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1968 - O Maio Francês

13.12.68. Decretado o AI-5. Eis o Boletim Metereológico do JB em letras miúdas: Tempo negro. Temperatura sufocante. O ar está irrespirável. O país está sendo varrido por fortes ventos. Máx.: 38º em Brasília. Mín.: 5º, nas Laranjeiras.

Local: Rio de Janeiro
Membros: 147
Última atividade: 31 Out, 2015

Da primavera dos Povos (1848) à Primavera de Praga (1968)

 Existe um paralelismo histórico entre a "Primavera dos Povos" (1848) e a "Primavera de Praga" (1968).
Como bem assinalou um sobrevivente destes tempos, "O ano de 1968 rasgou facilmente todas as coisas que eram consideradas como sólidas no ambiente social da época. E ainda está para ser explicado em sua totalidade".
Seu comentário merece uma reflexão. Acrescente-se a ele, tudo que não foi dito: fatos, detalhes e acontecimentos da década mais instigante do século XX. Seja do ponto de vista individual - a Contracultura - ou coletivo, no plano ideológico, bagunçou o coreto do mundo.
Conclamo todos aqueles que viveram e aqueles que não viveram esta Época a soltar a voz, temperar e colorir um dos momentos mais criativos da História. Pagar tributo àquela geração, que tanto amou a Revolução.
Outra sobrevivente, em belíssimo texto, enfatizou: "nunca mais fomos os mesmos".
Apesar do brilhantismo de seu comentário, destaque para "todos se lançaram à experiência de viver, sepultando o fingimento de vida", discordo de algumas conclusões.
Os anos 60 acabaram. O "ancien regime" permanece de pé. O conformismo e a hipocrisia continuam a nos acompanhar com fôlego redobrado.
Evidentemente, tudo que ela afirmou está correto dentro do contexto dos anos 60. Solo que, para azar nosso, a realidade atual é o avesso do avesso daqueles tempos magníficos.
Animem-se!
Como acentuou Edmundo Moniz in "O Espírito das Épocas", "no ventre da velha sociedade existe outra prestes a nascer, embora o parto seja penoso e demorado".

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Revista Khrônidas

Iniciado por Victor Creti Bruzadelli. Última resposta de Bruno Leal 22 Jan, 2012. 1 Resposta

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Comentário de Lúcio Emílio do Espírito Santo em 14 junho 2014 às 9:09

Uma pesquisa comentada em Cartas ao Mundo, do Glauber, registrou que 3 filmes inspiraram o maio: Terra em Transe, A Chinesa e Antes da Revolução.

Comentário de Antonio Luiz Souza de Oliveira em 17 abril 2012 às 23:29

Desde o início, o movimento assumiu uma clara perspectiva revolucionária, com a unificação das lutas dos estudantes e da classe operária em manifestações que exigiam a derrubada do governo De Gaulle e questionavam os valores e a moral da sociedade burguesa.  A consciência revolucionária, expressa nas manifestações da juventude francesa em 68, refletia uma etapa de crescimento de uma onda revolucionário mundial, marcada pela vitória da Revolução Cubana em 1959, as greves operárias que sacudiam toda a Europa, os movimentos nacionalistas de descolonização da África  e a bem sucedida Ofensiva TET dos norte-vietnamitas, prenúncio da derrota e expulsão do exército ianque do Vietnã.

Comentário de Bruno Leal em 6 junho 2011 às 10:07
Wladimir, acho que o tamanho do texto acima está escondendo os fóruns do grupo. Seria uma boa diminuí-lo. O que acha? Abração!
Comentário de Vinicius Alves Cardoso em 18 maio 2011 às 14:25

XI Semana de História da UFPI

Universidade Federal do Piauí - UFPI

"“Ano de 1968: abraça o teu amor sem largar as tuas armas”


A Universidade Federal do Piauí – UFPI, através do Centro Acadêmico de História, apresenta a todos a quem possa interessar a XI Semana de História: “Ano de 1968: abraça o teu amor sem largar as tuas armas” que se realizará em Teresina no período de 08 a 12 de Agosto de 2011, no espaço físico da já referida instituição.

