13.12.68. Decretado o AI-5. Eis o Boletim Metereológico do JB em letras miúdas: Tempo negro. Temperatura sufocante. O ar está irrespirável. O país está sendo varrido por fortes ventos. Máx.: 38º em Brasília. Mín.: 5º, nas Laranjeiras.
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Existe um paralelismo histórico entre a "Primavera dos Povos" (1848) e a "Primavera de Praga" (1968).
Como bem assinalou um sobrevivente destes tempos, "O ano de 1968 rasgou facilmente todas as coisas que eram consideradas como sólidas no ambiente social da época. E ainda está para ser explicado em sua totalidade".
Seu comentário merece uma reflexão. Acrescente-se a ele, tudo que não foi dito: fatos, detalhes e acontecimentos da década mais instigante do século XX. Seja do ponto de vista individual - a Contracultura - ou coletivo, no plano ideológico, bagunçou o coreto do mundo.
Conclamo todos aqueles que viveram e aqueles que não viveram esta Época a soltar a voz, temperar e colorir um dos momentos mais criativos da História. Pagar tributo àquela geração, que tanto amou a Revolução.
Outra sobrevivente, em belíssimo texto, enfatizou: "nunca mais fomos os mesmos".
Apesar do brilhantismo de seu comentário, destaque para "todos se lançaram à experiência de viver, sepultando o fingimento de vida", discordo de algumas conclusões.
Os anos 60 acabaram. O "ancien regime" permanece de pé. O conformismo e a hipocrisia continuam a nos acompanhar com fôlego redobrado.
Evidentemente, tudo que ela afirmou está correto dentro do contexto dos anos 60. Solo que, para azar nosso, a realidade atual é o avesso do avesso daqueles tempos magníficos.
Animem-se!
Como acentuou Edmundo Moniz in "O Espírito das Épocas", "no ventre da velha sociedade existe outra prestes a nascer, embora o parto seja penoso e demorado".
Iniciado por Bruno Leal. Última resposta de Semíramis libonati 21 Ago, 2012. 2 Respostas 1 Curtiu isto
Iniciado por Victor Creti Bruzadelli. Última resposta de Bruno Leal 22 Jan, 2012. 1 Resposta 1 Curtiu isto
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Comentário de Antonio Luiz Souza de Oliveira em 17 abril 2012 às 23:29 Desde o início, o movimento assumiu uma clara perspectiva revolucionária, com a unificação das lutas dos estudantes e da classe operária em manifestações que exigiam a derrubada do governo De Gaulle e questionavam os valores e a moral da sociedade burguesa. A consciência revolucionária, expressa nas manifestações da juventude francesa em 68, refletia uma etapa de crescimento de uma onda revolucionário mundial, marcada pela vitória da Revolução Cubana em 1959, as greves operárias que sacudiam toda a Europa, os movimentos nacionalistas de descolonização da África e a bem sucedida Ofensiva TET dos norte-vietnamitas, prenúncio da derrota e expulsão do exército ianque do Vietnã.
Comentário de Bruno Leal em 6 junho 2011 às 10:07
Comentário de Vinicius Alves Cardoso em 18 maio 2011 às 14:25 XI Semana de História da UFPI
Universidade Federal do Piauí - UFPI
"“Ano de 1968: abraça o teu amor sem largar as tuas armas”
Comentário de Jacqueline Ventapane em 12 maio 2008 às 9:33
Comentário de Denis Guedes Jogas Junior em 25 abril 2008 às 12:02
Comentário de Jacqueline Ventapane em 23 abril 2008 às 21:27 Bem-vindo (a) ao
Cafe Historia
A Memória que me contam - 2013
Entrou em cartaz o novo filme da diretora brasileira, Lúcia Murat, o drama "A Memória que me contam".
A ex-guerrilhera Ana (Simone Spoladore), ícone do movimento de esquerda, é o último elo entre um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Com a iminente morte da amiga, eles se reencontram na sala de espera de um hospital. Entre eles está Irene (Irene Ravache), uma diretora de cinema que sente-se perdida diante da iminente morte da amiga e que precisa ainda lidar com a inesperada prisão de Paolo (Franco Nero), seu marido, acusado de ter matado duas pessoas em um atentado terrorista ocorrido décadas atrás na Itália.
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