Foi lançado em 2009 o livro “Guia politicamente incorreto da História do Brasil” pelo jornalista Leandro Narloch, tecendo um “novo” olhar sobre a História do Brasil. Heróis, personalidades, símbolos e uma série de fatos são questionados. Diante deste contexto fica a indagação; até que ponto livros como esses, escrito por um jornalista, pode ser considerado um trabalho de respaldo científico e histórico ? Estará surgindo realmente uma “nova História do Brasil” ?

Tags: Brasil, História

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Respostas a este tópico

Não acho que uma obra apenas tenha o potencial de transformar a maneira que se interpreta alguns fatos da História do Brasil. Também é fato que, da maneira que é abordada hoje, nossa história não atrai os alunos, que têm predileção por História Geral. Acho que este livro pode abrir discussões, mas a mudança - se ocorrer - vai ser gradual.

Um grande abraço,
Prof_Michel (@profmichel,História Digital,Filmes Históricos)
Oii!
Engraçado, meus alunos, tanto da graduação, quanto do ensino fundamental, tem mais afinidade com a História do Brasil, não sei se é porque também tento sempre relacionar o que passou, com o que somos hoje, essa ponte gera uma identificação maior.

Voltando ao fórum a minha preocupação é se realmente estamos com um trabalho com respaldo científico, caramba quando li o livro, pensei, será realmente q tudo isso é verdade ??

Abraço, valeu Michel.
Sem falar no Eduardo Bueno e o sucesso de seus livros. Concordo com você, Paulo.
Oii Paulo entendo e concordo com vc!!

Acabei de fazer uma pós, e percebi que ao escrever o meu TCC, tudo era citação, palavras dentro das normas e uma infinidade de coisas.

Sei que pesquisas e estudos devem ser levados a sério e por isso seguem determinadas normas, mas na prática o que percebo é que as vezes esses critérios nos distanciam ou distanciam nossas idéias das pessoas.

Um aluno do ensino fundamental e médio, raramente vai ler uma monografia ou uma tese, por isso seria interessante uma certa flexibilidade, buscando aproximar a produção acadêmica, científica dos leitores e interessados.

E diante da sua colocação penso duas questões, essas pessoas que andam escrevendo sobre a nossa história, tem um mérito, estão levando idéias e "conhecimento" para vários cantos do pais, vários alunos se interessaram sobre o livro que está em debete, nenhum deles nunca leu nenhum artigo ou trabalho cinetífico.

Resta só uma atenção quanto a credibilidade e seriedade de trabalhos como esses! Nem todo mundo para para questionar o que tá lendo, se o livro fala que não existia escravidão no Brasil colonial, e em sala e fala-se o contrário, isso dá uma confusão danada.

Quantas vezes já ouvi alunos me questionando pois a 20 anos atrás eles aprenderam diferente, eles falam; Como assim?? A História múda ??

É engraçado, as pessoas, principalmente os estudantes, buscam uma verdade absoluta e inquestonável,praticamente imutável, e o que está nos livros, elas veem dessa forma. O autor nunca se engana, e o que tá lá escrito é uma verdade e vai ser daquele jeito pra sempre.

Não sei s consegui ser clara, é que suas idéias germinaram na minha cabeça nascendo outras!!

Abraçosss!
Oiii Paulo, bom dia!!

Não me preocupo tanto com a "invasão" de outros profissionais dentro da História, esse lance de ciúmes, não é comigo, em se tratando de conhecimento, se este for fundamentado, fruto de um estudo, acho que quanto mais melhor. Este livro também tem teses, pesquisas e livros como respaldo, então acho que merece ser lido, discutido, são novos olhares sobre a mesma história. Isso signifique, talvez, o que já sabemos, não existe uma única história, uma única verdade, tudo depende do contexto que é analisado.

Abraço, obrigada pelas contribuições!!
Olá Paulo

Quanto ao livro de Laurentino Gomes, aqui no Rio Grande do Sul é concenso na academia, de que esta obra não deve ser usada como fonte, mas sim, a de Jurandir Malerba A Corte no exílio, pois segundo os professores Laurentino Gomes "plagiou" a obra acima...

Já o Eduardo Bueno... nem se fala... É mais propaganda que conteúdo, como por exemplo aquele série ridícula que ele apresentou no Fantástico, em 2007.


