdade e o Estudo da História

A Comissão da Verdade criada por Dilma Rousseff e as demais comissões da verdade que estão pipocando pelo Brasil prometem jogar luz sobre os crimes cometidos contra os direitos humanos no período que vai de 1964 até 1982. 

A questão é: as comissões da verdade conseguirão produzir um trabalho eficiente, sobre o aspecto histórico, que permita aos historiadores avançar no estudo do tema ou servirão apenas para oficializar a cortina de fumaça criada pelos militares e por outros setores da sociedade para acobertar os crimes de estado cometidos durante o período?

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Comentário de Henrique Ravelly Rodrigues Santa em 10 maio 2013 às 20:02

Ola, corrijam-me se eu estiver errado. 

se não me engano os Luiz Carlos Prestes mando varis cartas para a sua segunda mulher e seus filhos, nestas cartas ele relatava varios acontecidos, inclusive nomes de militares torturadores anexados com documentos que comprovavam as torturas. Sabem se a comissão da "verdade" requiriu estes documentos?

Comentário de João Roberto Laque em 18 abril 2013 às 23:06

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AMIGO DO CAFÉ HISTÓRIA.

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Comentário de João Roberto Laque em 12 abril 2013 às 9:53

OLA!

EX-GUERRILHEIRO PEDRO LOBO DE OLIVEIRA DEPÕE NA COMISSÃO DA VERDADE E ASSUME VÁRIAS MORTES DURANTE OS ANOS DE CHUMBO.

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http://www.youtube.com/watch?v=1_HB4GzIpII

Comentário de Brancaleone em 5 fevereiro 2013 às 20:42

A UNE vai fazer parte da  comissão(ção) da verdade?

Putz!!!

Será que eles vão contar a verdade  sobre as verbas que recebem e torram sem comprovação??

Seria um bom exemplo da parte deles...

Comentário de Brancaleone em 26 outubro 2012 às 21:14

Como não estava dando certo?

Prezado João Roberto.

Voce diz que

""A União Soviética era uma das duas grandes potências econômicas mundiais e até disputava a conquista do espaço com os norte-americanos. E Cuba acabara de sair duma revolução vitoriosa que encantara as esquerdas pelo mundo enquanto a China se consolidava como país socialista.""

Convenhamos que a União Soviética só existia graças a presença das tropas do Pacto de Varsóvia nos países satélites, onde até onde meu lembro não existia eleições nem para síndico de condomínio e o Muro estava lá, para quem quisesse ver mas jamais atravessar...

Cuba teve uma revolução sim. O "Puteiro Cubano" em que fora transformada por Fulgêncio, após a revolução passou a ser colônbia de férias para soviéticos bem sucedidos.

A pobre China estava num miserê só. A Revolução Cultural estava trucidando o pouco que conseguira sobreviver aos primeiros anos do Maoismo.

 

Claro que do lado ocidental o imperialismo e o capitalismo aprontavam das suas e por aqui tínhamos miséria, guerras, colonialismo etc etc etc - afinal não existe essa de "ideologia boa" - Mas  concordemos que os exemplos de "comunismo" eram no mínimo preocupantes aos mais esclarecidos e é até desculpável que  a maioria dos brasileiros não quisessem embarcar nessa furada...

Comentário de João Roberto Laque em 16 junho 2012 às 0:08

Brancaleone:

A morte do tenente era imprescindível à sobrevivência do grupo de guerrilheiros que estava acuado no Vale do Ribeira. E não houve tortura nem assassinato no caso de Zabeth.

Quanto a reação ao regime implantado em 1964, ela se deu de forma fragmentada, fruto, basicamente, da ação isolada ou em conjunto das várias correntes de esquerda que foram se desprendendo do Partido Comunista Brasileiro a partir de 1966. Assim, neste primeiro momento não seria possível ter-se um líder único ou a coordenação centralizada que você vislumbrou.

Você diz ainda que (...) se baseava num sistema ideológico que não estava dando certo em nenhum lugar do mundo.

Como não estava dando certo?