É intenção do Centro Acadêmico, como meio organizador do evento, buscar uma interatividade que possa abranger olhares de pesquisadores que têm maior atuação na área enfatizada, tentando agregar outros vieses discursivos à proposta de observação do devido tempo histórico ao qual se propõe tratar, dentro do evento. 
Este evento visa criar espaços de discussões a respeito dos principais acontecimentos históricos que atravessaram ano de 1968 e que perduram até os dias de hoje. Com o objetivo e finalidade de promover novas e fazer ressurgir antigas reflexões a respeito da política, cultura, arte, comportamento, revolta e contra-revolta, relacionada com a temática geral deste ano, temática esta, que marca profundamente as ações e vivências do homem contemporâneo.


Data: de 08 de Agosto a 12 de Agosto de 2011
Local: Universidade Federal do Piauí – UFPI / Auditório Noé Mendes - CCHL
Realização: Centro Acadêmico de História - Gestão: “Desafi[n]ando a História.”
Comentário de Luiz Pedro Bispo Rosário em 26 fevereiro 2009 às 14:44
O meu contato com 68 no Brasil se deu através do livro de Zunir Ventura
1968 abalou o mundo: Primavera de praga, jovens franceses indo as ruas em protestos, o mundo inteiro passou por uma transformação que raramente voltaremos a ver.
Comentário de Jacqueline Ventapane em 12 maio 2008 às 9:33
Recebi um e-mail falando do lançamento do número especial da revista Margem Esquerda n. 11 ensaios marxistas, sobre os movimentos de 1968. Achei que se interessariam. Um abraço, Jacqueline



1968 foi um ano extraordinário. Espalharam-se pelo mundo protestos contra a Guerra do Vietnã. Estudantes franceses organizaram-se e exigiram mudanças sociais radicais. O povo, em luta, tomou as ruas da Checoslováquia, do México e dos Estados Unidos. Foi um ano de ressurgimento das mobilizações de massa e da esperança, ano de efervescência intelectual, em que pensamento e ativismo não se dissociavam. A cena cultural tremeu, com uma verdadeira revolução: Beatles, Rolling Stones, Sartre, Joan Baez, Bob Dylan, Chico Buarque, Vianinha e tantos outros.
Quarenta anos depois, Margem Esquerda dedica um dossiê – “1968, o ano que (quase) mudou o mundo” – à análise do impacto e do legado dessa década marcada pela resistência vitoriosa dos vietnamitas, dirigidos por Ho Chi Minh, pela consolidação triunfante da Revolução Cubana, de Fidel e do Che, pela vitoriosa revolução argelina de Ben Bella, pela passeata dos 100 mil no Rio de Janeiro e pelo “verão quente” dos trabalhadores italianos, entre outros movimentos.
Para lembrar e reivindicar os revolucionários dias dos anos 1960, reunimos – com a colaboração de Daniel Aarão Reis – autores de diferentes visões, idades e países. Alguns militaram nessa década, fizeram parte da geração que procurou aprender com os trabalhadores o significado de sua luta. Uma geração que não esconde seu passado – ao contrário, orgulha-se dele –, que mantém ainda hoje a utopia da justiça social, e continua sendo realista e pedindo o impossível.

Tariq Ali, de quem a Boitempo publica o livro O poder das barricadas: uma autobiografia dos anos 60, faz um balanço do que ocorreu nessa década de lutas, alertando para a triste evolução de alguns dos militantes de 1968, “hoje à frente de grandes corporações”.

O “assalto ao céu” de quarenta anos atrás é revisto por Emir Sader, que busca o sentido e o legado das mobilizações para a esquerda de hoje: “O anticapitalismo e o antiimperialismo continuam a ser o nosso norte, o norte humanista no mundo do século XXI”. Michael Löwy associa o romantismo revolucionário aos movimentos de 1968, citando autores que mudaram o clima intelectual e político em muitos países.

Em diversos cantos do mundo, 1968 será lembrado não apenas pelas manifestações estudantis, mas também pela intensa efervescência cultural e pelas muitas greves e mobilizações operárias. Em nosso país não foi diferente: Marco Aurélio Santana analisa a experiência brasileira, do ponto de vista da ação operária; Marcelo Ridenti e Ricardo Antunes apresentam o significado desse ano em que o movimento estudantil atingiu seu ponto mais alto e se misturou à luta operária que ressurgia após o golpe militar de 1964.