Mas quanto aos livros didáticos, os professores não devem se prender a ele, afinal, na faculdade aprendemos a usar outros tipos de metodologias na sala de aula (vídeo, jornal, imagem, depoimentos, documentos...), mas concordo que a produção de livros didáticos tornou-se um comércio muito rentável, que tem deixado de lado o compromisso com o aprendizado de acordo com as séries correpondentes. Mas deixar datas e personagens de lado é inadimissível, claro que deve haver o bom senso, não deve-se ser metódico ao extremo, mas os historiadores bem sabem que a Escola Metódica não foi excluída totalmente das Escolas Históricas, na produção historiográfica ela representou um período calcado na fortificação do Estado e dos homens que o administravam, modelo copiado no mundo todo. Mesmo com o surgimento dos Annales, o "método" não foi deixado de lado.


Espero ter contribuído para o grupo.

Abraços a todos!
Obrigada Natália, mas não comentou sobre o livro em questão, não tem nada a dizer ??

Abraço!
Acho que livros de história editados por jornalistas devem ser usados com cautela, pois se a história for estudada apenas nas "fofoquinhas históricas", não há produção de conhecimento histórico.

Não vejo como um mal a produção apenas em linguagem acadêmica. Se médicos, advogados, engenheiros, pedagogos, entre outros profissionais do ensino superior fazem isto, por que com os historiadores deveria ser diferente?

Acho que subestimamos a inteligência das pessoas quando fazem obras deste tipo pensando que se não for escrita em linguagem informal as pessoas não entenderiam o que é história.

Abraços

Verdade.

 

Também defendo uma certa flexibilidade quanto as regras da produção acadêmica. As regras, de certa forma, aprisionam o autor.

 

muito boa suas considerações!

 

Abraço!

Numa entrevista ao Veja.com, esse autor diz que seu livro só teve uma intenção: "irritar o maior número possível de pessoas". Lança mão de um método reprovável, "tentando retirar delas o que tinha de mais desagradável, irritante e desconfortável". Buscou uma história através de uma ótica pessoal, procurando nos livros e dissertações que serviram de fonte "apenas aquilo que irritava". Ficou tentado a inventar algumas coisas, "mas se segurou".

Só isso já responde, penso eu, às indagações feitas pela autora do tópico. Não, não estamos diante de uma “nova História do Brasil”.

Não tenho nada contra jornalistas que se metem a escrever história, desde que sigam um mínimo de rigor metodológico, se querem que suas obras tenham algum valor científico para a disciplina.

Primeira parte da entrevista com Leandro Narloch:

http://www.youtube.com/watch?v=bjB64raROI4
Olá Almir!

Pensei numa questão, o fato de irritar não quer dizer que algo seja mentira, posso ter um nariz grande e detestar que a pessoas falem dele, e isso não quer dizer q seja mentira, é só algo que não gosto que falem.

A questão de irritar ou não, é segundária, o relevante é a credibilidade do que foi dito, se o livro tá fundamentado em estudos e teses científicas, então não merece ser analisado ?

O que acha ?

Abraço, obrigada por contribuir!
Olá Daniela. ;)

Eu penso que a questão de irritar seria secundária, se fosse consequência de uma pesquisa bem elaborada que tivesse esse fato (o incômomo) como resultado. Por exemplo, as pesquisas a respeito de torturadores da ditadura, embora não com esta finalidade essencial, irritam certos partidários do regime militar. Mas a partir do momento em que "irritar" é a base central e objetivo principal do projeto do autor, eu me coloco com o pé atrás.

Se me permite um comentário, eu sei que a história nos últimos anos vem passando por um processo de transformação, com novas abordagens, novos objetos, e isso é natural e até desejável. Apenas fico um pouco preocupado com essa coisa de "Nova História", "Velha História", "desconstruir isso", "reformar aquilo", etc. sem um mínimo rigor, um mínimo procedimento metodológico adequado. Sabemos que jornalistas costumam preocupar-se mais com "furos", exclusividade, manchetes, repercussão...mesmo que sejam de fontes duvidosas, do que com o trabalho zeloso e frio do historiador. São duas formas diferentes de produzir conhecimento.

Esquecemos que a historiografia, por si mesma, sempre foi dinâmica e é natural que novos trabalhos venham a complementar ou superar os antigos. O que desconfio é das ondas, das modas historiográficas que vez ou outra aparecem no cenário.

A questão da credibilidade do autor que se baseia em estudos e teses científicas, eu confesso que não posso conferir. Se eu soubesse as fontes e a bibliografia utilizada pelo autor do livro, talvez eu dissipasse um pouco as desconfianças. Isso consta no livro? Ele disse que leu "120 obras". Precisaríamos saber a natureza dessas obras, pois existem obras científicas de todas as naturezas, até aquelas que negam o Holocausto.

Um outro abraço pra você e um grande beijo.

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