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Adriana Pereira da Silva

Trabalho dos Negros no período escravista - quais as características?

então estou escrevendo meu tcc sobre o pefil ocupacional do negro no Brasil, e gostaria de receber informações sobre como foi o trabalho dos negros no periodo escravista, como trabalhadores livres, negros no campo e na cidade .... desde ja agradeç...

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Respostas a este tópico

A tragetória de trabalho do negro foi bastante complicada.Há poucos relatos de trabalho livre fora do regime escravista. Não podemos deixar de lembrar que , enquanto predominava o trabalho escravo negro em diversas atividades, existiam outras formas de trabalho.Pois onde será que trabalhavam os brancos e mestiços pobres que não eram escravos? No campo, a minoria era de pequenos agricultores que produziam para o sustento da sua família. Viviam em dificuldades, mas se negavam a se submeter à violência dos grandes fazendeiros escravocratas.Este era o caboclo brasileiro, que por isso foi considerado "preguiçoso" e "Indolente" pelos poderosos.A maioria sem propriedades prestava serviços aos fazendeiros e pecuaristas, como capatazes, ferreiros, vaqueiros, jagunços,carpinteiros, viajantes artesãosetc. Nas cidades e aldeias, eles eram empregados dos comerciantes, dos padres, do governo, artesãos, alfaiates, policiais e principalmente os primeiros trabalhadores assalariados.
As profissões liberais como dentistas, médicos, contadores, professores, entre outras, eram exercidas por uma camada social média/alta urbana, predominantemente branca, com pouquíssimas exceções.

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obigada querida , sua resposta acrecentou e enriqueceu meu projeto, valeu bjuuuuuuuussssss

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O meu trabalho de Graduação foi voltado para o resgate da história do negro escravo na Freguesia Nossa Senhora Mãe dos Homens do Araranguá do século XIX que conforme Spricigo,(2007, p.11) correspondia a “Gigantesca área de terra, que no século XIX compreendia a parte sul do município de Laguna, em maio de 1848 foi elevada a categoria de Freguesia, passando a ser designada Freguesia Mãe dos Homens do Araranguá. Seus limites iam do rio Urussanga, ao norte, ate o ria Mambituba, ao sul, na fronteira com o Rio Grande do Sul. A oeste fazia divisa com a Serra Geral e a leste com o Oceano Atlântico. Não pude deixar de citar em meu trabalho, o perfil ocupacional do Negro e nele fiz algumas citações.

Fernando Henrique Cardoso apud Sprícigo, ao analisar a presença do negro em Florianópolis, afirma:

[...] a mão-de-obra escrava foi utilizada nos vários setores em que se diversificou a atividade econômica da região. Quantitativamente, o setor agrícola da economia foi o que mais absorveu a mão-de-obra escrava. [...] a partir de 1850, ocorrera na Ilha de Santa Catarina um incremento no cultivo de mandioca e cana-de-açúcar. Essas plantações eram feitas por agricultores médios, que utilizavam escravos, até mesmo o agricultor pobre comprava escravos. ( 2007, p. 76)

Por outro lado Cabral Historiador tradicional, coloca que:

O elemento escravo em Santa Catarina não teve, como em outras regiões do país, largo emprego nas fainas agrícola, só muito raramente, aqui neles empregado. As principais fainas a que foram destinados pretendiam-se ao trabalho nas Armações da Baleias e sua pesca e nas do trafego marítimo, sendo numerosos os que, marinheiros, eram empregados pelos seus senhores nas embarcações que existiam na Província. Como empregados domésticos e das casas de negocio de seus senhores, serventes, encarregados da limpeza das casa, lavadores de vidros e de casa, vendedores ambulante, operários de varias classes, como pedreiros, carpinteiros, pintores, etc. As mulheres, na quase totalidade, domésticas, empregando-se na cozinha, como o doceira, engomadeiras, amas, etc. (1987, p,166)

Segundo o historiador Eduard Hallert Carr :

A História consiste num corpo de fatos verificados. Os fatos estão disponíveis para os historiadores nos documentos, nas inscrições, e assim por diante, como os peixes na tábua do peixeiro. Os historiadores devem reuni-los, depois leva-los para casa, cozinha-los, e então servi-los de maneira que o mais atrai. (1996, p.45).

Fica minha pequena contribuição com o perfil ocupacional do Negro em Santa Catarina. Procurei em meu trabalho servir os peixes da História tradicional e da Nova, e assim, permitir que o leitor serva-se com criticidade e inteligencia. Sem estes elementos se constrói uma história parcial, distorcida e promotora de racismo.

Um grande abraço.

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nada facil,pois nem o senso desse país consegue obter dados de todos os quilombos que eles sabem que existem mais não passam nem perto, quanto mais essa parte da historia que a propria raça faz questão de não saber.

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o governo nem sabe o que =é quilombo. quantas pesquisas se faz , e como a historia deste país é obulurcada.l

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Adriana, acho que existem alguns passos que devem ser tomados com cuidado em uma pesquisa como essa. Primeiro, trata-se de um tema amplo demais. Você precisa fazer um recorte temporal e espacial nisso que você denomina como "período escravista". Ajuda muito definir estas coordenadas.

Depois, é preciso problematizar categorias como "escravo" e "negro". Nunca devemos tomar como sinônimos essas duas categorias. Bom, acho que você deve fazer primeiro isso e, aí sim, as "questões-problema" vão ser definidas com mais facilidade.

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o escravo e o negro...o escravo e o indio, ... o escravo e o imigrante...,?

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Boa tarde!!!Estou fazendo o curso de História das Culturas Afro-brasileiros EAD, pela FTC, tenho algum material e referências bibliográficas.

Onde estuda? Para quando é a defesa?

Um Abraço.
Valter Rufino

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depende o que voce quer;

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QUAL É O PERÍODO? QUE REGIÃO DO PAÍS?
TRABALHO AMPLO. CUIDADO PARA NÃO PERDER-SE EM SEU RACIOCÍNIO.
UM ABRAÇO.

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se alguem souber dizer , como os negros foram parar na Colombia?

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olá adriana,

O perfil do trabalhador negro no Brasil, como já sabes, variou muito. Nem de longe corresponde a velha idéia de escravidão homogênea, sem diferenciação alguma. Primeiro se faz necessário lembrar que o tratamento oferecido por senhores e senhoras para o escravo de casa e o de campo não poderia jamais poderia ser o mesmo. Do mesmo modo o modelo de servidão adotado no norte-nordeste igualmente diferira muito daquele do sul-sudeste. isso fica bastante nítido quando se lê casa Grande & Senzala, de Freyre, que se passa essencialmente no Nordeste e o regime patriarcal ali identificado na obra.

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ABRAÇO PARTIDO

Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada.

Ariel sempre estranhou o fato de nem sua mãe nem seu irmão falarem sobre seu pai, que nos anos 70 partiu para lutar na Guerra do Yom Kippur, em Israel, e nunca mais retornou. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.

"El Abrazo Partido", filme argentino de 2004 fez bastante sucesso aqui no Brasil. No fundo, sua trama gira em torno de Ariel, que não consegue aceitar o fato do pai tê-lo abandonado para ir lutar na guerra do Yom-Kippur. Essa rejeição à figura paterna também fica explícita no pouco conhecimento que Ariel tem do judaísmo. Face à crise que se abate sobre a economia de seu país, Ariel decide batalhar pelo passaporte polonês (seus avós eram poloneses) e, dessa forma, ter a possibilidade de entrar na Europa e viver com um seguro-desemprego.

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