1968 aparece também nas imagens de Antonio Manuel (editadas por Luiz Renato Martins) e na seção Documentos. O massacre de Tlatelolco é o tema da escritora mexicana Elena Poniatowska (Tiníssima, Era, 1993), em emocionante texto lido na inauguração do Memorial de 68, no Centro Cultural Universitário Tlatelolco (Unam), no qual ela lembra que “denunciar os culpados é a única maneira de evitar que a história seja escrita somente pelos poderosos”.

Nessa mesma seção, Margem Esquerda traz uma conferência da dra. Nise da Silveira, psiquiatra e criadora do Museu de Imagens do Inconsciente, publicada na revista Movimento, em 1935, em que ela aborda questões filosóficas e sociais. Esse achado histórico da maior importância chegou a Margem Esquerda – após uma indicação generosa da livreira Milena Duchiade – pelas mãos da artista plástica Martha Pires Ferreira, amiga, colaboradora e estudiosa de Nise desde 1968 até sua morte, em 30 de outubro de 1999.

A entrevistada deste número é a economista Maria da Conceição Tavares. Nascida em Portugal, filiada ao Partido dos Trabalhadores, ela recebeu Carlos Eduardo Martins, Rodrigo Castelo e Virgínia Fontes para tratar de assuntos que vão do limite da queda do dólar no padrão flexível à influência de Marx em seu pensamento. Ela critica, entre outras coisas, a teoria da superexploração, de Ruy Mauro Marini – embora afirme respeitá-lo. A economista, célebre por suas opiniões polêmicas, ainda faz agudas considerações sobre o “capitalismo brasileiro”, a China e o risco de uma recessão nos Estados Unidos.

István Mészáros brinda Margem Esquerda com mais um grande texto: “Princípios orientadores da estratégia socialista”. Nele, indica conceitos-chave que devem guiar a construção de uma sociedade sem classes. Para o filósofo húngaro, são princípios que devem ser instrumentos para enriquecer a vida dos indivíduos e garantir a eqüidade entre as pessoas, fundamentando a viabilidade e a sustentabilidade de uma ordem socialista necessária.

De Nicolas Tertulian – que, como Mészáros, é notável estudioso da obra lukacsiana –, publicamos o artigo “O conceito de ideologia na ontologia de Lukács”, traduzido por Juarez Duayer. Trata-se de vigoroso estudo da ideologia na Ontologia do ser social, obra em que o marxista húngaro defende a polêmica tese da oposição entre ciência (o mundo da transcendência) e ideologia (o mundo da imanência).

Duas importantes resenhas retomam os temas da construção do socialismo e da “desconstrução” da ideologia: a de Ruy Braga, professor do Departamento de Sociologia da USP, sobre O desafio e o fardo do tempo histórico, de Mészáros, que identifica na defesa do princípio da igualdade substantiva – empreendida pelo autor – uma importante atualização do projeto socialista; e a de Jorge Grespan, professor de Teoria da História da USP, sobre a principal obra filosófica de Marx e Engels: A ideologia alemã.

Outro marxista célebre analisado neste número é o historiador Caio Prado Júnior, cuja produção filosófica é parte integrante do “seu marxismo”, segundo o professor de História da USP Lincoln Secco. O pensamento de Caio Prado Júnior foi concebido como um projeto de atualização e de formalização da dialética marxiana, parte de sua obra pouco discutida pela historiografia. Seus livros filosóficos, todavia, permanecem importantes fontes para a compreensão de sua produção como historiador.

Chefe do Departamento de Sociologia da Universidade da Califórnia (EUA), Michael Burawoy traça, em “O futuro da sociologia”, um histórico da sociologia pública baseado em três estudos de países. Em “Medellín: a paz dos pacificadores”, resultado de um trabalho de campo realizado entre 2000 e 2007, o historiador Forrest Hylton desconstrói a visão hegemônica de que a Colômbia se tornou um modelo de sistema de segurança para a América Latina.

Fechando a seção Artigos, João Alexandre Peschanski discute, em “A construção do socialismo sem-terra”, os desafios que marcaram a constituição organizacional do MST: da influência de setores progressistas da Igreja à ruptura com a estrutura eclesial, da repressão nos primeiros governos pós-ditadura aos riscos na gestão Lula.