A União Soviética era uma das duas grandes potências econômicas mundiais e até disputava a conquista do espaço com os norte-americanos. E Cuba acabara de sair duma revolução vitoriosa que encantara as esquerdas pelo mundo enquanto a China se consolidava como país socialista. 

Pelas barbas de Netuno: 

(...)"torturas, assassinatos, ocultações de cadáveres e tantos outros crimes praticados pelos miliares (...) são consequências aceitáveis"  da ação e reação.

Que ação das esquerdas houve em 64 para justificar o espancamento em praça pública de Gregório Bezerra?

E o assassinato sob tortura de Astrogildo Paschoal Viana, Bernardino Saraiva, José de Souza (cujo corpo foi atirado pela janela do 3º andar do prédio da Polícia Central da Guanabara), Carlos Schirmer (de 68 anos), Manuel Alves de Oliveira e mais uma penca de outros presos políticos mortos neste primeiro momento da "Gloriosa".   

Tudo isso em 64. Sendo que a reação armada ao regime só começará a ganhar corpo no finalzinho de 1967.

"A direita tinha o direito de se proteger de uma eventual vitória popular", diz você. Não entendi! A direita dá o golpe sem ter que disparar um tiro, mas, na sequência, sai caçando e matando esquerdistas na porrada pra se proteger.  Se proteger de quê, cara pálida? 

E se a (eventual) vitória fosse mesmo popular, como diz você, ótimo. Todo poder ao povo!

Comentário de João Roberto Laque em 15 junho 2012 às 23:06

O que é preciso fazer para criar um fórum aqui?

Comentário de Bruno Leal em 15 junho 2012 às 10:12

E, então...vamos criar o nosso primeiro fórum?

Comentário de Brancaleone em 13 junho 2012 às 21:57

'A morte do Tenente Mendes Júnior e de Elisabeth Mazza Nunes, como você pode ver lendo Pedro e os Lobos - os Anos de Chumbo na trajetória de um guerrilheiro urbano foram raríssimas exceções.'

 

Me lembro dum Juiz de Nuremberg ao condenar um nazi - "No momento em que voce, (o nazi) matou a primeira criança judia, cometeu um crime contra toda a humanidade" ou seja "raríssimas exceções" de duas pessoas ou 20 pessoas tornam ambos os lados igualmente criminosos.

A esquerda brasileira que enveredou para a "luta armada" estava entregue a própria sorte e incompetencia e principalmente, preocuparam-se mais em formar "dissidencias" sem conseguirem constituir um líder, uma figura central que pelo menos moralmente os coordenassem.

Notório que é direito de um povo lutar para repor a democracia mas convenhamos que o conceito de democracia da esquerda da época era digamos, um tanto quanto deturpado já que se baseava num sistema ideológico que não estava dando certo em nenhum lugar do mundo.

Quanto a torturas, assassinatos, ocultações de cadáveres e tantos outros crimes praticados pelos miliares e POR CONIVENCIA DE BOA PARTE DA SOCIEDADE,  são apenas "consequências aceitáveis"  da ação e reação.

Deve-se ainda considerar que tanto quanto a esquerda, a direita tambem tinha o direito de proteger-se já que, numa eventual vitória "popular", perderia muito senão tudo ou seja, era cada um cuidando do seu pirão...

Comentário de João Roberto Laque em 3 junho 2012 às 18:09

Brancaleone,

                 pra começar, os militantes de esquerda que foram às armas no Brasil, nos anos 1960/70, estavam reagindo à deposição, à bala, de um presidente eleito democraticamente.

             A reação a golpes de estado que derrubem regimes democráticos para implantarem ditaduras não é uma coisa "fofinha, lindaaaaa", como você coloca. É a obrigação dum povo que se preze. 

        E os "desatinos da esquerda", como você classifica as ações desta resistência, não envolveram crimes de lesa-humanidade como tortura e ocultação de cadáveres.

         A morte do Tenente Mendes Júnior e de Elisabeth Mazza Nunes, como você pode ver lendo Pedro e os Lobos - os Anos de Chumbo na trajetória de um guerrilheiro urbano foram raríssimas exceções.  

 

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