A última semana de março foi uma das mais tensas e movimentadas dos últimos anos no que se refere ao "aniversário" do golpe civil-militar de 1964. Em 2012, os protestos foram diferentes dos demais no que diz respeito a sua natureza. Grupos de jovens protestaram em frente a casa de supostos torturadores, atos conhecidos como "escrachos".
Permalink Responder até Bruno Leal em 14 abril 2012 at 11:02
Aparecida, fiquei curioso: que forma de manipulação você acredita estar acontecendo?
Permalink Responder até Emannuel Reichert em 2 abril 2012 at 13:42
Num país tão apático, qualquer manifestação pública é positiva até prova em contrário.
E os escrachos estão acontecendo pela falta de interesse político em tomar qualquer medida legal contra os torturadores. Na falta da justiça formal, abre-se o espaço para os charivaris, deboches que expressam a opinião pública, bem no estilo da Europa moderna.
Permalink Responder até Carlos Theobaldo em 2 abril 2012 at 19:53
Em um país que se afirma democracia (não existe democracia “perfeita”), mas não institui o voto facultativo, onde o clube militar do rio de Janeiro comemora o golpe que nos levou a ditadura, protestos são formas normais de externar opiniões.
Muitos jovens podem não ter vivido os “anos de chumbo”, mas os pais e esta grande
memória da humanidade que é a internet estão aí para que eles compreendam o que se passou...
Permalink Responder até Mateus Goethel Cesimbra em 2 abril 2012 at 20:23
Permalink Responder até Carlos Theobaldo em 2 abril 2012 at 21:00
Concordo plenamente. Como a justiça não funciona de fato, ao menos a memória permanece. Não podemos esquecer este triste passado recente, senão outros "aventureiros" poderão surgir, mais fortes até.
Permalink Responder até Brancaleone em 2 abril 2012 at 23:44
O gente sem ter o que fazer!!!
Ficam aporrinhando tortudores aposentados e enquanto isso, nossos políticos continuam torturando diariamente a população, roubando bilhões que deveriam estar melhorando a vida dos cidadãos e até mesmo gerando empregos para que estes desocupados tivessem o que fazer.
Alem de que, alguns dos que se dizem torturados hoje ocupam cargos muito bem remunerados no atual governo, fora os que fizeram da luta contra a ditadura um bom investimento e recebem hoje a tal "bolsa ditadura".
Sem falar é claro que alguns querem mesmo é uns minutinhos de fama, aparecerem no "Jornar Nacionar".
Se este pessoalzinho quer fazer alguma coisa de útil, que tentem mudar o futuro, não o passado.
Permalink Responder até Emannuel Reichert em 3 abril 2012 at 0:17
Brancaleone,
Você coloca um dilema que não existe. Ficar aporrinhando torturadores aposentados não impede ninguém de em outros momentos aporrinhar os políticos que tanto nos aporrinham. Nós podemos nos envolver em várias atividades (ou nenhuma) - pessoas não são como o Windows 3.1 que só rodava um programa por vez.
Que os políticos são um problema sério, que em todo lugar existem desocupados atrás de fama, e que algumas pessoas aproveitam a aura de "inimigos da ditadura", nada disso muda o fato de que denunciar torturadores é uma coisa positiva de se fazer, mesmo que isso por si só não dê grandes resultados.
Permalink Responder até Brancaleone em 3 abril 2012 at 7:35
Ok.
Admitindo que os torturadores venham a ser excluídos da anistia e sejam julgados e condenados é então muito justo que TODOS aqueles que de alguma maneira causaram danos ou prejuízos à sociedade por conta de seus atos de "guerrilha" contra o regime militar TAMBEM sejam julgados. Afinal, não é correto que eles sejam considerados os "mocinhos" apenas e tão sómente por que se diziam de "esquerda".
Claro que a SOCIEDADE pós 64 cometeu exageros e muitos incocentes acabaram por pagar o pato e estes casos sim merecem revisão.
Não defendo torturador. Anistia não é amnésia mas ficar escrafunchando só os podres do outros é casuismo e oportunismo. Os "românticos rebeldes" não eram assim tããããããõ bonzinhos,fofinhos e honestos. ( vejam só o Zé Dirceu o que que virou...).
Se for assim, posso fazer uns assaltos, uns sequestros, explodir uma bombas e depois alegar que fiz tudo isso em nome de proletariado oprimido ou da"causa socialista" e ´pronto - alem de ser inocentado ainda requeiro uma pensão - ou como aconteceu recentemente, pedir asilo em Copacabana.
Permalink Responder até Carlos Theobaldo em 3 abril 2012 at 12:52
Brancaleone: onde você estava no período Médici? O que fazia?
Permalink Responder até Brancaleone em 13 abril 2012 at 23:05
No governo Médici eu morava na minha cidadezinha.
Na primeira metade do Governo Figueiredo estava no Exército. Na segunda metade participei dos movimentos pela anistia e diretas já - . Não me arrependo de nada do que fiz em nenhuma das situações.
Lamento apenas que os que fizemos no passado por esta ou aquela causa tenha sido deturpado.
Como bem disse Belchior - "Hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consiência (...) está casa, guardada por deus e contando o vil metal" Este trecho da música diz tudo...
Permalink Responder até Emannuel Reichert em 3 abril 2012 at 12:56
Olha, daria para discutir se os rebeldes eram "bonzinhos" ou não até cansar - eles estavam enfrentando um governo de legitimidade questionável, mas muitos sonhavam com um regime cubano tão ruim quanto o militar. No fim das contas, era a população comum que pagava o preço pelos "revolucionários" militares e de esquerda. E que hoje, do PT ao PSDB, os românticos de ontem estão mantendo o sistema com toda a sua corrupção e se beneficiando disso, é inegável.
Sabe, não tenho uma opinião definida sobre punir ou não os torturadores. A Comissão da Verdade pode ser positiva no sentido de esclarecer melhor o que aconteceu, nos dar uma ideia das dimensões dos abusos todos. Agora, se adianta mandar alguém para a cadeia 30 anos depois, é outra história.
Quanto a investigar os dois lados, queria que se pesquisasse melhor o que os guerrilheiros fizeram, para fins de conhecimento. A diferença entre eles e os militares no caso é uma - o regime militar já puniu ou matou os guerrilheiros em quem colocou a mão, mas os próprios militares se autoanistiaram no final e escaparam numa boa. Não tem como dizer que não houve um tratamento desigual aí.
Permalink Responder até Carlos Theobaldo em 14 abril 2012 at 12:32
Esta é uma discussão ad infinitum. Os tempos são outros, e em verdade os modelos capitalista e socialista que foram colocados em prática faliram. Há que se repensar...
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Somos tão jovens
Está em cartaz nos cinemas brasileiras o tão aguardado filme sobre Renato Russo e o começo da Legião Urbana. "Somos tão jovens" é dirigido por Antonio Carlos Fontoura.
Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.
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