Sistema de Cotas nas Universidades Federais - reparação histórica ou assistencialismo ?

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Do meu ponto de vista esse tal "sistema de cotas" nada mais é do que puro assistencialismo, visto que esse governo q aí está só sabe fazer isso e ainda diz q não o é. Acho q não se trata de reparação histórica pq se caso o fosse o ideal seria oferecer uma educação d qualidade p/ os menos favorecidos, trabalho digno, moradia, alimentação e mais condições propícias p/ se pudessem sim chegar à uma universidade federal ou estadual por mérito e não através dessas malditas cotas q por si só já são uma maneira de discriminação. ABAIXO O SISTEMA DE COTAS, JÁ.
Já vou dizendo que este livro do Ali Kamel não tem base alguma para dizer nada sobre culturas ou países que adotaram as Cotas como meio de tapar um buraco social e racial. Começando que na Índia o sistema cultural de vida é totalmente diferente que no Brasil. Faz uns 10 ou 20 anos que eles estão saindo do sistema de castas, mas ainda nas pequenas cidades está cultura está muito presente.
Dizer que o Brasil não é um país racista, é falar uma mentira muita da descarada, no Brasil ainda sim tem o racismo entre brancos e negros. Porém isso não vai para mídia do senso comum, e nem chega a ser sitada em nenhum lugar muitas vezes. No Brasil ainda há um sentimento muito forte (para aqueles que não acreditam) de racismo. Já ouvi vários relatos de pessoas que já foram injustiçadas de alguma forma por causa da cor da pele. Não sou a favor das cotas raciais em termos, há também negros que tem bons estudos e não vivem em uma subsistência, mas não vamos esquecer que os negros foram por muitos anos injustiçados e logo após a escravidão, foram largados a esmo no Brasil. Digo então que cada condição é uma condição diferente da outra, não se pode fazer uma comparação com um país onde a cultura se difere muita da nossa.
Para não ficar muito preso só aos meios de cotas raciais, há também as Cotas Sociais. Este eu posso falar com um pouco mais de acerto, porque já dei aula na rede pública de educação e sei muito bem que a instrução que os professores dão não ajuda em nada. Muitos dos professores (não todos, mas sim sua maioria) só querem saber de ganhar salário e passar os estudante de ano ou não, muitos deles abusa do poder como autoridade de professor e passam por cima dos alunos. Muito destes professores são mau preparados ou só fizeram o ensino superior porque não sabiam o que fazer, mas não queriam passar fome. Bom no fim disso, a maioria dos professores do ensino público não querem saber de qualidade de ensino, e sim de qualidade de sálario. Então o Governo vendo que os são péssimamente mau remunerados (por culpa dele mesmo), fazem as cotas sociais, para pelo menos dar alguma chance de os estudantes do ensino público ter alguma chance passar, já que eles tem que disputar com os alunos do ensino privado, que é superior ao ensino público (querendo ou não). Resumindo, na questão atual em que vivemos, sou a favor das cotas sociais, já que a educação pública é muito escassa e os professores são péssimamente mau preparados ou não querem dar aula de qualidade.
E vou além, Ali Kamel nunca vai ser uma autoridade sobre política, educação ou social. Para quem não sabe ele promoveu uma queima de livros (isso não lembra o Nazismo?), um livro didático de ensino fundamental até o médio. Posso dizer seguro disto, porque eu já peguei num destes livros e nunca vi um livro didático tão bom quanto este. O livro tinha um capítulo inteiro sobre o Oriente Médio, um capítulo inteiro sobre a África, eu nunca em minha vida de estudante havia visto um livro que abordasse tão bem o assunto dos dois. Além disso o livro sempre trazia questionamentos sobre assuntos históricos. E só porque um "jornalista" achou o livro "ideológico" demais, ele denunciou ao MEC que o livro poderia ser um mau aos estudantes do ensino fundamental e médio, construindo um circulo de mentiras sobre tal livro e controlando a opinião pública.
Para não me divagar mais penso que as cotas não são o real problema, e sim como é a organização da educação e da sociedade. Enquanto não voltarmos e ver a nossa história como o povo branco que escravizou os negros durante séculos, e depois largando os negros (e índios) a mingua, depois de rever toda está história de aculturação de povos, neste momento poderemos ver se as Cotas são justas ou não.

Para saber mais sobre a tal queima de livros que Ali Kamel comandou, entre neste site: http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/1480257



Rayra Burity, é muto bom este seu quetionamento tão polêmico.

