Trabalho dos Negros no período escravista - quais as características?

então estou escrevendo meu tcc sobre o pefil ocupacional do negro no Brasil, e gostaria de receber informações sobre como foi o trabalho dos negros no periodo escravista, como trabalhadores livres, negros no campo e na cidade .... desde ja agradeç...

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A tragetória de trabalho do negro foi bastante complicada.Há poucos relatos de trabalho livre fora do regime escravista. Não podemos deixar de lembrar que , enquanto predominava o trabalho escravo negro em diversas atividades, existiam outras formas de trabalho.Pois onde será que trabalhavam os brancos e mestiços pobres que não eram escravos? No campo, a minoria era de pequenos agricultores que produziam para o sustento da sua família. Viviam em dificuldades, mas se negavam a se submeter à violência dos grandes fazendeiros escravocratas.Este era o caboclo brasileiro, que por isso foi considerado "preguiçoso" e "Indolente" pelos poderosos.A maioria sem propriedades prestava serviços aos fazendeiros e pecuaristas, como capatazes, ferreiros, vaqueiros, jagunços,carpinteiros, viajantes artesãosetc. Nas cidades e aldeias, eles eram empregados dos comerciantes, dos padres, do governo, artesãos, alfaiates, policiais e principalmente os primeiros trabalhadores assalariados.
As profissões liberais como dentistas, médicos, contadores, professores, entre outras, eram exercidas por uma camada social média/alta urbana, predominantemente branca, com pouquíssimas exceções.
obigada querida , sua resposta acrecentou e enriqueceu meu projeto, valeu bjuuuuuuuussssss
O meu trabalho de Graduação foi voltado para o resgate da história do negro escravo na Freguesia Nossa Senhora Mãe dos Homens do Araranguá do século XIX que conforme Spricigo,(2007, p.11) correspondia a “Gigantesca área de terra, que no século XIX compreendia a parte sul do município de Laguna, em maio de 1848 foi elevada a categoria de Freguesia, passando a ser designada Freguesia Mãe dos Homens do Araranguá. Seus limites iam do rio Urussanga, ao norte, ate o ria Mambituba, ao sul, na fronteira com o Rio Grande do Sul. A oeste fazia divisa com a Serra Geral e a leste com o Oceano Atlântico. Não pude deixar de citar em meu trabalho, o perfil ocupacional do Negro e nele fiz algumas citações.

Fernando Henrique Cardoso apud Sprícigo, ao analisar a presença do negro em Florianópolis, afirma:

[...] a mão-de-obra escrava foi utilizada nos vários setores em que se diversificou a atividade econômica da região. Quantitativamente, o setor agrícola da economia foi o que mais absorveu a mão-de-obra escrava. [...] a partir de 1850, ocorrera na Ilha de Santa Catarina um incremento no cultivo de mandioca e cana-de-açúcar. Essas plantações eram feitas por agricultores médios, que utilizavam escravos, até mesmo o agricultor pobre comprava escravos. ( 2007, p. 76)

Por outro lado Cabral Historiador tradicional, coloca que:

O elemento escravo em Santa Catarina não teve, como em outras regiões do país, largo emprego nas fainas agrícola, só muito raramente, aqui neles empregado. As principais fainas a que foram destinados pretendiam-se ao trabalho nas Armações da Baleias e sua pesca e nas do trafego marítimo, sendo numerosos os que, marinheiros, eram empregados pelos seus senhores nas embarcações que existiam na Província. Como empregados domésticos e das casas de negocio de seus senhores, serventes, encarregados da limpeza das casa, lavadores de vidros e de casa, vendedores ambulante, operários de varias classes, como pedreiros, carpinteiros, pintores, etc. As mulheres, na quase totalidade, domésticas, empregando-se na cozinha, como o doceira, engomadeiras, amas, etc. (1987, p,166)

Segundo o historiador Eduard Hallert Carr :

A História consiste num corpo de fatos verificados. Os fatos estão disponíveis para os historiadores nos documentos, nas inscrições, e assim por diante, como os peixes na tábua do peixeiro. Os historiadores devem reuni-los, depois leva-los para casa, cozinha-los, e então servi-los de maneira que o mais atrai. (1996, p.45).

Fica minha pequena contribuição com o perfil ocupacional do Negro em Santa Catarina. Procurei em meu trabalho servir os peixes da História tradicional e da Nova, e assim, permitir que o leitor serva-se com criticidade e inteligencia. Sem estes elementos se constrói uma história parcial, distorcida e promotora de racismo.

Um grande abraço.
nada facil,pois nem o senso desse país consegue obter dados de todos os quilombos que eles sabem que existem mais não passam nem perto, quanto mais essa parte da historia que a propria raça faz questão de não saber.
o governo nem sabe o que =é quilombo. quantas pesquisas se faz , e como a historia deste país é obulurcada.l
Adriana, acho que existem alguns passos que devem ser tomados com cuidado em uma pesquisa como essa. Primeiro, trata-se de um tema amplo demais. Você precisa fazer um recorte temporal e espacial nisso que você denomina como "período escravista". Ajuda muito definir estas coordenadas.

Depois, é preciso problematizar categorias como "escravo" e "negro". Nunca devemos tomar como sinônimos essas duas categorias. Bom, acho que você deve fazer primeiro isso e, aí sim, as "questões-problema" vão ser definidas com mais facilidade.
o escravo e o negro...o escravo e o indio, ... o escravo e o imigrante...,?
Boa tarde!!!Estou fazendo o curso de História das Culturas Afro-brasileiros EAD, pela FTC, tenho algum material e referências bibliográficas.

Onde estuda? Para quando é a defesa?

Um Abraço.
Valter Rufino
depende o que voce quer;
QUAL É O PERÍODO? QUE REGIÃO DO PAÍS?
TRABALHO AMPLO. CUIDADO PARA NÃO PERDER-SE EM SEU RACIOCÍNIO.
UM ABRAÇO.
se alguem souber dizer , como os negros foram parar na Colombia?
olá adriana,

O perfil do trabalhador negro no Brasil, como já sabes, variou muito. Nem de longe corresponde a velha idéia de escravidão homogênea, sem diferenciação alguma. Primeiro se faz necessário lembrar que o tratamento oferecido por senhores e senhoras para o escravo de casa e o de campo não poderia jamais poderia ser o mesmo. Do mesmo modo o modelo de servidão adotado no norte-nordeste igualmente diferira muito daquele do sul-sudeste. isso fica bastante nítido quando se lê casa Grande & Senzala, de Freyre, que se passa essencialmente no Nordeste e o regime patriarcal ali identificado na obra.

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