Para homenagear o mais universal de todos os revolucionários, Che Guevara, que em 14 de junho completaria 80 anos, publicamos o poema “Digam ao Che”, do professor de Literatura Brasileira, poeta e tradutor Flávio Aguiar. Três notas de leitura e uma “Carta à Margem”, do jornalista Raimundo Pereira dos Santos, completam este número da revista.


*

Algumas perdas importantes merecem registro: do escritor e dirigente histórico do Partido Comunista chileno, Volodia Teitelboim, em 31 de janeiro, aos 91 anos; do poeta martinicano Aimé Césaire, criador do termo “negritude”, em 17 de abril, aos 94 anos; e do comandante das Farc, Raúl Reyes, assassinado pelo governo colombiano no Equador, em 1o de março, aos 60 anos. Nas palavras de Miguel Urbano Rodrigues, Reyes “entra no panteão dos heróis da América Latina. Como Sucre, como Bolívar, como Artigas ou Che, ele ultrapassa a fronteira da única forma de eternidade possível – dos homens que viveram para servir a humanidade e contribuir para que ela continue”. Aos três dedicamos esta edição.



Ivana Jinkings


SUMÁRIO COMPLETO

Apresentação

Entrevista
Maria da Conceição Tavares
Por Carlos Eduardo Martins, Rodrigo Castelo Branco e Virgínia Fontes

Dossiê: 1968, O ano que (quase) mudou o mundo
Anos de luta
Tariq Ali

O romantismo revolucionário dos movimentos de maio
Michael Löwy

O assalto ao céu
Emir Sader

1968 no Brasil
Ricardo Antunes e Marcelo Ridenti

Caminhando contra o vento: as mobilizações dos operários brasileiros
Marco Aurélio Santana

Artigos
Princípios orientadores da estratégia socialista
István Mészáros

O conceito de ideologia na ontologia de Lukács
Nicolas Tertulian

O futuro da sociologia
Michael Burawoy

Medellín: a paz dos pacificadores
Forrest Hylton

O marxismo de Caio Prado Júnior
Lincoln Secco

A construção do socialismo sem-terra
João Alexandre Peschanski

Documentos
Filosofia e realidade social
Nise da Silveira

Tlatelolco para universitários
Elena Poniatowska

Resenhas
Em defesa da igualdade substantiva
Ruy Braga

A desconstrução da Ideologia
Jorge Grespan

Notas de leitura
Mystery Train
Alexandre de Freitas Barbosa

Pão e rosas
Claudia Mazzei Nogueira

A perda da razão social do trabalho
Paula Marcelino

Carta à Margem
Sobre entrevista de Francisco de Oliveira
Raimundo Pereira dos Santos

Apresentação das imagens de Antonio Manuel
A minha cama é uma folha de jornal
Luiz Renato Martins

Poesia
Digam ao Che
Flávio Aguiar

Ficha técnica
Margem Esquerda n. 11 - ensaios marxistas
Vários autores
160 páginas
ISSN: 1678-7684
R$ 28,00
Comentário de Denis Guedes Jogas Junior em 25 abril 2008 às 12:02
Caros colegas,
Participo do CA de história da UERJ/FFP e na terceira semana de maio estaremos organizando um evento sobre a decada de 60, nao restringindo somente ao maio de 68, porem mais focado nele.
Estou a procura de pesquisadores que queiram expor seus trabalhos/ pesquisas.
Temos transportes. Se interessar alguem e para maiores informações, favor me contatar pela pagina aqui do café ou por e-mail denis_uerj@hotmail.com
conto com a colaboração de todos.
Desde já obrigado
Comentário de Jacqueline Ventapane em 23 abril 2008 às 21:27
Talvez se interessem:

O CPDOC convida para a palestra que será proferida (em francês) pelo professor Philippe Artières, pesquisador do Laboratoire d'Anthropologie et d'Histoire de l'Institution de la Culture, do CNRS, na França.

Artières lançou dois livros sobre os eventos de maio de 1968: 68, années politiques e 68, une histoire collective (1962-1981), co-dirigido com Michelle Zancarini-Fournel.

Palestra L'inconnu de la Sorbonne: histoire(s) et historiens de 1968
Dia 30 de abril, quarta-feira, às 15:30hs
Local: Auditório 1013 - 10º andar da FGV na Praia de Botafogo, 190
A entrada é franca, não sendo necessária inscrição.
Apoio do Consulado Geral da França no Rio de Janeiro
 
 
 

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