Obrigado.
Qual se faz um crítica ao um autor como esse, ficam ofendidos, então apelampara gramática. Não, onde vivemos, não confio em quem fala algo sobre isso, ainda mais elogiando um autor deste tipo.
Não adianta falar da minha "péssima gramatica", se você não sabe aceitar certas críticas a assuntos ou autores, então não poste algo que você não saiba.
Outra coisa, não ofenda a minha inteligência vindo com essas falas de "péssima gramatica", "que você não sabe escrever direito", isso para mim é coisa de gente que não tem nada a falar.
Paulo, Boa noite! você me desculpe, mas cada um se expressa do seu jeito e como pode ou quer. O importante é o que é dito. Sugiro, urgente, a leitura do pequeno, poético e importante livro do Professor Marcos Bagno ( ), "Preconceito Linguístico"

onde ele expõe claramente e cientificamente como a cobrança de "gramática" e os "manuais de redação" perpetuam os mecanismos de exclusão social. "Coisa feia" não é falar ou escrever "errado" segundo as normas impostas;"coisa feia" é a total falta de empatia pelo próximo, o dedo sempre em riste, a incompreensão e a intolerância, isso sim. Maria Carolina de Jesus foi uma semi-analfabeta e favelada e escreveu "Quarto de Despejo". Escreveu do jeito que ela sabia escrever, o importante é se expressar e não se calar em nome da "boa" linguagem autoritária e de cima para baixo. Foi traduzida em 20 idiomas e comparada a Dostoievski. Conheço um monte de gente que escreve dentro das tais "normas cultas" e se expressa "divinamente", mas que nunca conseguiriam o que Maria Carolina de Jesus conseguiu, talento é outro papo. Na foto abaixo, a grande Clarice Lispector cumprimenta Maria Carolina. Ainda bem que ela compreendia as coisas, vide Macabéa. E sabia o quanto dói a discriminação.

Esse livro é uma excelente leitura mesmo, Ricardo. Também recomendo.

Penso, que nunca conseguiremos reparar todo um contexto de séculos de exploração da força dos marginalizados. Assistência, pode ser? Mas que tem fome tem.......todos já sabemos como acaba a frase. Devermos analisar que as iniciativas da melhoria da educação devem ser feitas a partir de medidas de curto, médio e longo prazo. Dentro desta perspectiva a médio prazo seria as cotas para negros, índios e pobres e estudantes da escola pública. Não há ainda no Brasil uma política seria de melhoria da educação de forma radical, e ainda os pobres e negros tem dificuldades de entrar na faculdade e competir de igual para igual na hora do vestibular, com os alunos das escolas particulares.
Queria apenas expressar minha modesta opinião, no qual nós sabemos que os negros "escravos' eram tratados como mercadoria, e partindo desse presuposto podemos tentar entender o quanto eles sofreram e ainda sofrem determinados tipos de racismo e preconceito.
Mas será que não seria melhor se investir primeiramente na base, dando-lhes melhores condições de competir em pé de igualdade com os demais. Penso que: será que um negro, sendo ele de baixa renda e tendo o mesmo a necessidade de trabalhar para se manter ou melhor para sobreviver, todo dia o dia todo, conseguirá se encaixar e se manter dentro do curso, principalmente aqueles considerados de elite, no qual reguer um bom poder econômico e dedicação exclusiva.
Por outro lado vem também aquela velha questão politíca, no qual pode-se levantar que: será que alguns politícos não estam tirando a responsabilidade de suas costas, e colocando em cima das istituições de ensino superior, onde os mesmos não conseguém ou não querem melhorar a educação brasileiras. Pois acredito que as coisas só iram melhorar realmente se houver um empenho dos governantes e da sociedade de forma geral, talvéz seja utopia de minha parte, mas fazer o que...
De toda forma a quetão das cotas, deveria ser mais discutida dentro e fora das universidades, pois a questão não é passar no vestibular, mais se manter e concluir o curso de forma positiva.
o tão polemico sistema de cotas pode ter de acordo com a visão que se pretende ter os dois aspectos. não deixa de ter seu carater "assistencialista", pois é feito com uma intenção num momento especifico, por um governo (determinado) que acaba o usando como moeda de troca eleitoral e ate como "forma de se manter no poder", contudo naõ podemos nos esquecer do enorme problema social presente no brasil fruto de um longo processo historico de exclusões. nesse sentido as cotas são uma soluçaõ (temporaria) para um problema maior (o da fauta de estrutura do nosso ensino) assim desta forma alem das cotas deve se ir além procurando uma reorganização do nosso sistema educacional, desta forma as cotas não seriam o fim, mas o inicio das mudanças.
Também penso o mesmo sobre o assunto das cotas. É um tipo de "assistencialismo" para promover o governo em momento...como posso dizer, eleitoral. Enquanto a base da educação não mudar seu método de ensino e não equilibrar, nunca vamos ter uma concorrência de forma real nas universidades.
Porém acho que é um tipo de avanço nesta área, como disse o Alex, as cotas não vão resolver o problema de desigualdade, mas vai ser uma solução a curto prazo.
Num país em que boa parte da população é mestiça, como se definir com justiça o quem tem direito a essa reparação? E os imigrantes europeus que também foram explorados pelos coroneis fazendeiros? E como devem se sentir aqueles que mais se capacitaram perderem seu espaço devido a alguém que foi beneficiado pela cota, mesmo com menor rendimento? E Será que isso não pode gerar um risco de acomodamento entre as classes beneficiadas? E invés de se criar ctas, não seria melhor se criar melhoramento nas condições de ensino que oportunizassem a todos igualdade de condições em competirem? Isso e muito mais coisas fico me perguntando.
Nossa!! Desta eu nem sabia, achava que isso não existia.

Obrigado pela informação mesmo!!
Também achei muito importante a informação e gostaria de saber mais e inclusive sobre o que seria PALOP.

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